Contamination

3 Capítulo 3- Difusão Temporária


CONTAMINATION

Capítulo 3- Difusão Temporária

(Stepford, Estacionamento do Hotel Castleway, 19:49h)

—Meu senhor Cristo...(comenta Bob, com uma voz baixa e em total desprezo em suas crenças naquele momento)

(O que Bob e a mulher de vestido preto viam, era uma multidão tropeçando e andando lentamente. Todos em linha reta e numa velocidade constantemente igual ao demais. Olhares atravessados, cabeças retas. Todos seguindo pela ponte Longsheer lentamente)

(Lá atrás, Rose Sanders andava em pequenos passos para frente e para os lados, desolada a cada passo por não encontrar Andy no estacionamento. Lágrimas pesadas tomavam os olhos da mesma)

—Eu...não...eu não encontro a Andy, Steve! Steve!!!(soluçava aos prantos Rose, ao começar a arranhar seu rosto com suas unhas)

—Ei, melhor fazer silêncio ai...(suplica Bob, ao voltar correndo de volta á eles. Era notável um medo em sua expressão)

—O que houve? Quem é aquela mulher?(indaga Steve, ao olhar para a moça que ainda permanecera encostada de lado na saída do estacionamento)

—Vocês...tem que ver aquilo...é muito estranho(acrescenta Bob, com ofegância após ter corrido pouca distância)

(Bob volta andando para perto da mulher de vestido preto e salto alto. Steve, Minata e Max o seguem devagar. Rose ficara atrás, andando em círculos ainda. Todos eles param perto da saída, e olham para onde Bob apontara devagar e tremendo. Não havia susto maior entre eles. Os olhos deles se arregalaram de formas diferentes. Nunca haviam visto algo do tipo)

—São, mais ou menos, umas 100 pessoas...(diz Max, ao se afastar um pouco e com a respiração pesada. Havia um desespero gritando dentro dele) É um...protesto?

—Não...com certeza não, garoto(diz a mulher de vestido preto, ainda encostada com um cigarro em sua mão agora) A propósito, me chamo Megumi Sato(acrescenta ela sem ao menos olhar para um deles)

(Aquela moça japonesa, de vestido preto e salto alto azul era deslumbrante, mas todos ali, a viam como alguém arrogante)

—Não pode ta acontecendo isso!(exclama Max, ao olhar para trás e a ficar inquieto, enquanto balançava a cabeça diversas vezes para os lados)

—A cidade...está...quieta(diz Steve, num tom de dúvida sobre o que falava)

—Eles parecem estar inconscientes(proferi Megumi Sato, ao jogar seu cigarro no chão)

—São espécies de...zumbis!(exclama Max mais uma vez, dessa vez confiante no que pensara)

—Fale baixo, garoto...(suplica Bob, ao oscilar seu olhar do garoto teimoso à multidão de inconscientes)

(Uma batida assusta todos eles que estavam na saída. Um som repentino de vidro se quebrando. Era Rose segurando um extintor de incêndio próxima ao carro de Steve)

—Não, amor!(grita Steve, ao correr na direção dela) O alarme está liga-

(Não havia tempo dele explicar. Rose dera outra batida no vidro do carro com o extintor, estraçalhando pedaços de vidro pelo lado de dentro. O alarme começara a gritar. O som mais ríspido e agudo que eles poderiam escutar naquele estacionamento. A única em que não se assustara, era Megumi, que ainda continuara encostada próximo a saída)

—Droga! O que-(dizia Steve, ao afastar Rose de perto do carro com um meio abraço)

(Rose soltara o extintor de incêndio. As lágrimas tomaram o envolto de seu rosto. Mas Steve nem ligara para isso. Os ouvidos de Steve pareciam permanecer próximo a saída, pois ele começara a ouvir pequenos grunhidos de raiva próximo ao estacionamento)

—Caralho...(diz Bob, se afastando rapidamente do portão do estacionamento)

—Eles estão vindo para cá correndo...(diz Megumi, ainda com uma voz calma e se afastando aos poucos, enquanto tentara puxar o portão do estacionamento)

(O portão era de aço e pesado. Megumi se esforçava para que o portão se fechasse, mas é tocada diversas no braço por Max, que a informa com uma voz baixa):

—Ei, acho que não dá. O portão é automático, na sala aqui do lado era pra ter um cara que ficasse de guarda e abrisse o portão

