CENA 14 — 1 HORA DEPOIS — EXTERNA RIO CAUDALOSO — TARDE -

18H

Joana e Francine saem da água exaustas e um pouco machucadas

por baterem em pedras e galhos pelo caminho. Mas chegaram em

uma parte que era um rio calmo e caudaloso

Os soldados foram despistados

FRANCINE

— Vem, vamos achar um lugar pra

ficar

JOANA

— Calma .. eu .. senhor

(Joana se joga de volta ao

chão exausta)

FRANCINE

— Vem, eu te ajudo

Fora até ela e ajudou a levantar, e apoiando ela começaram a

andar pela floresta em busca de abrigo

CENA 15 — INTERNA / EXTERNA CABANA DE MANDEIRA FLORESTA -

NOITE 19H

Passada mais uma hora, elas haviam encontrado uma casa de

madeira abandonada. Francine arrombou a porta e entraram,

ela foi buscar lenha para por na fogueira e Joana foi buscar

pela casa coisas que elas poderiam usar. Com a fogueira

6.

acessa, as duas sentaram no chão com os cobertores que Joana

encontrou e acabaram dormindo

CENA 16 — INTERNA — CABANA — 3 HORAS DA MADRUGADA

FRANCINE

— Como assim quem é ? É Francine !

Seus palermas, idiotas, o que

aconteceu ?

Joana acorda ao escutar Francise discutindo com alguém,

assustada e com receio de ter alguém na casa se levantou e

fora até a cozinha de onde vinha o som dela

— Porque vocês não evacuaram

decentemente como foi combinado ?

Eu ainda estava na cidade ! Não !

Não, não era pra ser assim

CENA 17 — INTERNA — CABANA

Ao chegar lá a vira de costas discutindo no telefone da

casa, que ela nem havia reparado que existia

FRANCINE

— Como assim vocês fizeram o que

.... receberam ordens ? Essas não

eram as ordens

JOANA

— Fran ?

FRANCINE

— Eu ...

Francine se calou e gelou por um segundo olhando para o

teclado do telefone a sua frente. Engoliu em seco e desligou

o mesmo, foi se virando para o lado devagar e se viu de

frente com uma Joana com cara de choro e parecendo muito

irritada

FRANCINE

— O que você escutou ?

JOANA

— O suficiente! Você fez isso junto

com aqueles caras ?! É por sua

culpa que eles estão todos mortos?!

FRANCINE

— Joana, se acalme, não é bem assim

Disse se aproximando cautelosamente de Joana

7.

JOANA

— Quem é você?!

FRANCINE

— Joana por favor deixa eu explicar

Disse se aproximando e tocando em Joana

JOANA

— Não!

Diz Joana soltando as mãos de Francine dela

— Vc é uma assassina.. só de pensar

que eu me apaixonei por você...

tenho medo!

CENA 18 — INTERNA — CABANA

Disse virando as costas e saindo da cozinha, foi até a sala

pegou a mochila de Francine, um dos menores cobertores e se

dirigiu até a porta. Francine foi atrás dela

FRANCINE

— O que você está fazendo ?

JOANA

— O que você acha? Indo embora,

descobrir o que aconteceu, sem você

por perto e sem sua ajuda

CENA 19 — INTERNA — CABANA

Joana abriu a porta e olhou para trás uma última vez

— Nunca mais quero te ver

Joana sai porta afora, Francine bufa e começa a juntar suas

coisas

CENA 20 — EXTERNA — FLORESTA

Joana começa a andar pela floresta, quase caindo pois estava

muito escuro para qualquer ser humano sem equipamentos

próprios para isso, tropessou algumas vezes, mas pelo menos

estava saindo daquela casa, para longe da mulher que

infelizmente ela amava.

CENA 21 — EXTERNA — FLORESTA

Uns minutos depois, já um pouco distante da casa Joana

tropeça mais uma vez, mas dessa vez ela cai no chão

8.

JOANA

— Mas que merda

Disse Joana sentindo lama na sua cara e tentando apalpar o

chão para ver se tinha algo a sua frente para ajudar a

levantar,até que sente algo duro e redondo a sua frente

SOLDADO 4

— Parada ai meliante ! Você não era

para estar viva vadia

Disse um soldado com óculos de visão noturna levantando

Joana com uma mão

JOANA

— Me solta seu babaca! Eu sei de

tudo! E vocês não vão me pegar

viva!

Disse se debatendo para se livrar do soltado

Ele solta ela. Joana quase cai no chão mas consegue se

apoiar de costas em uma árvore

SOLDADO 4

— Isso é o que você acha

vadiazinha, você não acha que não

está em posição de falar nada ?

O soldado levantou sua metralhadora apontou para Joana e

segundos antes de ele puxar o gatilho...

FRANCINE

— Joana abaixa !

Joana sem nem entender de onde essa voz viera, obedeceu, mas

tarde demais, o soldado puxou o gatilho e acertou de raspão

o rosto de Joana que caiu no chão quase sem consciência,

depois disso tudo o que ela viu foi umas luzes que pareciam

vir de todos os cantos, que deveria ser os tiros

Francine mata o soldado e vai até Joana

FRANCINE

— Merda, merda, merda

Disse tentando enchergar de onde estava vindo todo aquele

sangue que ela sentia no corpo de Joana

— Vem meu amor, vamos te tirar

daqui

Tudo ficou preto para Joana

9.

CENA 22 — INTERNA — HOSPITAL — DATA, HORA E LOCAL

DESCONHECIDO — BRANCO

SABE LÁ EM QUAL LUGAR — SABE-SE LÁ QUE DIA — SABE-SE LÁ QUE

HORAS

MÉDICO 1

— Ela tem que está morta, se ela

não estiver, quem vai estar morto

somos nós

Joana escutava vozes, sua visão começou a voltar, ela via um

brilho branco QUE quase a cegava

JOANA

— AHam fran, onde ca

Joana formulou uma frase inteira de protestos e

questionamentos na sua cabeça que seu corpo falhou

horrivelmente em dizer e ele somente reproduziu uma lingua

quase alienígena

MÉDICO 2 / ENFERMEIRA 1

(Em coro)

— Ela está viva!

MÉDICO 1

— Bom, menos mal... mas se

descobrirem, estamos fritos

JOANA

— Onde que ?

Conseguiu abrir seus olhos por completo e se dera conta de

que estava em um hospital, cheia de dor, cercada de médicos

e enfermeiras que a olhavam como um trovéu e sem Francine

ENFERMEIRA 2

— Dêem espaço para ela, até parece

que não são profissionais

Disse empurrando os colegas de trabalho para o lado para

chegar perto de Joana

— Não se preocupe querida, está

tudo bem

Falou com uma Joana assustada

MÉDICO 3

— Vamos então começar os testes!

Tudo se apaga

FIM

Notas finais
Eu talvez escreva a continuação dessa história, mas por hora é isso, espero que gostem :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.