Consequências do passado

21 CAPÍTULO 21 – DESCOBRINDO VERDADES


Notas iniciais
Oi pessoal, estou empolgada com o desfecho da fic, por isso a imaginação está vindo como ondas!!! Espero que gostem!!!

Hermione ainda estava assombrada com a visita de Malfoy, quando pegou sua varinha e fortaleceu todos os feitiços de proteção que tinha em seu apartamento. Depois de verificar que estava realmente segura, a bruxa tomou um copo com água para se acalmar.

Mas nem isso era suficiente para que ela esquecesse o que acabara de presenciar dentro do seu apartamento. A visita de Malfoy, pedindo ajuda, dizendo que Alexsander estava em perigo, tudo o que ele falara era assombroso demais.

Todavia, ela já tinha acreditado em Draco Malfoy uma vez, já tinha feito o que ele queria e já tinha pago um preço amargo demais por isso. Mas algo em sua postura, em sua voz, e principalmente em seu olhar, a fez pensar na possibilidade de aquilo ser verdade. Principalmente por ele dizer a ela que procurasse Dorín e os Potter.

Seria muito difícil ele corromper Dorín, afinal a bruxa sempre fora sua amiga, sua confidente e durante todos os anos que a conhecia ela poderia ter lhe deletado para o mundo todo, ter contado a verdade sobre a maternidade de Alexsander e ficado rica; mas ela não fizera isso. Portanto fazer agora era algo impensável.

E os Potter? Como ele poderia ter poder em cima da família bruxa mais amada de todos os tempos? Porque por mais que Hermione visse sempre o Profeta Diário para saber de seu filho o que ela mais via era sem sombra de dúvida a vida escancarada de Harry Potter. Ele sempre fora famoso e depois da guerra tudo que dissesse respeito a Harry Potter era notícia. Sendo assim como Draco Malfoy iria convencer Harry Potter a prejudicá-la? E com qual intuito?

Todas essas suposições estavam estourando a cabeça de Hermione, por isso a bruxa pegou seu telefone celular e discou para Dorín. Tinha que saber o que Draco Malfoy estava planejando e graças a sua insistência em dar um celular para sua amiga, saberia toda a verdade em questões de minutos.

Porém a chamada não era concluída. Hermione tentou outra vez e nada. Ela sabia que havia interferência da comunicação quando a amiga estava no Ministério, por causa da magia, mas aquela hora Dorín já não estava trabalhando. Tentou de novo e mais uma vez. E a cada ligação rejeitada, as suspeitas de que Draco Malfoy falava a verdade aumentavam. Ela estava preocupada e sua ansiedade só aumentou quando recebeu uma coruja-de-igreja em sua casa. A coruja estava cansada e trazia uma carta amassada e molhada da chuva. Mas foi seu conteúdo que fez Hermione Granger, o cérebro do trio de ouro, voltar a sentir medo real na vida.

Era uma carta de Dorín, e dizia o seguinte:

Hermione,

Estou te mandando essa carta porque não pude ligar e não pude sair daqui para ir até aí te avisar pessoalmente.

Infelizmente aconteceu algo muito sério com o Alexsander, ao que parece ele foi amaldiçoado e todos estão tentando entender o que aconteceu, parece que Lucius Malfoy está envolvido, uma confusão.

Enfim, sei como você é quando o assunto é o Alexsander, por isso estou te escrevendo. Mas também porque o Ministério da Magia requer a sua presença para tentar desvendar o caso. Eu não consegui, é uma língua antiga, bem primária e tem alguns símbolos que parecem ser novos dentro da própria língua antiga. Ou seja, um caso para um desbravante.

Enfim, por favor venha para ajudar e principalmente para salvar seu filho.

Att,

Dorín.

PS.: Eu falei que iria para conversar com você, mas o Malfoy fez questão de ir, não tive como impedir, então não me restou outra coisa a não ser mandar uma coruja, já que estou na Mansão Malfoy e o celular não pega aqui.

Hermione mal terminara a carta e começou a arrumar tudo o que precisava para ir ao seu país. Ela apenas pegou uma muda de roupa, alguns galeões para pagar a chave de portal e saiu do seu apartamento.

