Consultório Psicologico Yaoi Do Afrodite
7 Capítulo 7: Alois Trancy - Kuroshitsuji
Notas iniciais
Não quero abandonar essa fic...
Gomene... ç.ç
Em fim... Boa leitura.
Era mais um dia, relativamente, normal no consultório. Grell estava na recepção com Saga e Aldebaram, os cavaleiros estavam prestes a começar uma queda de broco sobre o balcão e Grell se sentia “a grande juíza”.
— Vocês estão prontos? – Perguntou no tom mais sexy que podia. Ambos balançaram a cabeça afirmativamente – Então comecemos a contagem. – O ruivo se aproximou devagar passando a destra pelo braço do geminiano e a mão livre pelo braço do taurino. Sorriu malicioso. – Um... – Começou a contar descendo as mãos bem devagar. – Dois... – Chegou ao tronco dos dois que estavam tão concentrados que nem notaram. – Três... – chegou com ambas as mãos nas coxas dos cavaleiros e apertou com vontade e disse simultaneamente. – Já!
Os dois se levantaram juntos com os olhos arregalados se afastando do ruivo e se abraçando sem perceber.
— O que foi meninos?! Só estava querendo... Esquentar, a competição. – Piscou.
— Grell, você é um grande pervertido. – Disse uma voz vinda do outro lado da sala. Todos voltaram o olhar naquela direção e de dentro da sala de consulta saiu o Doutor. Ele sorriu sínico olhando os dois cavaleiros. – Hmm... Eu não sabia que vocês dois estavam tão... Juntos.
Saga e Aldebaram se entre olharam e arregalaram os olhos se empurrando e afastando... Bastante. Antes que qualquer um dos dois pudesse se explicar Afrodite foi até eles os pegando pelo braço e sorrindo enquanto caminhavam corredor a dentro.
— Vamos lá meninos, acho que já estão na idade para conversarmos sobre certos assuntos.
Grell ficou olhando de fora pasmo com a cena e indignado por ter sido deixado de fora da brincadeira.
— Eles sempre fazem isso comigo. – Reclamou abaixando a cabeça e suspirando.
— Sempre fazem o que? – Disse uma voz distinta vinda de trás do ruivo que se virou não vendo nada em seu campo de visão. Então ele abaixou o olhar notando então alguém relativamente familiar. – Oi... – O garoto loiro com roupas mescladas em roxo e verde sorriu.
— O que você está fazendo aqui?
— Eu vim me consultar... Espere ai, eu não conheço você de algum lugar?
“Do seu funeral” – Grell pensou, mas preferiu ignorar o fato. Pois coisas estranhas aconteciam o tempo todo.
— Eu tenho certeza que já te vi em algum lugar. – Seguiu o loiro. – Costuma freqüentar bailes da realeza? Ou algo assim.
— Sempre que tenho tempo livre para tais banalidades... Conde.
— Ahh, então deve ser de lá... Mas você realmente acha algo banal?
— Acho fútil – Disse o ruivo – Por isso que eu vou. – Grell sorriu e o loiro o acompanhou.
— Ahn... Alguém que pensa como eu.. Isso é tão.. Fantástico.
— Sim, sim, claro que é. É difícil encontrar alguém com bom gosto hoje em dia.
— Eu que o diga, estou cercado de capachos inúteis. – O loiro suspirou mas logo voltou a sorrir. – Mas acho que vim ao lugar certo,
— Claro que veio, aqui sempre é o lugar certo. – Grell sorriu animado e em seguida deu um passo em direção a porta a indicando e olhando o outro com desdém. – Mas você não pode se consultar aqui. – Foi para trás do loiro quando viu que o mesmo não se movia e passou a empurrá-lo. – Adeus, faça uma boa viagem, volte sempre, espero que tenha gostado da nossa hospitalidade, vai pela sombra, que a porta bata onde o sol não bate...
O loiro saiu da frente do ruivo antes de ser posto porta à fora, colocou as mãos na cintura e olhou indignado.
— Você sabe quem sou eu? Quem você pensa que é para me tratar assim?
— Eu?! Ninguém demais, simplesmente quem decide se você vai ser consultado ou não. – Disse com um sorrisinho de recepcionista no rosto.
— Como se isso fosse grande coisa sua bicha ruiva ultrapassada.
— Mas eu posso passar a ser quem decide se você vive ou morre. – Disse com um sorriso diabólico e com um tique no olho esquerdo.
