Conforto

1 Coração Partido


Notas iniciais
DEPOIS DE TRÊS MESES SEM CONSEGUIR ESCREVER NADA EU FINALMENTE CONSEGUI
AMÉM? ALELUIA Q
NOSSA, EU TO COM MUITO PROJETO DE AOMOMO! NÃO É TIPO UM, DOIS, OU TRÊS, SÃO LOGO UNS OITO QUE EU COMECEI E NÃO CONSEGUI TERMINAR!

Agora sai do caps porque tava agitando até eu qq anyway, essa one ficou bem bobinha, bem simples, bem blé, bem digna de ser apagada, BUT EU CONSEGUI ESCREVER ENTÃO TÁ BAUM

Aomine soltou um pesado suspiro enquanto caminhava. Era realmente muito estranho voltar da escola sem a companhia de Satsuki. Ela costuma tagarelar ele a fingir que não se importa, mas dessa vez não tinha quem tagarelar em seu ouvido, o que tornava seu caminho um total silêncio ignorando os carros e os desconhecidos ao redor. Até começaria a brigar com ela quando a encontrasse, mas já sabia o porquê d'ela ter faltado a escola. Mais ou menos, na verdade.

No seu intervalo tinha recebido uma ligação da senhora Momoi. Ela havia lhe contado que Satsuki estava triste desde sábado — no caso, anteontem — e que só saía da cama para comer. Isso às vezes. Queria que ele fosse conversar com ela, tentar anima-la, porque não fazia a mínima idéia do que a havia deixado assim. Era mentira, ele já sabia disso. A mãe de Satsuki era tão observadora quanto ela, não era possível que não sabia o motivo da filha estar na bad.

Ao chegar na frente da casa da amiga de infância, nem precisou bater na porta. Sabia que sempre tinha uma chave reserva debaixo do tapete na frente da porta da entrada. Abriu-a e logo se deparou com a senhora Momoi na cozinha americana. Como estava cozinhando, não teve como voar em sua direção e lhe encher de beijinhos nas bochechas e na testa como sempre fazia — era incrível como suas mães eram parecidas. Sendo assim, ela apenas lhe dirigiu um olhar e um Olá carinhoso. Disse que poderia almoçar com eles e que sua mãe estava ciente que ele estava ali.

Colocou sua mochila no sofá e deu mais um suspiro antes de subir as escadas. Satsuki sabia mesmo como ser dramática. Se perguntava o que tinha acontecido para ela estar na cama desde sábado. Sua unha quebrou? Se sentiu gorda desnecessariamente de novo? Era mesmo complicada de lidar. Bateu algumas vezes na porta branca com alguns adesivos fofos aleatórios.

— Não vou comer agora, mãe. — Foi sua única resposta. Sua voz parecia estar abafada pelo travesseiro.

— Mas vai me contar o que aconteceu. — Disse logo após abrir a porta sem delicadeza alguma.

Isso acabou dando um susto na rosada, que se sentou na cama rapidamente. Revirou os olhos quando viu Aomine se escorar na porta após fecha-la. Bufou, encostando as costas na parede atrás da cama. Esperava um belo sermão vindo dele.

— Belo decote, aliás. — Após esse comentário percebeu havia se descoberto do cobertor, deixando bem exposto o seu decote gigantesco por conta do pijama.

Para a surpresa de Daiki, ela não havia lhe chamado de pervertido ou tarado e nem tentou atirar um travesseiro na sua cara. Ela apenas respirou fundo antes de se encolher debaixo do cobertor e ficar deitada de costas a ele.

— Sai daqui, Ahomine. — Foi a única coisa que disse. Aomine coçou a nuca, tentando pensar no que fazer. Realmente, quando Satsuki não lhe xingava ou tentava atirar algo na sua cara, era porque alguma estava muito errada.

— Não sou a sua mãe e muito menos seu pai. — Se aproximou da cama, ficando sentado na beirada. — E você sabe muito bem que eu não vou sair desse quarto que nem eles só porque você não 'tá bem, então pode começar a falar.

Escutou Satsuki resmungar baixinho sobre querer ficar sozinha. Sem enrolação alguma, retirou os sapatos e se deitou do seu lado naquela cama de solteiro, quase a empurrando em direção ao chão. Ficou encarando-a naquele momento. Os cabelos róseos bagunçados estavam espalhados pelo cama. A ponta do seu nariz estava vermelha, mas o avermelhado não superava o dos olhos inchados. Ela estava e chorando. E muito. Ele já a havia visto entristecida várias vezes, mas daquele jeito não. Levou a mão a sua testa, tirando os fios de cabelo que cobriam os olhos melancólicos.