Já era tarde da noite, mas nem isso fez o calor diminuir em Estocolmo. Hermione foi direto para o local onde comprava chaves de portal, e por mais que o dono da loja não tivesse interessado em cooperar com a venda aquela hora, ver o olhar firme da bruxa fez ele mudar de idéia.

Eram três horas da madrugada quando Hermione pegou uma outra chave de portal na Noruega para ir ao Reino Unido. Ela chegou em Londres as 5 horas da manhã. O campo de aparatação internacional estava vazio aquela hora e assim foi bem melhor para que ela seguisse diretamente a Mansão Malfoy, sem ser importunada.

Desse modo estava amanhecendo quando ela avistou os portões da Mansão Malfoy. Se ela prestasse um pouco mais de atenção, veria o quanto tudo estava diferente. Mas a angústia de saber que seu filho estava amaldiçoado a cegava para qualquer coisa a não ser o Alexsander. E continuando sem se preocupar com nada ao seu redor, ela se aproximou do portão principal e chamou a elfa doméstica dos Malfoy, Panim.

— Panim.

Com um clique próprio dos elfos a elfa apareceu da parte de dentro do portão.

— Senhorita Granger. _ Disse ela já abrindo o portão para que Hermione entrasse.

— Aonde está o Alexsander?

— Está no quarto, senhorita Granger.

— Me leve até ele, por favor.

Hermione sequer ouviu a resposta da elfa. Pois a mesma segurou sua mão e a levou diretamente para o quarto do pequeno herdeiro Malfoy.

O clique famoso de aparatação dos elfos despertou o sentido de todos que estavam no quarto de Alexsander. Eram eles, Draco Malfoy, Narcisa Malfoy, Gina Potter e mais três medibruxos que acompanhavam o caso do pequeno desde o início. Todos levaram um susto tremendo quando viram bem ali na sua frente, Hermione Granger.

A bruxa mal vira a expressão das pessoas ou as próprias pessoas que estava ali. Sua atenção estava voltada única e exclusivamente para o berço que abrigava seu bebê. E foi com passos insistentes porém temerosos, que Hermione foi até o berço olhar seu filho. E o choque foi tremendo quando o viu.

O menino que ela apenas conhecia por fotografias de jornal, estava deitado no berço, com os olhos fechados e uma expressão fixa, tal como morto, no seu rosto veias negras enormes lhe tomavam as bochechas. Preocupada e receosa do que estava acontecendo, ela pegou sua mãozinha e para o seu desespero, ela estava gelada. Ele parecia morto.

— Ele, ele parece…

— Morto. _ disse Draco, preocupado com o filho e ao mesmo tempo aliviado de ver a mãe dele ali para salvá-lo.

— Ele está? _ Hermione finalmente olhou para alguém, mas sua visão estava turva com lágrimas ao ver Draco Malfoy, pois não imaginaria nunca ver seu filho assim.

— Não. Ainda não. _ Ele nunca a vira assim. Destruída. Parecia que Hermione passaria mal bem ali na sua frente, tamanho o choque que teve ao ver o filho deles assim. Mas tal reação durou poucos segundos, antes que ele dissesse qualquer coisa, ela limpou as lágrimas dos olhos, passou a mão nos cabelos revoltos e disse:

— Onde está o catalisador? _ sua voz era dura e determinada. Salvaria seu filho, custe o que custasse.

— Do outro lado da mansão, Hermione. Posso levá-la até lá. _ Narcisa disse. Estava impressionada com a reação da bruxa, mas mesmo com toda aquela situação não achava correto manter Draco perto de Hermione. Não aqui e nem agora, na frente de todas aquelas pessoas.

Hermione acompanhou Narcisa para fora do quarto de Alexsander. E no corredor as duas bruxas aparataram em uma outra ala da casa. Era a ala oeste, mesma ala que os Malfoy usaram durante a guerra e que Hermione foi duramente torturada.

