Lúcia dissera a ela que usasse um vestido elegante pois os melhores homens da cidade estariam lá. Olívia mandou fazer um vestido quase idêntico ao de Rita Hayworth do filme Gilda em que ela canta “Put The Blame On Mame” mas da cor azul escuro. Com o tempo ela começou a se acostumar a andar elegante pois isso, segundo Jack Warner, mostrava que você era “alguém bastante requisitado e ganhando bem o suficiente para se vestir adequadamente”.

Olívia andava nestes lugares por ter se comprometido em viver a época e trabalhar como convinha mas a verdade é que ela sentia falta de Donald e saia de casa para correr em alguma praça ou perto da praia para evitar o vazio. Por volta das 16 horas, Lúcia estava buzinando na sua porta com um carro alugado. Lúcia não brincava em serviço quando o assunto era subir na vida: ela usava um vestido de gola, sem mangas, branco, com um ornamento floral na cintura.

— Você está linda com esse vestido. – disse Olívia

—Obrigada. Você ficou di-vi-na com este vestido e ficou mais alta. Espero que encontre um bofe bem alto, como você gosta.

Olívia não se continha quando Lúcia usava a expressão “Bofe”.

Ao chegar na casa do diretor, haviam poucas pessoas, bem poucas para a expectativa de Olívia que já estivera em festas bastante apertadas. Encontrou gente que só viu uma vez na vida em algum filme e nunca nem soubera seu nome, pessoas conhecidas de trabalho e alguns atores de peso. Seus olhos procuraram, pela sala e por todo salão, por alguém em especial . Depois de dar aquela volta pelo salão e subir as escadas com Lúcia, para ver a festa por cima, finalmente elas pegaram uma bebida.

— Não encontrei o Thomas em lugar nenhum. – Disse Olívia

— Ele deve estar com alguém. – Disse Lúcia e rapidamente mudou de assunto. -Aquele ali é Jeffrey Ridley – apontando para um homem no meio do salão – Ele é dono de uma gráfica e tem sociedade com o Jornal Variety. Ao lado está Jeffrey Jr. e é com aquele com quem quero me amarrar. – disse Lúcia piscando o olho para Olívia.

— Nunca nem ouvi falar. Então, quer dizer que a senhorita gosta de ler jornal. – disse Olívia

— E co-mo gos-to. Olha, ali está o mais famoso Pizzarolo da California.

— Eu gosto de Pizza.

— Minha nossa. – disse Lúcia em um tom de surpresa

— O que foi? – ela voltou-se para Lúcia

— Está olhando para cá.

— Lúcia, não me apresente o cara da Pizza, por favor.

— Ele não...- Lúcia voltou os olhos para a multidão. – Minha filha, Gene Kelly está olhando para cá.

Olívia não virou-se para a multidão mas continuou olhando para Lúcia.

— Boa sorte. Eu soube que ele era a simpatia em pessoa.

— Ele está olhando para você.

— Prefiro o cara da Pizza, pensando bem.

Olívia ficou de costas para a multidão.

— Ele está olhando cada vez mais. – disse Lúcia sorrindo para ele.- Agora ele tirou a mão do bolso e está pegando uma bebida.

Olívia a olhou.

— Continue assim e você um dia será a cabeça do FBI, apesar de nem saber se já foi fundado.

— Acho que você tem um admirador, Liv. – disse Lúcia , ignorando as piadas.

— Ele não é meu admirador, Lúcia. Eu o conheci em 52 quando ele fazia Singing in The Rain.

— Então vocês se conhecem?

— Bom... de certa forma, não somos amigos mas ele deve ter me reconhecido. Ele não tinha tempo para falar comigo pois estava ocupado gritando com a Debbie Reynolds.

— Então a lenda é verdadeira? – disse Lúcia.- Eles brigavam?

— Ele a fazia chorar. Kathryn Grayson tentou matá-lo com um laço no pescoço.

— Puxa! – ela o encarou um tempo — Mas ele não parece ser uma pessoa ruim,Liv. Acho que você devia dar uma chance para ele.