— Fui ver o Tetsu-kun... — Ela disse baixinho, desviando seu olhar para as mãos. Aomine ficou em silêncio, esperando-a terminar de falar. — Eu disse tudo o que sentia por ele... Sim, estava bem óbvio, mas eu pensei que se contasse de forma mais direta pra ele, se tornaria tudo mais simples... — Percebeu que ela estava prestes a chorar novamente. — E ele está namorando o Ki-chan.

Daiki se segurou muito para não bufar e revirar os olhos na sua frente, pois sabia que ela iria se sentir mais magoada ainda. Fez Satsuki se sentar novamente na cama e arredou um pouco para ter espaço aos dois sentados naquele pequeno espaço. Inclinou-se levemente, fazendo com que a cabeça da menor se encaixasse perfeitamente em seu ombro. Seu braço livre passou ao redor da mesma, puxando-a para um abraço lateral, num gesto de conforto. Ficaram um tempo em silêncio, somente naquela posição. Ouviu a amiga soltar um baixo riso forçado.

— Eu sou muito idiota. — Choramingou baixinho, tentando manter um sorriso fechado e falso no rosto.

Sem rodeios, respondeu:

— Eu sei.

A viu inflar as bochechas.

— Ao que parece você já está um pouquinho melhor. — Observou. — Preciso nem falar que é mesmo algo muito estupido e ridículo ficar chorando por um garoto, né?

— Você podia continuar sendo o amigo fofo que me consola por estar com coração quebrado. — Rebateu irritada.

Num gesto inesperado, Daiki colocou a cabeça entre seus seios. A única reação de Satsuki foi corar fortemente. Estava paralisada naquele momento. Prendeu a respiração enquanto sentia seu coração acelerar cada vez mais. Enquanto isso, Aomine ficou em silêncio, fazendo certa pressão na mesma, conseguindo escutar melhor o ritmo acelerado de seu coração. Segundos depois, ele retirou a cabeça dali.

— Seu coração não 'tá quebrado. Muito pelo contrário, está até que batendo bem rápido. — Acabou rindo alto de sua face constrangida, o que o fez ganhar diversos tapas no ombro e algumas ofensas de bônus. É, Satsuki estava bem melhor. — Trouxa. — Disse após segurar suas mãos para que não lhe batesse mais.

— Palhaço. — Retrucou irritada, puxando suas mãos de volta.

— Sério que você não percebeu que o Tetsu é gay? — Mudou de assunto, antes que ela voltasse a lhe bater. — Você fica pulando nele com esses melões e ele continua indiferente, o que te fez achar que ele fosse hetero?

Ela apenas abaixou a cabeça. Provavelmente querendo voltar a se esconder no cobertor. Se permitiu agora revirar os olhos. Bagunçou os seus cabelos, mais do que já estavam bagunçados, e se levantou da cama.

— Sua mãe estava quase terminando de fazer o almoço. — Disse enquanto se calçava novamente. Satsuki disse apenas um "hm". — Quer que eu mesmo te tire dessa cama? — A resposta foi "hm" novamente. — Você quem sabe. — Deu os ombros.

Tirou de cima dela aquele cobertor. Conseguiu ignorar milagrosamente o fato d'ela estar usando um short curto e a colocou sobre os ombros, como se fosse um saco de batatas, pronto para sair do quarto.

— AHOMINE, ME COLOCA NO CHÃO! — Começou a se debater na tentativa de conseguir fazê-lo soltá-la, dando alguns soquinhos na sua costa.

— Você quem escolheu por isso, agora não reclama. — A ouviu bufar alto. — E daqui eu tenho uma visão boa da sua bunda. — Sentiu um forte tapa na sua nuca.

Talvez Satsuki não estivesse totalmente bem depois de perceber que Tetsuya é gay, mas uma coisa era certa: ele iria irrita-la muito naquela tarde.

Notas finais
Satsuki trouxa ficou chorando pelo boy magia com o Aomine deus grego, é trouxa mesmo (me identifiquei) :')
Nhai, vou deixar só um kissus aqui mesmo porque posso
Kissus :*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!