Conto de Uma Fada

2 Capítulo 2 – Conhecendo uma verdadeira fada


Notas iniciais
Vou postar logo mais um cap pq hoje estou indo viajar pra passar a virada do ano na casa da minha sogrinha... hehehehe
Volto na terça-feira e se der eu posto!
Bjus e FELIZ ANO NOVO!!!!!!!
Gerard andava pelas ruas triste e cabisbaixo. Seu pensamento estava em Nataly e em como tinha sido burro em traí-la. Ele não era um homem assim, nunca gostou de trair ninguém, muito menos a pessoa que até pouco tempo chamava de noiva. Mas a verdade era que por dentro ele não se sentia tão mal como deveria. Seu amor por Nataly tinha se acabado há muito tempo e em seu lugar havia apenas carência. Começou a pensar que tinha então feito a coisa certa quando ouviu um barulho vindo do jardim da praça que ficava logo a sua frente. Ele olhou pros lados e não viu ninguém, achou que estava ficando maluco e continuou seu caminho.

Passou em volta do jardim e ouviu de novo o mesmo sussurro de dor. Quando olhou pra trás, cometeu o erro de todo ser humano. Foi vencido pela curiosidade.

- ai... ai.... ai... – a voz sussurrava baixinho entre as flores.

Gerard correu até lá e a viu. Seu olhar se petrificou com a beleza que irradiava daquela mulher. Um rosto de menina, uma pele rosada e longos cabelos cor de mel que mais pareciam fios de ouro. Ele chegou mais perto e ela abriu os olhos, deixando a mostra seus enormes e hipnotizantes olhos azuis.

- ahhhhhhhhhhhhhh! – gritei e ele se afastou. – quem é você???

- calma, calma! Eu não vou te machucar. – ele dizia colocando as mãos na frente.

- quem é você?? Ou ‘o quê’ é você?? – perguntei confusa, tentando me cobrir com as folhas e pétalas das flores e nem percebi que estava vestida.

- ‘o quê’ eu sou?? – ele me olhou mais confuso ainda. – eu me chamo Gerard Way. Você está bem?

- eu... bom... eu.. aiiiii! – tentei me levantar e me cortei fundo no espinho de uma rosa.

- tenha cuidado. Vem, eu te ajudo. – ele me segurou e me ajudou a ficar de pé.

Olhei pro meu braço machucado e me espantei.

- está sangrando... – falei baixinho chocada. Eu nunca tinha visto sangue de verdade antes.

- sim, e você precisa ir pro hospital.

- hospital?? – sussurrei – que diabos é isso? Oh céus.... – tampei a boca com a mão e ele começou a rir.

- o que foi?

- eu me lembro de tudo. – comecei a lembrar como tinha ido parar ali, e o pior, por qual motivo.

- vamos, eu te levo pro hospital. Seu braço ainda está sangrando. Talvez precise de alguns pontos.

Ele me segurava pelo outro braço e eu olhava tudo ao meu redor com uma enorme curiosidade. Era um lugar tão diferente, o céu era escuro e havia mais pessoas como ele andando por perto. Eu me encolhia cada vez que alguém passava perto de nós, eu sentia medo do que pudessem fazer se descobrissem que eu não era como eles, afinal eu era uma...

- fada. – falei de repente e ele parou de andar.

- o que você disse?

- hã? Nada, nada não... eu só estava pensando alto.

- vamos, entre. – ele parou em frente a uma coisa grande com rodas e eu fiquei olhando pra ele sem reação. – não precisa ter medo, eu só vou levá-la até o hospital mais próximo. Não sou nenhum maníaco, não. – ele riu e eu ri também pra disfarçar minha cara confusa.

Mesmo com um pouco de medo do que aquela coisa pudesse fazer, entrei. Mas logo me arrependi quando ‘aquilo’ começou a andar sozinho pela rua.

- socorrooo! Me tira daqui!!! Socorroooo! – eu gritava mas acho que ele estava era se divertindo com todo o meu escândalo.

- fica calma. Você nunca andou de carro, não é? – ele morria de tanto rir da minha cara.

- carro? Isso é um... carro?

- de onde você veio?? Você é do interior ou algo assim? – ele parou de rir e me olhou sério.

- eu... eu vim de... de... – eu não podia dizer que eu tinha vindo de um outro ‘plano’, de um lugar chamado Guhur onde só havia fadas. Ele não iria acreditar em mim, não é? Olhei pela janela e vendo algumas placas, tentei formar um nome. – de Paradis.

- e onde fica isso? É perto de New Jersey?

Confirmei com cabeça mesmo sem ter idéia do que ele estava falando. De repente, me perdi no olhar dele, aqueles olhos verdes cor de esmeralda, aqueles cabelos pretos caindo no rosto e...

- hey, chegamos. – acordei com a mão dele indo e voltando na frente do meu rosto. – estamos no hospital.

Saí do carro e senti minha cabeça doer por causa da pancada. Ainda não lembro como fui parar no meio daquele jardim, se caí de cabeça ou se simplesmente me transportaram pra lá. O que importa é que minha cabeça doía, e muito.

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