– Ele sempre foi um ótimo partido como marido, não lhe faltaram candidatas. – a loira chamada Lauren disse com um sorriso se desenhando em seus lábios vermelhos pelo batom.

– Eu sei, Edward sempre foi um homem e tanto. Eu tenho muita sorte em tê-lo. Na verdade, eu acho que nascemos um para o outro. – sorriu para não dar o gosto àquelas mulheres de que Edward poderia ter quem quisesse, inclusive elas.

– Então vocês planejam ter filhos? – Ângela perguntou.

– Claro. Edward quer ter quatro. – olhou para o garçom que parara ao seu lado querendo saber se ela pediria algo – Um chocolate quente, por favor. – fez o pedido e voltou a olhar aquelas mulheres que apesar de casadas, desejavam seu marido.

– Uau! Quatro é muito. – exclamou Irina se endireitando na cadeira – Eu mesma tive apenas um, não queria estragar o meu corpo.

– Bem, se algo acontecer ao meu corpo, tenho certeza que vou poder consertá-lo.

– Com certeza vai. – disse Ângela, a que aparentava ser mais velha com cerca de trinta e cinco anos e que usava óculos de grau – Eu fiz duas lipoaspirações depois de ter meu casal de filhos. Sabe, Bella, quando se tem dinheiro é bom nos dar ao luxo de fazer essas coisas. E se você se cuidar, acho que nem precisará fazer nenhuma intervenção cirúrgica.

– Assim espero. – sorriu amigavelmente para ela.

– Com licença, eu vou ao banheiro. – Lauren se levantou.

– Eu vou com você. – Irina também se pôs de pé.Bella viu as duas se afastarem.

A primeira tinha os cabelos dourados e a outra um cabelo castanho claro. Não gostou da forma que Lauren e Irina falaram, estava claro que ambas tinham certa atração por Edward, o que podia ser rapidamente explicado pela beleza masculina dele. Ângela despertou-a de seus pensamentos.

– Sabe, Bella. – ela disse enquanto se servia de um biscoito amanteigado – Irina e Lauren nunca esconderam o quanto se interessavam por Edward.

– Eu pude perceber. – respondeu ajeitando a bolsa no colo – Mas elas são casadas, certo?

– São. – confirmou balançando levemente a cabeça – Mas não se preocupam com esse detalhe. – olhou-a por trás dos óculos de maneira amigável – Eu gostei de você, Bella. Parece ser uma boa pessoa.

– Obrigada, Ângela. – sorriu um pouco tímida ainda – Você também me parece ser uma pessoa legal.

– Eu conheço aquelas duas há muito tempo. Não dê ouvidos. É o melhor que você faz.

– Vou me lembrar disso. – sorriu um pouco mais à vontade.

O garçom voltou trazendo a xícara com o chocolate quente e Bella tomou um gole deixando que o líquido quente aquecesse seu corpo naquele frio do outono. Edward voltou cerca de quase duas horas dois, quando ela já estava saturada de ouvir as alfinetadas de Irina em relação a ele. Aqueles comentários lhe geravam perguntas e dúvidas que a deixavam aflita sobre o tipo de relação que Edward mantinha com ela antes de se casarem.

– Ângela, seu marido estava enganado quando disse que ia me massacrar. – Edward disse assim que se aproximou da mesa – Fiz um Albatross.

– Qual era o par? – ela perguntou mostrando que entendia sobre golfe.- Setenta e um.

– Sessenta e oito tacadas, nada mal, Cullen. – ela sorriu e chamou o garçom que passava ali por perto – Traga mais um chocolate quente, por favor.

– Uma pena estar tão frio, querida. – Edward disse se sentando ao lado de Bella – Você ia adorar ter visto. – lhe deu um selinho calmo.

– Edward está contando vantagem, eu o deixei ganhar. – Ben protestou sentando ao lado da esposa – Resolvi fazer um Double bogey só porque fazia tempo que ele não aparecia. Quis ser simpático.

– Apenas desculpas. – Edward remendou.

– Meus parabéns, Edward. – Lauren cumprimentou-o descaradamente alisando seu braço.

– Obrigado, Lauren. – ele balançou a cabeça – Mas agora eu e minha esposa precisamos ir. – levantou-se – Em breve podemos marcar um jantar em minha casa.

Após se despedirem, Edward ofereceu o braço a Bella para irem até o carro. Bella tinha algumas perguntas a fazer e não conseguia mais esperar, estava doida para que ficassem sozinhos e poder lhe questionar e tirar suas dúvidas.

– Edward, eu percebi o jeito que Lauren fala de você. – comentou enquanto andavam juntos sentindo o vento cortante no rosto.

– Qual o problema, Bella? – ele pareceu não se afetar com a pergunta.

– Ela fala descaradamente sobre você mostrando que está claramente interessada, sendo que ela é casada. – reclamou.

– Isso é problema dela. – disse no mesmo tom frio.

– Mas não me sinto confortável com isso. Ela flertou com você mesmo na presença do marido. – insistiu – Você já teve algo com ela, Edward?

