Contos
1 Highwaymen
Gostaria de poder descrever meus sentimentos pelo homem viajante. Um homem que andava pelas estradas e sempre acabava morto pelas mesmas mãos, sua alma saia pela sua boca aberta e seus restos fúnebres eram deixados no chão sem aviso.
A alma, finas partículas similares a um pó dourado, sobe ao céu e junta-se às estrelas, onde as almas dançam. E então ela dançava.
Transfigurava-se na forma de um animal no meio de sua dança, um cervo. E junto ao redemoinho de outras almas dançantes, ia ainda mais alto.
Veio a escuridão, e então um choro, que a alma reconhece ser dela mesma. Estava o homem que viajava pelas estradas de volta para uma.
Deu-se início a sua nova jornada e quando conseguiu andar com seus próprios pés, seguiu seu rumo. Cavalgava em um longo caminho de terra no momento em que reconheceu o rosto, este que possuía as mãos hostis.
E ali, naquela estrada do velho oeste, o duelo de milênios continua. O gatilho é rapidamente apertado sem perceber, a alma é novamente morta pelas mesmas mãos. Seu corpo sem vida cai com um baque surdo no chão e sua boca jaz aberta.
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