Contos da Lua Sangrenta II
6 Livro 3 - Os Fios da Vida
O soldado entraram no salão e ficaram de prontidão, Kai não esperava que as tropas de Samael chegasse naquela dimensão.
As portas do salão se abriram, e um homem entrou no salão, vestido um manto vermelho.
— Eu deveria imaginar que era você, esse cheiro selvagem de sangue e a barbaridade que se espalha pelo ar, uns dos filhos de Júpiter: Ares, deus da guerra.
— É assim que você me recebe, meu querido avô, depois de muitos anos. A última vez que eu vi voce, era só um monte de trapos esquecido no tártaros.
— Há muito anos que eu abandonei aquele mundo, não tem mais interesse naquele lugar, pegue o seu soldados e vá embora.
Ares chegou perto de Cronos e disse num tom sarcástico.
— Você não quer ouvir a proposta que veio lhe trazer?
— Não tenho interesse nenhum do que vem da outras dimensões e mundos, principalmente de um traidor.
— Traidor? — Ele cuspiu no chão e apontou a sua espada para Cronos e soldados rodearam ameaçando — O nosso mundo foi destruído, eu cansei de me esconder, foi quando ele apareceu e me ofereceu uma oportunidade de mudar, agora eu sou um dos generais guardiões.
Nate tentou se esconder na sua capa, mas a chuva era muito forte naquele mundo, ele olhava para a cidade que parecia estar longe, mas a sua chegada naquele mundo tinha que ser a mais discreta possível.
Os anjos já tinha avisado que os inimigos estão atento com as ações de todos os mundos.
— Vai ser uma longa caminhada.
Já era quase tarde da noite quando Nate chegou na cidade, as pessoas pareciam atenta com ele, como se elas já soubesse que ele é um estranho naquele lugar.
Devido as coisas que estão acontecendo, não seria estranho se ele reagisse assim.
Alguns homens abordaram Nate quando ele chegou no centro da cidade.
— Boa noite senhores, o que vocês desejam comigo?
— Não gostamos muito de visitantes de outro mundo.
— Poderia ir embora pacificamente?
— Eu tenho um objetivo a cumprir, então não partirei.
Eles foram atacar Nate, um senhor apareceu.
— Vocês parem com isso.
Todos eles curvaram para o senhor.
— Ancião?!
— Eu sou o ancião Leto
Ele estendeu a mão para Nate, mas ele não pagou.
— Eu sou Nate.
— Porque não conversamos em um lugar seco e quente. Você deve ter viajado de muito longe.
Era difícil de acreditar que havia um lugar como aquele na cidade subterrânea, as rosas que desabrocham naquele lugar era as mais perfeitas que Júlia tinha visto.
— Você gosta muito de rosa?
Ela se assustou um pouco com a aproximação da garota, ela nunca tinha visto uma garota tão linda como ela: pele branca e cabelos longos loiros e olhos azuis.
— Eu sou Selene.
— Júlia.
— Você tem um cheiro magnífico.
Ela tocava o cabelo de Júlia que ficou um pouco sem graça.
— Seu cheiro é como rosa selvagem que cresce livre sobre o campo Elísio. Você quer ouvir uma lenda do mundo que eu venho?
Ela acenou com cabeça dizendo que sim.
— Antigamente todas as rosas eram branca, elas eram cultivadas no jardim de uma besta que devorava humanos, um dia ele conheceu uma humana e se apaixonou. Os aldeões que ali viviam entraram na mansão da besta e o matou, mas antes de morrer ele rogou uma maldição. As pessoas foram morrendo de uma doença misteriosa, para cada uma pessoa que a maldição estava ligado as rosas se tornavam vermelhas.
Júlia ficou um pouco espantada com a história, parecia tão real.
— Mas isso não passa de uma lenda.
— O seu mundo parece ser interessante, gostaria de um dia conhecer lo.
— O mundo onde eu morava foi destruído.
A expressão de Selene mudou totalmente, a pessoa meiga que ela apresentou para Julia, agora mostra um rosto sombrio e cheio de ódio.
— O mundo eu morava também foi destruído, eu fui salva no último momento antes dele ser destruído.
— Você deve ter sofrido muito, é difícil saber que não um lugar para voltar.
— É complicado, mas eu estou em uma jornada para encontrar a minha mãe e quem sabe o meu pai. Ele desapareceram muito antes do meu mundo ser destruído.
— Porque nós não damos uma volta juntos, eu já resolvi tudo o que tenho que fazer.
— Se não for muito encomodo.
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