Contos Muito Úteis de Histórias Muito Épicas
2 Anybody Care for a Crate?
Notas iniciais
Estava ofegante. Acabara de ser atingida e tinha menos de um minuto para por um ponto final àquilo, ter sobrevivido ao último ataque apenas deu a ela uma segunda chance, mas não teria novamente essa sorte. Antes de qualquer coisa, tentou calcular a distância de seu possível carrasco.
Então, olhou em sua mala o que havia disponível: uma granada de mão, uma metralhadora, um taco de beisebol (!), uma bandana do Ryu (perdeu uns 3 segundos olhando, tentando entender o que aquilo fazia alí) e uma bazooka. Esta ultima parecia ser a única opção válido. Mas de nada adiantava ter a arma certa se de onde estava era mais provável que a explosão da arma atingisse ela própria do que seu alvo. Não, sabia o que tinha que fazer: o único jeito possível seria subir no ponto mais alto do objeto mais alto que havia na região, expondo-se completamente. Expor-se não era o problema, sabia que se errasse aquele tiro nada mais poderia livrá-la de seu fatídico fim, nem mesmo se um kit de primeiros socorros aparecesse caindo de paraquedas, como num passe de mágica.
Quando chegou ao ponto ideal, tinha pouquíssimo tempo restante. Preparou seu imponente e verde lançador de mísseis, mirou alguns centímetros acima para compensar a gravidade — não havia vento que alterasse a direção do projétil — e atirou finalmente. Imóvel, de olhos arregalados, assistiu à explosão que atingiu em cheio aquela maldita minhoca de chapéu de caubói, que foi arremessada longe (havia um barril de óleo atrás da dita cuja), explodindo a si mesma para enfim transformar-se em uma lápide.
Com aquele tiro, ela deu fim à pequena guerra irracional em que fora envolvida.
No entanto, sem entender o que estava acontecendo, aquela pobre minhoca viu uma palavra surgir no meio do céu! Se hoje ainda estivesse viva, sem dúvida diria que aquele era a palavra que mais temia em toda sua vida: "Rematch".
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