Olívia respirou fundo e virou-se.

Ele estava conversando com Jeffrey e Jeffrey Jr. de costas para elas.

— Não sei se ele faz meu tipo.

— Aproveita o bofe, tonta. – disse Lúcia, arrumando os cabelos e checando o desodorante. – Estou a fim de descer as escadas.

Olívia não gostava de que arrumassem um “bofe” para ela mas tinha que admitir que se divertia quando Lúcia bancava a Senhora Bennet querendo casar as amigas.

— Ele está conversando com o seu sogro, Lúcia

No mesmo instante, Gene virou-se para entregar um copo vazio ao garçom que passava e olhou para elas.

— Ele nos olha como se soubesse como somos sem roupas. – disse Olívia

Lúcia a olhou com malícia.

— Você já vai aí?

— É uma frase do filme “O Vento Levou”. Aquela cena que o Rhett Butler fica olhando pra Scarlett O’Hara e para a amiga dela, do fim da escada

— Ótimo. Você Scarlett,ele Rhett. Ele está divorciado e deve estar absolutamente carente.

Lúcia pegou Olívia pela mão e desceu as escadas. Olívia sentiu um frio na barriga porque já havia se passado meses desde seu “último encontro amoroso.”

— Senhor Riley, como vai. – Disse Lúcia estendendo a mão para ele. – Quão adorável é revê-lo. – Ela lançou os olhos para Jeffrey Filho.- Jeffrey, que bom que veio.

— Bom vê-la novamente,querida. – disse Jeffrey Jr. beijando a mão dela.

“Novamente?” – pensou Olívia com um sorriso amarelo na direção deles. – “Querida?”

— Acho que você já conhece Gene Kelly.

— Olá, muito prazer.

Gene estendeu a mão para Lúcia e sorriu cortês.

— Esta é Olívia. – ela finalmente virou-se para Olívia, tirando-a do limbo.- Ela é dubladora profissional da MGM e da Warner.

— Muito prazer, senhorita. É sempre bom conhecer os amigos dos irmãos Warner. – Disse Jeffrey Pai.

— A gente já se conhece, não? – disse Gene Kelly

— Sim, eu trabalhei nos bastidores de Singin in The Rain.

— Sim, você dublou a Debbie Reynolds.

— Exato.

— Você sumiu.

Lúcia virou-se para os Riley puxou assunto e isolando o casal. Olívia percebeu e ficou insatisfeita.

— Sim, eu tive contrato até 1953 e depois voltei para o Texas.

— Mas está trabalhando agora?

— Sim, voltei para dublagem.

— Só?

— Eu cantei em um filme que o Clark Gable está fazendo, mas nada de mais.

— Você dança?

— Não.

— Nem tem interesse em dançar em algum filme?

— Deus me livre. – não demorou para que ela se arrependesse do que havia dito mas já era tarde.

Gene sorriu, achando engraçado a forma como que ela se expressara.

— Por quê? Não gosta?

— Dançar nunca foi meu forte e também sou muito desengonçada.

— Posso te ajudar se quiser.

“Misericórdia, Jesus. Me socorra.”

— E também não gosto de aparecer em filmes. Seus filmes dão muita publicidade e não estou preparada para sair do anonimato. Existe esse problema, também.

— Que pena. – disse ele – Acho que você ficaria bem dançando. Estou fazendo um projeto sobre dança e que vai virar um filme mas não tem fala é só dança.

— Acredite – disse ela- o senhor não está perdendo nada.

— Mas pelo menos vai pensar?

— Posso pensar. Mas eu não sei dançar, fique ciente.

Olívia virou-se para procurar um garçom e entregar seu copo vazio e percebeu que Lúcia já havia sumido, junto com a família Riley.

— Fomos deixados para trás. – disse Gene

— Foi bom. – disse Olívia disfarçando o mau humor – Não curto segurar velas.

— Quer dançar? – perguntou ele

— Sim. Mas é dois pra lá e dois pra cá, heim? Não sou a Judy Garland.