Qualquer bruxo perceberia que ali, naquele local estavam usando magia das trevas. O ar estava sufocado, quase denso, e a cada passo que davam, as duas bruxas sentiam uma presença maligna por ali, como se a qualquer momento um dementador fosse surgir bem na frente delas. Quando enfim chegaram na sala onde estava o catalisador, Hermione percebeu a movimentação intensa. Haviam pelo menos cinco bruxos, provavelmente aurores que andavam para cima e para baixo analisando o artefato que estava bem no meio da sala, de frente para a porta. Outros dois bruxos conversavam entre si, sobre a situação. Um deles era Harry Potter.

Hermione não esperou um segundo sequer para entrar e ir falar diretamente com Harry.

— Harry.

O assombro dele ao ouvir sua voz foi surpreendente. Então realmente Malfoy conseguira a ajuda dela. Ele não sabia como, nem porque ela estava ali, mas conhecera Hermione por tempo demais para saber que o olhar que ela lhe dava agora só significava uma coisa: descobrir o que era aquilo tudo e resolver.

— Hermione. Que bom que você venho.

— Você e sua equipe já analisaram o artefato?

— Sim _ disse ele já saindo do canto onde estava e chegando perto do artefato até onde podia, acompanhado é claro, por Hermione. _ É diferente de todos os artefatos das trevas que já vi, usa uma proteção única para sua destruição e está claramente sugando toda a energia vital do Alexsander.

Hermione absorvia as palavras do bruxo e ao mesmo tempo analisava as insignias. Dorín tinha toda razão, era uma língua antiga e primitiva, mas alguns símbolos eram claramente novos, produzidos unicamente para aquela magia.

— Nós tentamos destruir, mas sem sucesso. Depois bloquear, mas a cada movimento de bloqueio…

— Ela para por um tempo, estabiliza, mas depois volta a sugar a força dele novamente. Com certeza tem outro catalisador, próximo de quem está absorvendo a vida do Alexsander, assim, ele controla esse catalisador de toda e qualquer interferência que se possa fazer aqui.

— É o que os inscritos dizem aí?

— Harry, esses símbolos são novos e pelo estudo que faço do uso novo de Runas, eles foram feitos com o propósito de repassar essa energia. Então ela não está aqui nesse catalisador, mas sim mandando para outro.

— Então podemos destruir esse aqui e acabar de vez com todo esse fluxo de energia. _ disse um outro auror próximo deles.

— Não é tão simples assim. Não é só a energia do Alexsander que está sendo transferida, a maldição também está indo para ele como ondas. Esses dois símbolos aqui dizem algo como transferência, por isso não pode ser quebrado ou destruído e por mais que tentássemos fazer isso…

— O menino poderia morrer logo.

— Exatamente. Mas isso aqui…

Fez se silêncio na sala, nem os bruxos, nem o Harry ou Narcisa falaram nada, pois o maior cérebro dos últimos tempos do mundo bruxo estava analisando com cuidado o artefato.

Quando Hermione terminou, ela disse:

— Eu preciso da ajuda da Dorín. E acredito que todos vocês já podem ir. Será apenas necessário a sua presença Harry.

Hermione falou com tanta convicção que os bruxos do Ministério saíram todos. Narcisa apenas a olhou e disse:

— Vou chamar Dorín. _ E também saiu deixando na sala Hermione e Harry. Esse não gostou nenhum pouco do tom de voz da morena. Parecia que ela sabia o que tinha de fazer e ele apostava que não gostaria de como tudo isso ia acabar. Mas nem teve tempo de expressar suas dúvidas, pois logo Dorín aparatou na sala.

— Hermione, eu sinto muito, eu não consegui fazer muita coisa, me desculpe…

— Tudo bem, Dorín. Eu preciso que você escreva os seguintes símbolos… _ Então Hermione Granger passou os símbolos para a amiga, que anotou todos prontamente em um pergaminho. _ Agora, Harry, isso não será fácil, mas preciso que você faça.

— Hermione, o que você está querendo fazer? Eu sei que tá passando alguma coisa bem louca na sua cabe… _ Entretanto ele nunca terminou a frase, pois quando viu que ela tinha transfigurado uma adaga nas mãos, já sabia o que ela ia fazer.

— Você precisa me ajudar Harry.

— Hermione, isso é loucura! Você não precisa fazer isso, podemos encontrar um jeito!

— Não há jeito. E você sabe disso, o Alexsander ainda não morreu por que terá uma vida longa e ela está sendo sugada até agora. Mas o seu corpo não vai aguentar por muito mais tempo, eu preciso que você faça isso.

