Contrato de Casamento
44 Epilogo
Notas iniciais
Epílogo
A cozinha estava silenciosa, Bella grelhava salmão enquanto preparava o purê de batatas. Tia estava de férias e durante todo aquele mês estava encarregada de preparar as refeições, muitas das quais aprendera no curso de culinária e outras com a própria governanta. Edward adorava aquele prato e ela temperou o peixe com limão deixando um toque azedo misturado às ervas finas. Nem sempre a mansão estava silenciosa graças aos gêmeos brincando, mas no momento ambos estavam distraídos pintando sobre a mesa infantil que Bella colocara na cozinha para que pudesse vigiar os meninos enquanto cozinhava.
Damon e Estefan estavam com três anos e cada vez mais parecidos com Edward. Os cabelos cobres eram como os do pai, os olhos azuis tinham o mesmo brilho e intensidade quando a olhavam. Era como se os pequenos tivessem o poder de enxergar o seu interior. Aqueles eram os maiores presentes que recebera e tinha muito orgulho dos filhos. Voltou a se concentrar no jantar e desligou a grelha deixando os filés de salmão aquecidos pelo calor. Mexeu o purê mais algumas vezes e experimentou para saber se estava bom de sal. Faltava agora apenas a salada, mas esse era o mais rápido e simples.
– Papai!
O grito dos filhos fez com que largasse a colher sobre a pia virando-se para ver o marido se agachar e abraçar os gêmeos. Sorriu ao ver o tamanho carinho que Edward tinha com os meninos enquanto estes o olhavam como se fosse um herói. Ele abraçou os pequenos e deu um beijo na bochecha de cada um.
– Olá, campeões! – cumprimentou os meninos bagunçando o cabelo deles – Deram muito trabalho pra mamãe?
– Ela deixou a gente pintar. – Estefan apontou com seu pequeno dedo em direção à mesa onde brincava com o irmão.
– Então quero que vocês me mostrem um desenho bem bonitão depois.
– Será que vai sobrar um pouco do papai pra mamãe?
Bella se aproximou sorrindo e os gêmeos a olharam dando risadinhas. Ambos saíram correndo de volta para e mesa e ela envolveu o pescoço do marido com os braços recebendo um beijo apaixonado. Edward continuava lindo após um dia de trabalho, com seu terno preto, camisa branca e gravata de seda azul escura.
– Senti sua falta. – sussurrou com os lábios grudados aos dele.
– E eu a sua. – mordiscou-lhe o lábio inferior – Não faz ideia do quanto. – deslizou uma das mãos até a bunda dela.
– Edward, as crianças. – riu apertando-se mais contra ele – Mais tarde, amor. – deu-lhe um selinho no canto da boca.
– Vou contar os minutos. – sorriu de canto, aquele sorriso que a desmontava.
– Agora me deixe terminar o jantar.
Ela afastou-se e Edward saiu do quarto sendo seguido pelos filhos que pulavam a sua volta. Bella apenas virou o rosto para olhar as crianças e deixou que os meninos ficassem com o pai. Os três eram bastante apegados, Estefan e Damon viam Edward como seu herói, ainda eram bastante novinhos, mas tinham uma tremenda adoração pelo pai. Estava quase terminando de preparar o jantar. Não tivera tempo de cozinhar nenhuma sobremesa já que os gêmeos ocupavam grande parte do seu tempo, então decidiu que após o jantar serviria sorvete para o marido.
Quando terminou de preparar a salada, sorriu satisfeita por ter terminado o jantar a tempo de Edward comer sem precisar esperar muito. Arrumou a mesa com carinho dispondo os pratos e taças uns ao lado dos outros, ajeitou os talheres e colocou os guardanapos devidamente dobrados dando um toque final à decoração da mesa. Gostava daqueles detalhes, achava importante se preocupar com aquilo já que prezava muito as refeições com sua família.
