Consultório do Dr. Yato

3 Segundo Paciente – Primeiro Internado


Notas iniciais
Ok... Mais de dois meses sem dar sinal de vida. Eu devo explicações com certeza ^^' Mas só existe uma: Escola. Agora estou de férias. Creio que os capítulos sairão mais rápidos. Bem... Espero que gostem desse. Até lá em baixo o/

Hiyori voltava do supermercado, quando seu celular começou a tocar.

– Are, are. Quem será agora. – a morena suspirou. Desde que Yato abriu seu “consultório” o telefone da garota não parava de tocar.

– Moshi mo...

– HIYORIIIIIII!!!!! – a garota teve que afastar o telefone da orelha para evitar um possível problema auditivo – ME AJUDE!!!

– Yato, não grite, onegai. Eu não sou surda. – a morena voltou a aproximar o telefone da orelha quando sentiu que era seguro – O que foi agora? A chuva molhou os móveis do consultório de novo?

– Não é isso. O YUKINE SUMIU!

– Como assim? – Hiyori ficou surpresa – Explica isso direito, Yato!

~*~

– Aquele menino ingrato! – Yato resmungava enquanto mordia um lenço, os olhos marejados – Depois de eu ter dado um nome pra ele, trabalho, roupa e comida ele faz isso comigo!

– Bem... Trabalhar para um deus falido não é o melhor trabalho de todos. – a garota sorriu sem jeito.

– HIYORI, VOCÊ NÃO ESTÁ AJUDANDO!

– NÃO GRITE! – a morena deu um cascudo do deus – eu já falei que eu não sou surda!

– Itai, itai, itai. – o moreno acariciou o novo galo que havia ganhado – Gomen, Hiyori. É que... Eu estou preocupado com ele.

A garota suspirou.

– Vamos achá-lo, não se preocupe. Mas, há quanto tempo ele está sumido?

– Três dias. Ele disse que ia arrumar pacientes para o consultório, mas não voltou. – Yato falou deprimido. Estava de cócoras, fazendo espirais no chão com o dedo – Disse que conhecia um lugar que tinha pessoas excêntricas e ricas para serem tratadas.

– Pessoas excêntricas e ricas? – Hiyori ficou pensativa – Ai, meu kami! Será que ele foi pra um cassino?

– Impossível! – Yato falou assustado – Se tivesse ido eu já estaria morto pelas ferrugens.

– Mas... O outro lugar que eu conheço que tem pessoas excêntricas e ricas é o colégio Ouran.

– Colégio Ouran? – o moreno encarou Hiyori, curioso.

– Sim. – a morena confirmou – Uma escola voltada para os alunos mais ricos do Japão. Pessoas comuns como eu podem estudar lá também, como bolsistas. Mas as notas tem que ser absurdamente altas pra ter esse privilégio.

– Será que o Yukine está lá?

– Não sei. Mas é impossível conferir. É uma escola de elite. Não vão deixar entrar qualquer um... Yato, que cara é essa?

– Tive uma ideia. – o moreno falou com um sorriso lupino.

~*~

Colégio Ouran.

Instituição voltada para os filhos da alta elite japonesa. Um lugar de renome e prestígio.

E é lá que você pode encontrar, na terceira sala de música sem uso, o famoso Host club. Formado por sete homens maravilhosos que fazem companhia as alunas. Tamaki, Kyoya, Haruhi, Hikaru, Kaoru, Mori e Honey-sempai.

Mas como essa história está com o Yato no meio, então com certeza não será um dia normal em Ouran. Vocês devem estar se perguntando: e onde diabos ele está?

Basta olhar para aqueles dois vasos estrategicamente posicionados perto das portas de entrada.

A terra do vaso de porcelana sobe junto com as flores e a cabeça do deus surge.

– Quer parar de dizer nossa posição, narradora? Fica quieta! – o moreno colocou o indicador nos lábios, claramente irritado.

O que eu posso fazer, Yato? Os leitores precisam saber onde vocês estão.

– Shhhh!!!! – o moreno voltou a se esconder no vaso.

A Hiyori está do lado dele.

