Confiar
30 • Capítulo 30
Notas iniciais
Hermione se sentou no sofá, ao lado de Gina. Harry e Rony estavam sentados no tapete.
- Esse bolo está muito bom, Mione. – Harry se virou para a amiga. – Tem certeza de que foi você que fez?
Ela jogou uma almofada no garoto, e ela quase foi parar na lareira. Todos riram.
- Estranho que o Draco não voltou ainda. Ele não costuma demorar muito tempo.
- Você costuma mandar o Malfoy fazer compras? – Rony se virou para ela.
- Ele só faz as compras.- Hermione riu. – Aparata no mercado, aparata no degrau da frente da porta. Não pode ter muito perigo. Deixa ele ser feliz. É o meu elfo doméstico.
Gina riu. Passaram mais algum tempo conversando. Uma hora, duas horas, três horas...
- Gente, onde o Malfoy se meteu? – Hermione tinha puxado uma cadeira para frente da janela e ficava olhado a porta. – Ele não pode ter demorado todo esse tempo! Eu vou procurar ele. – Hermione subiu correndo as escadas para o terceiro andar, e entrou no quarto. Enquanto procurava uma calça jeans no armário, ouviu passos atrás dela.
- Puxa Mione, o seu quarto é bem desarrumado, hein? – Gina riu e se sentou na poltrona. – O Malfoy dorme aonde?
- Ali. – Hermione apontou para a cama, enquanto pulava num pé só, tentando colocar a calça.
- E você dorme aonde? – Gina se virou para a amiga.
- Junto com ele. – Hermione tentava colocar um moletom o mais rápido possível. – Gina, me joga a minha capa ali atrás da porta. Não a da Sonserina, a outra. – Gina andou até a porta, a fechou e entregou a capa para a amiga. Hermione colocou os tênis num átimo e saiu correndo do quarto. – Diz pros garotos que eu já volto.
“Nossa”. Gina se levantou. “Parece que eles estão juntos mesmo” Ela riu.
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Hermione aparatou num mercadinho bruxo nos arredores de Londres. Era pouco conhecido. Ela e Malfoy haviam combinado de que ali era o local mais seguro para se fazer compras. Ela andou em direção à loja de bebidas, abriu a porta e parou na entrada. Virou o rosto, procurando alguém de cabelos loiros. Ela andou até o homem gordo que ficava no balcão.
- Boa noite, senhor. O senhor poderia me informar se um garoto loiro, um pouco mais alto que eu, de olhos cinzas, passou por aqui? – Hermione gesticulava a altura do garoto com a mão. O homem piscou.
- Sim senhorita. Ele veio aqui e estava escolhendo uma garrafa de Uísque de fogo, se não me engano. Parece que encontrou a tia dele. Ela mandou te avisar – acho que era você, era pra avisar quem viesse procura-lo – que ele vai estar na casa dele. – O homem riu. – Parece que já passou da hora do garoto dormir.
Hermione empalideceu. Murmurou um ‘Muito obrigada’ para o homem e saiu do lugar. Pouco depois ela aparatava na frente da casa número 12. Entrou correndo, enquanto gritava o “Eu não matei Alvo Dumbledore”, e subiu as escadas até a sala de estar. Abriu-a num rompante.
- Pegaram o Draco.
Harry, Rony e Gina ficaram encarando a amiga. Gina piscou. Harry se levantou e andou em direção a ela:
- Como você soube disso? Aonde você foi?
- Num mercadinho bruxo, no subúrbio. Perguntei por Draco e ele disse que ele tinha encontrado a tia dele. E tinha ido para casa. Pra sua casa! – Hermione bateu as mãos nos ombros do garoto. – Levaram ele pra Mansão Malfoy! – Hermione não aguentou a pressão e se sentou no sofá. Lágrimas corriam pelo seu rosto. Rony continuou fitando o fogo. Gina se sentou ao lado da amiga, passando um braço por seus ombros.
- Calma, Mi, vamos achar ele. Nós só temos que...
- Isso é loucura! – Rony se levantou. – Nós vamos nos atirar nos braços de um monte de Comensais da morte só por quê o idiota do Malfoy foi capturado por um deles? – Rony se sentou novamente, bruscamente. – Vocês podem ir, mas eu vou ficar aqui.
Harry se virou para o amigo, os olhos verdes faiscando.
