Contos de Arenda
4 Parasita Sentimental
Notas iniciais
Iluminado por um braseiro e algumas tochas, aquele lugar parecia pior do que tinha notado antes, as pessoas ali deitadas e algumas sentadas o acompanhavam os olhos, algumas paravam até mesmo de falar para o observar, Pegazu retribuía os olhares enquanto caminhava entre o amontoado de gente, era possível se ver pessoas de todas as idades, dês de uma senhora que dormia com uma feição gasta de quem ganhara a vida de baixo de demasiados sois até pequenas crianças que brincavam com a palha do chão, caminhou até o fim e não encontrou o que procurava, analisou novamente cada uma das pessoas que se encontravam estiradas ao redor até seus olhos subirem as grandes portas abertas na saída, de pouco a couco as luzes daquele recinto iam morrendo até que ao caminhar até sua saída sem sucesso o príncipe notara que uma das grandes portas, não tocava o extremo como sua oposta, Pegazu fora então circundando-a até conseguir chegar até atrás da porta, com cuidado para seus pés não pisarem duas crianças que dormiam logo ao chão, ao conseguir por seu olhar através da larga espessura de madeira que compunha aquela porta a luz do braseiro sessara segando-o completamente, retirou então uma tocha de sua posse e a acendeu, as luzes tremulas revelaram as cores em sua visão, em um tom amarelado proveniente das chamas, revelando não uma forma humana, apenas algo que lembrava um saco de batatas, porém o viajante se aproximou ainda mais, guiou sua mão gelada até o estranho alvo, a sensação da textura áspera que envolvia o estranho conteúdo duro porém emanava calor, o garoto puxou o estranho tecido com cautela, pouco a pouco fora revelando grossos pelos , desalinhados e espalhados, e puxando ainda mais revelou uma pele cinzenta, um olhar fosco e sem foco, um jovem homem estava em posição fetal, trajes rasgados e seu único movimento era de um dedo que acariciava um objeto metálico em suas mãos, não havia duvida para Pegazu, aquele era o garoto que vira passar pela brecha outrora, sua quente pela proximidade da tocha tocou a gelada pele do ombro do estranho rapaz.
—Você esta bem? – Questionou em baixo tom, quase um sussurro.
Nada veio daquele ser sem vigor, parecia não estar vivo, devia se questionar o que ainda prendia sua alma ao corpo.
—Se quiser eu posso te ajudar – tentou mais uma vez Pegazu, mas o garoto continuava petrificado exceto pelo movimento dos dedos, momentos se passaram até o príncipe perder as esperanças de respostas.
—Ninguém pode me ajudar, –A voz grave e rouca soou vacilante e suavemente.
—Por que, o que esta te afligindo?
Silencio novamente fora instaurado, e o jovem ao chão fechou lentamente seus olhos e se pôs a descansar, o que fez recordar o homem com a tocha na mão que todos ali já dormiam e que muitas horas haviam se passado. A volta para seus aposentos fora tão cuidadosa quanto sua saída, evitou olhares dos guardas e adentrou a casa central, com passos leves e evitando os objetos ao seu redor, com sua visão debilitada por tamanha escuridão, tateava as paredes de madeira se guidando pelo caminho que lembrava para seu quarto, algo no seu caminho lhe chamou atenção, uma sensação em seu interior, seu pescoço formigava e sua mão tremia um pouco levou seu olhar a esquerda mas apenas a densa camada de escuridão se apresentava, por curiosidade deslocou seu olhar para cima e não vira nada, piscou seus olhos e parecia estar mais claro com eles fechados, porém após reabri-los ao longe avistou algo estranho com duas pequenas luzes uma ao lado da outra em cor alaranjadas, pareciam estar apontadas para ele e tinha a estranha sensação de serem olhos, rapidamente tomou rumo a seu quarto deixando aquilo para trás, bateu a porta atrás de si e por precaução a trancou, Maedhros já dormia com as janelas abertas, Pegazu tomou o cuidado de também fechá-las e rapidamente se jogou em sua cama, seu coração palpitava e seus olhos se recusavam-se a fechar, encarava a porta com afinco, nenhum som era ouvido de fora, focou seu olhar no buraco da fechadura ou o que tinha impressão de ser, sua mente viajava nas milhões de possibilidades, imagens daquela coisa invadiam sua imaginação como uma criatura medonha que poderia ser dona de tais aterrorizantes olhos, observou a
porta por algum tempo até despertar em um susto, não notara em que momento de sua vigília caíra no sono mas o sol já raiara, na cama vizinha seu amigo afiava uma flecha, o objeto era fino e tinha aproximadamente um braço de tamanho, as penas de sua cauda eram brancas e pretas, e logo a seu lado apoiado entre o chão e a cama o bonito arco que o rei o dera.
