Confident

23 Capitulo 23


Notas iniciais
Boa leitura ><

Acordei no meio da viagem já com uma má noticia solta pelo ar. Toda a gasolina tinha ido pelo ralo. Tinha ocorrido um vazamento a alguns minutos atrás. Agora que Rick disse que vamos para Washington e vamos procurar um lugar por lá mesmo estamos menos preocupados com isso. Agora é andarmos e procurarmos por um lugar para passarmos a noite.

– Gente não sei vocês mais eu to morrendo e vou procurar um pouco de agua — Eu disse pegando uma garrafa de dentro da minha bolsa e entrando no meio da floresta.

– Tome cuidado — avisou a minha irmã. Como se não fosse obvio

Peguei minha faca e fui procurar água. Foi entrando na floresta e seguindo o grupo para não me perder por que né, essa é a ultima coisa que eu quero nesse momento. Avistei um errante comendo algum bicho que eu realmente não faço ideia do que é ja que eu não consigo mais distinguir a face do animal. Eca. Acertei o errante por tras e continuei o caminho. Achei um rio que a agua estava quase pura. Lavei meu rosto enchi a garrafa e fui atras dos outros caso eles quisessem se lavar. Depois que eles já estavam um pouco mais, vamos dizer, limpos, voltamos a caminhar.

– Amanda eu preciso te contar uma coisa — Carl segurou meu braço e me impediu de andar. Ele esperou que nos tivéssemos uma distancia bem grande do grupo pra soltar a bomba na minha cara.

– Eu não consigo mais segurar. Quando você estava sequestrada meio que a Ella me beijou. — Fiquei pasma com as palavras que ele disse.

– Hã ? Eu sabia. É por isso que você estava atras dela né.

– Não foi culpa minha eu prometo. Eu te amo e você sabe disso.

– De todas as mentiras que você pode ter me contado essa foi a que mais doeu. — Sai em disparada em direção ao grupo e fui andando pela frente pra que ninguem pudesse ver a minha cara. Estava com tanta raiva que até o pequeno murmurio da Judy me irritou. Avistei um errante vindo na nossa direção e peguei me machado. Enfiei na cabeça dele e sem/por querer sangue espirou na minha cara.

– Eu vou dar uma volta por ai — Sai direto para a floresta e achei um celeiro que praticamente estava vazio e resolvi entrar para passar um tempo. Entrei e fiz um barulho na porta pra que se um errante estivesse ali dentro ele saisse. Esperei por uns minutos e nada saiu dali.

Entrei tendo muita cautela e depois de olhar o lugar inteiro por umas tres vezes não encontrei nada. Para minha sorte o celeiro tinha fenos cujo fiz minha cama. Fiquei fitando o teto e a janela e espera que alguém me achasse. Ouvi um barulho de dentro do celeiro e rapidamente me levantei. Assobiei para ver se algum zumbi saia mais nenhum deu as caras.

– Alguém? — Chamei e uma menina que aparentemente tem um nove anos saiu de trás de um armário com uma arma apontada em minha direção.

– Oi ta tudo bem. Eu não vou te fazer nenhum mal. Eu só quero passar um tempo aqui por que sabe, são poucos os lugares seguros por aqui. — Sorri mesmo estando quase cagando na calça. Mas pera, eu to quase cagando nas calças por causa de uma menina de nove anos?

– Fica parada, eu não sei quem você é. O que você quer aqui ?

– Eu já disse eu só quero passar o tempo. Eu prometo. — Do nada uma menina entrou da porta e apontou uma arma pra mim também. Ela parecia ser uma versão maior da menininha. Ambas tinham um cabelo ruivo e olhos extremamente frios da cor verde.

– Quem é você ? — a menina mais velha perguntou.

– Eu sou Amanda.

– O que você quer aqui ?

– Pela terceira vez, eu só quero passar o tempo logo eu volto pro meu caminho. Eu juro.

– Você pretende nos matar ?- a menininha perguntou.

– É claro que não. Se quiserem podem até pegar a meu machado. — Coloquei meu machado no chão e chutei para elas que quando finalmente tinham a arma em mãos abaixaram a arma.

– Eu sou Melissa e essa é a minha irmãzinha chamada Clary. Clary pega um copo de água pra ela.- a garotinha pegou um copo e trouxe para mim.

– Obrigado. Você é bonita — Eu disse sorrindo.

