Conquiste o Mundo
2 Capítulo 2 - Pulseira
Notas iniciais
...
– Q-quem...? — O mesmo continuou olhando assustado para a tal garota com ferimentos graves espalhados pelo seu corpo.
BI BI!
Ouviu a buzina de carro e virou a cabeça para trás, e estava em frente a uma garagem. — Oh garoto, sai da calçada! — O homem continuou a buzinar, e Cebola levantou e deu passos largos a frente, deixando o homem com a passagem livre.
– Tantos lugares para cair e eu tinha que cair em frente a uma garagem de uma velho rabugento.. — Pós a mão no rosto passando pelos seus cabelos até chegar a nuca. — Espera.. A GAROTA! — Ele se aproximou do local que levou a queda, e a mesma não estava lá. — O-o que.. Mas..
– Cebolinhaaa!
Virou-se reconhecendo a voz, deu um sorriso de lado, e disse:
– É Cebola, Maria! — Ela se jogou em cima dele lhe dando um forte abraço.
– Para mim sempre vai ser meu maninho, Cebolinha! Hihi. — Beijou sua bochecha.
– Hêhê, vê se toma jeito menina. — A pos no chão e bagunçou seus cabelos. — Mas.. Cadê a mamãe? O que você esta fazendo aqui sozinha?
– Não estou sozinha Cebolinha, eu só corri um pouquinho e..
– MARIA CEBOLINHAA! — Dona Cebola vinha as presas com varias sacolas de compras na mão. — Como você me escapa assim menina? E se você tivesse sido atropelada? Hein? — No mesmo instante Cebola olhou para trás no local onde estava a garota que havia sumido.
– Desculpa mamãe, mas é que eu ia esperar a senhora, mas eu vi o Cebolinha e corri até ele.
– Mesmo assim, poderia ter ocorrido o pior, e se não fosse seu irmão ?
– Relaxa mãe. — Diz pegando as sacolas da mão dela. — Com certeza a Maria aprendeu, não é Maria?
– Siiim! — Levantou as mãos e deu uma gargalhada, e foi indo na frente saltitando.
– Aham.. Maria! Volte aqui, o que eu acabei de dizer?
Mesmo com tanto agito, Cebola não parava de pensar na garota que tinha sumido, como ela poderia ter sumido do nada? E o melhor.. Como conseguiu se levantar naquelas condições. Atravessou a rua com ambas, chegando em casa.
– Querido, eu cheguei!
– Meu Deus mas por que a demora? — Deu um selinho na mesma.
– Ora, a sua filha resolveu sair correndo por ai. Sorte que ela encontrou o irmão.
– Maria Cebolinha.. — Seu Cebola olhou com a testa franzida para a garotinha. — Quantas vezes eu e a mamãe temos que dizer que é perigoso sair correndo por ai?
– Desculpa papai.. — Cebola mal abriu a boca, pos as compras em cima da mesa e foi seguindo para seu quarto.
– Cebolinha! Você falou com o papai? — Diz Maria abraçada em Seu Cebola.
– Ah.. Oi pai, beleza?
– Estou bem, como foi a escola?
– Foi boa.. Na real, bem cansativa, eu vou descansar um pouco ta belê?
– Tudo bem meu filho, descanse. — Pegou a Maria no colo? — Quem quer brincar com o papai?
– Euuu! — Seu Cebola a levou para o quintal, e Cebola se trancou no quarto jogando sua mochila longe e caindo em cima da cama.
– Meu Deus.. Que porra de dia foi esse? Jesus.. — Ele se virou de barriga para cima. — O mais estranho foi aquela garota.. Como será que ela fez aquilo? Afz.. Quer saber, eu vou é dor--
– Cebolinhaaaa! Desce agora, vem me ajudar a fazer o jantar!
– ..mir.. — Franziu a testa, e bufou, Desceu as escadas e foi para a cozinha ajudar sua mãe.
–---
Limoeiro / 5:45
TRIM TRIM TRIM TRIM
– Hmm.. — Cebola levantou a cabeça manhoso, e sonolento desligou seu despertador. — Puxa, esse treco não parou de tocar--. Olhou para o relógio. — 5:45? Meu Senhor! — Levantou as presas da cama, e foi direto para o banheiro já tirando sua roupa, ligou o chuveiro e se limpou onde deu.
– Cebolinha já ta pronto? — Sua mãe gritou da sala.
–To quase lá mãe, é rapidinho! — Gritou. — É rapidinho nada, eu to é lascado..- Desligou o chuveiro, pegou a toalha e correu para o quarto, se enxugou de qualquer jeito, e pegou qualquer roupa. — Agora.. O Cabelo. — Pegou seu pente e tentou pentear o máximo. — Ai, ta perfeito. — Pegou sua mochila e desceu.
– Filho.. Esta elegante! — Diz Dona Cebola sorrindo.