- Olha Rony, sei que você pode estar tendo dificuldade de aceitar o Mione e o Malfoy, mas a Hermione é nossa amiga, e nós vamos ajudar ela. Nem que seja se jogando nos braços de um punhado de Comensais da Morte. – Harry fitou Rony, que avermelhou.
- Você vai ter que escolher, Harry. Ou eu, ou ela. – Ele se levantou. Harry estremeceu. Um vestígio de indecisão passou pelos seus olhos.
- Desculpa Ron, mas eu vou ajudar a minha amiga. Ela precisa da minha amiga.
- Muito bem. – Rony pegou sua capa e andou em direção a porta. – Nem sei por quê eu vim mesmo. – O ruivo passou pela porta e a bateu. As paredes sacudiram com o estrondo. Lágrimas continuavam correndo pelo rosto de Hermione.
- Mi. – Harry se ajoelhou na frente dela. – Vai descansar. Não se preocupa, vou cuidar de tudo. Gina, fica com ela.
Gina assentiu e levantou Hermione. Elas subiram as escadas, e Gina empurrou a amiga para o banheiro, murmurando um “Toma um banho, vai.”. Hermione se despiu e entrou debaixo do chuveiro. A água quente relaxando seus músculos, limpando seu rosto molhado de água salgada. Aos poucos ela conseguia pensar direito novamente. Se enrolou na toalha e saiu da quarto. Gina já estava de pijama, uma mochila jogada em cima de uma poltrona. Hermione se vestiu e sentou na cama.
- Se sente melhor? – Gina balançou os cabelos ruivos.
- Sim, obrigado. – Hermione prendeu os cabelos em um rabo na nuca. – Obrigado por vir Gina. – Ela sorriu.
- Tudo bem. – A garota riu. – Eu tinha que ver como você e o Malfoy estavam. – Ela olhou maliciosamente para a amiga. – O quê vocês andaram fazendo, Hermione? – A morena corou.
- Nada. – Ao ver o olhar de dúvida da amiga, ela completou. – É sério, Gina. Quem você pensa que eu sou?
- Uma menina apaixonada com um namorado muito gato. – Ela riu um pouco mais alto.
- Mas, e aí Gina. – Hermione se enrolou nas cobertas. – Como você acha que ele está?
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Draco abriu os olhos. Estavam em uma sala escura, a única luz visível vinha de uma série de janelinhas no alto da parede, mas a luz era muito escassa e meio verde. Deduziu que estava no porão de alguma casa, e a luz era verde graças a vegetação que crescia, muito provavelmente, em frente as janelinhas gradeadas. Ele tentou coçar a cabeça, mas viu que estava preso com correntes a parede. O garoto olhou ao redor mais uma vez. Não havia nada na sala. Chão, paredes e teto eram de rocha nua. De repente percebeu que estava esfomeado, e sedento. Ele tossiu, a garganta seca.
- Ora ora se não é o Draquinho que acordou. – Ouviu passos descendo a escada. Passos de uma mulher, usando salto alto. Virou o rosto e descobriu sua tia. Belatriz tinha um sorriso de contentamento estampado no rosto. – Com fome?
Draco não respondeu.
- Ah, Draquinho, isso são modos? – Ela cravou as unhas na altura do queixo do garoto, forçando-o a olhar em seus olhos. – Vou ter que falar com Lúcio sobre sua educação. – Ela deu um tapinha em sua bochecha e o soltou, virando as costas. Andou até o meio da sala.
- Você é um porco, Draco. – Belatriz se virou para ele. Um sorriso demoníaco no rosto. – Desprezou seu mestre, e ao desprezá-lo, desafiou-o. Não fez o quê o Lord das Trevas lhe mandou fazer. E um porco que não cumpre sua missão só serve para uma coisa. – Ela levantou a varinha. – Vai para o abate. – O sorriso se abriu, mostrando dentes brancos a vampirescos.
Draco fechou os olhos e respirou fundo. Pensou em Hermione. Os cabelos dela na brisa, o brilho sagaz que passava por seus olhos quando ela entendia o quê ele estava pensando, seu riso envergonhado. Ele não conseguiu impedir o sorriso que se formou.
Belatriz realizou o feitiço.
Notas finais
Mas e aí, o quê acharam? Quero as suas opiniões u.u
(Suas opiniões, isso tá certo?)
Bj bj - desvia das Avadas - tchau tchau u.u
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