Consequências
43 Capítulo Especial - Parte 2
Na esquina da faculdade, Young Do estava sentado à uma mesa em uma barraquinha, servindo-se com um pouco de soju. Mas quando foi virar o copo, o teve retirado de sua mão por Kim Tan, que o bebeu de uma vez e soltou o ar quente, ao sentir o álcool queimar a garganta.
— Você é muito sem graça! — Choi Young Do pegou o copo e encheu-o, mas Kim Tan fez a mesma coisa de novo. — Ei, Kim Tan, você pode parar de beber a minha bebida?
— Eu não vou te deixar beber.
— E como você vai me impedir por acaso? Pretende ficar bêbado no meu lugar? — Young Do desistiu do copo e bebeu direto na garrafa, transformando a luta de Kim Tan em uma batalha em vão.
— Ah, eu desisto! Ahjuma, uma garrafa de soju, por favor!
— Eu não estou te convidando para beber comigo — reclamou Young Do, observando Tan receber a garrafa de soju enquanto continuava a beber direto no gargalho.
— Você não devia beber assim, vai ficar bêbado rápido.
— É a intenção.
— Você vai mesmo ficar bêbado e deixar a Taila enfrentar essa situação sozinha. Quer que eu acabe tendo que deixar a minha noiva ficar no seu lugar de novo?
Aquilo foi como um soco no estômago de Young Do. Relembrar do que aconteceu no Brasil era doloroso a um ponto que ele sequer sabia se expressar. Colocou a garrafa de volta na mesa e ao redor, reparou que sua visão já estava ficando distorcida, porém não o suficiente para deixá-lo tonto.
— Eu tenho vinte e dois anos, estou no penúltimo ano da faculdade e não faço ideia de como vai ser a minha vida de agora para frente. Meu pai está preso. Eu tenho que assumir a rede de hotéis Zeus, mas por algum motivo eu continuo sendo irresponsável. Se meu pai estivesse aqui ele com certeza bateria na minha cara. — Ele suspirou. — Para ser sincero, Kim Tan, eu não tenho ideia de como reagir na frente dela. Eu me sinto um completo idiota.
— Ela precisa de muito mais apoio que você. O bebê está na barriga dela, sabia?
— Ah, é mesmo? — Revirou os olhos, bebendo mais soju. — Você sabe que eu não combinaria nem um pouco como grávido.
— Você está querendo irritar?
— Não. Se está incomodado vá embora!
— Só vou se vier comigo.
— Eu estou ocupado bebendo, se você não percebeu.
— Então não precisa se incomodar comigo aqui.
Choi Young Do soltou um sopro enquanto olhava para o lado, incomodado com Kim Tan. Contraiu os lábios, deixando que os seus dentes aparecessem brevemente. Uma expressão clara de quem estava prestes a ceder.
— Você é um chato!
— Eu sei.
— Eu não quero que o que aconteceu no Brasil se repita nunca mais na minha vida. — Ele colocou a garrafa para o lado e jogou o corpo para trás, colocando as mãos nos bolsos enquanto estava pensativo. — Eu nunca gostei da ideia de você assumir meu lugar. Eu só aceitei na época porque o médico pediu, mas hoje eu vejo que eu não devia ter aceitado.
— Não era algo que você podia controlar. — Suspirou Kim Tan, apoiando os cotovelos na mesa. — Eu lutei muito para ficar com a Chan Eun Sang, imagina se aquilo acabasse fazendo nosso relacionamento acabar. Acho que no fim da história, foi difícil para nós quatro.
— Você está certo. — Young Do ajeitou o seu corpo curvando-se para frente, e levantou-se. — O que aconteceu no Brasil fica no Brasil. Vamos porque eu preciso ver como a Taila está e cuidar dela agora.
— Vamos terminar essas garrafas antes de irmos.
Choi Young Do sorriu para Kim Tan, sentando-se novamente. Serviu a Kim Tan no pequeno copinho e depois serviu a si mesmo.
— Não ache que só porque estamos bebendo juntos nós somos amigos.
