Contrato de Casamento
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Ele comeu toda a salada e bebeu alguns goles de vinho sem dizer nada em relação à refeição. Ela degustava seu suco de uva e se servia de mais salada. A gravidez lhe deixava faminta e a cada minuto que passava, se sentia mais tensa em ter que contar sobre os gêmeos. Não tinha ideia do que ele iria falar. O prato principal e a sobremesa foram servidos e Edward conversou um pouco sem falar nada sobre a comida. Talvez não tivesse gostado, caso contrário teria lhe feito um elogio por estar surpreso.
– O que achou do jantar? – perguntou assim que o viu terminar o cheesecake.
– Me surpreendeu que tenha se dado ao trabalho de preparar um jantar para me receber. – disse daquele jeito frio de sempre e ela quase quis se levantar, mas precisava dizer algo importante.
– Edward, eu preciso te dizer uma coisa. Foi um dos motivos para eu ter feito do jantar também.
– O que aconteceu, Bella? – ele mudou sua expressão para algo mais preocupado e curioso.
– Quero falar sobre a consulta. – disse ficando ainda mais nervosa.
– Algum problema? – levantou as duas sobrancelhas.
– Não para mim. – colocou as duas mãos sobre o ventre – Eu estou grávida de gêmeos.
A reação dele foi não ter reação. Os olhos azuis não piscaram, os músculos não se moveram e não houve nenhum sinal de alegria ou de tristeza pelo fato. Ela começou a sentir a mão suar e esfregou-a em sua calça, um detalhe que só conseguiu perceber depois: não havia trocado de roupa para o jantar que deveria ser especial.
– Edward, diga alguma coisa, pelo amor de Deus! – pediu baixinho.
– Gêmeos?! – perguntou surpreso piscando os olhos com força.
– Sim. – balançou a cabeça – A Dra. Jane me disse isso na minha primeira consulta. Gêmeos idênticos, o que significa que terão o mesmo sexo.
– Dois bebês. – passou as mãos pelos cabelos – Nunca me passou pela cabeça isso.
– Simplesmente aconteceu. – mordeu o lábio inferior – O que pretende fazer agora?
– Nada, Bella. – deu de ombros – Seremos pais de gêmeos, nada vai mudar. Exceto que a partir de agora compraremos tudo em dobro. – levantou-se – Eu preciso ir até o escritório e enviar um e-mail de agradecimento aos funcionários da filial de Orlando.
– Tudo bem, eu vou para o quarto.
Subiu chateada por ele não lhe fazer um elogio digno, apenas comentou o quanto estava surpreso por ela ter sido capaz de preparar um jantar. Foi direto para o banho, onde ficou alguns minutos debaixo da água quente tentando afastar os pensamentos que faziam com que se sentisse inferior. Precisava apenas de um elogio, um incentivo que lhe servisse de apoio para continuar a cozinhar e mostrar que tinha algum futuro no que fazia. Quando saiu do banheiro, vestiu uma camisola pêssego que ia até a metade das coxas. Ia se deitar quando Edward abriu a porta e trancou-a logo em seguida. O quarto parecera diminuir de tamanho.
Ele não disse nada, apenas deu alguns passos avançando sobre ela e afundou a mão em sua nuca puxando-a para um beijo intenso. Bella gemeu ao sentir a língua dele em sua boca, sedenta, procurando saciar algum desejo oculto e passando para ela todo o calor do seu corpo acendendo-a. Não tinha como resistir, principalmente depois daquelas semanas longe dele. Segurou os braços musculosos e deixou que a língua explorasse toda sua boca em um pedido silencioso por mais intimidade. Edward levou a mão livre até a bunda dela e apertou-a, pressionando-a contra sua intimidade que já formava volume sob a calça. Bella gemeu entre o beijo e sentiu uma mordida forte em seu lábio inferior. Gostava daquele jeito bruto dele, surpreendentemente a excitava.Edward agarrou a camisola dela e puxou-a para cima, afastando os lábios um pouco ofegante e retirou-a com pressa. Bella não estava usando calcinha, ficou completamente nua na frente dele e viu o olhar escuro de desejo sobre o seu corpo. Sabia o quanto mexia com ele, sabia que sexualmente Edward estava completamente entregue e com ela não era diferente. Foi puxada e seu corpo nu bateu contra o dele e os lábios traçou um caminho longo por todo o seu pescoço até o seu ombro, roçando de leve e lhe provocando arrepios.