(Bob corre para a sala ao lado da saída. A porta da qual dava entrada estava levemente encostada. Bob a empurra com força, abaixando e levantando a cabeça por cima da mesa daquela sala)

—Não estou achando onde fecha esse portão(se passa alguns segundos da procura, e Bob aperta um botão amarelo ao lado do monitor da sala. E então o portão começara a se fechar aos poucos)

—Vai logo...fecha(suplicara Max em voz baixa, enquanto dava passos para trás ainda olhando o portão)

(A horda de pessoas que corriam em direção ao portão estava próxima. Alguns tropeçavam, mas não atrapalhava a passagem dos outros. Todos pareciam pálidos, e com olhares de ódio fixos ao estacionamento. O portão então se fecha)

(''Porra...'', era a palavra que passara pela mente de Steve, à medida em que afastara Rose do carro. O alarme parecia estar mais agudo com o tempo)

—Esse barulho de merda está atraindo eles(exclama Minata, enquanto tira seu relógio de pulso e arremessa em direção ao portão. O relógio acerta em cheio a testa de uma mulher que grunhiam por trás do portão)

—Não achou que isso iria funcionar né?(questiona Max, enquanto andava em direção á Steve, mas sem esperar uma resposta)

—Vamos para o segundo andar!(grita Megumi Sato, ao correr em direção ao elevador)

—Não, eu não quero subir lá outra vez(diz Bob, com seus pensamentos estagnados)

—Mas não há lugar para ir. Se esses...sei lá o quê, invadirem, com certeza a gente não vai sair ileso dessa história(acrescenta Megumi, ao entrar no elevador e olhar para cada um deles)

(Max ao fazer que sim, corre em direção ao elevador, seguido de Minata Suzuki. Steve e Rose, ainda abraçados, correm para dentro do elevador. Por último, entra Bob que focara seu olhar para o portão, um olhar de total medo e confusão. Megumi aperta o botão do 2° andar)

(Alguns segundos se passam para o elevador chegar lá. No processo nenhuma palavra era dita no elevador. O choro de Rose, aos braços de Steve, permaneciam altos, soluçantes e abafados pelo ombro de Steve. Max estava encostado no canto direito do elevador, enquanto Minata no canto direito. Atrás de Steve e Rose, estava Megumi, deglutindo sua saliva pesada. O elevador então para no segundo andar)

—Parece quieto...(diz Max, sem ao menos ver o corredor)

—Vamos para algum quarto, torcendo estar vazio(ordena Steve, ao pegar na mão de Rose e correr para o fim do corredor)

(O corredor realmente era silencioso. Não era possível ouvir os grunhidos da horda do estacionamento. A parede branca repelia a luz forte das lâmpadas do corredor. Haviam 6 quartos, três para cada lado do corredor)

—Aqui!(enuncia Steve, ao abrir a porta lentamente do quarto que estava aberto)

(Minata, Megumi, Max e Bob seguem para o quarto rapidamente. A casa estava vazia, e ela era linda. Alguns vasos próximos á janela, com flores amarelas e vermelhas. A brisa gelada da cidade entrava pela fresta da janela entreaberta. O tapete branco com desenhos de flores vermelhas tomavam conta da sala de estar)

(Na cozinha, ao lado da sala de estar, separados por uma bancada de mármore escuro, estavam caixas de cereais jogadas à mesa. Steve fechara a porta, quando todos entraram)

—Aqui estaremos seguros...(diz Minata, suspirando fortemente ao se sentar no sofá da sala)

—Mas por quanto tempo?...(pergunta Megumi Sato com a voz baixa, enquanto andava pela cozinha á procura de algo)

(Bob andou em direção á janela entreaberta. Apesar da cena apocalíptica, ele não duvidara de mais nada que pudera acontecer naquele dia ainda. A realidade estava distorcida em sua mente. Não só na sua, mas na mente de todos. Bob pudera ver diversos pontos altos da cidade, próximos a algumas florestas, grandes casas pegando fogo. À alguns bairros próximos daquele, grandes chamas tomava conta de ponta a ponta de casas, pequenos edifícios e veículos. Era como uma cena do filme Presságio)

—Andy...Andy...Andy...(repetia Rose, diversas vezes enquanto ainda segurava o braço de Steve)

(Steve não tivera algo reconfortante para falar. Apenas pressionou os lábios num tom de tristeza, e abraçou Rose enquanto fungava fortemente. Rose precisara de muito amparo nessa hora)

—Ta...e agora? O que vamos fazer? Viver nesse apartamento como uma...família feliz??(questiona Max, ao olhar para todos e se sentar no outro sofá, sozinho)

—Tenha calma!(exclama Bob, sem se importar em ter sido rude em responder rapidamente e daquela forma)

(Megumi Sato saí da cozinha com duas latas de guaraná na mão. Ela arremessa uma ao Max, que logo pega com seu ótimo reflexo. Megumi senta ao lado de Minata, e pergunta a ela em voz baixa):

—Acha que a filha deles ainda pode estar nesse hotel?