– Não, Bella. Eu não tive. – pararam assim que chegaram à entrada enquanto esperavam o manobrista trazer o carro – E a sua função não é dar crises de ciúmes, é apenas bancar a esposa apaixonada. Não esqueça isso.

Antes que ela pudesse protestar, o celular tocou e Edward levou a mão ao bolso da calça marfim par retirar o aparelho.

– Cullen. – atendeu com seu tom de voz de homem de negócios e ficou na escuta – Só um minuto, Emmett.

Bella se lembrava dele. Era o advogado que redigiu o contrato de casamento e que esteve presente durante a assinatura. Edward confiava nele, era uma das poucas pessoas em quem depositava sua confiança e seus segredos, entre eles o contrato assinado para manter um casamento de aparências. Enquanto vagava pelos seus pensamentos, Edward conectou o telefone ao carro para poder falar enquanto dirigia.

– Pronto. – disse dando partida no veículo enquanto dirigia pelas ruas de Nova York.

– Edward, o advogado do Sr. Bertolli entrou em contato e disse que ele está interessado na sua proposta. – Bella ouviu a voz de Emmett através do viva-voz. Era grave, mas não sexy como a de seu marido, admitiu com relutância.

– Excelente. – um sorriso brotou em seus lábios.

– Caius quer marcar uma reunião para decidir os detalhes.Vamos nos reunir com ele e o advogado.

– Eu estou dirigindo a caminho de casa, mas ligue para Jessica e verifique os horários livres em minha agenda. Marque a reunião o mais rápido possível, não podemos perder a oportunidade.

– Sim, eu ligo novamente assim que tudo estiver decidido.

– Ótimo.

Ele desligou o celular e continuou com seus olhos atentos ao tráfego bastante intenso para um início de tarde de sábado. Bella gostava da forma com que ele lidava com os negócios e seus funcionários. Achava sexy a maneira decidida com que falava, os pensamentos calculistas e a inteligência com que lidava com as situações. Era terrível admitir que aquele homem cruel com as palavras, que muitas vezes lhe feria, podia também ser sexy quando autoritário. Talvez estivesse enlouquecendo.

– Ao que parece você fez um bom papel naquele jantar. – a voz dele a retirou de seus pensamentos.

– É para isso que estou aqui. – admitiu.

– Talvez eu devesse lhe comprar um bracelete de brilhantes ou um colar de rubis.

– Para quê?

– Para lhe presentear, Bella. Pelo primeiro investimento que faço após nosso casamento.

– O primeiro de muitos.

– Pode ter certeza que disso.

A mão dele pousou sobre a coxa dela e apertou-a fazendo com que um calor percorresse pela sua espinha. Será que ele fazia de propósito ou não tinha ideia do que podia provocar? Após algumas carícias, ele retirou a mão e voltou a segurar o volante. Assim que saíram da garagem, ambos foram para dentro da mansão com pressa já que começava a garoar. Assim que pisaram no quarto, o celular dele tocou novamente e mais uma vez retirou-o de dentro do bolso lateral da calça e atendeu logo após identificar a chamada.

– Olá, mãe. – ouviu em silêncio durante alguns segundos enquanto Bella se sentava na poltrona e se livrara das botas de couro – Claro que sim, pode contar conosco. – ele jogou as chaves da Mercedes sobre a mesa no canto do quarto – Estaremos aí às sete.

Desligou o celular e colocou-o ao lado das chaves. Olhou para Bella e ela o olhava de volta mostrando-se curiosa.

– Minha mãe nos convidou para o jantar de Ação de Graças. – ele respondeu dando fim à curiosidade dela.

– Oh, eu tinha esquecido o feriado! – ela exclamou espantada. Havia acontecido tanta coisa naquele último mês que esqueceu que estavam no final de novembro.

– Então já sabe que nessa quinta temos o jantar na casa da minha família às sete da noite.

– Pode deixar.

– Daqui a vinte minutos vamos almoçar, Tia deve estar com o almoço quase pronto.

Bella se levantou e foi até o closet procurar algo mais confortável para vestir. Colocou uma calça de pano roxa e uma blusa simples de mangas compridas da cor marfim. Edward vestiu uma calça jeans e uma camisa preta. Ela estava começando a se acostumar com a mansão e se sentir verdadeiramente em casa.

Logo após o almoço, Bella ficou se sentindo um pouco culpada por não passar o feriado ao lado do pai, porém não podia fazer nada, afinal era Edward quem ditava as regras. Mesmo assim o sentimento de culpa a dominava e resolveu ligar para o pai enquanto Edward estava no escritório ocupado com ligações, papéis e seu cigarro.

– Minha filha, que surpresa boa! – Charlie exclamara do outro lado da linha e ouvir a voz dele lhe dava forças para continuar.

– Papai, senti saudades. – disse se aconchegando mais ao edredom e sorrindo por poder falar com alguém que realmente amasse.

