Confissões de uma Rainha

1 Confissões de uma Rainha


Notas iniciais
Resolvi repostar uma antiga história, pelo tamanho amor que tenho por ela...
Espero que gostem ♥

Muitos anos se passaram desde a escolha.

Amberly lembrava-se quase toda vez que olhava para uma candidata da seleção de seu filho. Lembrava-se do momento que foi escolhida.

Amberly com certeza não era a mais adequada. Ou a mais bonita, ou mais querida. Estar na Elite sendo abaixo da casta três era uma benção.

Conseguiu conquistá-lo de uma forma diferente das que as outras utilizavam. Enquanto outras candidatas usavam seu corpo, voz ou beleza para encantar o belo príncipe, Amberly era apenas honesta e delicada.

Clarkson desde novo era temido por criados, e até mesmo por certas selecionadas em determinados momentos. Mas por baixo da camada de rancor, escondia-se um homem maravilhoso. Um homem aprendera a amar com o tempo. Um homem delicado, gentil e amoroso. Que pelo o que vi, apenas ela descobrira tal personalidade.

Lembrava-se justamente do momento que foi escolhida pelo amado príncipe. Suas mãos suavam e o suspense a matava. As outras candidatas, das castas dois e três, carregavam uma confiança que às vezes intimidava Amberly; mas ela não podia deixar-se cair.

Quando seu nome foi anunciado, Amberly mal pôde acreditar. Quando finalmente pode estar nos braços de seu amado sem se preocupar, sentiu-se completa.

Mas isso não durou muito tempo.

Anos após a escolha, Amberly finalmente havia realizado um sonho de vida. Estava grávida. Mas não houve sorte. Amberly perdera o bebê.

Tentativas se passavam, mas o destino não parecia gostar da ideia. Clarkson não parecia se sentir a vontade. O país precisa de um herdeiro; precisava de um filho de Illea.
Quando finalmente Maxon nasceu, Amberly sentiu-se ainda mais completa.

Quanto mais Maxon crescia, mais orgulhosa Amberly se sentia. Afinal, seu principezinho estava crescendo, se tornando um príncipe belo e de bom coração. Ela o tratava com todo o carinho que uma mãe poderia dar ao seu filho.

Mas com Clarkson, era diferente. Tratava seu filho da mesma forma que tratava um conselheiro: rude, sério e autoritário.

Em momento, quando pequeno, Maxon ficava com medo de seu pai. Corria para os braços da mãe, procurando por abrigo. Ela, beija sua testa e lhe dizia que nada devia temer, afinal, era seu pai e o amava.

Clarkson não era mal. Amberly sabia que algo em seu passado modificara seu jeito de ser. O amava, mesmo com todos os seus defeitos.

Quando Maxon chegou a adolescência, a situação pareceu piorar. Seu pai finalmente deixava acompanhá-lo em reuniões. Cada falha ou queda que Maxon cometia, ele acabava pagando.

O caso chegou a ser tão extremo a ponto de Clarkson humilhar Maxon na frente de empregados.

Um dia, quando se aguentava mais, perguntou a Clarkson em voz baixa:

"Não acredita que esteja forçando muito Maxon?"

Com a pergunta, seu marido a olhou de cara fechada. E com tom severo disse:

"Ele precisa saber as obrigações, Amberly. Maxon precisa de ordem."
Depois, continuou: "Assunto encerrado"

Mas tirando os momentos de tensão, chegavam a parecer uma família normal. Isso tirando as jóias, vestidos caros ou palácio.

Mesmo assim, Amberly sabia que não era mais Amberly Station, uma quatro de simples vida. Era Amberly Schreave, a rainha de Illea.

Quando Maxon finalmente escolheu sua esposa, sentimentos invadiram o coração da rainha.

Felicidade. Orgulho. Emoção. E, principalmente, compreensão. Compreendia que Maxon agora já era um belo homem, digno do trono. Que já não era um filho e, sim, um belo pássaro que abriu as asas e saiu do ninho; mas que sempre voltaria ao local onde fora criado.

Ela sabia que Maxon estava feliz. Portanto, também estaria.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!