—Como foi ? – Perguntou Maedhros distraído.
—Eu o encontrei, parece bem abatido, como se não comece ou bebesse, seus olhos parecem não ter mais liquido e seus ossos parecem ter perdido sua umidade, é como um cadáver ambulante, parece que a única coisa que lhe fez bem é aquele pendante.
—Provavelmente lhe remete a algo de seu passado, este mundo pode ser mais cruel do que imagina.
—E também… – O filho do rei encarava a tapeçaria com duvida. – eu vi algo quando retornei.
—O que era?
—Eu não sei… mas parecia ser uma criatura que me observava.
—Uma ser maligno aqui dentro? Quando eu já estava achando esse lugar ruim…
O dia seguiu incomumente tranquilo, suas refeições foram servidas em seus quartos, e regularmente a mulher que os recepcionara verificavam suas necessidades, boa parte da manhã após se alimentarem caminharam até um campo aberto próximo a Jumida, Maedhros treinava com seu arco e Pegazu variava entre as laminas, flecha pois flecha era disparada todas penetrando os centros dos alvos, sempre preciso não importa quantas flechas ele punha no arco acertando três flechas em diferentes alvos e em seguida outras três em um único, enquanto isso o príncipe fazia sua movimentação padrão com a espada, a mesma da qual seu mestre espadachim o instruirá, os movimentos já faziam parte de sua mente, mas ao levantar a lança tudo mudara, ela era longa de mais e o atrapalhava em movimentos ágeis, mesmo sendo incrivelmente leve, estava sendo uma árdua tarefa dominá-la porém sua afeição por ela crescia a cada momento, como se houvesse uma ligação com ela, com o intensificar do calor do sol e a tarde chegando o elfo ensinava o humano a utilizar o arco, de forma sofrível puxava a flecha e seus braços tremiam, à sua frente o alvo e sua tentativa de mirar era abalada pelo balanço, quando finalmente soltara a flecha ela fora projetada miseravelmente ao solo como um galho recém caído, Maedhros sorriu de canto de boca e recolheu sua aljava, Pegazu se sentira envergonhado mas sorriu . Em seu regresso o mais alto se direcionou a grande casa e o menor queria voltar a visitar o alojamento dos aldeões, ainda era final de tarde e o lugar se encontrava fechado mas ele se conseguiu se esgueirar pelo buraco entre os dois prédios, o lugar durante o dia era tomado por pequenos animais que já se acomodavam ali devido o conhecimento do rotina humana dentre aquelas paredes precárias, vagou seus olhos entre as periferias daquele local, aquele ser deprimente que vira na outra noite se encontrava no mesmo local que o deixara, se aproximou devagar, o estranho não dirigia o olhar em sua direção, o ignorava como os demais moradores daquela cidade.
—Não desista ainda! – Se ajoelhou o membro da família real ao lado do magro. – Vale apena lutar por liberdade.
—Você não entende, – A voz grave e muito baixa falhava . – ela já me marcou, ela saberá.
—Do que esta falando ?
—A bruxa, – Passava as esqueléticas mãos em seu próprio rosto. – ela me deseja, ela quer me tomar como fez com meu pai, é obcecada.
—Quem é esta bruxa?