– Você está cheirosa, Bella. – sussurrou enquanto dava leves mordidas em seu ombro.
Ela gemeu e inclinou a cabeça para trás quando sentiu uma das mãos envolvendo seu seio. Edward a levou até a cama e deitou-a debruçando-se por cima e traçando um caminho de beijos até um dos seios. Bella agarrou a camisa dele e puxou-a pra cima deixando as costas toda à mostra, passou as unhas aumentando a força cada vez que sentia seu mamilo ser sugado com força. Sua intimidade já estava úmida e totalmente pronta para recebê-lo. Queria rápido e com força, do jeito que somente ele sabia fazer.Edward desceu os beijos até chegar ao seu centro. Fora um beijo íntimo, ele a provocava e se arqueava enquanto gemia.
Conseguiu livrá-lo da camisa e fora ele mesmo quem se livrou da calça e penetrou-a com força. Bella gritou e se agarrou ele sentindo os movimentos rápidos e ritmados, os corpos começaram a suar e a respiração quente dele em seu pescoço a deixava ainda mais arrepiada. Edward se virou e deixou-a por cima, Bella o olhou com desejo e começou a se mover para cima e para baixo, sentindo os seios balançando conforme seus movimentos. Ambos estavam suados e a excitação era palpável. O quarto se tornara mais quente, Bella gemia sem preocupação em ser ouvida e Bella segurava sua cintura ajudando-a a se movimentar. Semanas longe dele e ela não conseguia pensar em nada a não ser na liberação do seu corpo. Bella cravou as unhas no peitoral dele e sentiu que o clímax se aproximava, quando Edward percebeu que ela perdia a força, movimentou-a mais rápido e explodiu de prazer logo após Bella atingir seu orgasmo.Bella caiu sobre ele e sentiu uma das mãos sobre sua cabeça em um leve cafuné. Aquele simples gesto era bastante importante para ela. Não estava acostumada a nenhum carinho vindo dele e quando acontecia, não queria que nunca mais acabasse.
– Eu também senti a sua falta. – ele finalmente dissera com a voz baixa, mas o suficiente para ser ouvida.
– Mesmo? – levantou a cabeça totalmente espantada com o que ouvira.
– Sim, Bella. – respondeu olhando-a nos olhos – Três semanas sozinho em Nova York foram uma tortura.
– Fico feliz em ouvir isso. – sorriu e colocou a cabeça novamente no peitoral dele – E feliz por saber que você não se chateou com a notícia dos gêmeos.
– Por que me chatearia? Seremos pais de dois bebês, só precisamos nos organizar, mas depois pensamos nisso.
– A ginecologista disse que queria que você estivesse presente na consulta. Ela quer conversar algumas coisas.
– Eu irei. – respondeu com a voz calma – Agora vamos dormir, Bella. Estou cansado da viagem.
Ambos se acomodaramv na cama e logo pegaram no sono. Bella um pouco mais satisfeita por ter ouvido Edward dizer que sentia sua falta. Era um bom sinal, não se tornara um peso para ele e sua presença seria capaz de fazer alguma diferença. Naquela noite, ela dormiu bem e o calor do corpo dele a aquecia muito mais do que qualquer cobertor ou aquecedor. Fora a melhor noite de sono que tivera em semanas.
– Jessica, vou me atrasar para chegar ao escritório. Caso alguém ligue ou me procure, anote os recados e se quiserem falar comigo, marque outra hora. Vou ao consultório com minha esposa.
