Contos das Sombras
4 Julieta - Parte 02 Spoiler de Iterum NEET
Notas iniciais
Acordei com um pulo. Suava horrores. Encarei minhas mãos, ainda conseguia sentir a prata da arma. Levantei da cama e fui direto para a cozinha. Na geladeira havia apenas um leite vencido e um pedaço de queijo branco. Odeio queijo branco. Desisto de comer em casa e coloco um sobretudo para esconder o pijama e uma bota para esconder a meia grossa de dormir. A rua está cheia e quase ninguém repara em mim. A cafeteria está cheia, mas facilmente consigo meu café matinal. A garçonete é uma velha amiga e já sabia o que queria. Ela ignora o trabalho e senta na minha frente, fingindo que está limpando a mesa.
– O que aconteceu?
– Não aconteceu nada. – Tomo um gole de café. – Você não deveria estar trabalhando?
– Louis. – Ela diz dura. – O que aconteceu?
– Eu a vi.
– Ela?
– Melissa. – Fechei os olhos. – A Encontrei. Está na cidade. Preciso encontrá-la e trazê-la para casa.
– Lembre-se que eu sempre vou estar do seu lado.
Ela esticou o braço e apertou a minha mão. Sorrimos um para o outro. Alguém a chama de dentro da cozinha da cafeteria e ela some na multidão.
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Julieta estava deitada no sofá. Vários ferimentos nas mãos e nas pernas. Haru enfaixou o pior dos cortes e começou a trabalhar nos outros machucados.
– Como você escapou e por quê?
– Alguém está vindo atrás de uma menina. Se não o impedir, vai acabar virando prisioneiro do governo.
– Assim como você.
– Sim. Eu preciso ajudá-lo. Não posso deixar outras pessoas sofrerem nas mãos deles.
Ela se levantou e colocou uma roupa que pudesse esconder os machucados. Acabamos indo até um shopping. Ela nos guiou até uma livraria.
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No momento em que entrei na livraria, meus olhos o encontraram. Não sabia seu nome, Não sabia nada sobre ele, mas sabia que estaria ali todo o dia. Estávamos conversando normalmente. Claro que eu percebi que ele estava me seguindo, nosso destino estava conectado. Estávamos destinados a se encontrar. Ninguém parecia enxergar isso. Apenas eu e a minha alma selvagem.
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No momento em que ele se transformou, algo em meu peito acordou. Sem conseguir me controlar, acabei me transformando. Ouvi alguém gritar o nome de Louis e sabia que era ela quem ele procurava. Lati o mais auto que pude para chamá-lo até mim. Sucesso. Mas então, aquilo que sempre me assustou e me impediu de me transformar chegou até mim. Não conseguia ver mais nada, apenas escuridão. Latia para o vazio. Latia o nome dele. Latia o nome de única pessoa que podia me salvar.
– LOUIS!
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