Confissões na Cidade do Amor - Scorbus (completa)
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Estava uma manhã de muito frio naquele dia de fevereiro. O vento assoprava no exterior e se via a neve deslizando pela janela.
Debaixo das cobertas, Albus se remexeu ao ver a claridade entrando em seu quarto, mas não abriu os olhos. Não queria sair do conforto de sua cama. Estava tão quentinho... Felizmente não precisava de sair naquele dia.
Escutou os barulhos vindos da cozinha. Scorpius, já estava preparando o café da manhã.
Ouviu a porta do quarto sendo aberta e ergueu ligeiramente a cabeça, vendo Scorpius entrando com uma bandeja nas mãos. O odor maravilhoso a café e panquecas entrou em suas narinas e se ergueu.
- Bom dia, meu amor. — Cumprimentou Scorpius, pousando a bandeja em cima de suas pernas e trocaram um selinho — Dormiu bem?
- Muito bem. — Respondeu Albus, ruborizado, ao se recordar da noite romântica que tinham tido. Scorpius era sempre tão amável, tão cavalheiro e o tratava sempre bem — E você?
- Também. — Respondeu Scorpius, enquanto petiscava um pouco de maçã fatiada. Albus olhou para a bandeja e sentiu água na boca.
Havia um pequeno prato com panquecas recheadas com chocolate e pedaços de morango cuidadosamente cortados por cima. Um segundo prato com waffles com banana cortada e recheada com mel, e ainda um terceiro prato com maçãs e laranjas fatiadas.
Uma xícara de café se encontrava no meio dos pratos, como se fosse decoração.
- Que aspeto delicioso, meu amor. — Elogiou Albus — Você se esmerou dessa vez, obrigado.
- Hoje também é um dia especial. — Comentou Scorpius — É o quinto S. Valentim que a gente passa junto. A gente já está junto há mais de cinco anos. Muito tempo, verdade?
- Sim, é. — Murmurou Albus, sorrindo docemente. Há cinco anos, Scorpius tinha lhe pedido em namoro, depois de uma terrível discussão entre eles. Tinha descoberto que a mãe de Albus lhe tinha apresentado um jovem americano "Para se conhecerem melhor" — Tinha dito ela, e tinha ficado louco de ciúmes.
Tinha ido à casa de Albus exigir satisfações, onde gritaram pela primeira vez um com o outro e quando Albus tinha exclamado que eram "só amigos", algo dentro de si tinha estalado e o encurralara contra uma parede, o beijando com paixão.
Albus tinha ficado sem reação com a atitude de Scorpius, mas secretamente agradado com sua possessividade. Excitado até.
Tinham terminado aquela discussão em sua casa com a promessa de que nunca mais veria o americano.
A partir daquele dia, Scorpius o tinha tratado com companheirismo e muito amor, revelando que sua decisão de namorarem tinha sido acertada.
Sua mãe não tinha gostado de saber que não iria ter mais encontros com o americano, um bom garoto mas, ao saber de seu relacionamento com Scorpius, tinha mudado de atitude.
Como Scorpius era seu amigo há muitos anos, não foi difícil se habituarem à sua presença na Mansão Potter. Seus pais adoravam Scorpius e tinham aceitado bem sua relação. Lily o tratava como um irmão, mas James e Teddy o tinham encurralado em um dos corredores da casa e o ameaçado que, se machucasse "o irmãozinho", o castrariam. E Scorpius tinha levado essa ameaça a sério. Nunca tinham tido uma discussão que durasse muito tempo, nem nunca tinham gritado um com o outro.
Albus tinha ficado aborrecido ao saber, depois por Lily, e ameaçado James e Teddy, que lhe asseguraram que nunca mais o fariam. Talvez ao futuro namorado de Lily. Mas, quando esse dia chegasse, Albus iria acompanhá-los.
Saborearam o café da manhã, planejando o que iriam fazer naquele dia. Iriam a Paris dar um passeio, já que o tempo parecia estar ligeiramente melhor por aqueles lados.
Trocaram selinhos, enquanto davam de comer um ao outro, com as bocas sujas de chocolate. Se divertiam a sós, sem pressão de suas famílias. Nunca se podiam juntar Wealeys e Malfoys porque Arthur e Lucius não se toleravam. Só Molly e Narcissa conseguiam controlar seus maridos e, por vezes, com muito custo. Chegava a ser desesperador. Albus se perguntava como fariam se um dia se casassem.
Embora nunca tivessem abordado o assunto, era um tema que pensava muito. Se imaginava levando o apelido Malfoy e, muitas vezes, escrevia seu nome em pergaminhos: "Albus Severus Potter-Malfoy". Nunca iria abdicar o apelido de seu pai.
Terminaram o café da manhã e se dirigiram para o banheiro, onde tomaram um relaxante banho entre carícias e beijos.
