Com o salão vazio, ela pensou se recusasse o pedido. Provavelmente seria morta, e caso isso acontecesse ninguém nunca iria zaber o que de havia acontecido com ela.

–Não está comigo. — ela disse novamente.

Suas mãos tremiam, e ela tentou escondê-las atrás das costas, apertando-as com força. Ele pareceu sentir seu nervosismo, e um sorriso de satisfação riscou seu rosto.

–Mas sabe onde está. É quase a mesma coisa de ter a posse do objeto.

O rei era assustador. Porém, o que mais a preocupava sobre ele eram seus olhos. Tão frios, vazios e sedentos por poder. Ela só via isso, e era perturbador.

–E como sabe onde está, vai pegar para mim.

~.~

Ela subia uma escada de pedra na área externa do castelo escoltada por uma dúzia de guardas.

A árvore era esplêndida, magnífica. Enorme e centenária, ela participou de tantas vidas e histórias... e ele nem sabia, nem se importava.

A garota se ajoelhou sobre suas raízes, e enfiando o braço na terra onde as raízes se encontravam num nódulo perfeitamente esculpido, ela pensou em como ninguém tinha pensado naquele lugar; era tão óbvio. Retirando a mão do solo úmido, o objeto brilhou como o próprio Sol.

Como se nunca tivesse sido enterrado, o relógio dourado emanava poder.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.