– Obrigado — Ela sussurrou de volta sorrindo.

– Clary venha para cá jantar.

– O que vai ser dessa vez ?

– Pedaços de um ganso silvestre com purê de maça.- Ela disse colocando um pedaço de ganso grelhado em um pote junto com uma papinha que parece de criança- Você vai querer Amanda ? — Melissa me ofereceu.

– Eu vou — Ah eu dizer não pra comida como assim ? se isso acontecer podem me bater por que eu estou com sérios problemas.

– Então venha — Peguei meu copo de água e fui em direção a elas. Elas me serviram e logo atacaram o ganso. E eu tinha que dizer que aquilo estava uma delicia.

– Desde quando vocês estão aqui ? — Perguntei pra Melissa.

– Umas duas semanas. Nós perdemos do nosso grupo e agora estamos esperando eles nos encontrarem. Mas pelo que parece, eles não vem mais. e você ?

– Bom aqui a exatamente 30 minutos e nessa merda desde que os mortos se revoltaram e vieram nos atacar, desde que começou.

– Nós também — Clary interveio — Temos um acampamento completo. Bom, tínhamos.

– Como era a vida de vocês antes disso tudo acontecer ?

– Nós somos orfãs — Melissa começou e notei um pingo de tristeza nos olhos de Clary — E fomos adotadas por um casal que realmente eram uns filhos da mãe. Tínhamos que ser as certinhas por todo minutos. Dava até nojo. Então resolvemos que não ia ser tão ruim voltar para o orfanato. Voltamos e fomos adotadas por um casal de gays. — Fiquei pasma e coloquei uma colher enorme de purê na minha boca pra que elas não notassem tanto meu espanto — Eu sei era estranho no começo, mais nos acostumamos. Depois de 7 meses essa coisa começou um dos nossos pais morreu e o outro levou a gente para Atlanta. Em vão por que lá estava pior do que tudo. Entramos em uma cidade de sobreviventes chamada Woodbury — Fiquei mais pasma ainda e dessa vez elas notaram.

– O que foi ? — Perguntou Clary colocando a mão no meu joelho

– Vocês foram para Woodbury ?

– Sim. Até que uns filhas da mãe invadiram lá e mataram o governador.

– Bom, prazer eu sou uma das filhas da mãe que matou o governador. — dessa vez elas ficaram pasmas

– Isso não importa mais. Já passou e o povo daquela cidade era tudo uns frescurentos. Depois disso construímos nosso próprio acampamento e quando estávamos indo para lá. Eu e Clary meio que fomos deixadas para trás.

– Eu vou ajudar vocês.

– Como ?

– Eu vou ajudar vocês. A encontrarem o acampamento de vocês.

– Serio ? — Clary perguntou com um sorriso de orelha a orelha.

– Sim, aqui fora esta ficando cada vez pior. Os zumbis estão com mais fome a cada dia e não é seguro. Se bem que nada é mais seguro aqui.

– E por que você fugiu do seu grupo ? — Clary perguntou com um olhar de cachorrinho. Droga.

– Beijaram meu namorado e eu fiquei revoltada e eu fugi e quando eu voltar vou bater na vaca que beijou ele e ainda vou bater nele por não ter me contado — disse tudo de uma vez só.

– Eu vou ajudar você — disse Melissa e tomou um copo de agua. O sorriso dela atras do copo era bem visível.

– Sua ajuda será bem vinda.

– Com prazer. Você tem quantos anos ?

– Eu tenho quatorze e vou fazer quinze daqui uns 2 meses e vocês?

– Eu tenho nove — disse Clary — e a Melissa tem quinze.

– O papo ta bom mas nós temos que dormir patinho, vá se deitar que eu já vou.

Clary se levantou e foi em direção a cama de feno. Melissa guardou o resto do purê e lavou os utensílios que nós tínhamos usado.

– Meu grupo esta aqui perto. Vamos sair amanhã logo depois de amanhecer e vamos com eles até acharmos seu grupo okay ? — Sussurrei. Ela assentiu. — Mas eu preciso do meu machado. — Ela pegou o machado e me deu. Esse foi até agora um dos gestos de que, ela confia em mim. Deitei na minha ''cama'' e assim que fechei os olhos, adormeci.

Notas finais
Tenho muitas ideias (Finalmente o/) e logo vou contar pra vocês prometo. Comentarios ?