— Você não ousaria.
— Não deveria brincar com fogo. – Disse o ruivo indo para cima do loiro arregaçando as mangas.
— Hey?! O que vai fazer? – Perguntou o loiro se afastando. – Espere.. Não... Não se aproxime mais. – Ele foi andando de costas. – Não faça nada comigo ou eu... – Ele bateu no balcão e o sorriso do ruivo aumentou. – Eu... CLAUDEEEEEE! – Gritou por fim e uma mão imediatamente tocou o ombro do ruivo e se virou para fitar o rosto do mordomo demônio. Grell suspirou.
— Precisas de mim Conde? – Claude disse com a expressão séria olhando o Conde e ignorando o ruivo que começara a babar lhe olhando.
— Diga a está doce recepcionista que eu quero uma consulta.
Claude nem precisou dizer nada o ruivo se pôs de pé novamente em uma postura mais digna ajeitando as roupas.
— Tudo bem. – Disse Grell. – Você pode ter sua consulta. Mas com uma condição.
— Diga o seu preço.
O ruivo se aproximou mais do loiro e se abaixou um pouco cochichando algumas palavras para o mesmo. Após um breve momento o loiro olhou desconfiado e suspirou.
— Tudo bem, mas apenas durante a consulta. Fechado? – Disse o loiro estendendo a mão.
— Fechado. – Grell apertou-lhe a mão e sorriu se virando para o mordomo ficando ao lado do conde. Alois suspirou antes de dizer qualquer coisa.
— Claude, eu vou fazer está consulta e enquanto eu estiver dentro daquela sala você ficará com Grell e fará tudo o que ele mandar sem questionar. Fui claro?
Claude engoliu a seco arregalando os olhos praticamente perdendo a seriedade.
— Mas Com...
— Ma fará repetir uma ordem Claude?
— Jamais. – O mordomo se curvou e disse. – Yes, Your Highness!
Grell sorriu abertamente quase dando pulinhos e correu para a sala avisar Afrodite de um novo cliente. Um minuto depois voltou aos dois e anunciou.
— O Doutor está lhe aguardando na sala, Caro Conde Trancy. – Começou a encaminhar o loiro para a sala, olhou para trás e piscou para o moreno e quase saiu correndo.
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Na sala do Doutor...
— Pode se sentar. – Disse o pisciano virado de costas colocando seu jaleco. – Já iremos começar.
Alois sorriu e logo correu para o divã se acomodando. Juntou as mãos sobre o corpo e balançava o pé impaciente.
— Muito bem, já podemos iniciar. – Afrodite se virou pegando seu caderno e uma caneta de plumas se dirigindo a poltrona. Se sentou ajeitou os óculos e em fim olhou o paciente. – Diga-me como se chama... Pera ai, quantos anos você tem moleque?
— Faça uma pergunta de cada vez. – Reclamou o loiro. Sorriu e disse. – Sou Alois Trancy e tenho 14 anos.
— Você é novo demais para se consultar aqui. Cai fora! – Disse impaciente. – Odeio crianças.
— Eu não sou criança. – Esbravejou.
— Ah, que gracinha, parou de urinar na cama ontem e já está se achando um homenzinho.
O loiro respirou fundo e fuzilou o outro com os olhos, para em seguida usar seu tom mais irônico.
— Tenho certeza que sou muito mãos homem que você!
— O que está insinuando com isso seu pirralho?
— Absolutamente nada. – Sorriu maldosamente.
— Bem, esse consultório é meu e eu estou em meu direito de te expulsar daqui no instante em que eu desejar sabia?!
— Ah... Que peninha. – Alois começou a suspirar fazendo carinha de garoto inocente. – Eu estava tão animado com essa consulta, até tirei todo o dinheiro do cofre da mansão para poder pagar a altura de tão necessário serviço.
Afrodite arregalou os olhos.
— Espere... Você disse que mora em uma mansão?
— Ora, sim! Uma mansão enorme, com tudo que um Conde como eu merece ter.
— C-conde?
— Exatamente, sirvo a Rainha da Inglaterra.
— R-rainha?
— É... Mas você não me quer aqui não é mesmo. Então eu vou me retirar. – Começou a se sentar no divã se preparando para sair enquanto entre olhava as reações do doutor.