– Oye! Será que dá pra parar de dar pitaco na história e continuar a narração?! – Yato volta a aparecer, irritado.

Tudo bem. Mas quando precisarem da minha ajuda eu não vou escutar.

– Ei, também não precisa ser dramática, não é?

– Acho que você deixou ela irritada. – Hiyori apareceu em seu vaso azul de porcelana. As flores sobre sua cabeça.

– Eu? Mas ela é quem está...

Foi então que o deus notou que os alunos que andavam pelo corredor perceberam a presença deles.

– Obrigado, Kasumi-san. Ajudou muito. – Yato fez cara de tédio.

Você não pediu pra eu apenas narrar? Então.

Os murmúrios começaram a ecoar pelo local.

– Por que tem pessoas dentro dos vasos?

– Será que são invasores?

– Ou será uma apresentação?

– Tsc... Hiyori, tática evasiva! – o deus volta ao seu disfarce de vaso de planta.

A morena o imita. Então dois pés suspendem cada vaso e ambos saem andando as pressas.

Depois de terem quase dado a volta na escola, a dupla achou um local seguro para se desfazer do disfarce de vaso de planta e colocar o fardamento da escola.

– Aqui. – Yato entregou a Hiyori um vestido amarelo.

– Onde você conseguiu isso?

– Quando passamos pela ala do alfaiate consegui pegar isso. Agora vista logo. – O moreno se dirigiu para um dos provadores, com o terno/farda da escola.

~*~

O deus e a semifantasma voltavam do refeitório.

– É realmente uma escola magnífica. Mas... Já procuramos por quase toda parte e ainda não achamos ele. – Hiyori suspirou, desapontada – Melhor irmos pra casa, Yato. Talvez ele esteja em outro lu... Yato?

O moreno tinha a expressão de morto-vivo.

– Como... Como tudo pode ser tão caro?

– É realmente outra dimensão de mundo. – a garota riu sem jeito.

Yato suspirou.

– É melhor voltarmos. Não faz mais sentido se martirizar vendo riquinhos sendo riquinhos quando você não tem nenhum tostão...

– Yato, eu acabei de ver o Yukine.

– ONDE?! – o deus usou a garota de apoio para poder ver melhor – YUKINE! YUKI...

– Não grite, idiota! – Hiyori tapou a boca do deus com as mãos. Então arrastou o mesmo para detrás de um pilar de mármore.

Foi então que ela percebeu o quanto estavam próximos – e suspeitos na visão dos outros alunos – do deus. A garota soltou o moreno na mesma hora, levemente corada.

– Ali, olhe. – Hiyori apontou na direção de uma porta.

Yukine se encontrava na frente dessa porta. Usava suas roupas normais. O loiro entrou na sala e fechou a porta logo atrás de si.

– Então aquele filho da mãe fugiu pra viver aqui? – Yato ficou com a veia saltando – Aquele maldito!

– Yato, espe... – a garota tentou impedir o deus.

Mas já era tarde demais.

O moreno havia dado um mega chute na porta dupla, fazendo ela se abrir com violência.

– Y-U-K-I-N-E!!!!! — Yato berrou – EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FUGIU DE CASA PRA...

Gritos de garotas assustadas foram ouvidos no local.

Hiyori chegou depois da ação do deus. Ela encarou a sala. Havia mesas espalhadas pelo local. Garotas tomando chá e comendo doces e rapazes atendendo as mesmas.

Ao menos devia ser o que estava acontecendo antes do Yato arrombar a porta.

Agora todas as garotas gritavam assustadas, pedindo ajuda a... Tamaki-sama?

Um rapaz enorme de cabelos escuros apareceu do nada na frente de Yato e da Hiyori. Era um aluno da escola com certeza, mas ele tinha uma cara de mal que fazia qualquer demônio voltar pro inferno.

– Explicações. Agora.

– Er... Yato, e agora? – Hiyori perguntou baixo para o deus.

– Quando eu disser três a gente corre. – Yato falou no mesmo tom que a garota – Um, dois...

Yukine apareceu atrás do rapaz alto de cabelos escuros.

