Notas iniciais
Oi lindas tô surtando aqui com todos os comentários que vocês deixaram vcs são demais vamos chegar a 200 comentários haaaaa o que me deixou muito mais do feliz foi a linda recomendação que a Caroline Forbes deixou obrigada linda vamos a fic ja falei muito haha bjos

– Não, não tem a ver com ele. Tem a ver com o fato de me sentir perdida em meio a tudo isso. Tenho medo do que meu pai vai dizer se eu lhe contar que estou grávida. – suspirou – Eu prefiro acreditar que não estou. Que é só uma indisposição, mas que tudo ficará bem. Eu prometi ao meu pai que saberia me virar sozinha e faria algo para ele, que seria recuperar a empresa. Eu não posso deixar a única coisa que tínhamos para Edward.

– Eu entendo. Quero que me ligue ou mande uma mensagem avisando sobre o resultado. – levantou-se – Eu fiz uma torta de atum deliciosa, acho que vai gostar. Aceita um pedaço? Vamos esquecer por um momento toda essa situação. As coisas vão se resolver, Bella.

– Assim espero. – respirou fundo e se levantou.

Logo que se passaram duas horas, Bella saiu do apartamento da amiga e dirigiu novamente até a clínica. Agora a ansiedade aumentara tanto que precisou respirar fundo sentindo o embrulho no estômago. Desceu do carro e andou apressada até à entrada com a cabeça um pouco baixa por conta da chuva fininha que começara a cair. Foi até a recepção e deu seu nome para saber se o resultado já estava pronto. Minutos depois, estava de volta à sala do Dr. Benjamin que segurava um envelope branco.

– Olá novamente, Sra. Cullen. – ele a cumprimentou tirando alguns papéis do envelope.

– Olá, Dr. Benjamin. – sentou-se na cadeira.

– Isabella Cullen... – ele disse enquanto seus olhos pretos estavam fixos no papel do exame – Meus parabéns, a senhora está grávida! – exclamou sorrindo levantando o olhar.

– Grávida?! – repetiu espantada.

– Sim. – afirmou com a cabeça – Cerca de sete semanas, ainda está no começo. – pegou seu bloco de receitas – Vou indicá-la a um ginecologista para que possa fazer o pré-natal e tirar todas as dúvidas.

Ela saiu da clínica totalmente desorientada, todas as esperanças que ainda tinha desapareceram com a comprovação do resultado. A chuva fina deixou algumas marcas de pingos no envelope branco, mas não se importou. Sentou no banco do veículo e fechou os olhos sem ter ideia do que ia fazer de agora em diante. Seu casamento havia acabado, não conseguira recuperar a empresa e a perdera definitivamente para Edward. Havia deixado tudo pior. Como explicar ao seu pai o que havia acontecido? Sentia-se derrotada. Olhou para baixo e colocou a mão sobre o ventre.Havia um bebê crescendo ali, fruto da relação falsa que mantinha com Edward, porém verdadeira o suficiente para conceber uma criança.

– O que vou fazer agora? – alisou o ventre – Seremos apenas nós dois?Não queria pensar em nada agora, precisava apenas chegar em casa para então refletir sobre o que acabara de acontecer.

Dirigiu até a mansão que não seria mais o seu lar e saiu apressada para o quarto. Assim que fechou a porta, correu até a cama e deitou deixando as lágrimas a consumirem. Tudo se tornou pior ao sentir o cheiro de Edward impregnado nos lençóis de seda. Era forte, masculino e delicioso, assim como ele. Não teria mais a cama para dividirem, nem mesmo os diversos compromissos. Tudo havia acabado e ela sabia que a culpa iria recair sobre si.Colocou novamente a mão sobre o ventre e se encolheu sabendo que havia engravidado de um homem que não a amava e não tinha a menor intenção de ter um filho com ela.