—Há muito serviu a meu avô esta jovem mulher, que vira de uma terra distante e compactuava com seus interesses pessoais, muitos deles gananciosos, ela não media esforços para o proporcionar cada vez mais quantias em ouro, prata e joias, quanto maior era a satisfação dele era proporcional a dela e nem se quer ela pediu pagamento, apenas estar perto. Os dias foram passando e meu avô aparecia cada vez menos pelos cômodos, pouco a pouco parando de caminhar até enfim não sair de sua cama, e mesmo assim ela continuava a lhe trazer ouro para seu coração exprimir migalhas de sentimentos para lhe satisfazê-la, até o momento em que ele passou a ser nada uma casca vazia e então a morte sessou seu sofrimento e então a megera se voltou ao meu pai que esta tendo o mesmo destino, não está saindo de seu quarto, a bruxa esta para fazer uma entrega para Akmir em breve, para entregar o ouro a meu pai e retirar o resto de vida que nele há, e faz um bom tempo que ela voltou seus olhos a mim, as ultimas palavra de minha mãe em seu leito de morte foi para que eu reprimisse minhas emoções em todos os aspectos para que aquele ser não me usasse, e ela me deu este pendante para que eu me lembrasse dela a cada dia , porém, sem alegria ou tristeza. Enquanto eu estiver aqui ela irá me querer, eu sou o proprietário de direto deste lugar de uma linhagem nobre de Sedonia, já pensei em voltar a minha família que la está mas a milícia da bruxa esta a posto para localizar uma possível fuga minha. Agora entende por que estou preso aqui?
—Não se preocupe, – Sorria o jovem príncipe de Toru. – esta noite você será livre, me espere aqui esta noite e eu te protegerei até estar salvo.
O estranho garoto bondoso saiu da presença do filho do senhor de Jumida com expressão radiante, seu coração queimava lhe dizendo que estava fazendo um grande bem, aquele garoto que parecia apenas esperar a morte vivendo uma vida sem emoções, porém a imagem lhe veio a cabeça, aqueles estranhos olhos laranjas brilhando, a administradora deste lugar, seria ela a suposta bruxa, ela tinha um trato incomum como uma pessoa muito excêntrica, mas não tinha nada a temer pois estava fazendo a coisa certa. Em seus aposentos Pegazu contou a seu amigo toda a estranha historia do garoto que supostamente era dono de todo o comércio ali existente, o elfo ficara intrigado com os atributos da suposta bruxa.
—São características incomuns confesso, – analisou o elfo de Toru. – não são características de uma bruxa, pelo menos é bem diferente da que eu conheci, mas sua descrição se encaixa em uma das criaturas que estudei, na verdade não bem uma criatura, é uma especie de doença mas também não é, se chama Inuria, geralmente seres que tiveram traumas consecutivos, sofreram muito durante a vida ou fora tirado algo do qual ela dependia para viver, são casos extremos estes, parte das pessoas morrem em depressão e outra parte se torna Inuria, com uma característica parasita peculiar, absorvem energia vital através de emoções características de cada indivíduo mas para que isso ocorra é preciso de um fenômeno que deixa tudo mais improvável, existe um evento chamado “paixão de Inuria” , que não é necessariamente algo relacionado a romance, e sim a um sentimento ou característica que uma pessoa tem que esta Inuria admire, este parasita fará de tudo para lhe agradar, absorvendo todo este sentimento que o alimentará também. Mas problema não se limita a isso – Disse maedhros engatilhando uma flecha. – Inuria modifica pessoas por dentro dando a elas uma segunda forma que representa sua obsessão e sofrimento, se o que esta me dizendo é verdade Pegazu, esse garoto do celeiro é a próxima paixão desta Inuria, o pai já deve estar no limite, e agora esta praga cairá sobre este filho.
—Esse garoto tem mais problemas do que imaginei… esta noite iremos libertá-lo desta prisão de sentimentos, Maedhros.