— Não somos. Nunca seremos amigos de novo. — Ele deu de ombros após virar o copo de soju. — Só estou aqui porque fui obrigado. Não só pela Eun Sang, mas pela Taila também.
— Acho melhor mantermos essa separação ou você pode acabar me ligando para pedir ajuda em algum momento e eu não pretendo te ajudar com nada — falou raspando a garganta e tombando a cabeça para o lado, como sempre fazia.
— Nem eu pretendo te ajudar. — Tombou a cabeça para o lado, colocando as mãos nos bolsos com uma postura mais despojada, tentando manter o conforto. — Não é como se eu tivesse a intenção de ouvir seus sentimentos quando você estivesse chateado.
— É disso que eu estou falando! — Young Do serviu-se com mais soju. — Não tenho tempo para ficar com papos de sentimentos.
— Nem eu... — Kim Tan bebeu mais um pouco. — Eu sou um livro fechado. Nunca falo de sentimentos.
— Pelo menos estamos em pratos limpos aqui. — Choi Young Do pegou o celular e ligou para Taila, mesmo que ainda estivesse bebendo. — Onde você está?... Não vá embora, vamos juntos para casa.
Kim Tan acabou dando um sorriso no canto dos lábios enquanto observava Choi Young Do e agradeceu por ainda não ser seu momento, pois sabia que se Eun Sang estivesse grávida, surtaria dez vezes mais.
****
Taila sentou-se à uma mesa na lanchonete da universidade e Chan Eun Sang comprou uma garrafa de suco para ela, que estava pensativa olhando para o nada.
— Você está se sentindo bem? — perguntou Eun Sang, sentando-se de frente para ela.
— Eu estou. — Suspirou, batendo levemente a garrafa sobre a mesa. — Eu estou preocupada. Eu não sei como vai ser. — Fechou os olhos brevemente, cobrindo a boca, controlando uma sensação de náusea que surgiu do nada.
— Você está com medo de ser um escândalo com o Young Do.
— Acho que um escândalo é o que eu estou com menos medo, sendo sincera! — Suspirou, batendo levemente os dedos sobre a mesa. — Nem sei como seria para administrar a Monteiro e a rede de hotéis num cenário desses.
— Acho que o Kim Tan vai ajudar vocês. Ele gosta muito de você e também do Young Do. — Ela deu de ombros, colocando o suco nos copos para elas. — Sabe, eu estou muito feliz por vocês. Sei que parece desesperador, mas eu já passei por tantas situações absurdas que eu acho que vocês estão se precipitando muito.
— Não sei se eu concordo com você... — Taila bebeu um pouco do suco, mas não ajudou muito a melhorar o enjoo. — Se fosse no Brasil, seria tudo tão simples, mas aqui na Coreia do Sul, com vocês sendo tão conservadores com tudo... eu tenho certeza que vou ser muito infernizada.
— Eu acho que vocês vão lidar muito bem com isso. Se o fato de você morar com o Young Do nunca foi um escândalo até hoje, provavelmente isso não vai passar de alguns boatos. — Ela bebeu o suco jogando os cabelos lisos para trás.
— Espero que você esteja certa.
— Para ser sincera... — Ela sorriu fechando a garrafa. — Eu acho que finalmente vou poder ter vocês como um casal de amigos. Quando você chegou foi tudo muito tumultuado e você era amiga do Kim Tan, não exatamente minha. Depois você sofreu aquele acidente e vocês ficaram sem se falar um tempo. Young Do só fala comigo quando é para provocar o Tan. Eu quero que a gente possa ser dois casais de amigos e não rivais.
— Você é um doce, Eun Sang... — Ela respirou fundo, sentindo-se derrotada. — Acho que eu entendo porque o Young Do e o Kim Tan gostaram de você.
— Isso é passado. Eu quero que o Kim Tan possa voltar a ser amigo do Young Do. Também quero que a gente se aproxime, você e eu. — Ela deu de ombros e respirou fundo. — Claro, se isso for possível.
— Eu não vejo nada de errado nisso. — Ela sorriu, bebendo um pouco de suco. — Na verdade, eu também quero.
