Notas iniciais
Tomará que vocês gostem, ainda não está emocionante nem muito interessante eu acho, mas eu vou continuar desenvolvendo a história e ela vai ficar cada vez melhor. Comentem o que acharam e boa leitura.

Ontem no jantar enquanto meu pai comia no salão principal, que é a hora aonde o humor dele é melhor, eu contei quais os dragões que ele não poderia pegar mas acho que ele não prestou muita atenção pois estava escutando pela milionésima vez as história do Grudento de como ele protegeu heroicamente seu armazém de recursos de dois Caudas de Fogo gigantes com apenas seu Nadder Mortal e um Stoico no chão consolando seu dragão amedrontado...

—E quando eu derrubei um dos demônios o outro ia para cima do Stoico, que tomara que esteja comendo até a morte nas grandes mesas dos salões de Valhala junto com Odin, eu fui lá e bati nele que perdeu o equilíbrio e caiu...

—Então pai, sobre o dragão que você vai pegar para mim...— então ele voltou o olhar para a emocionantemente chata história de Gosmento.

—Hã?— Remungou ele.

—Eles já vão dar um dragão para nós na primeira aula e poderá escolher entre: Gronckle, Nadder Mortal, Pesadelo Monstruoso e... Zíper Arrepiante, então, quando for pegar, pega um diferente desses, tá bom?

—Tá bom, tá bom meu filho, no seu aniversário você vai ver qual é.

—E então, para não matar os bichos nem os reforços que estavam vindo para salvá-los eu peguei o meu símbolo de puro ouro maciço e fugi da ilha com o Stoico, o Imenso e Quebra-Miolos, o Medroso.— Finalizou Gosmento.

Acho que meu pai escutou, mas mesmo se não tivesse, não seria tão burro. E se, por acaso, ele pegue um desses dragões o único com as qualidades que ele prometeu seria o Pesadelo Monstruoso que não seria tão ruim assim...

Faltam cinco dias para meu aniversário e ontem meu pai já arrumou seus suprimentos para ir “caçar” o meu dragão de aniversário, já que “caçar um dragão dos parâmetros do que eu vou pegar leva tempo” (o Valente, Erik).

—Filho, eu até te convidaria para vir junto, mas isso estragaria a surpresa e suas nádegas.

—E você, vê se passa por um riacho e toma um banho para os dragões não se espantarem com seu fedo e sim se atraírem pelos peixes que morrerem quando você entrar.

Agora que ele foi embora, fui pegar a espada para treinar minhas habilidades, mas quando entrei no cômodo das armas, a espada, o martelo, o escudo e até a maça, que não é a arma favorita dele, sumiram.

Eu até entendo que é para se proteger dos animas selvagens e dragões indesejados, mas metade das nossas armas já é exagero. E então eu fiquei encabulado com duas coisas: como e onde ele guardou a comida? E será que ele sabe mesmo como pegar um dragão, sem machuca-lo, ou melhor se machucar?

Fui primeiro na dispensa ver o que tinha de suprimentos, mas quando cheguei lá me surpreendi com ela vazia. Depois fui na nossa fogueira de emergência e me deparei com vários ossos de uma ovelha. Será mesmo que para poupar espaço na bolsa/ter mais espaço para as armas, ele comeu toda a comida da viagem de uma vez para ficar sem fome durante ela? Não, até para os parâmetros dos Cabeças isso é golpe baixo. Deve ter uma explicação lógica para isso. Agora para saber qual é essa explicação eu terei que esperar até ele chegar.

Notas finais
E aí, o que acharam?