Contrato de Casamento
33 Capítulo 33
– O papai é durão às vezes, mas tem um bom coração. Eu sei. – começou a conversar com os filhos – Estou tão feliz por ter vocês aqui comigo, não me sinto mais sozinha quando o pai de vocês vai trabalhar. Quando voltarmos vou comprar roupinhas, sapatinhos e os móveis do quartinho de vocês com a tia Alice. Vocês vão adorá-la. É a melhor amiga da mamãe e vai ser a madrinha de um de vocês, assim como a tia Rosalie. Ela é a irmã do papai e está muito empolgada com a chegada de vocês. – disse sorrindo – Mas não tanto quanto eu. Quero poder pegá-los no colo, dar banho, amamentar, por pra dormir, cuidar de vocês e dar todo o meu amor.
Bella ficou ali conversando sobre vários assuntos com os filhos. Contava sobre as aulas de culinária, sobre a oficina que ajudara com a doação de livros e como pretendia visitá-la assim que terminasse as compras para o quarto dos bebês. Queria ver de perto como os jovens estavam aproveitando os livros e gostaria de participar o clube do livro que criaram para incentivar a leitura. Não soube quanto tempo ficou ali conversando com os bebês, mas viu Edward abrir a porta do quarto segurando uma sacola de plástico.
– Desejo realizado. – ele disse largando o cartão da porta sobre a mesinha – Tive que comprar em uma doceria há quase um quilômetro do hotel.
– Me desculpa ter que fazer você procurar por isso, mas eu realmente quero muito comer.
– Não tem problema. – aproximou-se da cama e se sentou na beirada – Bom apetite. Espero que goste.
Estendeu as mãos e pegou a sacola enquanto sorria animada por finalmente realizar seu primeiro desejo de grávida. Abriu a caixa e viu todos os morangos dispostos em formato de círculo e passou a língua nos lábios. Pegou um deles e mordeu-o gemendo de satisfação em sentir o sabor tão desejado. Fechou os olhos e suspirou mastigando o morango sentindo prazer enquanto degustava.
– Bella, se você soubesse o quanto isso foi sexy, pensaria duas fazer em fazer de novo. – a voz de Edward a distraiu e fez com que abrisse os olhos.
– Mesmo? – olhou-o curiosa.
– Mesmo. – assentiu.
– Quer me dar na boca, Sr. Cullen? – pegou um morango e levantou a mão mostrando-o.
– Será um prazer, Sra. Cullen.
O jogo de sedução não demorou muito. Logo Edward estava se desfazendo das roupas, levantando a camisola dela e penetrando-a devagar tomando cuidado com sua barriga. Bella sorria satisfeita enquanto era levada a um mundo de prazer que não se cansava de visitar.
Sozinha em casa, Bella estava terminando de tomar banho para sair para jantar com o marido. Edward conseguira assinar um contrato com uma empresa alemã e passaria a investir em um novo mercado de publicações. Ele chegou em casa quando ela estava terminando a maquiagem e passou direto para o banheiro lhe dando um beijo no ombro rápido como cumprimento. Ele saiu do banho alguns minutos depois completamente nu e com o corpo já seco, Bella o viu pelo espelho, enquanto ajeitava o vestido, o marido passando logo atrás de si e sorriu interiormente. Ainda não se acostumara à beleza de Edward.
– Bella, antes de sairmos preciso dizer que viajarei daqui a dois dias. – disse enquanto vestia a cueca.
– Viajar? – ela se virou para olhá-lo – Para onde?
– Preciso ir até a Itália, visitar os vinhedos e conferir de perto como andam as coisas. Quero fazer um balanço desses primeiros meses e estar mais próximo dos funcionários.
– Entendo. – olhou novamente para o espelho e passou a mão pela barriga – Vai demorar?
– Talvez umas duas semanas. – vestiu a calça e parou ao lado dela segurando uma camisa social – Decidi fazer a viagem porque consegui firmar o contrato com os alemães e posso deixar a empresa de Nova York por alguns dias.
– Tudo bem. Eu vou cuidar do quarto dos bebês na nova casa.
– Confio em você, faça o que quiser. – vestiu a camisa olhando-se no espelho.
Bella se olhou novamente checando se o vestido roxo realmente lhe caíra bem e decidiu colocar os sapatos pretos que havia deixado ao lado da cama. Após calçá-los, colocou brincos de pérolas e viu Edward colocar seu paletó preto por sobre a camisa vinho.
O restaurante era aconchegante, Edward escolhera um australiano porque dissera que Bella ia adorar. Ela nunca havia ido a um, mas achou interessante poder experimentar comidas típicas da Austrália. Como conhecia o lugar e a culinária, Edward escolheu uma salada grega para a entrada e como prato principal costeletas de cordeiro com tapenade. Bella adorou o sabor do tapenade, que servia como molho para dar mais sabor à carne. A sobremesa foi um pavlova, uma torta com recheio de kiwi e limão que ela adorou e acabou repetindo.