— Como assim?! – Afrodite se levantou e deitou novamente o loiro. – Fiquei Conde. Por favor quero que se sinta em casa. O Divã está confortável? – Disse em um tom tão amável que fez o loiro rir baixo.
— Estou ótimo. – Disse entre os risos. Mas em seguida fechou a cara. – Comece logo com a minha consulta!
— Vamos conte-me dos seus problemas Conde.
— Bem, para começar – Disse ele enquanto relaxava no divã. – Eu vivo cercado de competentes inúteis...
— Desculpe... Lhe cortar, mas pode me explicar o competentes inúteis?
— Bem eles fazem tudo certo, são perfeitos, demais, isso chega a me irritar profundamente.
— Ah claro, compreensível. Prossiga.
— Em fim, eles são assim, mas com isso eu consegui me adaptar. Passei muito tempo no isolamento cercado de abandono e de crueldade. Sofri um trauma ao perder o meu “irmão” que na realidade não era meu irmão de verdade só pra constar, era um garoto como eu. Perdido. E então as coisas mudaram agora eu voltei ao meu posto de direito mas ainda assim tenho problemas com tudo. Tudo eu... Tudo eu... Alois você não pode ser isso, você não é aquilo.. Será que eles não entendem que eu sou um conde eu posso tudo. Eles não param de...
— Calma calma... – Disse o Doutor o cortando. – Respire garoto você está ficando roxo. Eu não estou aqui para tratar dos seus traumas de infância.
— Não está? O que você faz aqui?
— Trato de casos específicos. Me diga coisas do seu presente. Vamos mudar o rumo desta conversa para ver se chegamos a algum ponto importante porque até agora você só falou besteiras.
— Está zombando do meu passado?
— Oh de maneira alguma querido Conde lindo. – Piscou mandando um beijinho ao se lembrar da posição social de seu paciente. – Apenas estou dizendo que não trato de traumas passados.
— Arg... Você tem licença para abrir essa espelunca?
— Hey?! Não precisa ofender. Mas .. Não.
— Imaginei. – Disse o loiro fuzilando o doutor com os olhos.
— O que pretende fazer? – Afrodite ficou preocupado.
— Esse lugar é tão suspeito... Adorei isso aqui, vou te contar tudo. – Disse animado.
Afrodite suspirou profundamente parando com os pensamentos em onde teria que esconder o corpo daquele garoto. E logo disse.
— Pois bem. Continue.
— Bom... Acho que esse trauma novo começou a bem pouco tempo, relativamente falando. Passei por coisas que não quero lembrar e então conheci Claude, meu mordomo que mudou a minha história de uma vez por todas. – Suspirou – Sim, ele é incrível.
Afrodite ia concordando com a cabeça a cada ponto mas até o momento não havia encontrado nada que merecesse a consulta então nem sua atenção.
— Estava tudo muito bem a partir daí. Mas Claude meu mordomo nunca me deu a atenção que eu queria. Claro ele faz tudo por mim beija o chão que eu piso se eu ordenar. Mas não era só, isso que eu queria.
— Hmmm.. – Disse o doutor começando a se interessar pelos dizeres do menor.
— Mas eu já havia me acostumado com isso, essa... Frieza dele até que me instigava e atraia minha atenção. E foi ai que tudo aconteceu. Ciel Phantonhive... Ele apareceu na minha vida e agora eu o quero. – Disse a ultima frase com uma expressão um tanto psicopata.
— Agora a conversa começou a tomar um rumo interessante. – O loiro se assustou quando o pisciano falou ele estava quase achando que estava sozinho.
— Em fim doutor é mais ou menos isso.
— Deixa eu ver se eu entendi. Você deseja esse tal de Ciel ... ?!
— Hurum...
— E você quer atenção do seu mordomo Claudio?
— Claude! – Esbravejou.
— Tanto faz... O que importa é que você quer tudo isso. Agora lá vai a pergunta. Qual dos dois você quer mais?
— Como assim qual? Eu quero os dois.
— Não pode querer os dois.
— Porque não?
— Porque não.
— Porque não, não é resposta.
— Porque não é porque não. Não questione.
— Eu questiono sim. Eu quero os dois.
— Arg – Se irritou o doutor. – Você não pode.
— Claro que posso.
— Você parece uma criança.
— Me insulte novamente e eu saio deste consultório agora, não pago a consulta e ainda espalho a sua má fama de brinde.
— Que má fama?
— A que eu vou inventar para toda a Londres.
