Contrato de Casamento
16 Capítulo 16
Notas iniciais
As mãos ágeis trataram de desfazer o nó do vestido dela atrás do pescoço e deixou que os seios ficassem descobertos. Bella estava nas mãos dele vulnerável e totalmente entregue ao momento de luxúria e prazer que ele poderia lhe proporcionar. Soltou um gritinho de surpresa quando ele a virou bruscamente de costas e tomou-lhe os seios com as duas mãos, apertando-os com força e brincando com os mamilos endurecidos. Edward beliscava e soltava, Bella jogou a cabeça para trás e apoiou nos ombros dele, estava toda arrepiada e sentia as mãos dele se encaixando perfeitamente em seus seios. Levou uma das mãos para trás e segurou-lhe a nuca, puxou os cabelos dele e empinou ainda mais os seios para que aquelas carícias continuassem. Com uma das mãos, Edward puxou o vestido dela para baixo e deixou-a apenas com a calcinha de renda impedindo sua completa nudez.As mãos dele deslizaram sobre sua barriga, sua cintura e pararam quando tocaram o elástico da calcinha.
Bella virou o rosto para olhá-lo e sua expressão praticamente implorava para ser despida e possuída por ele. Edward lhe deu um beijo rápido, chupando seu lábio inferior e mordeu-o com força em seguida, ouvindo o gemido dela e sentiu que Bella empinava a bunda para ele. Aquele era um convite que não podia resistir. O membro dele já fazia volume em sua calça e ela podia senti-lo atrás de si.
Edward a agarrou e levou-a até a cama fazendo com que Bella caísse sobre ela de costas, mantendo o olhar fixo no corpo de seu marido. Ele retirou a camisa puxando-a com força e fazendo com que alguns botões saltassem caindo em algum canto do chão do quarto. Peitoral ficou exposto, mostrando alguns pelos que a deixavam ainda com mais vontade de tocá-lo. Bella se sentou na cama e puxou-o pelo cós da calça. Apertou o membro por cima do pano e ouviu Edward gemer de prazer. Delicadamente e prolongando o momento, ela abriu devagar o botão e abaixou o zíper sem deixar de sentir que ele a olhava fixamente sabendo o que ela pretendia fazer. Abaixou a calça e a cueca, deixando o membro rígido exposto à sua frente e pronto para ser acariciado.
Segurou com uma das mãos e olhou para Edward com os olhos castanhos brilhando de expectativa. A boca cobriu-o devagar e o gemido rouco dele foi o que precisava para lhe dar mais confiança. Sentiu que seus cabelos eram segurados com força e os movimentos de sua boca começaram a aumentar. Era delicioso poder senti-lo daquela forma e ter consciência do prazer que podia proporcionar.
– Bella...
A excitação naquele quarto aumentava progressivamente e Edward gemia chamando-a algumas vezes fazendo com que ela não parasse aquele movimento. Antes que ele pudesse chegar ao clímax, sentiu ser puxada pelos cabelos e ficou de pé, abrindo os olhos e encontrando os dele ainda mais escuros e transbordando excitação.
– Sou sua, Edward. – deslizou as mãos sobre o peitoral dele sentindo seus pelos sobre as palmas das mãos.
A resposta para aquilo veio de maneira forte e violenta. Ele segurou-lhe a calcinha e com força puxou-a fazendo com que o pano rasgasse e jogou-a longe para algum lugar do quarto. A pele queimou quando sentiu o atrito, mas ela não sentia dor, sentia-se excitada e o calor aumentar. Edward a jogou na cama e debruçou-se sobre ela abocanhando um dos seios. Bella arqueou as costas, voltando a ficar arrepiada e agarrou os cabelos dele. Sentia seu mamilo ser sugado com força, sentia mordidas e chupões fazendo com que se contorcesse sob ele. Sua intimidade já estava molhada, latejando e pronta para recebê-lo.
Edward deslizou a língua no vale dos seios e encaixou-se entre as pernas dela, penetrando-a com força em seguida. Bella gritou com a atitude inesperada, sentiu-se preenchida por ele e abraçou-o com as pernas. Os movimentos começaram rápidos, intensos e ritmados. Ambos gemiam e chamavam com voz rouca o nome do outro. Bella cravou as unhas nas costas dele e arranhou-o. Edward ao sentir a leve ardência em seus costas começou a enterrar o membro com força fazendo com que ela gritasse sentindo que ele ia até o fundo.Nenhum dos dois conseguia pensar em mais nada, o prazer aumentava descontrolado e os corpos suados roçavam um no outro deslizando sobre a umidade da pele. Bella estremeceu, fechou os olhos com força e se deixou entregar ao prazer que sentia naquele momento. O clímax se aproximava, a respiração era acelerada e o seu coração praticamente pulsava como se fosse sair do peito.