— Então... agora
***
Taila estava sentada no sofá da sala de sua casa, com um livro no colo, era um livro científico, tinha que estudá-lo para uma prova. Pegou o celular para ver se tinha alguma mensagem de Young Do, mas acabou jogando-o para o lado quando o viu entrando pela porta.
— Onde você estava, Young Do? — Levantou-se, caminhando até ele.
— Com o vice-presidente. — Ele tirou o casaco, pendurando-o em seguida. — Estava falando com ele sobre a sua gravidez e tudo mais. Eu precisava de algum respaldo, sabe?
— E o que ele disse?
— Disse que não é um problema para nenhuma das empresas, principalmente para a Monteiro, que a sede é no Brasil. — Suspirou quando ela sorriu aliviada. — Ele disse que nós podemos nos casar discretamente e quando a imprensa descobrir, já não terão muito o que falar. Não vai passar de umas fofocas, porque somos dois herdeiros que estamos unindo nossos patrimônios.
— Uau... — Ela cruzou os braços, sorrindo impressionada. — A gente super preocupados e a resposta era tão simples. Acho que a Eun Sang estava certa nessa.
— E o vice-presidente disse que, mesmo que isso não deveria ter acontecido tão rápido, é bom para os negócios.
— Ter um bebê é bom para os negócios? — Taila revirou os olhos enquanto ria indignada. — Isso é tão Roberto Monteiro.
— Para os negócios o nosso bebê é uma aliança, então, meio que ele vai ser visto muito mais como uma unificação da Monteiro com o Zeus. O que me torna totalmente livre do grupo Jeguk, porque nós temos uma construtora e uma rede de hotéis internacional. — Ele tocou o queixo e tombou a cabeça para o lado, com um sorriso animado. — Pensando agora nisso, nós vamos ficar muito mais ricos.
— Você é um completo idiota! — Cruzou os braços de cara fechada, balançando a cabeça negativamente enquanto murmurava algo para si mesma.
Young Do fechou a cara, puxando o canto dos lábios para o lado. Passou os braços levemente pela cintura dela e pousou o seu queixo sobre o ombro dela.
— Por que você está brava comigo? Fiz algo errado?
— Você está tratando o bebê como se fosse uma moeda de troca para ganhar dinheiro.
— Só achei que assim seria mais fácil de você entender como as pessoas vão enxergar o bebê na prática. — Ele respirou fundo antes de continuar. — Não sou eu que enxergo assim, mas as pessoas sim.
— Tem razão. — Ela suspirou, colocando as mãos sobre a barriga, mas acabou sorrindo sem mostrar os dentes no momento que ele colocou suas mãos sobre as dela. — Eu sei como aqui é diferente... não tem problema que as pessoas pensem assim desde que você não faça o mesmo.
— Nós vamos dar um jeito na nossa vida só entre a gente. — Ele tocou a cintura dela, fazendo-a rodopiar de uma vez caindo em seus braços de forma brusca. Ela amava quando ele fazia aquilo. — Você sabe que eu não sou o tipo de homem que deixa alguém interferir na minha vida.
— Eu sei disso.
— Então não se preocupe com mais nada agora.
Ela apenas fechou os olhos, sentindo os lábios dele tocar nos dela, dando aquele beijo doce e flamejante que só ele sabia dar. Independentemente de qualquer situação, ele sempre havia sido o mesmo e ela agradecia por isso todos os dias.
***
Após quatro meses, a barriga de Taila já estava aparecendo, porém, nada havia sido divulgado ou a notícia havia sido espalhada. Apenas os dois casais e alguns executivos estratégicos sabiam da gravidez. O casamento havia sido discreto, com direito a uma cerimônia com apenas os amigos próximos.
Myung Soo, é claro, ficou bêbado no meio da festa e se declarou, pela milésima vez, para Yang Mi, que continuava o rejeitando.
— Por que ela fica rejeitando o Myung Soo... — sussurrou Young Do para Taila, com uma taça de champanhe na mão, fazendo “tsc, tsc” com a boca. — Ele é bonito, não sei o que ela espera mais.
