Contra A Morte
1 lembranças
Notas iniciais
Luna é uma menina que esconde muitas coisas sobre o seu passado e uma delas é o poder “sobrenatural” que possui. Ela mora com seu tio Júlio e a tarde trabalha na pequena cafeteria dele. Como já concluiu o ensino escolar e não possui muitos amigos, Luna procura ficar andando pelas ruas ou em casa.
De uns meses para cá, andam acontecendo coisas na vida dela que estão fazendo com que partes do seu passado voltem novamente.
*******
(5 Anos atrás)
Eu não estava mais agindo como eles, naquele momento percebi que algo em mim estava mudando, estou agindo diferente, mas agora neste momento estou confusa, não quero matar estas pessoas, elas não fizeram nada para mim, mas se eu não matar, eles me matam...Eu me lembro uma vez: estava passando por um dos corredores da escola e ouvi um barulho, fui olhar o que era e quando vi fiquei nervosa, estavam o chefe e dois dos meus irmãos, eles estavam batendo em um homem pois ele não fez o que o chefe pediu e por isso ele tinha que dar um fim nisso, então o chefe pegou o homem e sem o mínimo esforço o matou. Eu já o vi fazendo isso em outros lugares, na verdade, todos da escola já viram, mas eu não pensava que eles matavam os próprios alunos. Quando vi que estavam saindo da sala, me escondi atrás de um muro que fica perto dali e só consegui ouvir:
- O que fazemos com o corpo dele chefe?
- O de sempre: joguem no mar
Depois daquele dia tudo mudou e comecei a entender a razão de que eles não deixavam eu ver algumas coisas, mesmo eu sendo parte da família. Eu nunca engoli aquelas desculpas que eles davam “você é a mais nova, ainda não pode participar dessas coisas”. O chefe sempre disse que eu era a filha mais poderosa e eu era a única que não participava de muitas coisas, a não ser as lutas que aconteciam.
Agora estou aqui, no meio de um campo de batalha cheio de pessoas mortas e pela primeira vez não sei o que fazer e meus poderes pareciam estar bloqueados.
-Mata! Mata eles logo
Ouvi uma voz atrás de mim. De repente senti algo ferindo meu braço
- O que esta acontecendo com você?- falou a voz que era do meu irmão Arthur- Se não fosse eu ela ia te ferir mais! E por que não esta fazendo nada?
-Desculpa Arthur!
-Anda, eles estão ganhando, você é a única mais forte, já machucaram a Ana
-Cuidado!!
Uma mulher quase o ataca, mas consegui fazer com que ela voa-se longe.
-Presta atenção!!!- eu falei
-O quem fala- foi falando isso enquanto ia atacar um homem.
Arthur era o mais velho dos 5 filhos e o poder dele era a força, podia levantar um avião sem o mínimo esforço.
Acho que já estava voltando ao meu “normal”, conseguia usar meus poderes novamente e estava conseguindo me defender quando alguém vinha me atacar. Em certo momento, um homem apareceu na minha frente, ele era alto, estava começando a crescer barba no rosto e tinha o porte físico do Arthur. Ele me olhava com ódio.
-Vocês todos vão morrer!!-O homem falou enquanto vinha correndo em minha direção, mas eu consegui me esquivar.
Novamente ele veio em minha direção, mas dessa vez meus poderes começaram a falhar. Por que isso estava acontecendo? O homem me pegou pelo braço e começou a me bater, por um minuto consegui me defender e sai correndo, mas para minha infelicidade acabei em um penhasco e não tinha pra onde ir. Cada vez que vinha se aproximando, meu medo aumentava e não sabia o que fazer. Dessa vez ele me pegou pelo pescoço para me jogar, eu sabia que ia morrer, mas continuei tentando me defender.
-Socorro!! Socorro!!socorro!!!
-Não adianta gritar, eles não vão te ouvir.
Minha voz já estava ficando fraca e minha respiração estava diminuindo cada vez mais, quando vi o Arthur chegando. Mas já era tarde, o homem na mesma hora largou meu pescoço e eu cai do penhasco
(1 semana depois)
Acordei meio zonza, a última coisa que me lembro era um homem me jogando de um penhasco, mas espera!! Estou viva!!Mas onde estou??
Olhei ao redor, era uma cabana, eu estava deitada em uma cama e tinham panos em minha testa e os machucados do meu braço estavam sarados.
Fale com o autor