– Eu também, meu amor. Como você está? – o tom de voz mudara para preocupado.

– Eu estou bem.

– Bella, querida. Sabe que não precisa fazer isso, daremos um jeito.

– Não, papai. Eu posso aguentar. Estou aprendendo a lidar com essa nova vida.

– Edward tem sido um bom marido?

– Ele não é perfeito, mas está tudo bem, de verdade. – resolveu mudar de assunto – Eu estou ligando para avisar que terei que passar o feriado de Ação de Graças com a família Cullen.

– Eu sabia que depois que você se casasse, teria sua vida e seus compromissos, mas não se preocupe. Os Luke me convidaram para um jantar na casa deles, não ficarei sozinho. Posso ter perdido tudo, mas tenho um nome que vale muito, querida. Luke quer que eu seja seu consultor financeiro.

– Isso é ótimo, papai! – sorriu feliz.

– Sim, é o que posso fazer para ganhar a vida graças aos meus conhecimentos sobre os negócios. Está longe do que eu tinha, mas vou pode sobreviver.

– Logo tudo voltará ao que era antes, papai.

– Eu sei, Edward é muito competente e está fazendo um bom trabalho com a empresa. Ele me deixa a par de tudo.

– Não sabia que conversavam.

– Falamos sobre negócios, Edward é bastante inteligente, querida.

– Sim, papai. – viu o marido entrar no quarto – Preciso ir. Nos falamos depois, podemos marcar um almoço.

– Claro, minha filha. Me ligue para marcar. Eu amo você.

– Eu também te amo, papai. – desligou enquanto via Edward encarando-a – Eu liguei para o meu pai pra avisar que não passarei o feriado com ele.

– Se ele quiser pode jantar com minha família, será bem recebido.

– Obrigada de qualquer forma, mas papai já tem compromisso.

– Tudo bem. – ele deu de ombros e foi até a gaveta pegar um maço de cigarros.

O silêncio se instalara novamente entre os dois e Bella preferiu se deitar e cochilar um pouco. A chuva se intensificara e o clima ficara ainda mais gostoso para dormir e descansar o corpo. Queria esquecer tudo o que acontecera, tudo o que passara naquele mês e nas coisas que ainda enfrentaria ao lado de Edward para trazer de novo paz à sua família.O feriado de Ação de Graças na casa dos Cullen prometia ser bastante animado. Bella os adorava, não podia negar a extrema simpatia que sentia pelos sogros e pela cunhada. Apesar daquele casamento não ser afetivamente sincero, tinha adotado aquela família como sua. Esme sempre a tratava muito bem, fazia questão de agradá-la e nem mesmo Rosalie fazia com que se sentisse desconfortável por saber todo o segredo por trás daquele casamento. A mansão estava toda decorada de maneira natalina, as grades da escada eram decoradas com bolas e festões verdes presos em formatos de arcos. Bella começou a se perguntar por que a mansão de Edward ainda não havia sido decorada.

– Que alegria ter vocês aqui! – exclamou Esme animada usando um belo vestido verde.

– Como vai, Esme? – Bella perguntou enquanto recebia um abraço caloroso da anfitriã.

– Muito bem e você, querida?

– Eu vou bem, obrigada.

– Meu filho, vocês chegaram na hora certa. – ela fez Edward se curvar um pouco e lhe deu um beijo na bochecha – O jantar logo será servido.

– Está chovendo bastante lá fora, íamos chegar um pouco mais cedo. – ele respondeu e conduziu Bella até onde estava o resto de sua família.

Rosalie estava usando um vestido roxo com decote quadrado que era justo ao corpo. Carlisle saboreava um uísque e sorriu ao vê-los. Bella adorava a família Cullen e se sentia muito bem acolhida por eles, até mesmo por Rosalie que era a única que sabia a verdade. Ela parecia não se incomodar que o irmão houvesse decidido casar naquelas circunstâncias e não julgava a decisão de Edward de querer manter um relacionamento de aparências.

– Edward! Bella! – Carlisle exclamou vendo-os se aproximar — Aceitam uma bebida?

– Não, pai. – negou – É melhor jantarmos primeiro.

– Falando nisso, vou perguntar a Cármen se o jantar está servido.

Esme saiu da sala e Rosalie começou uma conversa animada sobre seu dia na empresa. Ela algumas vezes fazia presença na Cullen Publishing House e tomava conta da parte de relações públicas da empresa, o que fazia com que trabalhasse mais tempo fora do que dentro do edifício.O jantar foi servido e todos se encaminharam para a grande sala de jantar. Bella viu todos os pratos típicos da ceia de Ação de Graças muito bem distribuídos sobre a mesa e a mistura de aromas era deliciosa. Carlisle se sentou na cabeceira da mesa, Edward puxou a cadeira para que ela se sentasse e se acomodou logo ao seu lado. Esme ficou de frente para o filho e logo ao seu lado sentou Rosalie.

Notas finais
Chegou até aqui comentem e favoritem amaouuuu então recomendem bjos ♥