Confiar
11 • Capítulo 11
Notas iniciais
O resultado do jogo foi simples, mas inacreditável. Sonserina pegou o pomo, acredite ou não, mas houve um empate. O capitão da Sonserina colocou seu novo apanhador, mas ao ver que ele era realmente um inútil, falou com Madame Hooch e trocou de lugar com seu jogador. Logo, o reserva de Draco tinha virado goleiro. Levaram incríveis 30 gols. Irritados, os jogadores da Sonserina apelaram para a violência e conseguiram marcar 15 gols. Um resultado assustador, mas o capitão era muito bom, e seu corpanzil assustava as artilheiras. Depois de quase três horas de jogo, o pomo foi pego, mas somente porque Harry recebeu um balaço muito bem mirado no rosto. O resultado final? 300 x 300. Inacreditável, mas possível.
- Que droga! Aquele batedor tem a mira de Merlin – Harry segurava o gelo contra o olho, meio arroxeado. Tinha se recusado a entrar na ala hospitalar. Rony riu, mas logo abaixou a cabeça.
- Mas você não foi tão humilhado. 15 gols, Harry! 15! Nunca se viu uma goleada tão grande na história do Quadribol. – Rony apoiou a cabeça nas mãos. Harry lhe deu um tapinha animador nas costas.
- Mas nós metemos 30 gols, Ronald Weasley! 30! Pensa, cara. Eles podem ter feito 15, mas nós fizemos 30!
- É, mas empatamos.
Gina abriu o Profeta Diário que tinha acabado de receber (estavam tomando café), e estremeceu.
- Gente, não é por nada não, mas, acho que vocês saíram no jornal.
Ela alcançou o jornal para os garotos. Logo na primeira folha, lia-se:
“MAIOR GOLEADA DE TODOS OS TEMPOS: 300X300 EM UM JOGO ENTRE AS CASA DE HOGWARTS”
Grifinória contra Sonserina conseguiram um feito inédito: Um empate. O último empate que se tem registro ocorreu em 1732, quando os Tornados jogaram contra a as Harpias de Hollyhead, na Copa Mundial. Não sei se lembram, mas foi naquele jogo que as Harpias foram transformadas em morcegos pelos jogadores do Tornados, e...
- Quem escreveu? – Harry virou de repente, Rony segurava o jornal.
- Hm... Rita Skeeter.
- Nem leiam. – Harry se virou para continuar passando manteiga na torrada. – Não presta. Provavelmente vai dizer que eu sou um rebelde e que fiz a manobra terrivelmente errado, e que eu vi os fantasmas do meu passado no reflexo do cabelo do Malfoy, e que eu chorei até não ter mais água para chorar, e que amaldiçoei a juíza com Império para convencê-la de que a vitória foi justa, quando na verdade eu fiz um feitiço de ilusionismo tão forte que todos vocês pensaram que o resultado tinha sido esse.
Rony cuspiu o suco de abóbora que tomava, e Hermione se engasgou com um pedaço de pretzel. Gina riu alto. Rony se recuperou e dobrou o jornal, dizendo:
- É, não duvido.
“Os fantasmas do meu passado no reflexo do cabelo do Malfoy”. Hermione riu sozinha.
Aliás, acho que vocês vão querer saber do Draco. Ele está muito bem, obrigado. O hematoma sumiu graças a uma poção de Madame Pomfrey, mas Draco passou mais um dia na ala hospitalar. Hermione, como monitora (hehe), se viu obrigada a dar um dia de aula particular para Malfoy. Para seus amigos ela disse que foi “Inesquecível”. Dumbledore liberou os alunos no fim de semana, para comprarem suas roupas para o baile de máscaras. Gina e Hermione iriam ao Beco Diagonal no sábado, e passariam o resto do fim de semana no Caldeirão Furado com Harry e Rony.
Depois da aula, Hermione passou por Malfoy no corredor.
- Ei, Malfoy. – Ela o puxou pela manga.
- O quê você pensa que está fazendo, Sangue-Ruim? – Hermione se assustou, mas viu o ar brincalhão nos olhos de Draco, e suspirou aliviada.
- Só quero te avisar que vou passar o fim de semana fora. Todas as tarefas de Monitor vão convergir para você. – Hermione viu a tristeza se estampar no rosto do garoto por um segundo, mas logo ele a sacudiu.
- Nossa Granger, você não presta pra nada, hein? – Ele balançou o braço, e Hermione tirou a mão dele. O garoto continuou andando.
- Nossa, que grosso. – Gina disse, passando o braço pelo braço da amiga. Depois se aproximou dela e sussurrou. – Tudo bem entre vocês?
- Tudo ótimo. – Hermione riu silenciosamente. Harry e Rony estavam um pouco a frente. Rony disse:
- E a cara de tristeza dele? Não entendi.
Hermione respirou fundo. “Ronald Weasley, repare menos!”.
- Ele vai ter que fazer a tarefa de dois monitores, Rony. Ninguém ficaria feliz. Mas pensa bem, ele vai adorar. Vai passar um tempão sozinho com a Pansy. – “Pansy Parkinson. Droga.” Hermione sentiu vontade de socar a cara de Ron por lhe mostrar esse detalhe.
- Verdade. Aqueles dois coisas sonserinos. Foram feitos um para o outro. Uma fuinha e uma galinha. – Harry riu.
- Vamos indo. Achei que eu e a Mione íamos nos atrasar. – Gina passou por Rony e pegou a mão de Harry, puxando o garoto para frente, até chegarem à torre. Por todo o percurso, Harry esteve violentamente corado. Gina largou o ‘amigo’ na sala comunal quando Hermione entrou. As garotas desejaram boa noite aos garotos, e subiram para seus quartos. Hermione arrumou uma mochila para passar a noite no Caldeirão Furado e, depois de tomar banho, se jogou na cama.
Estava quase pegando no sono em cima de um livro seu quando ouviu um barulho. Uma coruja marrom clara batia o bico na janela, enquanto tentava se empoleirar no parapeito. Hermione levantou da sua cama o mais silenciosamente possível, e abriu a janela com toda a calma que Merlin lhe permitiu usar. Pegou a coruja e a depositou sobre a cama.
- Fique aqui enquanto eu leio. – Hermione disse para a coruja, que pareceu entender. A garota abriu o pergaminho que a coruja segurava no bico e reconheceu a letra fina e inclinada.
“Hermione, você vai ao Beco Diagonal amanhã, certo?
Me encontre na frente da sorveteria do Florean ás 22:00 hrs.
Seu, Draco”
Se fosse possível, Hermione teria abraçado a coruja. Ela fez algo muito parecido com isso. “Seu” Ela leu. “Seu. Meu Draco.” A garota tremia de felicidade. Ela ainda sorria enquanto pegava a pena que deixava no criado mudo, para responder. Jogou um doce que encontrou para a coruja, que o comeu satisfeita. Depois de responder, ela pegou a coruja e a colocou delicadamente na janela. O animal alçou voo, mas em vez de ir em direção ao horizonte, fez uma curva brusca à esquerda e voou em direção ao chão. Em direção as masmorras. Hermione adormeceu sorrindo.
“Sim, eu vou estar lá.
Estava assustada com a ideia de passar um final de semana longe de você;
Que bom que você usou sua inteligência para o bem dessa vez, Malfoy.
Até lá.
Hermione”
Nas masmorras, do outro lado do castelo, um Sonserino sorria.
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