Ele tirou-lhe a taça e colocou em uma mesa e a conduziu até o salão.

— Meu Deus, a festa encheu. – Observou Olívia

— Vai chegar mais gente. – disse ele – Sabe, quando você sumiu, achei que tivesse se casado.

— Eu? – Olívia o olhou surpresa – Não, foi falta de emprego mesmo.

— Achei que você fosse a garota do Donald.

Olívia havia ouvido errado.

— Donley? Não. Ele sempre foi muito legal, sempre foi simpático e me deixou ver as cenas do filme ao vivo e a cores mas nunca estive com ele.

— Do que você está falando? – ele a olhou, confuso

— Que? – Olívia ficara perdida. – Não...do que VOCÊ esta falando.

Ambos riram.

— Você estava namorando o Stanley, é isso?

— Não. É isso o que estou te falando, eu não estava com ele. Mas ele gosta muitíssimo de você. Ele até se parece com você! Aliás, ele até que pode se passar por seu filho.

— Ele foi meu dublê de corpo no filme Cover Girl.

— Sério?

— Sim. Lembra da cena da vidraça que eu danço comigo mesmo?

— Ah, a vitrine da loja! Lembro sim.

— Eu era o reflexo e ele era o Gene Kelly que andava na rua.

— Minha nossa, nunca notei.

— Mas eu estava falando do Donald O’Connor. Você namorava com ele.

Olívia o olhou nos olhos, espantada.

— O ... Donald? – ela precisava ganhar tempo.

Olívia sabia que estava diante de um homem vivido e que mentir para ele seria a pior coisa que ela podia fazer.

—É... ele me arrumou o contrato para dublar. Eu tinha apenas alguns bicos e ele me arrumou o contrato. Sou famosa na Warner e na MGM por causa dele, na verdade.

— Mas vocês estão juntos?

— Nunca ficamos.

Gene continuava a olhá-la como se a estivesse obrigando a contar tudo.

— Você está me olhando com uma cara... – disse Olívia – Vá em frente, pergunte.

— Você esteva com ele naquela época?

— É importante isso,agora?

— Para mim é.

Olívia o olhou sem entender.

— Tá...hanm.. a gente saiu depois que consegui o contrato mas ele mudou de ideia e disse que não se casaria comigo.

— Só?

— Sim.

— Vocês não se vêem tem quanto tempo?

— Acho que... — Olívia ficou com o olhar perdido enquanto contava os dias. – é... uns...4 meses eu acho. Realmente,não me lembro.

“3 meses, 2 semanas e 72 horas.”

— Vocês estavam juntos por 4 anos e ele decidiu que não queria casar com você?

— A gente não se via desde 1953 na verdade. Eu sofri um acidente grave em 1955 e ele soube e foi me visitar no hospital. Foi agora em Setembro.

— Ele ainda vem te visitar?

— Não. Ele vai casar com alguém que se divorciou recentemente e eu disse que ele seguisse em frente.

Olívia notou nos olhos de Gene que ele estava com pena dela e também com um pouco de indignação pelo desenrolar da história. Olívia odiava quem olhava para ela com pena.

— Quer dar uma volta lá fora? – perguntou ele

— Claro.

Atravessaram o salão em direção ao jardim. Olívia percebera que já havia anoitecido. Uma parte do jardim estava lotada de gente bebendo e outra parte, mais adiante, iluminada, estava vazia. Eles andaram lado a lado em direção a não-se-sabe-onde-exatamente.

— Estava bem quente lá dentro – disse Olívia, cortando o silencio.

— Eu faço parte de um clube de Hipismo e amanhã vamos ter uma partida de Polo. Quer ir comigo?

— Hipismo? – Olívia tentou puxar da memória onde ela já ouvira aquela palavra. Ela imaginou um homem escalando uma montanha.

— Sim. Se joga em cima de um cavalo e com um taco.

— Ahhhh... – Olívia lembrou-se- Eu sei qual é! Pode ser.

