Confiar
37 • Capítulo 37
Notas iniciais
Os alunos de Hogwarts entravam apressados no Salão Principal. A noite estava perfeita. O céu estrelado era ‘refeito’ no teto, era um dia quente, mas uma brisa suave passava por eles, fazendo com que o clima ficasse equilibrado. Pararam em frente a grande porta de carvalho talhado que dava acesso ao Salão. Nunca a tinha visto fechada antes. Um pedaço de pergaminho estava pendurado nela.
“Anunciamos que hoje o jantar será suspendido até o final da cerimônia de casamento que se realizará aqui, hoje. Todos os alunos deverão se apresentar aqui às 21hrs, para o começo da celebração.”
Hermione e Draco tinham dito terminantemente que ninguém deveria saber que o casamento era deles até que vissem Hermione entrar no Salão vestida de noiva. A Professora Minerva concordava. O burburinho era total, todos os alunos queriam saber quem se casaria naquela noite. “Professores talvez?”. Ninguém sabia. Nos dormitórios, os alunos se arrumavam para a cerimônia.
– Hermione, como você vai? – Lilá a cutucou, enquanto procurava um vestido no malão, recém aberto.
– Há... não sei ainda. – Ela corou e olhou para o chão. – Talvez a Gina saiba.
– Eu vou assim. – Gina puxou um vestido rosa claro do malão, que ela tinha comprado especialmente para a cerimônia. Ela e Harry seriam padrinhos. – Gente, são 20 e 49! Daqui a pouco temos que estar lá! – A garota começou a ajudar as colegas do quarto a escolherem as roupas e logo o dormitório de Hermione estava vazio.
– Pronto. – Gina trancou a porta. – Agora vamos lá. – Ela tirou um vestido branco do malão.
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No dormitório masculino da Sonserina, Draco ajudava seus colegas com os nós de gravata. Ela agradecia Hermione intimamente por tê-lo ensinado a fazer um desses.
– Quem você acha que vai se casar, Draco? – Um dos garotos perguntou, enquanto amarrava o cadarço dos sapatos.
– Não faço a mínima ideia, cara. – Ele penteava os cabelos. – Deve ser alguém dos últimos anos. Um repetente, ou os professores. – Ele riu por dentro. “Como será que Hermione está?”
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As portas do Salão finalmente se abriram. Ele estava lindo. Bancos de madeira envernizada estavam dispostos em filas, cetim branco e flores brancas enfeitando-os. Estrelas caíam até mais ou menos a altura da cabeça das pessoas. Os membros da ordem, seus familiares e os demais que não eram alunos da escola estavam sentados nas primeiras filas. O altar ficava bem na ponta do Salão, de mármore branco. Um padre organizava as páginas da Bíblia que seria lidas. Harry e Gina estava de pé ao lado dele.
– O Harry e a Gina vão se casar?
– Não cara, eles são padrinhos.
– De quem?
Draco entrou junto com seus amigos da Sonserina, mas ao invés de se sentar em um banco, ele e Zabini andaram até o altar. Zabini se postou de pé do lado contrário do que Harry e Gina estavam. Draco se aproximou do padre.
– Tudo certo? – Ele sussurrou.
– Sim. – O homem levantou os olhos para o garoto. – Você é maior de idade, certo? – Ele o olhou desconfiado. Draco riu e assentiu. Ele parou em frente a mesa do padre, fitando a porta.
– O Malfoy vai se casar?
– Como assim, cara? Que ridículo. Ele é o maior pegador. Não viaja.
Pansy fitou o garoto, depois se levantou e andou até ele.
– Você não vai se casar, né Draquinho? Todo mundo está dizendo que você vai, mas isso é ridículo. Eu disse para eles que é mentira, mas eles...
– Eu vou me casar, Pansy. – Draco a fitou, sério. A garota piscou.
– M...Mas... Com quem? – Ela encarou o garoto. Narcisa Malfoy apareceu na porta e fez um sinal positivo com a cabeça.
– Acho melhor você se sentar, Pansy. A cerimônia já vai começar. – Draco gesticulou em direção aos bancos, e a garota se sentou, se sentindo ultrajada. O garoto se virou para a orquestra a um canto e acenou. A música começou. Agora todos estavam certos de que Draco Malfoy ia se casar mesmo, já que ele não arredara o pé do centro do altar. Um burburinho começou. Todos se viraram para ver quem ia entrar no Salão.