– H-Hiyori? Y-Yato? O que fazem aqui? – o garoto falou surpreso.

~*~

– Host Club? – Hiyori perguntou, surpresa.

Depois do incidente, o clube teve que fechar. Yato se safou por pouco de ter levado uma bela surra do Takeshi. Agora todos estavam sentados numa grande mesa. Yukine constrangido.

– Sim. – um rapaz de cabelos castanhos curtos, que se parecia muito com uma garota, explicava a situação para Hiyori – Por incrível que pareça, todos aqui temos uma sensibilidade para o mundo espiritual, então Tamaki-senpai concordou em deixá-lo trabalhar aqui por um tempo.

– Mas, por que, Yukine? – a garota perguntou.

– Eu... Queria ajudar Yato com o consultório. – o loiro encarava o pedaço de torta que tinha sido posto pra ele – Foi a primeira vez que eu o vi animado com algo...

– E por que não o avisou que estava aqui? – o rapaz que estava falando com Hiyori se voltou para o loiro.

– É que... Eu esqueci. – Yukine sorriu sem jeito.

Yato bateu a testa na mesa.

– Yukine-chan é tão esquecido quanto o Hika-chan. – o estudante loiro baixinho falou enquanto colocava uma garfada da torta na boca.

– Oye! Honey-sempai! – Hikaru reclamou.

– Mas agora a pergunta que não quer calar... – o rapaz de óculos fitou Yato e Hiyori – Como vocês conseguiram entrar aqui.

– Pela porta, ué. – Yato falou dando de ombros – Uou! Essa torta é deliciosa!

– Imagino que sim. – o de óculos suspirou – Yukine-kun. Você ainda não nos apresentou seus amigos.

– Ah, gomen. Esses são Yato e Hiyori. – Yukine aponta pra dupla – Pessoal, esses são os integrantes do Host Clube. O presidente: Tamaki.

– É um prazer conhecê-la, princesa. – o loiro entregou uma rosa a morena.

Hiyori ficou vermelha.

– O vice: Kyoya.

– Deseje para que nenhuma parte das porta esteja danificada. – o moreno ajeitou os óculos.

– Os gêmeos: Hikaru e Kaoru.

– Yoo! – os ruivos acenaram.

– Honey-sempai e Mori-sempai.

– É um prazer conhecê-los. – o loirinho sorriu.

O moreno alto – que quase bateu no Yato — confirmou com a cabeça.

– E a Haruhi.

– Espera... Ele é uma garota? – Yato falou surpreso.

– Viu que não fui o único a confundir?!! – Tamaki falou, animado – Finalmente alguém que me entende!

Haruhi se limitou apenas a dar um sorriso amarelo.

– Então você vai ficar trabalhando aqui, Yukine? – Hiyori perguntou.

– Por enquanto. – o loiro sorriu sem jeito.

– Bem, não temos com o que nos preocupar então. – Yato se levantou – A comida estava boa, mas está na hora de irmos. Hiyori, junto.

– Eu não sou um cachorro! – a morena pulou em cima do deus e começou a dar uma chave de braço no mesmo.

– Itai, itai, isso dói!

~*~

Depois de terem devolvido os uniformes, Yato e Hiyori voltaram para o “consultório”.

– No final ele estava trabalhando pra te ajudar mesmo. – Hiyori sorriu – Você não está orgulhoso.

– Por que eu não tive essa ideia? É claro que um host club dá mais dinheiro que um consultório! – Yato resmungava pra si mesmo.

– Er... Você está me ouvindo? – a morena fez cara de tédio.

– Esse é o seu consultório, Yato-sama?! – uma voz masculina falou abismada na entrada do beco.

– AAHHH! – Yato pulou devido ao susto e se agarrou a lâmpada do poste – Eu não tenho dinheiro, juro! Leva a Hiyori, ela deve valer alguma coisa!

– Yato! – Hiyori encarou o deus, surpresa.

– Foi só um chiste. Agora sobe logo no pos... Tamaki?!

O presidente do Host Club do colégio Ouran tinha a expressão de choque no rosto. Seus olhos se encheram de lágrimas. Então ele caiu de joelhos no chão e levou a mão a boca.