— Acho que ela ainda gosta de você — sussurrou de volta, sem tirar os olhos dos dois, que estavam estragando a festa chamando a atenção para eles. — Você não devia ter convidado o Myung Soo.
— E como eu não convidaria o meu melhor amigo para o meu casamento?
— O Kim Tan está aqui.
— E daí? — Ele encheu a boca de champanhe e balançou o líquido por entre as bochechas antes de engolir, olhando para cima e depois olhou para ela. — O Kim Tan é o seu melhor amigo e não o meu.
— Então faz o seu melhor amigo parar de fazer cena no meio da festa!
Ela apertou os lábios e estreitou os olhos na direção dele, que se sentia encurralado ao ver Yoon Chan Young e Lee Bo Na amparando-o. Young Do olhou para a taça colocando uma das mãos na cintura e reparou que Taila havia pegado uma taça de champanhe de um garçom que passava.
— Não! — Tomou a taça imediatamente, antes que os lábios dela sequer tocassem a borda. Apontou o dedo indicador para cima como se fosse ensiná-la algo. — Grávidas não devem beber nada de álcool.
— Não sei qual é o problema, minha mãe sempre bebeu quando estava grávida de mim.
— Por isso você tem um parafuso a menos.
— YOUNG DO! — O grito de Taila acabou chamando a atenção de algumas pessoas, que logo se dispersaram na festa. — Você é mesmo irritante, sabia?
— Não importa, agora nós estamos presos para sempre um ao outro! — Ele mostrou a mão esquerda aberta com a aliança e piscou para ela, com aquele sorriso charmoso que só ele tinha. Depois deu meia-volta e foi na direção de Myung Soo.
Assim que ele saiu de perto dela, Chan Eun Sang e suas amigas se aproximaram, animadas porque, como a festa era simples e íntima, elas haviam preparado uma brincadeira de meninas para fazer com a noiva. Taila nunca imaginara que um país com uma cultura tão diferente se tornaria o seu verdadeiro lar. Sentia que podia ser brasileira, mas parte de seu coração era coreano.
***
A notícia de que Choi Dong Wook seria solto corria por todos os jornais da Coreia do Sul. Depois de 4 anos preso, ele poderia voltar a viver em sociedade.
O vice-presidente organizou para que ele se instalasse no hotel Zeus antes mesmo de avisar Young Do, porém, ele já sabia que o pai disso, só não sabia quando aconteceria. Quando recebeu a ligação, estava deitado em sua cama, ouvindo o barulho do chuveiro.
— Como vai, vice-presidente?... Certo, estarei aí. Obrigado por me avisar. — Desligou o celular no mesmo momento em que Taila saiu do banheiro de roupão.
— Aconteceu alguma coisa, Young Do? — Ela secava seus cabelos com uma toalha aproximando-se dele.
— Meu pai está instalado no hotel Zeus. — Suspirou colocando o celular para o lado e apoiando o braço sobre o joelho, olhando para frente com um olhar vago.
Taila sentou-se de frente para ele, com a toalha na mão, não se incomodando por seus cabelos estarem molhados e bagunçados na frente dele. Aquilo não a incomodava mais. Ficar confortável na frente dele era o maior sentimento que ela compartilhava.
Apoiou sua mão sobre a dele, tentando encontrar seu olhar, que demorou alguns segundos para se encontrar com o dela.
— Você não está feliz por isso? Você sempre fala tanto do seu pai, mesmo que eu saiba que ele não era o melhor pai do mundo, sei que você o ama muito.
— Não estou preocupado comigo... — Ele curvou seu corpo para frente, tombando sua cabeça para o lado, olhando nos olhos dela. — Tenho medo que ele magoe você. Acho que não seria capaz de me controlar se isso acontecesse.
— Acha que ele vai se incomodar com o nosso casamento?
— Ele nunca foi de se meter nas minhas relações. — Ele mordeu o lábio inferior no momento em que falou aquilo. — Minha preocupação não é essa. Ele é bem conservador. Só não quero que ele te trate mal.