—Acho que não...(responde Minata, em voz baixa também, porém não o suficiente que não fizesse Rose e Steve escutarem, mas eles não se importaram com a pergunta)

—Nós vamos achá-la...não se preocupe(diz Steve, que em seguida beija a testa de Rose. Um beijo rápido, porém o mais sincero em que pudesse dar naquele dia)

—Vocês...viram como 'ta' a cidade?(pergunta Bob para todos, enquanto ainda permanecia perto da janela)

(Todos eles olharam para ele. Não houve resposta dita, porém todos fizeram que sim numa total solidão tocando o coração de cada um. Um aperto grande e dolorido)

—Parece que aquelas coisas querem realmente nos atacar(enuncia Megumi Sato, enquanto abria a lata)

—Eles são seres humanos-(diz Minata, ao lado dela)

—Eram!(acrescenta Megumi, logo após se levantar e voltar para a cozinha enquanto toma seu guaraná)

(Alguns minutos de silêncio pairava sobre o apartamento. A brisa gelada incomodava a pele de todos ali. Rose abraçara Steve mais forte por conta do medo e do frio. Mas era inegável o medo em cada um ali)

—Eu acho que podemos nos defender de algumas formas daquelas...daqueles humanos(conserta Bob, enquanto saí de perto da janela e anda pela sala)

—Como?(indaga Max, acolhido no sofá com as pernas em forma de meditação, enquanto segurava sua lata)

—Soube que tem um depósito à alguns bairros daqui, próximo ao mercado Big Fries. Dizem que alguns armamentos de militares são escondidos lá

—Hã? Tipo reservas??(indaga Steve)

—Ta falando que é melhor a gente sair por aí atirando nas outras pessoas?(questiona Minata, que se acolhia suas pernas por conta do frio também)

—Não diria que são pessoas mesmo...(acrescenta Steve)

—Por quê? Tem ideia melhor??(questiona Megumi, ao levantar as mãos como se fosse esperar a resposta em forma material) Não acho que um milagre caíra dos céus...(acrescenta Megumi ao terminar de tomar sua lata, arremessando-a á lata de lixo em cima do balcão, errando)

—Parece ser única coisa a fazer...(diz Max, ao olhar para baixo fitando o tapete)

—Vamos passar nesse mercado em que citou. Precisaremos de suprimentos caso vamos passar a noite em algum lugar(exclama Megumi ao procurar por algumas coisas nos balcões da cozinha)

(Megumi Sato parecia estar entusiasmado com aquela situação toda. Não era uma situação para que se pudesse esperar coisas boas. Era uma japonesa corajosa)

—Preciso ir ao banheiro(exclama Rose num tom baixo, enquanto se levanta e vai lentamente em direção ao corredor à direita do apartamento, que levara ao banheiro aberto)

(Todos a olharam andando em direção ao banheiro. Olhares de pena por conta de sua tristeza imensa, que era notável apenas de olhar para os olhos da mesma. Enquanto andava em direção ao banheiro, Rose olha lentamente para um quarto ao lado do banheiro á esquerda. Ela vira um quarto inteiramente bagunçado com gavetas jogadas pelo chão e um lençol rasgado)

(Ao chão, próximo á porta, Rose vira um pequeno quadro de fotografia trincada nas pontas. Era a foto de uma mulher de cabelo chanel loiro, e de olhos castanhos. Rose entra no banheiro)

—E então?(indaga Bob, esperando uma resposta de todos)

—Bom...eu topo(responde Steve, ao se levantar do sofá)

—Eu vou(responde Megumi ao se dirigir próximo á porta)

(Max olha para Bob, e apenas pressiona os lábios o fitando nos olhos, e dá uma balançada em sua cabeça para cima. ''Pode ser...'')

—Pode ser que a cidade toda não esteja tendo esse...surto. Vamos(responde Minata Suzuki, ainda sentada no sofá com as pernas acolhidas de frio)

—--CONTINUA...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.