— Então como quer que tragamos o Ciel e o outro lá? Amordaçados? Amarrados? Isso pode causar alguns pequenos danos. Porem temos métodos mais delicados que podem ser argilosos, demoram mais. Porem sem nenhum arranhão no produto, e alem disso podemos oferecer mais uma grande....
— Chega! Eu estou ficando maluco com você se atropelando nas palavras.
— Perdão.
— Em fim, eu muito me interesso em tê-los. Ao Claude eu já tenho mesmo não sendo como eu queria. Mas Ciel é grande problema. Eu só queria um tempinho com ele, não... Eu o quero como meu brinquedinho, ele é tão fofo.
— Eu compreendo seu interesse poligâmico. Mas por falar nisso onde está o seu fiel mordomo?
— Lá na frente com a sua secretária.
— O que? – O cavaleiro arregalou os olhos. – Você deseja o seu servente e o deixa lá na frente com o Grell?
— Não tive escolha, ou era isso ou nada de consulta.
— Como assim o Grell está tomando decisões sem me consultar antes?
— É que ele não vai com a minha cara.
— Bem, neste caso tudo bem.
— Han?! – O loiro fechou a cara novamente. – Quer dizer que você não vai fazer nada quanto a isso?
Afrodite arregalou os olhos novamente.
— N-não... Pelo contrario.. Eu vou,.... Eu vou... Dar um pau nele. – Balançou a cabeça positivamente como se não fosse nada demais. Pensando se o ruivo agüentaria isso depois de estar com o mordomo.
— Melhor assim. Claude é um demônio de muita personalidade.
— D-demônio? — Disse um tanto desanimado tendo quase certeza de que Grell não agüentaria a lição.
— Hurum... Podia jurar que eu já tinha citado isso. É por isso que eu o tenho. Tenho um contrato com ele.
— Ahn... isso explica muita coisa. – Disse finalmente entendendo porque o mordomo era dele.
— Hum... Mas em fim, como eu disse, eu os quero e os quero agora!
— Agora?
— Agora!
— Mas isso leva tempo.
— Mas eu quero! – Levantou a voz se ajoelhando no divã.
— Deixa eu ver se eu entendi, você quer os dois, e quer agora, para seus... Fins?
— Exato.
— Seu problema é carência moleque.
— Hein?!
— O que você ouviu carência, falta de PI...
...
... INTERROMPEMOS A NOSSA CONSULTA PARA UM COMUNICADO SEM MUITA IMPORTANCIA:
O toalete da terceira sala do consultório está interditado por tempo indeterminado. Depois de ser usado pelo cavaleiro de touro.
Agradecemos a atenção.
Agora voltamos com a nossa consulta normalmente.
...
— Isso mesmo meu caro, e nós podemos resolver o seu problema mais rápido que o esperado.
— Mesmo? – Disse o loiro bem mais contente. – Mas tem certeza que isso vai dar certo e eu não vou precisar do Ciel?
— Pode confiar. Vamos indo a recepção e eu te explico os detalhes da suruba... Digo... Da segunda parte da consulta.
← ♥ →
Enquanto isso na recepção.
O ruivo se encontrava na frente do ventilador de pé atrás do balcão enquanto o moreno estava mais carrancudo que nunca, um de frente para o outro.
— Nunca mais ouse chegar perto de mim shinigami maldito. – Disse o moreno se contendo.
— Mas Claude, você bem que se divertiu. Até se empolgou.
— ...
Enquanto isso o cavaleiro e o conde chegaram a recepção conversando.
— Como eu ia dizendo Conde Trancy. Isso vai resolver todos os seus maiores problemas no momento.
— Confio em você Afrodite, isso ao menos poderá servir pelo momento. – O Conde sorriu.
Os dois olharam para os da recepção e o doutor disse
— Porque não senta Grell?
— Não da pra sentar. – Respondeu o shinigami sorrindo para o mordomo.
— Ah! – Exclamaram o conde e o doutor juntos, mas apenas Afrodite continuou a frase após pigarrear. – Então acho melhor você se recuperar até anoite.
— Porque? – Questionou o ruivo.
— Porque eu, você o Conde Trancy e seu mordomo vamos nos reunir está noite.
O Conde se adiantou e disse direcionado ao seu mordomo.
— Claude, espero que não tenha se cansado muito... Pois teremos uma “festinha” aqui hoje a noite. Olé!
...
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