— Young Do... — Ela sorriu, colando sua testa na dele levemente, uma forma de se sentirem conectados. Ela sorriu em seguida. — Meu amor, você não precisa se preocupar comigo. Se tem uma coisa que o senhor Roberto Monteiro me ensinou é a ser forte e resiliente. Eu não estou nenhum pouco preocupada.
Ele sorriu sem mostrar, colando seus lábios na testa dela e depois puxando-a para um forte abraço. Sua mão pousou sobre a barriga dela, que já era possível sentir levemente os chutes do bebê. Ele sempre chutava quando o pai colocava a mão na barriga de sua mãe.
***
Era meio-dia daquele mesmo dia quando Taila e Young Do saíram do elevador de mãos dadas e pararam em frente à porta do quarto de Dong Wook. Young Do sentiu um aperto no peito, como se, de repente, tivesse voltado a ter dezoito anos. Era uma sensação que ele mesmo não sabia explicar.
Young Do moveu a maçaneta ao perceber que ninguém havia vindo atender, a porta se abriu lentamente. Dong Wook estava olhando pela janela do quarto, vestido com uma roupa comum, apenas uma camisa listrada e uma calça de moletom.
— Pai... — chamou Young Do receoso, dessa vez ele apertou a mão de Taila com mais força, e ela percebeu que ele não estava apreensivo por ela, mas por ele mesmo.
— Young Do! — Virou-se para ele com um sorriso alegre nos lábios e caminhou até o filho, dando-lhe um abraço tão forte que Young Do se assustou.
Taila se afastou soltando a mão dele, dando espaço para que os dois pudessem finalmente se entenderem. Após aquele abraço, Young Do estava um pouco bobo, não sabendo como agir, porque nunca havia visto o pai daquela forma.
— Então quer dizer que você está se tornando um homem! — Ele deu alguns tapinhas no pescoço do filho, como um gesto de afeto. — Bom trabalho!
— Está tudo certo para você?
— Por que não estaria? — Ele colocou a mão sobre o ombro do filho, encarando-o com seriedade. — Acho que a minha ausência fez bem a você.
Ele se virou para Taila, e caminhou em sua direção antes que Young Do pudesse apresentá-la. Com um gesto, nada comum para um coreano, ele tocou a barriga dela sem dizer nada. Taila não se espantou com o toque, mas por ser um coreano mais velho o fazendo, principalmente, o seu sogro.
— É um rapaz, não é? — perguntou olhando na direção dos dois, retirando sua mão após sentir um chute do bebê.
— Como o senhor sabe? — Young Do colocou as mãos sobre os ombros de Taila, que não havia dito nada até então. — Nós descobrimos tem poucos dias que é um menino.
— Ele é um Choi. — Ele estendeu a mão para Taila, com um gesto amigável e um sorriso sem mostrar os dentes. — Prazer em conhecê-la, Taila Monteiro. Eu já conheci seu pai dos velhos tempos, inclusive, ele se recusou a trabalhar comigo para trabalhar com o grupo Jeguk. Pelo menos tudo está no lugar certo.
— Eu não sabia disso. — Ela apertou a mão dela, estranhando aquele comportamento, mas afinal, ele era um empresário que lidava com estrangeiros. Claro que ele saberia lidar com uma nora assim.
— É a primeira vez que eu posso dizer a você, Choi Young Do. — Ele encarou o filho, que estava um pouco receoso. — Eu estou orgulhoso de você!
Young Do acabou sentindo o seu coração palpitar de uma forma que nunca havia acontecido antes e as lágrimas desceram pelos seus olhos como duas cachoeiras. Ele praticamente pulou nos braços do pai, abraçando-o com força. Aquele tempo separados, a maturidade de Young Do, que deixou de ser um delinquente para se tornar um pai de família e ainda unir duas empresas enormes, alguma coisa havia mudado a visão de Dong Wook sobre o filho. Aquilo era tudo o que Young Do sempre sonhou em viver e ele mal podia acreditar que finalmente estava acontecendo.
Taila ficou assistindo àquela cena orgulhosa. Sabia que seu marido sempre havia sonhado com aquele momento e, assim como ela havia tido antes de Roberto falecer, aquele era o momento de Young Do curar a ferida de seu coração.
Fale com o autor