O resto de dia que tinham pela frente, os dois amigos passaram observando o movimentar da milicia e analisando estratégias furtivas de fuga, com uma noite de calor caindo as rondas começaram a se instaurar e guardas tomaram posições nas torres de vigia nos arredores da cidade, Pegazu se mesclava na multidão que entrava no alojamento que logo foi preenchido por aquelas deprimentes pessoas. Atrás daquela mesma porta de madeira se encontrava o jovem magricela, Pegazus o chamava e pedia para ele se levantar, mas o garoto agia como se não o ouvisse permanecendo a encarar a gasta madeira da parede, o príncipe de Toru decidiu então levantá-lo e passou seu braço em torno de seu ombro e tornou a caminhar, o garoto tinha passos desajeitados e vacilantes ao constatar que não estavam sendo observados abandonou daquela construção medonha. Logo a frente passava um guarda com olhar sonolento e uma tocha nas mãos, ao sair da linha de visada do sentinela viraram logo a esquina e seguiram a saída da cidade evitando mais dois guardas que conversavam encostados na alfaiataria, usando as trevas como aliadas para evitar da luz bruxuleante, a única a lhe observarem era aquela noite sem estrelas, apenas o canto das corujas quebrava o silencio longínquo, logo se encontravam em campo aberto, mesmo com o esforços de Pegazu para arrastar o filho do Senhor daquelas terras, conforme se afastaram do amontoado de edifícios encontraram-se no anel superior da cidade, em meio a longas plantações e as temidas torres de vigia afastadas por distancia relevante, arqueiros de prontidão posicionados em cada uma delas verificavam o estado daquelas plantações que frutificavam por estarem em sua estação. O Príncipe se abaixava entre as plantas temendo um possível avistamento e caminhava lentamente evitando algum possível obstaculo que pudesse alertar sua posição, após poucos minutos de caminhada o milharal tivera fim com a imagem de um espantalho os assombrando, porém as torres ainda os tinha em linha de visada impossibilitando a saída dos fugitivos, Pegazu se pôs a sentar no chão, não tinha saída, sua mente estava não formulava informações concretas e sua fuga nem de longe chegara ao fim, tudo parecia perdido até aquele estrondoso romper.
Gritos entoados em todas as direções e torres eram desguarnecidas uma a uma, ao se deparar com a visão em sua retaguarda Pegazu constatou um dos grandes armazéns ardia em violentas chamas que iluminou a noite como um farol, com todos correndo para o local do desastre, aproveitando de oportunidade fugaz transpassaram rapidamente entre as torres em direção a um morro logo a frente, Pegazu ofegava por estar fazendo esforço dobrado, e o frio garoto firmava os passos e pouco a pouco se desvencilhou do abraço de seu salvador caminhando pro si próprio em destino a imensidão sombria. Quando alto suficiente para serem caçados tornaram sua vista ao inferno que se estabelecia na cidade de Jumida que tinha as chamas parcialmente controladas por seus homens.
—Achei que precisaria de ajuda, – A voz confiante soou de onde a visão escassa não os permitiam enxergar, mas de certo a voz do amigo Arqueiro. – espero que não tenha sido difícil passar.
—Você fez isso!? – Se espantou Pegazu com atitude tão radical. – Muito obrigado Maedhros, não sei se conseguiríamos sem sua ajuda …
—Eu … – A voz fúnebre pouco se levantou. – eu estou realmente livre?
—Nós ainda… – Sua frase fora cortada por um som de quebrar de galhos, subindo aquele morro uma figura se aproximava dos três ali presentes.
—Os recebi como convidados de honra, e assim retribuem? – O elfo acendeu uma tocha revelando a estranha administradora da grande casa, não parecia ter mais aquele tom jovial em seu lugar grande rugas e marchas intensas de expressão de estremo ódio. – Não levarão aquilo que é meu. – sua voz dobrava e tinha vibrações rasgantes. – Soltem meu amado, devolvam ele para mim. – não mais uma só voz era emitida de seus secos lábios mas várias e nenhuma parecia ser humana, a estranha mulher tremia incontroladamente, suas veias saltavam e seu pescoço parecia esticar, seu torso virou de forma inumana parecendo esmagar todo seu interior, sua cabeça desceu próximo ao solo mas seu corpo permanecia de pé, sue quadril se expandia rapidamente rasgando sua vestimenta e dando forma a uma massa de pele que se rasgava incapaz de conter a expansão da carne ali dentro, deste novo membro outras pernas brotaram , com apenas carne e ossos, o sangue manchavam todo o corpo deste ser, conforma o crescimento de seu quadril a Dama se transformava em quadrupede e um grande tentáculo com milhares de pequenas patas de inseto rasgou seu novo membro, seus braços se contorciam até tornarem a estar de apenas um lado de seu tronco, sons de ossos se quebrando e tecidos e músculos se esticando e rasgando, suas unha cresceram e se tornaram garras negras, sua coluna rasgou sua pele e se projetou completamente como um terceiro braço e um outro tentáculo se formou em seu torso seguido de dezenas de outros pequenos tentáculos de carne, de seu rosto envergado próximo ao chão saíram tentáculos de todos os orifícios, seu peito fora rasgado pelo cranio que abandonara a cabeça seguido de um coração pulsante com um imenso buraco com dentes afiados negros.
