Contos de Ainor

3 Capitulo 3- Os grandes espiritos


Ominus e Enius ponderaram pelo que parecia ser eras em meio a escuridão e as fagulhas brilhantes das estrelas, olhavam o mundo se tornar cada vez mais silencioso, suas criaturas os dragões jamais morreriam propriamente, se não fossem mortos por outro, o que sua natureza caótica incentivou, eles viveriam para sempre pois existia tempo, mas não velhice, da mesma forma que uma arvore não pode morrer por velhice tão pouco podia a grama, a chuva, e os dragões.

Então os espíritos de ordem e caos, criaram dois espíritos, estes dois coordenariam o mundo físico, o primeiro a surgir do imaterial foi Orion, foi dado a ele o espaço, o tempo, o destino e o dever de zelar pelo momento de cada existência, quando algo deveria deixar o imaterial, e quando algo deveria retornar a inexistência, pouco criou ao chegar no reino material, começou por uma lua, uma satélite azulado que pairava sobre os campos e desertos do mundo de Ainor, para tal ele tomou o topo de uma montanha, a maior que já avia existido, quebrou seu cume e moldou a pedra até ter o formato que desejava, esta lua sempre paira sobre o que agora é um platô feito a partir da montanha quebrada, e deste corpo celeste ele observa toda a Ainor mesmo que Ainor não o observe durante o dia, formou um palácio e jardins para ter onde caminhar enquanto observava, em uma de suas torres escreveu um livro, a cada dia passava uma página, alguns dizem que é por isso que até mesmo os mais fortes magos tem dificuldade em ver o futuro, a página ainda não está virada para a luz ela está coberta, áh também aqueles que dizem que o livro se escreve sozinho, por isso não se pode ver o futuro, por que ele não está escrito.

A segunda a ser criada foi Ninf, ela deveria reinar sobre a vida, sobre a flora, e sobre fauna, em toda sua beleza, exuberância, selvageria e liberdade, ela guia os animais, e estes em toda sua inocência e debilidade mental a seguem, por várias vezes os guia até lugares calmos e fartos em comida, por várias outras os guia em emboscadas de predadores, qualquer um que já sentiu a brisa de uma floresta se tornar em uma breve rajada sentiu a sua passagem, pois seus pês são o vento que espalha sementes, e onde seus pês tocam a grama cresse e floresce, seu suor é a chuva, e seu toque é a morte, sua mente é rápida, afiada e impiedosa, pois nada escapa de Ninf, nada escapa da natureza.

Orion deu a Ninf, um satélite pequeno feito a partir de um campo, ele é verde e parece ínfimo comparado a imensidão a azul do palácio estelar de Orion e insignificante próximo a escuridão, Ninf apesar de lisonjeada com o presente, o recusou, -os fulgores estelares- ela dizia- jamais irão se comparar as belas florestas e campos- com tal dito, Orion se entristeceu, esperava que ela fosse se alegrar mas se Orion encontrou rejeitado. Ao final do dia em uma de suas torres sentiu uma presença escura, notou que algo em seu livro avia mudado, ou estaria destinado a mudar, ainda seja em um futuro muito distante, algo avia mudado, algo ruim iria acontecer, seus olhos viam o futuro, mas palavras não descreveriam o que aconteceria.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.