— Você quer que eu te mate para salvar a vida do herdeiro Malfoy? Perdeu o juízo Hermione?

— Não. Não, eu nunca estive tão lúcida. Não quero que você me mate, quero apenas que transfira.

— Transferir?

— Dorín, cante.

Dorín já havia entendido o que Hermione ia fazer. Mas ela só sabia porque entendia o poder das Runas, isso não era algo que qualquer bruxo entendesse, por isso começou a cantar.

— Harry, me ajude.

— Hermione, eu não vou te matar por nenhum motivo doido desse mundo!

Ela balançou a cabeça em negação, suas lágrimas embaçaram sua visão, quando levantou a adaga e a enfiou no próprio peito. Antes de cair no chão, apenas ouviu o grito de não vindo da boca de Harry Potter.

O que aconteceu depois disso foi algo surpreendente. A transferência mágica que vinha acontecendo simplesmente parou. O sangue todo que saía do corpo de Hermione, para o desespero de Harry; começou a ser sugado para dentro do catalisador, como pequenas ondas visíveis de sangue indo para o objeto. Depois disso, as mesmas veias negras que surgiram no rosto, pés e mãos do Alexsander, surgiram em Hermione e aonde a poucos segundos seu corpo estava quente agora estava gélido e pálido.

Harry não sabia o que tinha acontecido ali e olhando ao redor tentando entender o que aconteceu, ele perguntou:

— Mas o que… mas como…

— Ela acabou com a transferência Potter. Passou a maldição para ela ao invés do filho.

Filho. Aquela palavra fez Harry Potter levantar os olhos e olhar diretamente para Dorín.

— Filho?

— Sim. Por isso ela fez tudo isso, para salvar o filho.

— Mas ela me pediu ajuda. Eu não entendo, porque…

— Acho que esses símbolos vão ajudar a desvendar isso tudo, eu vou ter que estudar mais, e…

O simples barulho de um clique de aparatação fez os dois bruxos se calarem. Era Draco que parecia feliz, até ver o corpo de Hermione deitado ao chão, sendo amparado pelo Potter. Ele estava preocupado novamente ao vê-la assim, e quando se aproximou e a viu, toda a felicidade de saber que o filho estava salvo, se apagou nele como uma vela se apagando na escuridão.

— O que aconteceu aqui? _ ele perguntou usando todo o seu controle para não parecer tão perturbado como estava.

— Ela se sacrificou. Se sacrificou pelo seu filho. _ Harry ainda a segurava nos braços, e não conseguia acreditar que Hermione tirara sua própria vida ainda pedindo ajuda a ele.

— Dorín, me diga que ela desvendou o mistério. _ A bruxa não conseguia vê-lo ele estava de costas para ela, mas nem todo o auto controle que ele tinha podia disfarçar que ele estava mal pelo que Hermione fizera.

— Ela me fez anotar símbolos, eu vou ter que estudar e assim descobrir sobre tudo isso.

— E quanto tempo temos?

— Mais do que tínhamos. _ A voz de Harry Potter também estava trêmula. Ele tinha acabado de ver algo que jamais sonhara em ver e descobrira uma verdade amarga demais para digerir. Mas ele precisava salvar Hermione, ele a tinha visto transferir a magia negra, e o seu corpo ainda estava vivo, portanto para ela fazer isso e pedir ajuda a ele, só podia significar que o tempo era maior para descobrir onde o outro catalisador estava e o maldito culpado por detrás de tudo isso.

Aí, ele se levantou, flutuou magicamente o corpo de Hermione e próximo do Malfoy disse:

— Estou levando-a para o St. Mungus. Você precisa estudar os escritos Dorín. Agora mais do que nunca.

Draco Malfoy simplesmente não disse nada. Estava espantado demais para dizer qualquer coisa. Apenas observou o corpo de Hermione sair flutuando pela sala e junto a ela todos os planos que tinha também iam embora.

Notas finais
Então pessoas lindas, eu acredito que logo,logo vou acabar com a fic!!! Espero que gostem e se puder, façam uma autora feliz, com recadinhos, ok