O que Edward era capaz de provocar nela homem nenhum havia conseguido e sem poder mais controlar o próprio corpo, gritou o nome dele e explodiu em um orgasmo poderoso. Edward continuou os movimentos, sentia o membro inchado e após mais algumas estocadas sentiu o corpo tremer e se liberou dentro dela soltando gemidos roucos enquanto afundava o rosto na curva de seu pescoço.Ambos estavam ofegantes e Bella deslizou uma das mãos pelas costas dele devagar. Edward respirou fundo e lhe deu uma mordida no pescoço devagar e levantou a cabeça até encostar os lábios nos dela. Beijaram-se com calma, Bella deslizou as mãos até a nuca dele e sentiu que uma das mãos alisava uma cintura. Ambos recuperavam as forças e tentavam controlar a respiração. Edward afastou os lábios devagar e se deitou ao lado dela fechando os olhos se sentindo satisfeito.
– Foi muito melhor do que ter ido àquela festa. – esticou um dos braços e passou por trás dela.
– Nós dois preferíamos ter ficado aqui. – colocou a mão sobre o peitoral dele – Tenho medo do que vai acontecer com a repercussão daquela briga. – fechou os olhos e apoiou a cabeça no peitoral dele, pela primeira vez em muito tempo agiam como um verdadeiro casal.
– Darei um jeito. Logo eles vão esquecer o que houve, Bella.Na próxima semana encontrarão outro escândalo. Basta mostrarmos o quanto nosso casamento anda bem e o quanto nos amamos. Eu perdi a cabeça, mas não suporto que ninguém toque você.
– Eu não permitiria isso. Você viu que eu me afastei.
– Eu sei.Um barulho chamou a atenção dela e fez com que levantasse a cabeça do peitoral dele.
Barulho de fogos. Finalmente chegara um novo ano. Levantou-se apressada fazendo com que Bella a olhasse curioso e abriu as cortinas tentando olhar para o lado de fora e ver as luzes coloridas no céu. Era um pouco complicado enxergar em toda sua beleza, nevava muito no momento, mas era encantador. O ano havia terminado e mentalmente ela fez um balanço rápido do que acontecera. Seu pai perdera tudo e ela se casou com alguém que não conhecia para salvar a família da total falência. Sentiu as mãos quentes de Edward deslizarem sobre sua cintura e abraçá-la por trás.
– Feliz ano novo! – ele disse próximo à sua orelha.
– Feliz ano novo! – exclamou sorridente gostando daquele lado do marido que ainda não conhecia muito bem.Edward estava um pouco mais atencioso e menos frio. Pareciam um verdadeiro casal logo após fazerem amor. Ela se virou de frente para ele e Edward lhe deu um beijo rápido.
– Vou buscar o champagne. – ele se afastou e logo saiu do quarto.Bella foi até a cama e se sentou.
Estava nua e não se importava com aquilo. Gostava da maneira que Edward a olhava. Sentia-se bela e desejável. Apesar de serem bastante diferentes na maneira de agir, ambos se entendiam perfeitamente quando o assunto era sexo. Desejavam-se e aproveitavam aquela química para que o casamento não se tornasse um peso para nenhum dos dois. Lembrou-se do Natal, quando seu pai e a família de Edward foram cear na mansão. Agiram como um casal apaixonado, ele fizera questão de lhe dar um presente naquela noite: um bracelete todo em diamante que estava guardando para uma ocasião especial. Ficou imersa em pensamentos e quando se deu conta, ele estava de volta segurando um balde de gelo com uma garrafa de champagne e duas taças de cristal.
– Não estamos em uma festa lotada de pessoas, mas merecemos brindar. – ele disse colocando tudo sobre a mesa e abriu a garrafa fazendo a fumaça sair pelo gargalo.
Edward serviu as duas taças e aproximou-se de Bella entregando-a uma delas. Ela sorriu para ele e ambos bateram de leve o cristal um contra o outro e beberam um gole.
– No que está pensando, Bella?
– No Natal, quando ceamos aqui. Foi diferente do que eu costumava passar quando estava em casa. Éramos somente eu e meu pai. – explicou e bebeu mais um gole do espumante – Gostei de passar com sua família. Foi divertido. – olhou – Sempre foram assim as comemorações em sua casa?
– Sim. – ele se sentou ao lado dela – Minha mãe sempre foi uma pessoa muito tradicional, então fazia questão de ter toda a família em volta da mesa. Acho que era uma forma de manter todos juntos já que meu pai sempre passou muito tempo cuidando dos negócios e eu cada vez que crescia me envolvia mais com isso.
– Esme é uma ótima pessoa.
– Sim, ela é. – olhou-a – E sua mãe, Bella? – perguntou fazendo com que ela o olhasse um pouco surpresa com a pergunta – Você nunca fala muito sobre ela.
– Minha mãe faleceu quando eu era muito nova, cerca de cinco anos de idade. Eu tenho muito poucas lembranças dela, a maioria são fotos. Meu pai sempre tentou fazer o melhor pra suprir a falta dela.
– Ele fez o que estava ao seu alcance, certo?
– Sim. Como você deve saber, ele sempre foi focado nos negócios também. Tudo o que tínhamos era a empresa e a nós mesmos. Eu não acreditei quando ele disse que havia falido.