Hermione entrou, andando devagar, de braço dado com Narcisa. Seu vestido era de cetim, todo trabalhado. O véu caía sobre os olhos. Segurava um buquê de rosas vermelhas, ela chorava. A cauda do vestido deixava um tapete de pétalas de rosa atrás dela. O burburinho recomeçou, ensurdecedor. O padre teve que esperar alguns minutos para que todos se acalmassem.
– Irmãos e Irmãs, estamos hoje aqui reunidos para celebrar a união desse homem e dessa mulher em matrimônio. – Hermione e Draco sorriram. – Se alguém aqui tiver algo contra essa união, que fale agora ou cale-se para sempre.
Para surpresa de muitos, mas não de todos, Pansy Parkinson se pôs a gritar furiosamente.
– ISSO É RIDÍCULO, ME DESCULPE SR. PADRE, MAS NÃO PODE UNIR DUAS PESSOAS QUE SE ODEIAM! O DRACO E A SANGUE RUIM GRANGER SEMPRE SE ODIARAM! ELE TEM QUE CASAR COMIGO, NÃO COM ELA! É O NOSSO DESTINO! – A garota ofegou. Percebera que falara demais. Ela corou e saiu correndo do Salão.
– Irmãos; — O padre os olhou. – É verdade o quê essa senhorita disse? Que se odeiam? – Ele os analisou. Draco começou.
– Era verdade, senhor. Nos odiávamos, sem saber por quê. Mas agora, não existe pessoa no mundo que eu ame mais que a Hermione. – Ele sorriu para a garota, que retribuiu o sorriso. Uma lágrima correndo pela sua bochecha.
– Então, por que chora, irmãzinha?
– Felicidade. Só... Felicidade. – Ela sorriu para o padre.
“Felicidade. Tanta felicidade que transborda pelos olhos. Nunca me senti tão feliz”.
A cerimônia passou verdadeiramente rápido para os noivos. E depois de vários juramentos, a parte final, e mais esperada de todas, por todas as pessoas do Salão, chegou.
– Draco Black Malfoy, o senhor aceita Hermione Jean Granger como sua legítima esposa, e promete amá-la e respeitá-la, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?
– Aceito. – Draco colocou a aliança dourada no dedo da garota, sorrindo.
– Hermione Jean Granger, a senhorita aceita Draco Black Malfoy como seu legítimo esposo, e promete amá-lo e respeitá-lo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?
– Aceito. – Hermione colocou a aliança no dedo do garoto, lágrimas lhe turvando a visão. Ela sorriu.
– Então, pode beijar a noiva. – O padre fechou a Bíblia, batendo-a.
Toda Hogwarts prendeu a respiração. Vai acontecer?
Draco levantou o véu que cobria o rosto de Hermione com cuidado, os olhos esquadrinhando o rosto da garota. Ele passou a mão por baixo dos olhos dela, secando suas lágrimas. Continuou o movimento deslocando sua mão para o queixo da garota. Puxou seu rosto para mais perto e a beijou.
O Salão se encheu de ovações, gritos e assovios. Draco se separou da garota e sorriu.
– Posso? – Ele perguntou.
– E eu tenho escolha? – A garota riu.
– Não, esposa. – Ele pegou a garota por baixo das pernas e pelo braço, a erguendo do chão. Carregou ela pelo corredor, e subiu as escadarias.
– Pra onde está me levando? – Hermione perguntou, ao passarem pelo quadro da Mulher Gorda.
– Para o nosso quarto.
– Temos um quarto? – Hermione franziu a testa.
– Temos. – Draco sorriu malicioso. – Somos casados, precisamos de um quarto só nosso. – Ele parou em frente a um quadro de um casal, abraçados.
– Lágrima de fênix.
A porta se abriu. O quarto tinha um banheiro, uma cama de casal enorme, uma lareira, um sofá muito fofo e enorme, uma mesa com quatro cadeiras e um armário. Draco carregou a garota até a cama, e a largou. Hermione se sentou e o beijou. Um beijo cheio de emoções. Ela entrelaçou seus dedos nos cabelos loiros do garoto, e Draco a segurava pela cintura, a puxando para mais perto. Gosto de menta.
– Ei. – Draco disse quando se separou dela. – Eu te amo.
– Também te amo. – Hermione e Draco sorriam.
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