—Então essa é sua verdadeira forma. – Desdenhou Maedhros tendo imediatamente que desviar de um tentáculo que vira em sua direção e furara um buraco no chão, a criatura grunhia monstruosamente, o elfo retirava um grande objeto do chão e arremessou em direção a seu aliado que agarrou a poderosa lança, a Dama observava o garoto caído no chão a qual ela tanto desejava, duas esferas alaranjadas brilhavam no cranio que cambaleava sustentado no ar por um estranho órgão que pareciam intestinos entrelaçados e ao centro disto o estranho coração batia, enquanto a criatura demoníaca se distraía com seu alvo desejado, Pegazu desferiu uma estocada contra a cabeça sem ossos da mulher que penetrara facilmente em uma textura nojenta que sangrava negro, sua arma fora agarrada pelos tentáculos ébano provenientes desta o que fez o príncipe remover rapidamente sua arma destruindo os males, porém a cena lhe invadiu a mente, imagens bizarras de membros dilacerados e putrefatos em toda parte, intoxicado pela inflamação imunda o Príncipe não se deu conta da coluna vertebral que se estendia como um longo braço do monstro e lhe penetrou o ombro, um grito de dor preencheu os vales porém velozmente Maedhros contra-atacava, suas mãos portavam duas flechas bem posicionadas em seu arco sua mira era precisa ao disparar os projéteis que em meio de sua trajetória entraram em combustão, flechas de fogo solido e mociços penetraram o corpo de Inuria que tremia em dor, o cheiro de carne humana queimando lhe causou náuseas, Pegazu se vendo livre da armadilha demoníaca, aproveitando a distração com um corte vertical removeu um dos braços da criatura e estocou rapidamente o torço envergado, o sangue jorrou da ferida e junta ele um tentáculo de tamanho humano o agarrou o pescoço e apertou com força, Maedhros com pressa engatou mais uma de suas flechas porém a Dama notando sua intenção investiu uma corrida contra ele, um outro tentáculo o agarrou e o trouxe junto a boca de seu coração, as mão do elfo se projetaram defensivamente contra os órgãos expostos da criatura, sangue negro inundaram seu arco e suas mãos, sensação de mal estar lhe preenchera, a morte lhe parecia mais bem vinda do que nunca, suas forças diminuíram e os braços fraquejaram, de seus olhos saíram lágrias e de seu coração o terror, a morte com ele trocou u m olhar até se ouvir um alto trovão. Pegazu não estava mais preso e a seu redor um clarão, uma aura que falava em voz estridente uma língua indesvendável, a criatura voltou sua atenção a Pegazu e logo lhe desferiu diversos ataques com sua coluna exposta e lhe enrolou com com diversos tentáculos.
Pegazu com o girar de sua lança afastou a criatura para longe mal tocando-a apenas afastando com o pesar de sua presença, com um passo decisivo e um alto salto, pairou alguns momentos no ar sua presença contra o céu negro remetia a uma lua cheia, projetou sua lança contra o solo poucos metros de seu oponente, e a seu redor outras dezenas de lanças saíram do solo como bambuzal que crescia instantaneamente, as lâminas pareciam ser compostas de pura luz e fumaçava como como uma presença de calor em um dia frio, penetrando a carne profanada de Inuria, à despedaçando e purificando em alvas chamas.
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