Contos Magic the Gathering: Golden Horizons
1 Conto 1 - Golos: Horizontes Incansáveis
Notas iniciais
'' Todos nós caminhamos por este mundo para todo o canto, nem sempre com um proposito, até animais muitas vezes esquecem de pra onde estavam andando.
Mas Golos nunca esquecia por onde pisará e sempre sabia pra onde tinha que ir, atualmente ele estava de pé em um pico alto, o vento assobiava fazendo sua bolça e capa tremerem e balançarem ao vento.
Ele estava explorando como sempre, explorando eternamente, um automato feito a tempos imemoriais nunca esquecera a missão que fora dada a ele, desvendar todos cantos deste plano, e isso ele o fez.
Ele tem gravado em sua memoria os pântanos escuros de Alaria aonde os Goblins fazem festas até o raiar perturbando os orcs que moram próximos desencadeando brigas e manifestando sombras bizarras por todos os cantos, nesse dia Golos sentiu as pernas rangerem, mas continuou.
As planices de Zafi também seriam ótimas visões, grifos voando e desafiando leões de ouro por comida, varias vilas humana até aonde os olhos podem ver, varias crianças vieram brincar com ele, apesar de não entender ele ficou um tempo com elas, neste dia Golos sentiu seu braço travar mas logo o arrumou.
Mais ao longe as praias de Acta eram um pouco estranhas, deveras serenas, o automato pegou carona em um barco, por alguma razão as pessoas sempre o tratam bem, talvez seja a magia de seu criador, mas de fato as serpentes marinhas eram majestosa, nesse dia suas costas rangeram mas ele ignorou.
Todos falam de como as Florestas de Tamitra eram densas, mas nada que ele não pude se passar, os worms gigantes poderiam oferecer risco mas ele conseguiu se esquivar de seu ninho, e nesse dia uma parte sua rachou mas ele não parou.
O ultimo lugar que faltava era este pico da montanha mais alta do plano, estando ali, com raios e trovões ao seu redor ele fez oque sempre fazia, seu corpo registrava e guardava a mana de todo terreno pela qual ele pisará, ele não poderia se importar, mesmo que a vista do alto do monte fosse a mais selvagem e bela que um humano veria se pudesse superar a escalada, nesses momentos sempre algo ecoava dentro dele, e logo após guardar a mana deste ultimo lugar....ele ouviu um chamado.
Em sua mente uma voz se manifestou, uma voz que estava gravada a muito tempo nele, e ela dizia:
''Golos, esta finalmente feito, você coletou com maestria a mana deste plano, venha até o inicio e eu lhe darei seu presente''
Golos apesar de não pensar, sentia, seu corpo rangia mas nunca falhava, seu criador finalmente o chamava depois de tantos ano, era hora da ultima peregrinação.
Ele desceu o gume a passos calmos e sem presa, mesmo quando parecia que ia cair seus pés nunca o deixaram falhar, dava seu melhor muito alem do que fora mandado, e isso talvez fora a unica coisa que dava sentido a sua existência como automato.
Ele passou por todos os locais mais uma vez, deixando pegadas firmes e profundas nessa terra, sempre se aproximando, indo cada vez mais longe, as pessoas paravam pra olhar o famoso peregrino incansável, lendário por suas andanças, e telo por perto sempre era um bom pressagio.
Depois de semanas, ele chegou a um vale, uma cachoeira tinha seu barulho persistente como a muitos anos atrás, no vale, havia uma pequena cabana, aonde golos não exitou a entrar, e dentro dela, havia um velho artífice cheio de artefatos pelo corpo sentado trabalhando em algo com vários pequenos autômatos o auxiliando.
— Meu velho amigo, finalmente você retornou...- Disse o velho com seus cabelos brancos balançando com o vento que saia da porta se virando para o automato.
Golos entrou e se aproximou.
— Faz muito tempo, sempre me surpreendo como autômatos tem um tratamento mais gentil pelo senhor tempo, você esta ótimo, mas agora sem proposito imagino... — O velho se levanta com extrema dificuldade e é auxiliado por Golos que entrega a bolça com vários medalhões com mana pura encravada.
O velho sorri, pega a bolça com cuidado e começa a jeitar a mesa de trabalho, Golos pacientemente ficou de pé a seu lado, em quanto ele montava algo, de vez em quando pegando algo distante para seu criador, recebendo um sorriso doce de volta.
— Sabe velho amigo — o velho volta a dizer — Eu não tenho mais tanto tempo, falando a verdade você chegou bem na hora, eu já estava pensando em ir, mas você é incansável mesmo, minha alma esta fraquejando, e sinto muitas dores, nem mesmo posso viajar mais como antes, mas você sempre vai poder viajar....ainda mais com isto.
O velho uniu todas as peças com o aparato em seu corpo, com uma especie de cabeamento conectou a si mesmo com Golos, conectando ao peito do automato aonde possuía 5 entradas vazias.
— Chegou a hora de finalmente eu descansar....a-antes você não tinha escolha mas agora ira ter, eu só queria que tivéssemos mais tempo para sentimentalismo mas você nunca iria me responder por mais que eu tenta-se... adeus amigo de metal....
O velho liga o aparato recitando uma magia antiga, os objetos começam a reagir com os medalhões de mana trazidos por Golos, e uma luz muito forte emanava de ambos, o cabeamento se esquentava e brilhava com uma energia nunca vista pelo golem, até que um flash de luz e um silencio tomam conta do recinto.
O velho retira os aparatos, agora golos tinha um cinturão com todas as cores de mana em volta de seu peito e seu corpo estava totalmente reparado, o velho parecia mais pálido que o comum, e por alguma razão golos sentiu pena, e o ajudou a ir de encontro a sua cama.
— Agora...G-Golos....você pode ir para aonde quiser......qualquer lugar....como eu fazia.....sei que fará bom uso desta centelha velha....vá...registre o multiverso se isso desejar..... pois agora você.....p-pode...de...se...jar...- muito fraco, sua vida seca nos braços de golos... e por alguma razão ele esta triste, queria perguntar algo, queria ouvir mais.....mas sabia que era tarde.
Seu criador lhe dera algo, agora ele sentia, agora ele queria, ele pega sua bolça e coloca alguns utensílios de seu antigo criador, ele o cobre com uma manta, e depois de fazer um toque em seu rosto ele se vira e vai embora colocando sua capa desgastada, ele vai se afastando pelo vale, quando chega próximo a cachoeira ele se vira por um momento, agora ele queria ver outros lugares, ele ja conhecia cada canto daquele plano, e por alguma razão algo dentro dele sabia oque fazer, e se virando com um paço largo ele desaparece....rumo as eternidades cegas Golos transplanou para....algum lugar.
Todos nós caminhamos, e alguém andará sobre nossas pegadas, o rio sempre ira mudar, montanhas sempre vão cair, pântanos irão secar e planices murchar, até mesmo as florestas cresceram ou morreram, mas Golos sempre estará la, incansavelmente andando, e guardando esse multiverso consigo, não por vaidade ou desejo de poder, mas sim por curiosidade plena, e vontade de ver tudo que existe.
Incansável, e com passos largos um dia você pode ver um golem apreciando a paisagem e sumindo ao seu bel prazer que agora ele.....pode sentir.
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