Contos da Deusa
11 Capítulo 10 - De volta ao controle
Notas iniciais
– Adeus, Lin — disse Agnecia com o rosto cheio de lágrimas e com uma pequena esperança de que a veria novamente.
– Obrigada, Agnecia! Quer dizer... mamãe! - ambas sentiam ternura uma pela outra, era um laço de amor maternal que as unia mesmo estando separadas.
– Blá Blá Blá, quanta conversa fiada, olá, minha velha amiga Agnecia, acha que podem me impedir? Eu irei atrás de Duel e o protegerei para que o eclipse nunca acabe — disse tranquilamente nada mais nada mesmo que Yin, olhando para elas simplesmentes paradas imóveis uma na frente da outras se quebrando aos prantos.
– Yin, renda-se, deixe que Lin acabe com o Eclipse — Agnecia ameaça Yin, mas sem perder a calma.
– Peraí peraí as duas, eu terei que derrotar Duel para acabar com o eclipse? Eu já ouvi falar muito dele em Gaon, não acha que ele é meio forte pra mim? - constatou Lin desesperada, realmente Yin e Agnecia sabiam mais do que a sacerdotiza.
– Então é ai que eu entro, Lin - disse Agnecia
– Você terá de decidir entre entre a Luz e as Trevas — Yin completa a frase de Agnecia – Lin, se você escolher trevas poderá ter tudo a seu alcance, você será a pessoa mais forte usando seus ventos no modo sombrio — ofereceu Yin.
– E se você escolher luz, você irá ser a garota mais doce, corajosa e brilhante que todos ja viram, você terá muitos amigos e viverá uma vida feliz depois de derrotar Duel e além disso, seus ventos irão refletir luz! — ofereceu Agnecia – Só que, Yin, você esqueceu de dizer uma coisa a ela, se não disser eu mesma digo!
– Maldita Agnecia, Lin, se você escolher trevas, você deixará de ter sentimentos, mas isso não é importante! Se você se tornar trevas, você não sentirá a dor de um coração partido!
– E nem o sabor prazeroso de amar alguem — diz Agnecia, fazendo Lin refletir profundamente.
– Já sei, não escolherei trevas, mas também não escolherei luz, irei fazer do meu jeito.
– Não pode fazer isso, senão continuará fraca! - avisou Yin.
– E não poderá proteger o que é importante pra você! — novamente Agnecia completa a frase de Yin.
– Na hora certa eu sei que irei responder, mas por enquanto, não quero que ninguém fique dominando meu corpo, se você Yin, fazer isso de novo irei escolher luz de uma vez! — Lin usou chantagem para fazer com que Yin ficasse quieta em seu canto.
Lin já havia saido de seu plano espiritual, porem Yin e Agnecia continuavam conversando.
– Você sabe que ela vai escolher luz, não é? — disse Agnecia.
– Não se deixe enganar, você sabe o que está no coração dela, ela está em dúvida, mesmo parecendo o contrário — retrucou Yin.
Faltando apenas cerca de dois dias para que o aniversário de Lin chegasse, a jovem estava muito atrasada, ela deveria deter a fonte do eclipse imediatamente antes que tal data chegasse.
Então, ao voltar a dominar seu corpo, ela se alongou, como se estivesse acabado de acordar de um longo e profundo sono, ela se sentia disposta para ficar acordada por um mês, quem diria que ficar presa na própria mente por poucas horas é mais revitalizador do que passar um ano dormindo.
Já estava anoitecendo, naquele dia Lin não pretendia dormir, ela havia pouco tempo para ir até Calnat, onde estaria Duel, ela sabia disso pois depois daquele momento sabia de tudo que Agnecia e Yin tinham em mente, desde o que fizeram, o que estão fazendo e o que pretendem fazer, mas em compensação, elas sabem exatamente tudo sobre Lin, desde sua cor preferida até o que está sentindo.
O seu primeiro ato após acordada foi ir a qualquer cidade vizinha, ela não tinha idéia de onde estava. Lembrava-se de que teria mandado a carta a Holy pedindo informações, pois a carta teria acabado de chegar, então Lin a leu em voz alta:
– Eu perdida em um deserto em Vermécia, não encontrei tal grupo, não se preocupe, vá sem mim, que Agnecia te abençoe — a sacerdotiza leu a carta da paladina, e muito preocupada seguiu seu caminho até Calnat.
Se passou uma hora e Lin estava a ponto de desmaiar de fome, a pequena encontrou uma pequena cidade, pretendia jantar ali, ela estaria muito tempo sem comer, rapidamente, procurou qualquer barraquinha que vendesse comida e começou a comer tudo que via em sua frente.
– Ei mocinha, o que pensa que está fazendo? — disse o dono da barraca com um olhar de "você está encrencada garotinha".
– Eu to comendo — disse Lin com a boca ocupada– depois agente resolve isso! — falou Lin sacudindo um saco cheio de moedas de ouro.
– Á vontade senhorita!
Então, Lin passou um tempo ali, apenas comendo igual uma louca enquanto os moradores daquela cidade apenas passando, rindo e se impressionando de como uma garota tão pequena conseguia comer tanto, até passar o mesmo grupo de jovens que teria encontrado com Lin quando ela estava dominada por Yin.
– Ha ha ha! Olha como aquela garota come! — disse Lire apontando para Lin e rindo.
– Ei, essa não é aquela criatura malvada que encontramos mais cedo? — suspeitou Elesis.
– Você tem razão, Elesis, é ela mesmo! — concordou Sieghart.
– Eu acho que não! Porque se for a aura dela está muuito diferente de antes, a aura dela está totalmente pura, diferente de antes que estava corrompida — respondeu Lire.
– Tem razão, vamos dormir logo, estou com sono — disse Sieghart.
– Também, vamos procurar um hotel para descansarmos — concordou Ryan.
Então assim acaba esse capítulo, agradeço por lerem!
Fale com o autor