Edward dizia ao telefone enquanto Bella vestir uma saia de seda vinho e uma blusa simples marfim com um casaco cor de chocolate. Calçou um sapato preto de salto alto e ajeitou os cabelos. A maquiagem era leve e ficou satisfeita com o resultado do seu visual. Quando olhou para Edward, ele também parecia estar gostando do que via. Aproximou-se dela e lhe deu um beijo rápido. O gloss que ficara em seus lábios a fez sorrir e ela limpou-o com os dedos.
– Vamos, não quero me atrasar. – disse para ele enquanto ia pegar sua bolsa.
– Espero que a consulta não demore muito. Tenho uma reunião logo após o almoço.
– Fique tranquilo, Edward. Não vai tomar muito do seu tempo. A Dra. Jane só quer conversar um pouco.
Ele não dissera mais nada, apenas a levou até seu carro e abriu a porta do Mercedes fechando a porta logo após Bella se acomodar. Durante todo o caminho ambos foram em silêncio, ela estava ansiosa para ver a reação do marido ao ouvir as batidas dos corações dos filhos e colocou as mãos sobre o ventre. O trânsito em Nova York estava bastante intenso e chegaram ao consultório exatamente na hora da consulta. A secretária chamou por Bella sem disfarçar o olhar de interesse em Edward, mas este pareceu não notar, apenas mantinha a mão na cintura da esposa e parecia muito introspectivo provavelmente pensando em seus negócios.
– Bom dia, Sr. e Sra. Cullen. – a Dra. Jane cumprimentou-os apertando-lhes a mão.
– Bom dia, doutora. – Edward se sentou em uma das cadeiras logo após ajudar Bella a se acomodar.
– Fico feliz que tenha vindo à consulta, Sr. Cullen. Gostaria de conversar algumas coisas sobre a gravidez da sua esposa.
– Eu estava viajando, não pude comparecer às consultas anteriores, mas Bella me deixou ciente de tudo. – segurou a mão da esposa.
– É realmente importante saber sobre tudo em relação à essa gravidez porque gêmeos univitelinos precisam de cuidados. – disse a doutora olhando-os com atenção – O número de consultas será ainda maior assim como o número de ultrassonografias. Ficaremos sempre de olho na pressão arterial e Bella terá que se alimentar muito bem para evitar o risco de anemia.
– Doutora, estou disposto a arcar com todas as despesas necessárias para a gravidez da minha esposa ser muito bem acompanhada. – disse Edward mostrando que o dinheiro nunca seria problema.
– Sei que está, Sr. Cullen. Até a última consulta Bella estava muito bem e se continuar assim não terá nenhuma complicação. – olhou para ela – Quero que repouse e descanse em intervalo de horas.
– Sim, doutora. Eu estou fazendo isso. – confirmou com a cabeça.
– Agora vamos fazer o ultrassom. – levantou-se – Já sabe o procedimento, Bella. – olhou para Edward – Sr. Cullen, pode se sentar ao lado dela, há uma cadeira ao lado da maca. Vamos ver como estão os fetos e ouvir seus corações.
Bella se acomodou na maca logo após deixar a barriga exposta e Edward sentou ao seu lado. Ele olhava tudo curioso, aquela era uma situação totalmente desconhecida por ele e que não sabia como agir, o que deixava ainda mais confuso já que ele sempre tivera domínio das emoções. Ela podia sentir o quanto era complicado para ele lidar com aquela situação, mas o ajudaria no que fosse possível. A Dra. Jane ligou o monitor e passou o gel pela barriga de Bella, que sentiu o produto gelado. Era a hora de ouvir novamente o som dos seus filhos, a prova de que eles estavam vivos.Quando as imagens borradas apareceram no monitor, Edward olhou curioso, mas sua expressão era indecifrável. Estava claro que ele não entedia nada do que via, mas Bella sentia que havia alguma ligação entre ela e o marido naquele momento. Algo mais sentimental. Era o primeiro momento como família que tinham.