– J-jura? Q-quer dizer.. Eu acordei beeeem cedo, para me arrumar assim né, que bom que deu certo.- Deu um sorriso amarelo. — Agora eu tenho que ir, tchau mãe. — Deu um beijo em sua testa.
Mas... Cebolinha! Seu lanche! — O menino nem deu ouvidos e saiu as presas. — Ai.. Esses meninos, vai entender.
Cebola corria contra o tempo para chegar a tempo na escola, e logo a sua frente ele avistou uma coisa caída no chão, no mesmo local onde viu a garota, curioso foi encurtando os passos e parou para ver o que era. Se abaixou, e era uma pulseira dourada com um pingente de uma borboleta rosa.
– Uma.. Pulseira? Será que.. Bom, agora não dá para pensar nisso. — Colocou a pulseira no bolso e continuou correndo, chegando a escola avistou Cascão parado no portão. — Cascãão!
– Careca..? AEEEH! Até que enfim, pensei que não ia vir hoje.
– É.. N-nem eu.. — Colocou as mãos no joelhos.
– Bora, senão a gente vai levar uma bela de uma suspensão. — Foi caminhando a espera de Cebola.
– E-eu.. J-já vou.. V-vai indo na frente que eu te encontro na sala.. Arf..
– Beleza, respira ai! Mas cuidado para não chegar muito atrasado valeu? — Acenou e foi a rumo da sala.
O mesmo se sentou nas escadas, respirando fundo pois correu demais.
– Eu já estava cansando por que não dormi.. Ai eu esgoto minhas ultimas energias correndo.. Legal.. — Distraído com o tempo, uma petá-la de flor foi parar em cima de sua mão. — O que.. ? — Pegou-a e observou bem. — Como ela veio parar aqui se nem tem--
A petá-la de flor voou de sua mão, ele se levantou e tentou pega-lá, deu mil pulos mas não conseguiu pega-lá e nisso ouviu passos de alguém que estava perto, virou a cabeça e viu uma garota de vestido verde, sapatilha branca e longos cabelos rosa, e ao redor dela tinha muito mais daquelas petá-las rosas, mas o sol estava forte e ofuscando o rosto da mesma.
Espera.. Cabelo rosa.. — A Garota entrou na escola e os portões se trancaram. — EI! — Ele correu em direção dos portões e tentou abri-los mas estavam trancados. — EEEI! ABRAM JÁ ESSA PORTA! EU ESTOU AQUI FORA! ABRAM! — Ele sacudiu o máximo que pude, até que se abriram e com o impacto ele caiu no chão. — Ai.. Mas que merda..
Se levantou com a mão na cabeça e foi andando no corredor, olhou para os lados para ver se via a garota de agora pouco, mas não a achou , mas sim sua sala.
– É.. La vem bronca. — Ele abriu a porta e todos olharam para ele. — Com licença professor..
– Isso são horas de você chegar? Sente-se imediatamente
– Sim professor.. — Ele abaixou a cabeça e foi em direção a Cascão sentando-se do seu lado.
– Caramba careca, isso são horas, você hibernou la fora?
– É.. — Ele olhou para o lado e Mônica estava olhando feio para o mesmo. — Quase isso..
– Você hoje só me disse frases que comecem com "é", você ta bem cara? — Pois sua mão na testa do garoto.
– Se liga. — Retirou a mão do moreno. — Eu to bem.
– Hm.. Sei, essa sua cara pálida já diz tudo, você é que não quer dizer.
– Afz.. Olha. — Ele abriu sua mochila, pegou seu caderno e estojo. — Desde ontem minha sorte ta bem abalada sabe? — Abriu o caderno.
– Você diz do fora que levou da Mônica? — Disse num tom um pouco alto.
– Psiu cabeção, não é isso.. Quer dizer, não é só isso.
– Vish, levou um fora de outra garota? — Disse entre risos.
– Logico que não! Tem a haver com uma garota sim.. Mas eu nem cheguei a falar com ela. — Começou a copiar o exercício.
– Ah saquei, você quer saber chegar na mina mas não sabe?
– Basicamente isso.. Mas o estranho é que ele sempre some.. Quer dizer, se for a mesma pessoa.
– Caraca.. São duas mano? Putz, que moral hein careca? — Deu uma cotovelada.
– Deixa de ser besta, eu nem se quer conheço ela.. Ou elas, sei la.
– Perai.. Agora você me deixou boiando.
– É que.. Ontem, quando eu estava indo para casa eu estava bem distraído por que fiquei com raiva do que ocorreu com você sabe quem, e eu acabei tropeçando em uma pessoa. Uma garota, de cabelo rosa.
– Cabelo rosa? — Levantou a sobrancelha.
– É, e ela tava toda machucada, e me pediu ajuda, mas ai um tio tava no carro e tava querendo passar, e nisso quando ele saiu, ela não estava mais lá.