— Amanhã , por volta das 9 horas. É no Rodeo Drive, perto da minha casa.

— Posso ir de vestido e chapéu? Por essas bandas o sol castiga.

— O Sol é sempre forte. Como amanhã é domingo, poderíamos almoçar juntos se você não tiver nenhum compromisso.

— Nenhum.

— Ótimo.

Eles se sentaram em uma grande fonte e viram a Lua Cheia iluminando a cidade logo abaixo.

— O seu novo projeto. – começou Olívia, cortando outra vez o silencio. – Você vai fazer na União Soviética?

— Não, mas gostaria de fazer na Europa.

— Gosto do idioma Russo mas ainda não aprendi. Estou praticando o Italiano.

— Que idioma você fala?

— Português e Francês. Minha mãe era brasileira.

— E você gosta da França?

— Assim...- Olívia conheceu a França nos seus piores momentos: Guerra e Imigração Mulçumana. Ela não gostava da França .- ...nunca fui para lá fora da guerra. Tenho péssimas lembranças da França.Acredite, depois da Revolução Francesa a França só caiu.

— Você serviu na Guerra?

— Sim.

— Você foi enfermeira ?

— Não. Eu estava na Inglaterra quando a guerra estourou e eu me inscrevi pra ser uma Ninja Secreta de Winston Churchill.Eu matei um bocado de Nazistas. Entrei em um campo de concentração e atirei até fazer calos.

— Você era uma Agente Especial de Winston Churchill? É a primeira vez que encontro uma.

— A maioria não gosta de falar sobre a guerra mas muitas estão vivas.

— E seus pais, onde estão?

— Já morreram. Houve um surto de tuberculose em 1946, no Texas. Eles se refugiaram lá, onde a gente tinha uma casa e quando desembarquei aqui em 1948 não tinha sobrado mais ninguém.

— Você é sozinha?

— Sim.

— Não existe ninguém vivo?

—Não.

Gene a olhou outra vez com pena. Olívia evitava contato visual quando contava certas partes de sua vida.

— Consegui essa cicatriz aqui no pé.- ela mostrou

Ele relutantemente olhou para o pé dela, pensativo.

Olívia sabia que ele tinha uma cicatriz de guerra no rosto.

— Você só tem essa cicatriz? – perguntou ela olhando para a cicatriz do rosto dele.

— Sim. Só essa e já acho horrível.

— Até que dá um charme.

— Você acha?

— Acho.

— Obrigada.

—De nada.

Silêncio.

Olívia era péssima em paquerar e geralmente tinha o coração fechado, exceto para vocês sabem quem.

— Posso pegar seu telefone? – perguntou Gene disfarçando o nervoso diante da parede de gelo grosso que era Olívia – Para poder te ligar e te buscar amanhã.

— Ah, sim, claro.

— Posso também te levar em casa? Acho que sua amiga não vai ficar chateada.

—Sim, pode.

Olívia deu o telefone que ele anotou em um pequeno bloco de couro marrom que a maioria dos homens tinha e há muito que ela não via: um caderno de telefones.

Ela estava se deixando ser cortejada mas ela já sabia o fim de tudo: ela se aborreceria dele em 1 mês e acabaria o relacionamento ou se ela gostar dele, ele vai perceber que existe alguém melhor.

Ele a convidou para dançar mais uma vez até que Olívia começou a sentir grande fome.

— Ei, que horas são? – perguntou ela no meio da dança.

— São 8 da noite. Quer ir embora?

— Eu estou morrendo de fome. Vamos sair daqui e encontrar algo pra comer. Um sanduiche, pizza, qualquer coisa. Depois a gente volta, eu juro que a gente volta.

— Estou com fome também. Vamos sumir daqui.

Ele a tomou pelas mãos e saíram pelo quintal da grande casa. Ele procurou por um chinês que tomava conta dos carros e eles foram embora em direção a algum lugar para comer.

— Se você quiser eu desço e peço para nós dois, para evitar o assédio das fãs apaixonadas. – disse Olívia

— Você quer comer o que?