– Fico feliz que tenha gostado. – Edward comentou após colocar a taça de vinho branco sobre a mesa.
– Eu achei tão gostosa a comida. Não tinha ideia de que a culinária australiana era tão saborosa.
– Vou te trazer mais vezes.
– Essas tortinhas são uma delícia. Não consegui resistir ao segundo pedaço. – ela sorriu e colocou o garfo de volta no prato e limpou a boca com o guardanapo.
Edward não respondera, seu olhar se fixou em um ponto do restaurante e ele não piscava. Bella achou estranha a reação repentina e a expressão do marido que não explicava nada. Ela queria saber o que prendera tanto a atenção dele, então virou o rosto e viu Rosalie em uma mesa do outro lado do restaurante acompanhada de Emmett. Ambos conversavam sorridentes e estavam de mãos entrelaçadas sobre a mesa. Bella virou o rosto novamente e o marido continuava com a mesma expressão e em silêncio.
– Edward... – chamou-o baixinho fazendo com que os olhos amendoados se fixassem nela.
– Dá pra acreditar naquilo? – ele perguntou ainda incrédulo – Meu advogado e a minha irmã! Desde quando?
– Eu não sei. – balançou a cabeça em negativa – Eles parecem felizes.
– Eles precisam saber que eu os vi. – foi se levantando.
– Não, Edward! – Bella exclamou – Não vá! Não faça isso.
– Rosalie não me contou nada.
– Ela já é bem grandinha. De repente estão vendo se vai dar certo antes de contarem sobre o que está acontecendo entre eles. Vamos embora, Edward. Não vamos incomodá-los.
– Não consigo acreditar. Minha irmã com meu advogado. Eu jamais ia imaginar algo assim. – ajeitou-se na cadeira novamente e chamou o garçom – Amanhã vou ligar para Rosalie.
– Sim, amanhã você fala com ela. Não os deixe constrangidos aqui.
Minutos depois, após saírem pela porta lateral do restaurante já que Bella convencera o marido a sair sem que Rosalie e Emmett tomassem consciência de sua presença, ambos estavam a caminho de casa e Bella já se sentia cansada. Era quase onze da noite, as ruas estavam ainda um pouco movimentadas já que o tempo não estava mais tão frio e a primavera trouxe o frescor da noite.
Edward estava sentado com Bella na varanda do quarto logo após chegar do trabalho um dia antes de viajar. Ele falava ao telefone com a irmã e deixara o aparelho no viva-voz para que a esposa também se interasse do assunto sobre a relação de Rosalie com Emmett
– Rosalie, quero que me conte como aconteceu. – ele falava logo após ter dito à irmã que a vira no restaurante com seu advogado.
– Edward, está bancando o irmão ciumento. Eu não tenho quinze anos.
– Não interessa. Ainda é minha irmã caçula e quero saber como foi que essa relação com meu advogado começou. Há quanto tempo estão saindo juntos?
– Eu vou contar porque te conheço e sei que não vai sossegar. – Bella ouviu o suspiro dela do outro lado da linha – Lembra-se do dia em que fui ao seu escritório? Da última vez?
– Sim. – ele respondeu.
– Quando estava indo embora, encontrei Emmett no elevador e como estava na hora do almoço, por coincidência íamos almoçar no mesmo restaurante. Ele me convidou para me sentar à sua mesa e começamos a conversar. Depois marcamos de sair juntos e cá estamos.
– Estão namorando? – ele perguntou diretamente.
– Ainda não. E nem tente me retrucar. – ela emendou sabendo que o irmão não ia ficar satisfeito com a resposta – Eu prefiro que as coisas aconteçam devagar, estamos nos dando bem e se tudo continuar bem como está, aí sim oficializamos.
– Não me soa muito bem isso. – ele se recostou no sofá da varanda – De qualquer forma, espero que Emmett não faça nada errado porque sou capaz de cortar a cabeça dele com uma faca de pão.
– Edward, menos. Já não sou mais criança. Agora fique calmo que eu vou desligar. Tenha uma boa viagem e mande um beijo para Bella. – ela não sabia que a cunhada estava ouvindo toda a conversa.
– Certo. Se cuida, Rosalie.
Ela desligou e Edward suspirou fechando os olhos. Bella colocou a mão sobre a coxa dele e alisou-a devagar sabendo que apesar da cunhada ser uma mulher adulta, Edward sempre a protegeria porque este era seu jeito. Era protetor e gostava de ter domínio sobre as coisas, até mesmo em relação aos namoros da irmã. Talvez ele não estivesse tão nervoso por já conhecer Emmett, provavelmente se fosse um homem desconhecido, ele já teria interferido e se mostrado presente naquele dia no restaurante.