– Não.. Estava? — Arregalou os olhos.
– Não..- Suspirou.
– Vish careca, tenho uma péssima noticia para você.
– Qual..?
– Você viu uma fantasma. — Pos a mão no ombro dele.
– Afz, colé Cascão! — Tirou a mão do moreno.- Eu to falando serio! Eu vi, ela era de carne e osso, era real! E ai, hoje quando eu fui descansar la na frente, eu vi uma garota de cabelo rosa entrando aqui na escola.
– Bom.. Se essa tal garota existe mesmo, a gente procura por ela hoje, e pergunta se ela é ninja. Hêhê.
– Hump, você como sempre rindo de coisas serias. — Franziu a testa.
– É o instinto. — Levantou os ombros.
– Ah! E lá no local onde ela sumiu, eu encontrei isso aqui. — Ele pegou a pulseira do bolso.
– É, isso é um pouco estranho mas.. Alguém deve ter deixado cair por la.
– Mas no mesmo local onde ela estava? Não acha muito suspeito?
– Eu acho é que você esta confundindo as coisas careca.
– Aé? Pois vamos ver então, quando eu achar essa garota e--
– Silencio! — Gritou o professor.
Cebola engoliu seco, e guardou a pulseira na mochila.
– Você viu Magali? Não pararam de falar um minuto, com certeza estão falando mal de mim.
– Ai Mô, deixa disso, não tem nada haver, isso é coisa de menino, devem estar falando de futebol.
– Sei, até parece, como se eu não conhecesse a peça. — Encostou o queixo em sua mão.
– Olha Mô, se eles tivessem mesmo falando mal de você, estariam rindo e etc, não acho que eles estão falando--
– Olha Magá, você é inocente demais para não ver a auria de maldade naquele cinco fios.
– Cinco fios? Amiga, não acha que está pensando muito no passado?
– Não.. Não estou. — BUfou.
– Sei.. Se você diz.
Mônica continuou olhando feio para Cebola, pois ainda estava com raiva dele, estava escrevendo forte e acabou quebrando o lápis sem querer.
– Ninguém merece... Professor. — Ela levantou a mão.
– Sim? — Se virou.
– Eu posso beber aguá?
– Pode sim.
– Obrigada. — Ela se levantou e foi em direção a porta abrindo-a.
–
As três aulas se passaram, Cebola e Cascão saíram juntos sem Mônica e Magali.
– Então careca? Ta disposto a procurar a tal garota?
– Estou sim, para provar para você que eu não fiquei louco.
– Sei, sei.. Mas qualquer coisa eu faço uma vaquinha, sabe como é.
– Ha-ha. Muito engraçado.
Cebola andou pela escola toda com Cascão, e nada da menina aparecer, nem se quer alguém tinha visto ela. Mas Cebola não desistiu e continuou procurando.
– Se liga careca, essa mina ai não existe. Oh, deu Error 404 Not Found na existência dela.
– Eu vi Cascão! Com os meus olhos! Ta legal? Se você não quer continuar procurando comigo, ta beleza, mas eu SEI o que eu vi.
– Ta, ta, você procura ai pela mina invisível, que eu vou resolver umas paradas com uma mina que existe, o nome dela é Maria Cascuda, e se eu perguntar para alguém, todos sabem quem é, valeu? Fui. — Ele se virou e deu as costas para Cebola que não respondeu, continuou procurando.
Ele foi para trás da escola, e avistou uma pessoa sentada encostada no muro. Ele se aproximou mas o sol estava forte e ofuscou sua vista.
– O..Olá. — Ele pos seu braço em frente da luz. A pessoa rapidamente se levantou e saiu correndo. — E-ei.. Não espere! — Ele tentou ir atrás da pessoa, mas ela sumiu. — Nossa.. Estou começando a achar que o Cascão tinha razão e-
– Razão em que? — Ele se virou, e lá estava Mônica de braços cruzados.
– M-mônica? O que você..
– Eu é que pergunto, o que você esta fazendo aqui? Não falou comigo quando chegou, e ficou de papinho froxo com o Cascão e por isso eu quero saber o que tão de importante que você me esque-.. Esqueceu de falar comigo.
– Olha Mônica, sobre ontem eu peço desculpas, sei que o que eu fiz foi errado mas.. Agora não dá.
– Como é? Pois vai dar sim. — Ela puxou seu braço. — Você vai me falar o que é realmente importante pra você! — Franziu a testa. Ele ficou a observando por alguns minutos, e disse:
Isso... — Puxou a nuca da garota e a beijou, a mesma se surpreendeu, e ficou sem reação. O moreno pegou forte em seu quadril, e rodou sua linguá junto com a dela em seu céu da boca como uma linda melodia, a colocou na parede, e continuou beijando..
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