Contos inacabados.

1 Os Ventos do passado


Notas iniciais
Esse primeiro capitulo da serie contos inacabados, hoje acompanharemos o inicio da historia de Hitome em sua aventura pelo continente de Main Raya

A noite sempre é assustadora no deserto,e sempre após uma Aurora congelante Hitome (nome provisório) sentia dificuldades de levantar.
O sol já estava ao meio dia quando ele acordou, parecia que todos os problemas que o cercavam fossem como o vento que sempre passa,
porem ao abrir uma janela viu que as vezes ate mesmo os ventos podem machucar.Guerra,mortes,tiros de canhão, casas e famílias destruídas
eram sons normais de um dia naquele distrito.
Desde aquele dia sua vida não tem sido nada alem disso, entrou para o exercito do império aos 12 anos,desde então vem treinando com
Sor.Bartholomeu(nome provisório), velho general de guerra que participou da investida contra o distrito de Lonris. Hitome ficou
um tempo parado olhando para o deserto que iria além do acampamento, lembrou da conversa com Bartholomeu ha muito tempo quando eles
se conheceram.

–Por que essas pessoas lutam? porque continuam a destruir vidas,famílias,lares e futuros apenas porque o imperador deseja isso?!- perguntou o pequeno
Hitome quase gritando- Por que, Eles não percebem que só estão causando sofrimento??
–Porque são humanos como eu e você -Respondeu bartholomeu- Nós achamos que somos seres perfeitos, que somos inteligentes o suficientes para sobreviver
a tudo. Porém nosso maior inimigo sabe tanto quanto nós, é tão rápido quanto cada um de nós,e principalmente sempre esta um passo a frente de tudo que
nós fizermos, é um verdadeiro monstro.
–Quem é esse inimigo?
–Nós mesmos-Respondeu Bartholomeu- Quando sucumbimos a nossa verdadeira natureza...
–...nosso Senso de humanidade não tem valor nenhum-Completou Hitome-Essa frase é a unica coisa que eu lembro daquela noite.
Bartholomeu sorri, depois de uma pausa fala;
–Venha comigo!- fala em alto e claro- vou lhe treinar, lhe guiar e educar. e com o tempo você poderá perseguir seu próprio destino!

Hitome voltou a si quando o sino tocou, pôs rapidamente seus equipamentos e seguiu em direção para fora da cabana, antes de sair percebeu que havia alguma
coisa errada...

Hitome perdeu seus pais aos 5 anos na batalha de Lonris. Dois soldados do governo invadiram sua casa e quebraram tudo oque tinha na pequena cabana de madeira.
Enquanto os dois soldados estão revirando a casa, Hitome sai de seu quarto e vê seu pai sendo espancado ,Lagrimas caem dos olhos de ambos.
o mais jovem dos soldados para de chutar no pai e vai em direção a mãe
Em um momento de desespero, e em busca de pelo menos tentar salvar sua mulher, pega um dos destroços de uma mesa que eles quebraram
o pai corre em direção ao invasor porem era apenas um homem comum sem nenhuma habilidade de luta, erra facilmente o soldado
que o pega pelo pescoço e fala em seu ouvido
–o comerciante de merda tem algum ultimo desejo?
e o pai responde quase sufocado pela pressão em seu pescoço
–Deixe.....pelo menos... o meu filho...
e então a lâmina do outro que ate então estava guardada, agora estava em seu peito
–NÃO!!- gritou chorando a mãe- SEUS MONSTROS!...não...por favor... parem!
–Vejamos se você sabe gritar mais.

o Aço frio se tingiu em vermelho quando o guarda moveu a sua mão. Hitome estava no canto da sala chorando a lado do corpo do pai.

–...Hitome...-falou a mãe antes de dar seu ultimo suspiro e cair no chão, imóvel.
–Senhor! tem um garoto ali.-falou o mais jovem dos dois.- oque faremos com ele?

Nisso o mais velho se aproximou de Hitome devagar, com sua espada ainda pingando da ultima mordida.

–Está vendo isso?-Falou apontando com a espada para o corpo sem vida do seu pai-Isso é o real senso de Humanidade-ficou parado um instante e depois completou-
A vida não é um conto de fadas, garoto.

Depois tudo escureceu.
Acordou um tempo depois, sem se lembrar de nada e com dores fortes na cabeça.Ao lado dele havia dois corpos que ele não se lembrava, por instinto saiu do local em que
estava. Ele se encontrava em uma cidade toda devastada cheia de marcas de sangue nas ruas e prédios aos pedaços, algumas pessoas vasculhando os destroços.A medida que passava
as pessoas olhavam para ele,e em seus olhos se percebiam o sentimento de pena. Vagou sozinho pela cidade, Sentindo coisas que não entendia e em busca de algo que não sabia.
Depois de um tempo seu corpo de criança não aguentou e ele acabou desmaiando no meio do cenario de destroços. Acordou depois de um tempo em um local aconchegante com
uma garota sentada ao seu lado em uma cadeira.

–Finalmente você acordou, esta com fome?- a garota foi até um outro comodo da casa e voltou com dois pães e um copo de leite- Aqui coma.

Hitome levou os pães a sua boca, e comeu bem rápido a comida.

–Qual é o seu nome?-perguntou a garota
depois de um silencio ela fala de novo.
–Sabe falar?
Ele vira-se para ela e fala sem saber o porque, sem uma verdadeira noção do que estava falando.
–Oque é Humanidade?
–Você não precisa saber- responde ela- Humanidade não tem valor nenhum.

Notas finais
Me desculpem o formato em que o conto está escrito, isto é apenas um esboço de algo que poderá ser uma historia. Obrigado por terem lido e deem suas opiniões,criticas ou sugestões. =]
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.