Contadores De Estórias
2 Enquanto O Sol Se Despedia
Notas iniciais
Não temos leitores ainda, haha, mas alguém deve passar por aqui e ler algum de nossos contos. Espero que curtem este romance!
Boa leitura!
Boa leitura!
Meus dentes se chocavam um contra o outro, enquanto o frio arrebatador esfriava cada vez mais aquele fim de tarde ensolarado. Os meus passos se tornavam mais rápidos no mesmo instante que cerro meus punhos e escondo meu semblante sobre o capuz. Os carros transitavam violentamente passando sobre poças, fazendo com que elas respingassem aquela água suja de chuvas passageiras.
Desci o morro a passos largos mantendo uma velocidade constante. Os raios solares venciam as barreiras de nuvens que teimavam em os esconder, mas não era o suficiente para combater aquela sensação gélida. Virei a próxima esquina, escutando murmúrios dos alunos da Universidade Estevão, ao norte de São Paulo. Retirei o capuz, após passar pelo portão e encontrar matinalmente o senhor Reinaldo que me cumprimentava com aquele sorriso amarelo costumeiro. Retribuía amigavelmente tal cumprimento que por dias me fazia bem, não sei ao certo o porquê. — Eles sairão agora – Jairo anunciou e Reinaldo abriu o portão companheiro do anterior, abrigando um espaço maior para as transições dos alunos apressados. Em meio à multidão, pude captar seus olhos azuis intensos. Aqueles que tanto me acalmavam quando achava que os dias eram sombrios. Ela sorriu e minhas pernas bambearam. A mesma, tinha o incrível poder de me controlar, coisa a qual, ninguém possuía. — Ei – Juliana me chamou atenção, quando repousou suas mãos sobre meus ombros e inclinou-se para depositar um selinho singelo em meus lábios. — Como foi a aula, amor? – perguntei e ela enganchou seu braço direito ao meu esquerdo. — Uma merda como sempre! – resmungou. — Meus colegas de classe são tão... — Infortúnios? – instiguei e ela assentiu. Senti-a desenganchar os braços e deslizar suas mão frias para dentro dos meus bolsos, tocando minha pele recém-quente. A sensação de tê-la comigo, era extremamente gratificante. Um riso bobo de esguelha pôde escapar dos meus lábios, quando virávamos uma esquina oposta em direção à ponte. O sol começava a dar indícios ao crepúsculo que tanto amávamos. Amor. Sempre questionava esse sentimento efêmero, que por via destroçava os corações de muitos seres humanos iludidos. Manter-se à margem, é mais seguro e prolífero, mas digamos que se estiver adentrando e ser capaz de vivenciar todo esse sentimento, é encorajador. Admirava as pessoas capazes de amar com uma forma tão intensa, mesmo sabendo que poderia se machucar depois. Mas, com ela era diferente. Eu nunca me apaixonei realmente pelo seu corpo, por seus cabelos negros, a qual destacava uma madeixa de franja diagonal. Ou nem mesmo por seu estilo que me agradava. Era por duas coisas: Seu sorriso e seu incrível dom de persuasão. Fazer esse trajeto diariamente me animava, me fazia uma pessoa melhor; escapava risos insistentes. Entretanto, o melhor é se posicionar sobre a ponte enquanto o sol começava a dizer adeus. Deslizei minhas mãos pela extensão de suas costas e na ponta dos pés, ela se ergueu para me beijar calorosamente. Nossas línguas travavam uma grande batalha e um turbilhão de sentimentos seguido por descargas elétricas, transpassava por nossos corpos. Quando cessamos para recuperar o fôlego outrora esquecido, Juh, ciciou ao meu ouvido: — Você me ama? – eu respondo. — Para todo o sempre! – ela corou e um vento esvoaça seus cabelos, cerrando nossos corpos um contra o outro. E quando eu pergunto: — E você? Me ama? Ela responde: — Claro seu bobo! – voltamos aos beijos no mesmo instante que o último raio de sol, anunciava o fim do Crepúsculo. E sabe por que com ela é diferente, meu caro? Porque eu aceito me ferir com seus sentimentos, caso ocorra. E se vai valer a pena?Sempre valerá.
Notas finais
E ai, gostaram? Não sou bom com romances, mas, haha, até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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