Assim que finalizou a preparação da mesa, Bella subiu para procurar Edward e os filhos. Ao chegar ao quarto arregalou os olhos com o que vira. Sentado sobre o colchão, o marido estava de costas para a porta, sem camisa, porém ainda vestido com a calça social, enquanto os gêmeos estavam de pé atrás dele usando suas canetinhas coloridas para lhe desenhar as costas. Eram rabiscos em uma mistura de azul, vermelho e verde que quase a fez cair para trás. Às vezes duvidava de que Edward fosse um adulto, já que quando brincava com os filhos deixava que os meninos fizessem o que queriam, inclusive transformá-lo em um papel humano.
– O que é isso? – perguntou fazendo com que os filhos olhassem para trás arregalando os grandes olhos amendoados com medo de que ela pudesse brigar.
– Papai deixou. – Damon disse em uma tentativa de se defender.
– Oi, meu amor. – Edward sorriu, mas sem olhar para trás.
– Às vezes eu acho que você consegue voltar a ter três anos de idade. – sorriu e subiu na cama sentando quase de frente para ele.
– Somente às vezes, é bom ressaltar isso. – colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha – Algumas vezes ajo como adulto. – sorriu malicioso.
– Com certeza. – aproximou-se e lhe deu um selinho – Nem chegou a tomar banho, não é mesmo?
– Não. Achei melhor brincar com os meninos primeiro. Além do mais, você pode lavar minhas costas depois. – piscou para ela – Adoro dividir o box com você, Sra. Cullen.
– Tenho certeza que sim. – alisou o rosto dele com carinho – Mais tarde eu cuido de você, meu amor. – levantou-se – Agora nós temos que jantar. – anunciou dando o aviso aos gêmeos.
– Ah, mamãe. – Estefan protestou – Mas eu tava desenhando um avião.
– Depois você termina, meu amor. – passou a mão nos cabelos do filho – Mas não nas costas do papai, já chega.
– Mas tava bonito. – o menino insistiu.
– Eu sei, meu bebê. Mas agora é hora de jantar.
Edward se levantou e pegou os dois filhos nos braços, carregando-os para a sala de jantar. Bella os acompanhou pensando no quanto estava feliz e em tudo que passara até poder se sentir completa. No dia em que ele lhe propôs o contrato, há cerca de quatro anos atrás, jamais imaginaria que aquela loucura lhe mostraria o quanto poderia ser feliz. Tudo que acontecera naquele período era uma prova de que o que sentia por Edward era realmente verdadeiro, capaz de superar muita mágoa. Já não pensava nas brigas do passado, no que disseram com o intuito de ferir o outro e na mentira que sustentaram por um bom tempo.
Carlisle e Esme nunca souberam do contrato, Charlie passara a aceitar Edward e ambos conversavam com educação em respeito à ela e aos gêmeos. Viu o marido colocar os filhos nas cadeirinhas jamais imaginando que o poderoso Edward Cullen pudesse ser tão carinho e amoroso quanto estava demonstrando. Conseguia lembrar perfeitamente das palavras dele na cerimônia de casamento enquanto fazia seus votos. Eu estarei ao seu lado, eu irei compartilhar de todos os momentos sendo responsável para que estes sejam sempre maravilhosos. Quando te conheci, estava escrito que teria que ser minha e o destino tratou de nos mostrar isso. Aquela última frase fora a mais perfeita e resumia tudo o que passaram juntos. Um contrato assinado que muito mais do que um simples acordo, era o primeiro passo onde cada um entregaria seu coração.
Durante o jantar, enquanto Edward servia pedacinhos de salmão aos meninos sentados um de cada lado, Bella sorria para ele que retribuía de uma maneira única, demonstrando que aquela felicidade iria se estender pelo resto de suas vidas.
– Edward... – chamou-o baixinho fazendo com que ele virasse o rosto para olhá-la – Obrigada.
– Pelo quê?
– Por ter me escolhido para sua proposta. Foi ali que conheci o amor da minha vida.
– Algo me dizia que tinha de ser você. – estendeu uma das mãos e segurou-a com carinho, vendo-a sentada à sua frente – Sempre vai ser você.
– Sempre. – sorriu apaixonada – Por que eu sempre vou amar você.
– Da mesma forma que eu sempre vou te amar, querida.
FIM
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