No quarto, os elfos terminavam de arrumar a cama e abrir a janela. Um elfo deixava mudas de roupa limpa, enquanto levava as sujas para lavar.
Depois de terminarem o banho e de se prepararem, saíram do banheiro. Pegaram em sobretudos do armário, nas varinhas e nas documentações e desceram as escadas em direção à sala. Por cima da lareira, se encontrava um frasco com pó de flú. Atiraram para a lareira e exclamaram:
- Ministère Française de la Magie . — Iriam aproveitar um belo dia em Paris.
OoOoO
A entrada do Ministério da Magia francês estava atolado de bruxos que queriam passar o dia na cidade do amor. Albus e Scorpius saíram da lareira e se dirigiram para uma longa fila de bruxos, esperando seu acesso aprovado. Depois de alguma espera, mostraram suas identificações e foram autorizados a passar pelas belas ruas de Paris.
Saíram do edifício, que era um centro comercial abandonado como disfarce para os Muggles, e viram um dia límpido com um tímido sol.
- Que maravilha! — Exclamou Albus — Que tempo tão agradável.
- Está mesmo bom. — Concordou Scorpius e ambos passearam de mãos dadas pelas ruas movimentadas de Paris. Escutavam ali e acolá o palrear incessante da linguagem francesa. Embora não percebesse uma palavra, achava a língua muito bonita.
Observaram a beleza dos monumentos, lançaram em uma pastelaria muito na moda, saboreando croissants saídos do forno e chocolate quente.
Fizeram algumas pequenas compras em lojas de roupa, onde pediram para enviar diretamente para casa e passaram pelo Arco do Triunfo. Albus, que adorava mais o clássico, observava cada canto com atenção. Paris era uma cidade maravilha, cheia de vida e de cor.
Pela tarde, almoçaram no Bulgari Hotel Paris, perto dos Campos Elísios. Com a sua mistura de elegância e savoir-faire italiano, estsa experiência gourmet no Bulgari Lounge prometia uma deliciosa escapadela aos sabores de la dolce vita, no coração da Cidade Luz. E passaram de trem pela cidade. Era uma obrigação como turistas o fazerem. E era muito divertido ver Scorpius se agarrando nos ferros como se sua vida dependesse disso.
Viram turistas Muggles tirando fotografias em vários pontos emblemáticos da cidade. Albus também queria e Scorpius tirou fotografias com o celular, uma das maravilhas que os bruxos utilizam tinham adotado dos não mágicos.
Enquanto Albus observava, extasiado, a torre Eiffel pousou , inconscientemente, a mão no bolso das calças e se perguntou se aquele seria o momento ideal.
Não se encontrava muita gente naquele momento, já que era dia de semana, e muitos estavam trabalhando. Vendo o olhar de adoração de Albus, tomou uma decisão que, esperava, não se arrepender no futuro.
Tirou de dentro do bolso uma caixa de veludo azul e se ajoelhou na pedra morna da calçada. Albus se apercebeu de seu movimento e se virou para trás, ficando em choque quando o viu.
- Scor... — Começou, mas Scorpius foi mais rápido e falou aquilo que lhe vinha à cabeça. Não tinha planeado uma discussão, aquele pedido de casamento nem era para ser realizado naquele momento, mas sabia que não podia esperar mais.
Amava Albus, estavam juntos há muitos anos e queria ficar o resto de sua vida com ele.
- Albus, — Começou — a gente se conheceu na escola com onze anos e tivemos uma amizade tão sólida que nem as zangas de nossas famílias nos impediam de estar juntos. Nosso início de namoro, confesso, foi um pouco atribulado, mas foi por causa de meu receio de perder você. Tivemos bons e maus momentos como qualquer casal, mas nosso amor sempre foi mais forte.
Olhando o rosto emocionado de Albus, continuou — A gente sempre se tratou com companheirismo e respeito, a base de uma relação, e quero continuar amando você. Quero que sejamos mais do que namorados. Quero um companheiro para o resto de minha vida. — Abriu a caixa de veludo, onde revelou uma aliança de ouro branco, que brilhava ao sol. Sem se aperceberem, um grupo de pessoas se tinha jantado a eles e murmuravam, extasiadas, por estarem assistindo aquele momento tão íntimo e especial para um casal.
Grossas lágrimas caíam pelo rosto de Albus, que não sabia o que responder. Acenou com a cabeça e estendeu sua mão, aceitando esse compromisso.
Scorpius fez deslizar a aliança pelo dedo, e se ergueu. Trocaram um beijo apaixonado, sob o olhar maravilhado e palmas dos que assistiam.
Era um momento que nenhum dos dois se iria esquecer. O momento em que ficariam ligados para o resto de suas vidas. E estavam preparados para essa nova aventura.
FIM
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