Hiyori foi ao socorro do loiro enquanto Yato descia do poste.

– Tamaki-kun, você está bem? – a garota falou preocupada.

– Pobre Yukine-kun. – Tamaki falava entre soluços – Ele nunca vai conseguir dinheiro suficiente para melhorar um lugar com esse. A situação de pobreza de vocês é tão lastimável.

– Ei! – Yato resmungou.

O loiro se levantou e enxugou os olhos.

– Eu já me decidi. Irei ajudar vocês com o consultório.

Hiyori ficou surpresa.

– Mesmo? – a garota sorriu.

Os olhos de Yato ficaram marejados.

– Tamaki-kun! Você é um anjo! – o deus correu pra abraçar o loiro – Com seu dinheiro iremos com certeza...

– Dinheiro? – Tamaki começou a rir – Eu não vou dar dinheiro a vocês.

O moreno parou no meio do caminho.

– Você não vai ganhar mais abraço. – Yato cruzou os braços e fez biquinho – Mas se não vai nos ajudar com dinheiro, então com o que?

– Oras, vocês não veem? Minha beleza, é claro. – o loiro fez uma pose de príncipe – Com minha beleza heterogênea europeia e nipônica, irei atrair vários clientes para vocês.

– Licença, mas aqui não é um host... – Hiyori começou a falar.

– Tendo a mim por perto, vocês poderão vender imagens minhas para futuros fãs, me usar como tratamento para as mais necessitadas... – Tamaki continuou a falar enquanto fazia várias poses.

Yato puxou Hiyori para um canto do beco.

– Acho que nós achamos nosso segundo paciente. – o deus falou enquanto encarava o loiro falando sozinho – Parece que ele sofre de um sério problema de SPN.

– Síndrome do Protagonista Narciso. – a garota encarou o loiro que não tinha percebido que eles não estavam mais prestando atenção em sua descrição.

– Exato. Esse em especial vai precisar de um longo tratamento.

– Ou você gostou da ideia de ter um cara bonitão pra atrair mais gente.

– Isso também. – Yato falou – Oye, Tamaki!

O loiro encarou o moreno.

– E então, o que acham da minha proposta?

– Você está com uma doença grave. – Yato falou ao se aproximar do rapaz – Irá precisar de tratamento intensivo.

– I-Isso é sério? – Tamaki falou assustado – O-O que eu tenho, doutor?

– SPN.

– É contagioso?

– Não. Mas dá dor de cabeça quando você chega perto das pessoas. – Yato de braços cruzados – Er... Tamaki?

O loiro se retirou para um canto do beco, ficando de cócoras, deprimido.

– Eu... Dou dor de cabeça nas pessoas...

– Você não exagerou não, Yato? – Hiyori perguntou com um sorriso sem graça.

– Você tinha outra ideia? – o deus suspirou.

– Não. – a garota encarou o loiro. Então se aproximou do mesmo – Olha. Yato pode dar um jeito nessa doença.

– Mesmo? – Tamaki encarou a morena, deprimido.

– Mesmo.

O loiro se levantou e ficou cara a cara com Yato.

– Conto com você para a minha cura. – Tamaki fez uma reverência.

– Claro. Mas primeiro terá que pagar o valor do tratamento. – Yato estendeu a mão – 5 Iens.

Tamaki tira do bolso a moeda e entrega ao deus.

– Bom menino. – o deus sorriu – Agora, seu tratamento será trabalhar para mim. Será recepcionista junto com a Hiyori.

– Sim, doutor! – Tamaki falou, sorrindo – Tudo pela minha cura.

Hiyori sorriu sem graça.

“Essa história de consultório não vai acabar nem tão cedo.” A garota pensou, deprimida.

Notas finais
Tamaki-sempai no consultório do Yato. No que será que isso vai dar? :v Espero que tenham gostado :B Sugestões para pacientes são sempre bem vindas. Eu também estava pensando em colocar os personagens das outras fics minhas para serem avaliados pelo Yato. Tipo a Noi, de A Última Uchiha, por exemplo. O que acham? Deixem seus comentários o/