Havia perdido tudo, toda sua dignidade e o único bem que ainda restava de sua família. Falhara em sua tentativa de dar ao pai novamente a empresa que era sua vida. As lágrimas escorriam molhando o lençol, foram longos minutos de choro e soluços sobre o colchão que nunca mais voltaria a dormir. Demorara a se acostumar àquela vida, aquele lugar, mas sentia que tudo isso já fazia parte de si e deixar tudo para trás a machucava mais do que poderia imaginar. Quando se mudou torcia para que tudo logo terminasse, mas agora que iria embora não se sentia feliz, se sentia derrotada, deixava algo para trás que já se tornara parte de si. Era difícil admitir, mas saberia como lidar em não ter mais Edward ao seu lado, mesmo com todos seus defeitos, ainda existia algo nele que precisava descobrir.

Algo que lhe dizia que Edward não era aquele homem frio todo o tempo. Pudera experimentar alguns lapsos de momento onde ele se tornara alguém mais caloroso e até mesmo carinhoso. Sabia que aquele homem guardava muitos segredos em sua maneira de ser.Foram longos minutos, talvez cerca de uma hora ou mais que ficara ali chorando e tentando se conformar com a realidade. Pensou no bebê, uma vida que dependia dela para tudo e passou a deixar o sentimento maternal tomar conta de si para tentar esquecer tudo que a atormentava. Dedicaria todo seu amor aquele pequeno ser que fora concebido em condições bastante confusas, mas que teria seu carinho e sua dedicação da melhor maneira possível.

Seria uma boa mãe, pois sabia a falta que lhe fizera uma.Quando reuniu forças, levantou-se e enxugou as lágrimas que haviam escorrido, foi até o banheiro e lavou rosto. Estava inchado e seus olhos diminuíram de tamanho. Seu rosto estava pálido e a maquiagem um pouco borrada, mas aquilo não importava. Precisava sair daquela mansão antes que Edward chegasse. Seria ainda mais difícil encará-lo naquela situação, precisava de um tempo para organizar os pensamentos e falaria com ele pelo telefone. Aquilo a fizera lembrar que precisava avisar à Alice, então mandou uma mensagem porque não tinha condições de conversar no momento. Sua cabeça doía e precisava de um bom descanso.

Por sorte não precisou se desfazer de seu apartamento e Edward mantivera tudo organizado enquanto ela não estivesse lá, portanto poderia voltar para onde morava antes de toda essa confusão acontecer.Pegou uma mala, colocou-a sobre a cama e começou a colocar seus itens pessoais e pegou algumas roupas no closet que lhe pertenciam antes de ter ido morar com Edward. Começou a dobrá-las evitando pensar no que deixaria de ter depois que saísse daquela mansão.

Era meio da tarde, então tinha tempo suficiente para arrumar algumas coisas antes de sair e não encontrar com Edward, mas se espantou ao ouvir o barulho da maçaneta da porta. Viu a figura alta dele aparecer logo que entrou no quarto e ela que estava dobrando um vestido parou o que fazia e olhou para ele um pouco surpresa por estar ali àquela hora já que ele costumava chegar no começo da noite.

– O que está fazendo? Pra que essa mala? – perguntou olhando-a fixamente – Pretende viajar e não fiquei sabendo?

Bella não respondeu, apenas foi até o criado-mudo e pegou o envelope branco que mudara sua vida e se aproximou dele, tendo consciência de que o cheiro da colônia masculina era capaz de fazê-la perder a razão por um segundo. Edward pareceu confuso, então abriu o envelope e olhou sem entender os papéis que estavam ali dentro, apenas conseguiu identificar que era de um laboratório e provavelmente o exame de sangue que Bella fora fazer.

– O que é isso, Bella? – perguntou mostrando os papéis.

– Meu exame de gravidez. – olhou-o nos olhos – Estou grávida, Edward. Sete semanas. – apontou em direção à cama – Eu estou fazendo minhas malas para me mudar da mansão, quebrei uma das cláusulas do contrato. Sei que ele foi anulado.

Ela girou o corpo para voltar a arrumar as malas, mas sentiu os dedos de Edward se fechando sobre seu braço. Era agora o momento que mais temera, ele faria um escândalo sobre aquilo. Virou-se quando sentiu que ele a girava contra si e olhou-o nos olhos. Estava aterrorizada.

– Você não vai a lugar nenhum, Bella. – dissera com a voz rouca e autoritária.