– Edward, você está parecendo um irmão preocupado com a irmã adolescente. – ela disse acariciando a coxa dele – Por que não pensa em outra coisa?
– Fico preocupado, Bella. – passou o braço sobre o encosto do sofá atrás dela – Não quero ver minha irmã magoada.
– Você acha que Emmett pode magoá-la?
– Não sei. – balançou a cabeça – Ele é meu advogado e amigo, mas não sei como se comportará com minha irmã.
– Vai dar tudo certo. Eles fazem um belo casal e eu torço pra que fiquem juntos. – recostou-se e colocou a mão sobre a barriga – Acho que vou tirar um cochilo.
– Vá, Bella. Você precisa descansar.
– Amanhã vou à mais uma consulta. Uma pena você não poder ir junto.
– Me ligue depois e me deixe ciente de tudo. – levantou-se e estendeu a mão à ela – Venha. Enquanto isso vou ligar para Emmett e pedir para ele trazer o contrato do seguro da nova casa já que terei que viajar amanhã.
– Você quer interrogá-lo, não é? – levantou-se devagar por conta da barriga que já estava começando a pesar tornando alguns movimentos mais lentos.
– Talvez. – deu de ombros.
Bella acordou no final da tarde com o estômago roncando. Levantou-se devagar e apoiou a mão na barriga e se levantou apoiando a outra no colchão. Não havia sinal de Edward no quarto e nem dentro do banheiro. Lavou o rosto devagar e se olhou no espelho. Até que a viagem lhe fizera bem, estava um pouco mais bronzeada e gostava no seu tom de pele no momento. Olhou pela janela quando voltou ao quarto e viu que estava tudo escuro do lado de fora, mas não tinha ideia do horário. Pegou um hobby e vestiu por cima da camisola, saiu do quarto e desceu direto para a cozinha sem se preocupar onde o marido estava, precisava comer. Tinha que cuidar dos seus bebês. Tia estava em frente ao fogão cozinhando alguma coisa e não a viu entrar.
– Boa noite, Tia. – ela disse se aproximando o balcão.
– Boa noite, Sra. Cullen. – olhou-a – Está com fome?
– Bastante.
– O Sr. Cullen disse para lhe fazer uma sopa e lhe oferecer assim que acordasse. – ela disse já se movendo para pegar uma das tigelas de porcelana.
– Onde Edward está?
– No escritório. Disse para você comer primeiro e depois ir até lá.
– Obrigada. – Bella agradeceu quando Tia colocou a tigela sobre o balcão à sua frente junto com outra tigela com pães.
Não tinha noção do tamanho de sua fome até repetir a sopa. Era de legumes e estava deliciosa. Na verdade, Bella se acostumara à comida de Tia e entristeceu ao imaginar que não mais poderia saborear aquela refeição, que não entraria em casa e veria o doce olhar de Tia a quem tinha quase como uma mãe e principalmente, não teria Edward. Seu semblante entristecera e ela reprimiu a vontade de chorar. Não podia pensar nessas coisas, precisava ser forte e encarar tudo já que decidira levar adiante aquele casamento. Tinha que pensar no pai, precisava salvar a empresa dele e devolver-lhe o único bem que sobrara da família Swan.
– Está tudo bem, Sra. Cullen? – Tia perguntou notando a tristeza em seu olhar.
– Sim. Eu estou bem. – sorriu para disfarçar – Estava tudo delicioso, Tia. Vou falar com Edward. – ela pegou a tigela para levar até a pia.
– Não, não precisa fazer isso. – Tia interferiu – Deixe que eu cuido de tudo.
– Obrigada.
Bella sorriu mais uma vez e foi até o escritório do marido vendo a porta fechada. Ela bateu e ouviu a voz dele permitindo a entrada. Edward estava de calça jeans e uma camisa branca de mangas com um decote em V. Era um pouco grudada ao seu corpo e modelava os músculos do braço com perfeição. Ele estava de pé ao telefone calado, provavelmente ouvindo quem estava do outro lado.
– Não, Seth. Eu vou viajar amanhã e só voltarei daqui a duas semanas mais ou menos, não marque a reunião para semana que vem. – Edward olhou-a e estendeu-lhe a mão – Eu sei, mas eles vão precisar esperar. – segurou a mão de Bella e apertou-a devagar – Preciso ir à Itália, tenho que verificar minha empresa no país e não posso mais adiar isso. – Bella se recostou a ele e Edward soltou-lhe a mão pousando-a em sua bunda – Marque para quarta-feira logo após a minha volta. – alisou uma das nádegas da esposa – Ótimo, Seth. Vou precisar desligar.
Edward largou o telefone sobre a mesa e olhou-a com atenção. Bella levantou o olhar e deslizou a ponta dos dedos sobre a barba por fazer. Adorava os olhos do marido, eram azulados, mas algumas vezes pareciam bem mais claros que de costume.
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