Notas iniciais
Sentiram minha falta

Era uma bela manhã na cidade de São Paulo, o principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América do Sul, que também é a cidade mais populosa do Brasil, do hemisfério sul, da lusofonia e do continente americano. Kageyama e Hinata estavam na Avenida Paulista.

-Onde estou?!- perguntou o moreno

— Mas o quê...? Wow!- exclamou o ruivo

-Bolacha.- disse um transeunte (loiro).

A dupla dinâmica do time Karasuno passeou por aquela cidade onde todos falavam uma língua estranha, se perguntando como eles foram parar ali. Depois de encontrar alguns falantes fluentes da língua nipônica, eles descobriram que estavam na terra da garoa.

-Estamos perto da minha casa.- disse o rei da quadra.

-Você tem uma casa em São Paulo?!- perguntou Hinata atônito.

-Meus tataravós vieram trabalhar nas lavouras de café. — ele comentou, olhando para uma pomba.- Tem muitas coisas que você não sabe sobre mim.

Quando estavam na rua da casa de Kageyama, uma fina chuva começou a cair.

-Mas que infortúnio!-disse Hinata com as mãos na cintura- Parece que eu terei que ficar na sua casa, usar suas roupas e dormir na sua cama.

-Hã?- indagou o mais alto, que tinha um metro, oitenta centímetros e seis milímetros de altura.

-Nunca leu fanfic?

-Verdade né.

-Aê Cantareira. — disse um vizinho, constatando que a chuva estava cada vez mais forte.

Quando os dois chegaram na porta da residência, suas roupas estavam completamente encharcadas.

-Entra.- disse Kageyama, destrancando a porta com uma chave presa num chaveiro do Corinthians.

Hinata entrou e tirou os sapatos na porta.

-Cadê seus pais?- perguntou Hinata ingrata.

-No Japão. — Kageyama tirou os sapatos também.- Parece que somos só eu e você.

Hinata ignorou a forte insinuação homossexual na frase do seu colega e seguiu atrás dele.

Chegando lá, o moreno abriu o guarda roupa e escolheu algumas roupinhas para o amiguinho.

-Vista essas roupas aqui.- ele entregou uma camiseta da Xuxa e um shorts de ginástica.- Tome um banho.

Hinata seguiu para o banheiro. Lá ele ficou peladinho e ligou o chuveiro, sendo atingido por um jato de água gelada. Ele deixou a água cair por alguns minutos, esperando que ela esquentasse.

Ele abrira o registro da água fria ou a água quente estava demorando muito para esquentar? Nunca saberemos.

Enquanto isso, do lado de fora, Kageyama esperava impacientemente pelo seu amiguinho.

-Olha o racionamento. — ele esmurrou a porta do banheiro, lembrando Hinata da falta de água.

O ruivinho saiu depois de alguns minutos. A camiseta da Xuxa era muito larga, parecendo um vestido. “Ele está muito fofo” pensou Kageyama, com a cara tão vermelha quanto esmalte de tia.

-Hinata, eu preciso te falar uma coisa-Kageyama o segurou-o pelo braço, olhando no fundo daqueles olhos castanhos como poodles castanhos. — O meu sangue ferve por você.

Será que Hinata também gostava dele? Será que ele iria rejeitá-lo? Será que a chuva seria suficiente para encher a Cantareira?

-Isso foi tão fora do seu personagem.- disse Hinata após um longo período de minutos.

-Nunca leu fanfic?

- Verdade né.

Naquele dia, Hinata perdeu o BV, o BVL e a virgindade, e a chuva foi tão forte que encheu a Cantareira até transbordar.

E foi assim que KageHina resolveu a crise de água em São Paulo.

Notas finais
Caralho o ENEM é semana que vem
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!