– Edward, eu estou gravida. – repetiu – Não deveria ter acontecido e...

– Chega! – interrompeu-a – Já disse que você não vai sair daqui.

Ainda segurando o braço dela, ele enfiou a mão livre em um dos bolsos e retirou o iPhone discando algum número e colocou o aparelho no ouvido. Bella não sabia o que fazer, ele não a deixara sair e imaginou que precisavam resolver algo para que o casamento fosse oficialmente anulado. Não queria chorar, não naquele momento, não ali na frente dele, mas o nó em sua garganta fazia com que sentisse dor.

– Emmett, preciso de você aqui em minha casa com urgência. – ele disse olhando para um ponto fixo e sem soltar o braço dela – Meia hora está ótimo, eu espero você. – desligou e voltou a guardar o celular.

– Edward, por favor... – pediu, mas não sabia o que dizer.

– Emmett virá aqui e daremos um jeito de mudar o contrato.

– Mudar? – espantou-se – Mudar o quê?

– A cláusula sobre a gravidez. – soltou-lhe o braço – O casamento não vai se desfazer por conta disso. Conversarei com Emmett e veremos se ele pode fazer um novo contrato incluindo cláusulas sobre filhos.

– Você não está irritado? – perguntou ainda em choque, completamente surpresa pela reação tão controlada. Esperava que ele fizesse um escândalo por ter descumprido o contrato.

– Não, Bella. – enfiou a mão no bolso e tirou um maço de cigarros – Desde ontem andei pensando na possibilidade de você estar grávida e há uma grande vantagem nisso. – retirou um cigarro e colocou o maço de volta no bolso – Será uma notícia excelente para a imprensa. – prendeu o cigarro entre os lábios e acendeu a ponta com um isqueiro de ouro, um detalhe completamente Edward Cullen – Imagine que maravilhoso será quando souberem que você está grávida. – sorriu segurando o cigarro entre os dedos – Será a prova de que nossa família está completa e nosso casamento em um perfeito mar de rosas. – colocou o cigarro na boca e soltou a fumaça em seguida.

– Então você conseguiu ver a vantagem de uma gravidez não planejada?

– Sim. – confirmou balançando a cabeça e olhando para fora – Uma separação agora está fora de cogitação e começarmos uma família será a imagem perfeita que quero passar. – olhou para ela – Faça todos os exames necessários, quero que consulte os melhores médicos de Nova York e descanse. – aproximou-se dela devagar e segurou-lhe o queixo – Ligarei para minha mãe e darei a notícia, marcarei um jantar para sábado. Convide seu pai e Alice.

Ele lhe deu um leve selinho nos lábios e saiu do quarto ainda sustentando o cigarro recém-aceso entre os dedos. Então aquela gravidez para ele era apenas mais uma jogada para aumentar seus negócios? Um fio de esperança brotou quando achou que a calma dele vinha de um surpreendente sentimento paternal, mas na verdade aquele filho representava para ele algo que lhe abria ainda mais portas para expandir seus negócios. Aquele era o Edward que conhecera, aquele era o homem que sempre seria. Precisava aprender a encarar aquela nova etapa junto com seu filho sem esperar demonstrações de afeto e amor paternal vindos de Edward.

Foi até a mala e começou a tirar o que guardara e voltou a por tudo em seu lugar. Voltara a se sentir novamente uma estranha em uma casa que não era sua. A sensação de sentir que realmente pertencia aquele lugar sumiu junto com o bom humor e o lado afetuoso de Edward. Após guardar a mala vazia, ela se sentou na poltrona e automaticamente levou a mão ao ventre. Ainda não caíra a ficha de que dentro de alguns meses estaria carregando um bebê em seu colo, alguém que iria proteger e amar com todas as forças que tinha.

Ficou alisando a barriga devagar olhando para baixo e sorriu pela primeira vez desde que começara o dia. Seria mãe e ela não conseguia imaginar que o sentimento maternal pudesse ser tão grande ao se dar conta de que apesar da situação em que se encontrava, aquele era o momento mais feliz de sua vida.

– Meu bebê... – sussurrou acariciando sua barriga por cima da blusa – Eu prometo que serei a melhor mãe do mundo.

