Confissões De Uma Seriadora Em Crise
15 Capítulo 15 - A Estrada
Meu nome é Alice Casanova. Há alguns dias fiz um acordo com um mágico: ele me traria Oliver Queen e em troca, eu salvaria a sua amada. O que acontece é que eu estou presa no mundo das séries e recentemente descobri que estou com câncer terminal. O que eu jamais poderia imaginar é que eu encontraria a minha Cupida Madrinha, Miss Santinha. Ela me prometeu levar até o Oliver Queen, mas deve ter bebido alguma poção errada porque foi conhecer o Oliver Queen errado, de Smallville, e aqui estou eu agora: andando por uma velha estrada. O meu destino? Só depende da ajuda dos personagens da série. Esse é meu objetivo, procurar ajuda e continuar minha caminhada.
– Com licença, você poderia me dizer onde estou? — Perguntei.
– Você está no Texas, querida!
– Obrigada.
– Duas cervejas bem geladas.
– Você não acha que é muito cedo para beber?
– E você não acha que deveria cuidar da sua vida.
– Puxa, vou fingir que fiquei sentida com um bêbado.
– Olá. Sou Detetive Sparow.
– OMG! — Sim, agora me lembrei onde estava.
– Deixe-me adivinhar. Você está continuando os negócios de família, certo?
– Mais ou menos.
– Sou Alice Casanova e você é Dean Winchester, correto?
– Si..sim. Como você sabe disso?
– Sou amiga do Bobby.
– Bobby?
– Sim. Bobby Singer. Ele nunca falou de mim?
– Com certeza se ele tivesse falado de você eu lembraria.
– Perdoe-me, mas estou noiva. E perdedores bêbados não fazem meu tipo.
– Desculpe?
E eu sai do bar. Sim, estava justamente no seriado mais sexy e divertido da CW. E ainda não tive a oportunidade de zoar o cabelo do Sam. Mas sei que aticei o instinto de Dean.
– Espere. Alice?
– Pois não?
– Se você é amiga de Bobby, deve estar aqui para resolver o caso, não é?
– Mais ou menos.
– Como assim?
– Eu estou resolvendo um caso sim, mas não esse que você pensa. Estou querendo achar uma cupida que acabou com minha vida.
– Bem vinda ao clube.
– Espere, se eu te ajudar, você poderia me ajudar.
– Acho que sim.
– Ótimo.
E eu entrei no carro do Dean rumo ao hotel fedido que ele e Sam estavam.
– Sam, essa é Alice. Amiga do Bobby.
– Oi.
– Ual. Posso te perguntar uma coisa?
– Claro.
– Onde você fez essa progressiva? Estou precisando refazer a minha.
– Como que é? — Perguntou, espantado, o Sam.
– É natural, então?
– Hahaha. Adorei ela! — Retrucou o Dean.
Nós ficamos analisando o caso até madrugada. Comi algumas batatas fritas e bebi água, enquanto eles engoliam sanduíches gordurosos e muitas cervejas. No dia seguinte, fomos atrás do demônio. Não sei como eles conseguiram matá-lo com tanta bebida no estômago e com a ressaca que dava para sentir no bafo. Foi quando eu percebi que caçadores sem álcool é o mesmo que eu sem meu Oliver.
– Então, Alice. Como podemos te ajudar? — Perguntou o Sam.
– Eu só preciso ir até Starling City e encontrar meu noivo, antes de me vingar da minha cupida.
– Starling City? — Perguntou Dean.
– Sim.
– Olha que coincidência. Ela fica perto de Burker. Quer carona?
– Quero sim, Dean! Você é meu herói.
– Bom, eu tento ser o Batman, mas não curto uma roupa de couro apertada.
– Sei.
– Marca tudo.
E foi assim que minha salvação estava a caminho. Nem consigo acreditar que finalmente irei encontrar o homem da minha vida. Estou tão feliz, que nem posso ficar brava com a Miss Santinha. Claro que ficar horas no carro, ouvindo o CD de AC/DC umas 10 vezes é cansativo, mas pelo menos eu finamente iria realizar meu grande sonho.
– Boa sorte, Alice! — Falaram os irmãos.
– Obrigada, meninos. E já sabem, se passarem por aqui, não deixem de me procurar na mansão Queen.
– Pode deixar.
Essa era minha oportunidade e dessa vez eu não iria fechar meus olhos e parar em lugar algum. Embora eu esteja com aquela sensação de frio na barriga, estava confiante que eu iria finalmente encontrar meu grande amor.
– Com licença, onde fica a empresa Queen?
[CONTINUA]
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