– Alguém roubou seu pai, Bella. Ele não foi diretamente culpado pelo que aconteceu. Infelizmente, já era tarde quando Charlie descobriu que havia um rombo em sua empresa e estava saindo mais dinheiro do que entrando.
– Eu sei, ele me explicou. Um dia tínhamos tudo, e no outro não tínhamos nada. Foi horrível ver meu pai se sentir culpado pelo que houve. Ele se sentia culpado também, como se não tivesse honrado a memória da minha mãe, de cuidar sempre de mim e da nossa família. Nos deixar na falência destruir o que tínhamos para nos sustentar.
– E você está sendo forte o suficiente para reerguer o patrimônio da sua família.
– Do jeito que eu sei. – olhou para o líquido em sua taça.
– Não se martirize por isso, Bella. – ele se levantou, foi até a garrafa e encheu um pouco mais sua taça – Ambos estamos nos ajudando. Você está sendo uma ótima esposa, devo te elogiar.
– Uma ótima esposa?
– Em qual sentido, Edward? – olhou para ele.
– Em todos, Bella. – respondeu e bebeu um gole do champagne.
Teatro era um dos lugares preferidos de Edward e um perfeito local para ser visto ao lado da esposa. O musical que Alice Brandon estrelava era sobre uma mulher que havia deixado tudo para trás na intenção de seguir seu sonho de ser cantora. Bella pegou o panfleto e se acomodou na cadeira vermelha acolchoada ao lado do marido. Edward segurou a mão dela e ambos entrelaçaram os dedos. O gesto poderia ser calculado, mas ela gostou de poder sentir o calor daquele contato. O que estava acontecendo? Cada dia que passava se sentia menos distante do marido e menos estranha naquela mansão.
Apesar de Edward ainda ser muito frio, Bella conseguia sentir certa vontade de estar ao seu lado algumas vezes e aparecer em público fazendo o papel de esposa apaixonada já não era tão difícil como antes. Era costume, preferia acreditar que aquela vontade de sentir os simples toques do marido fosse questão de hábito do que uma ligação emocional.
Ela havia avisado à Alice que estaria naquela noite junto com Edward para prestigiá-la durante a peça e que logo após o espetáculo, ambas se encontrariam para que a amiga finalmente pudesse conhecê-lo. Todas as vezes que saía com Alice ou esta ia até a mansão, Edward nunca estava presente, vivia na empresa e a morena ia embora antes que ele chegasse por conta dos ensaios e das apresentações da peça. Finalmente Bella estava contente por apresentar seu marido à amiga para que ela pudesse tirar as próprias conclusões sobre aquele casamento.
Edward era educado e gentil com as pessoas, muito diferente do homem frio que costumava ser dentro de casa, e talvez assim, Alice pudesse apoiá-la um pouco mais. A morena não concordava muito em ver a amiga sendo obrigada a manter um casamento naquelas condições, sua opinião era de que Bella vivia como se fosse uma prisioneira, tendo que cumprir regras impostas pelo marido. Mesmo sabendo que Alice tinha razão, estava disposta a levar o casamento até o final e talvez conhecer Edward pessoalmente tirasse um pouco a ideia negativa que tinha dele.Quando as cortinas se fecharam, todos se levantaram para aplaudir. Bella havia colocado um vestido preto de mangas longas e decote quadrado e com a saia que lhe caía solta dando graça e movimento ao caminhar.
Edward usava um paletó cinza escuro e uma calça jeans com camisa preta. Ela deu o braço a ele e foi até o canto do palco para esperar Alice. A amiga desceu a escada lateral e aproximou-se do casal.
– Bella, que bom que você realmente veio! – a morena abraçou-a de maneira amigável.
– Eu disse que viria. – sorriu e soltou – Alice, esse é o meu marido. – apresentou-o.
– Edward Cullen, muito prazer. – estendeu-lhe a mão.
– Alice Brandon. – apertou-lhe a mão de maneira firme dando um leve aceno com a cabeça – Muito prazer.
– Bella me disse que vocês são muito amigas. – ele comentou passando um dos braços por sobre os ombros da esposa – Eu disse que ela deveria convidá-la para jantar em nossa casa, mas Bella me disse que você tem ficado um pouco enrolada com os ensaios e as apresentações da peça, então poderíamos ir para um restaurante agora. – olhou para Bella – O que você acha?
– Eu acho uma ótima ideia! – exclamou animada – Venha conosco, Aly. Você deve estar morrendo de fome.
– Tem um restaurante italiano aqui perto e a comida é excelente. – Edward completou.
– Tudo bem, me dê quinze minutos para me ajeitar e já regresso.
Rapidamente Alice sumiu nos bastidores e Edward puxou a esposa para mais perto e lhe deu um beijo calmo nos lábios. Demonstração de carinho em público. Ficou junto dele abraçada aproveitando as leves carícias que Edward fazia em suas costas. Alice se juntou a eles e ambos seguiram até o restaurante. A Alice os acompanhava em seu carro logo atrás e Bella via a grande quantidade de neve que caía do lado de fora. Edward deixou o carro no estacionamento subterrâneo e em poucos minutos os três estavam acomodados em uma mesa escolhendo o cardápio.
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