– Aqui podemos ver os dois fetos. – a Dra. Jane apontou no monitor – Ambos estão crescendo bem e tem o mesmo tamanho. Eu vou imprimir a ultra para ter todos os aspectos detalhados.
– Eu não vejo a hora de saber o sexo dos bebês. – Bella comentou e olhou para Edward – São nossos filhos, Edward.
– Tão pequenos... – ele disse baixinho – E podemos ouvir os corações deles?
– Claro que sim. – a ginecologista ligou o áudio do aparelho e duas batidas foram ouvidas quase em uníssono.
Aquele som era o preferido dela, com toda certeza. Sentiu Edward segurar-lhe a mão e sorriu para ele. Sabia que o marido não falaria muita coisa, mas o silêncio dele também era uma resposta ao que estava sentindo. Olhou-a com os olhos amendoados brilhando de maneira diferente e sorriu. Um sorriso calmo, singelo, mas fora o melhor gesto que poderia receber dele naquele momento. Era o seu jeito de demonstrar os sentimentos. A Dra. Jane deu as últimas instruções e desligou o aparelho esperando a impressão da ultrassonografia.Já dentro do elevador, Bella se olhou no espelho para conferir a maquiagem. Não pudera ir ao curso de culinária por conta da consulta, mas não faltaria a próxima aula, estava empenhada em aprender.
– Esse sábado temos um almoço beneficente na mansão dos González. – ele comunicou enquanto esperaram o elevador chegar ao térreo.
– Tudo bem. – olhou-o – Se importa que eu compre um vestido novo?
– Não, Bella. Você sabe que não. – olhou o relógio – Vou te levar em casa e ir rápido para a empresa.
– Não precisa, eu posso pegar um táxi. – saíram do elevador de braços dados como um verdadeiro casal.
– Bella... – disse como se estivesse lhe chamando a atenção para algo que ele não concordava.
– Pode deixar, Edward. Não precisa se atrasar, eu pegarei um táxi sem nenhum problema.
– Tem certeza? – parou na porta principal do edifício onde ficava a clínica.
– Tenho.
– Então eu vou chamar o táxi para você.Ele se adiantou e fez sinal para um táxi que acabara de virar a esquina.
O veículo encostou e Bella entrou no banco de trás logo após dar um selinho no marido. Edward ficou parado na calçada e ela abaixou o vidro de trás do carro.
– Vá com cuidado, Bella. Eu chegarei para o jantar.
– Vou falar com Tia para preparar o salmão que você gosta.
Bom trabalho, Edward.O taxista colocou o carro em movimento e Bella viu a figura alta do marido se afastar novamente para pegar o carro na garagem do edifício. Durante a consulta, Edward agira como um pai preocupado, fizera perguntas, mas não demonstrou nenhuma emoção visível. Ela sabia que apesar dele ter aceitado a gravidez e não ter terminado o contrato, não estava totalmente feliz em ser pai naquela situação: um casamento com o futuro já planejado e dois filhos que seriam um elo eterno entre os dois.
Algo que Edward não pretendia manter. Olhando para o lado de fora, Bella mordeu os lábios pensando em tudo que viria dali em diante.Durante a semana, Bella saiu com Alice e fez algumas compras procurando um vestido ideal para o almoço beneficente. Edward andava ocupado com as últimas investigações para descobrir mais sobre o esquema de roubo na sua empresa e cada dia chegava mais estressado querendo saber quem era o funcionário responsável por estar lhe roubando. Como empresário, sempre dera todos os privilégios aos seus empregados e ficava indignado por não ter sido capaz de perceber que estava sendo roubado antes. Edward tinha um jeito muito focado nos negócios e ela aprendia com o tempo a aceitar aquilo e a lidar com a situação sem ficar se questionando ou desejando que ele deixasse de lado por alguns momentos aquele foco na empresa.
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