Bella sempre soube o quão difícil fora crescer sem a mãe e agora chegara seu momento de dar todo o amor que uma mãe poderia dar a um filho. Queria fazer a diferença para ele, participar de tudo que envolvia seu filho e educá-lo para que se tornasse uma pessoa digna. Não se questionava se esperava um menino ou uma menina, não tinha preferência pelo sexo do bebê, o amaria e dedicaria seu tempo a ser uma mãe responsável. Apesar de nova, aquele era o momento de amadurecer ainda mais como mulher já que teria um filho para criar.

O sentimento maternal a acolhia e era a ele que se agarrava deixando de lado os medos e as inseguranças em relação a Edward. Precisava manter-se focada em relação ao bebê e cuidar dos detalhes de sua gestação. Pensou no pai e no que ele diria sobre sua gravidez, afinal, Charlie sabia que o casamento da filha era fachada perante toda a sociedade e que duraria tempo suficiente até Edward conseguir tudo o que queria tirando proveito daquela situação.Esme Cullen ficou completamente animada com a notícia de que seria avó.

Quando Edward telefonou, ela pediu para falar com Bella e passou meia hora ao telefone falando sobre gravidez, sobre os planos para o bebê e divagou sobre seu sonho realizado de se tornar avó. Rosalie também parecera bastante animada, nos breves minutos que falara com ela ao telefone, com a novidade e era um pouco estranho já que ela sabia sobre o contrato.Naquela noite de sábado, a família Cullen já estava reunida sentada nos sofás da sala de estar enquanto esperavam por Charlie e Alice. Edward fizera questão de dar aquele jantar para comemorar a gravidez da esposa, apenas para fazer média com os pais, já que todas as outras pessoas presentes sabiam sobre a verdade daquele casamento. Bella se sentia mal por mentir para os pais dele que eram pessoas tão maravilhosas. Realmente gostava de Esme e Carlisle e sentia aquela pontinha de tristeza por enganá-los daquela forma bancando a esposa apaixonada e feliz.

– Estou tão contente por finalmente me tornar vovó! – Esme exclamou bastante animada.

– Foi uma grande surpresa para nós dois, mas sou um homem totalmente realizado. – Edward disse com o poder de tornar suas palavras sinceras – Estou muito feliz por Bella ter me dado esse presente. – beijou o pescoço da esposa.

– Ótimo jeito de começar o ano, Edward. – Rosalie disse e olhou para a cunhada – Já estou curiosa para saber se é menino ou menina.

– Ainda falta um pouquinho. – Bella sorriu.- Marcou a consulta? – Esme perguntou preocupada.

– Sim. – confirmou com a cabeça – Segunda vou a ginecologista e logo começarei o pré-natal.

– Com licença, Sr. Cullen. – Tia entrou na sala – O Sr. Swan chegou.

– Papai! – Bella exclamou assim que viu a figura do pai entrar na sala de estar.

– Querida! – ele abriu os braços para acolher a filha que já se aproximava para abraçá-lo.

– Que saudades! – disse abraçando o pai – Que bom que está aqui. – soltou-o e segurou a mão do pai – Venha, estávamos todos conversando.

– Charlie... – Edward se levantou e estendeu a mão para cumprimentar o sogro – Aceita beber alguma coisa?

– Um copo de uísque está ótimo. – disse apertando a mão do genro – Boa noite a todos. – olhou para o resto dos Cullen sentados no sofá.

– Boa noite, Charlie. – Carlisle cumprimentou-o sendo seguido pela esposa e a filha.

– O jantar logo será servido. – Bella disse voltando a se sentar em seu lugar – Alice está demorando um pouco.

– Deve ser o tempo, está horroroso em alguns cantos da cidade. – Charlie disse e agradeceu ao copo que Edward lhe entregava.

– Podemos esperar, não há problema. – Carlisle disse se recostando.

– Pai, falávamos sobre o bebê.

Notas finais
Bom ai está e mais uma vez quero agradecer pela recomendação Chegou até aqui comentem e favoritem amaouuuu então recomendem bjos ♥