— Você tem preferência? – perguntou Olívia.

— Pensando bem, acho que quero aqueles combos bem gordurosos. Estou numa dieta forçada há 4 semanas.

— Sei como se sente. Então, vamos pedir Sanduiche com carne moída e queijo Cheedar e batata frita com mais queijo e bacon.

Gene ria enquanto ela descrevia a comida.

— Você sabe todos os ingredientes?

— As vezes tenho preguiça de sair então cozinho em casa a receita do sanduíche e depois lambo o fundo da panela. Não quero me gabar não mas, minha comida é boa.

— Então você é uma ótima cozinheira?

— Bom... eu gosto da minha comida.

— Se lambe o fundo da panela deve ser uma excelente cozinheira.

Após alguns minutos de conversa fora na estrada,Gene estacionou em uma lanchonete no meio do nada.

— Aqui não seremos incomodados. – disse ele.

O local estava parcialmente vazio e eles pediram o tão sonhado combo. A atendente parecia ignorar a identidade de Gene e sem muita animação, anotou os pedidos.

— São quase 9 horas. Depois daqui quer voltar para a festa?- Perguntou ele

— Se você quiser eu voltarei.Eu te prometi que voltaria.

— Vamos dar uma volta pela cidade invés de voltar?

— Concordo. Pensando bem, a festa estava chata.

Gene estava fascinado pela sinceridade de Olívia e se perguntava se o destino estava sorrindo para ele. Ele conhecera muitas mulheres mas Olívia era uma jovem fascinante, viva e ao mesmo tempo em que ela emanava brilho ela levantava uma parede de gelo. Ele nunca encontrou impedimento com ninguém e ela agora se mostrava um grande e frio desafio.

— Me fale mais de você.- inquiriu ele – Espero que estar com alguém mais velho não seja um problema para você. Quer dizer... acho que você sabe que tenho uma filha e sou divorciado e elas estão agora na Europa. Espero que você não se sinta mal em estar na companhia de um divorciado.

— Até que não. – Olívia disse

Gene sorriu aliviado.

— As pessoas aqui ficam com vergonha disso? – perguntou ela

— Bom, acho que você nunca se casou então você pode querer alguém igual a você em idade e status.

— Não se preocupe com isso, fico a vontade com você.

— Mas não me falou nada de você ainda. – disse ele

— Não?

— Não.

— O que você quer saber, então?

— Como era sua vida antes da guerra?

“ O que eu fazia antes da guerra, em 2009?”

—Bem... eu fazia faculdade de Biologia.

— Se formou?

—Sim.

— E não atua?

— Fui pra guerra e quando voltei, minha cabeça havia mudado. Não era cientista o que eu queria ser.

— E o que era?

— Eu queria voltar para casa.

“Queria casar com Joshua Zimmerman”

— Entendo.

— Fiquei perdida, depois. Consegui emprego dublando e depois que acabaram as oportunidades, fiz um curso de enfermagem ,consegui estágio por aqui e foi assim que acabei caindo de novo na Warner. – Olívia conseguia emendar as histórias com facilidade.

— E você não se casou nem nada? Nem um noivado?

— Eu gostei de um rapaz que morreu na guerra e depois dele só o Donald. Acho que os homens não gostam de mulheres de guerra.

— Ou talvez porque sua personalidade assusta.- disse Gene sorrindo.

— Ahhh... Agora entendo por que os nazistas corriam quando me viam. Era minha personalidade maravilhosa. E eu achando que era minha AK 47 e minha Submachine Gun. Bom saber, senhor Kelly.

Gene Kelly gargalhou.

— Acho que não só os nazis, pelo que percebo.

— Mas o que eu quis dizer é que você tem personalidade forte e não é qualquer homem que se atrai por mulheres assim.

Antes que Olívia pudesse falar algo o pedido deles havia sido posto na mesa.

— O que vão querer para beber?

— Um suco de laranja, por favor. – disse Gene Kelly

— O mesmo para mim. – disse ela