Semanas haviam se passado. Uma nova prefeita apossara-se do cargo e da prefeitura; algo que nem Mary nem Regina pretendiam revogar. Nenhuma das duas desejava o peso de tamanha responsabilidade e trabalho novamente; estavam envoltas em suas novas velhas vidas. Mas havia algo a respeito do mistério sobre sua identidade que preocupava os moradores da pacata cidade.

Storybrooke era sinônimo de encrenca desde que fora criada através da primeira maldição; logo mistério representava perigo. Ninguém queria lidar com o desconhecido; o que não conhecemos parece assustador e imbatível, como um pesadelo horrível nos primórdios da paralisia do sono. A misteriosa líder havia sido mais do que eficiente; modificara a cidade, providenciara suprimentos para todos. Mas se ela tinha boa intenção, porque o anonimato? Era difícil de entender.

Na calada da noite, eles se reuniram no meio da floresta. De maneira quase eufórica, David modifica o pensamento da multidão com a facilidade com que um pastor gere seu rebanho de ovelhas. Regina observou em silêncio e imaginou porque tivera tanta dificuldade em derrubar o casal encantado. Mary sempre fora uma líder nata, talento herdado de seu nobre pai. Possuía também o carisma de sua mãe, o que era uma arma poderosa no encantamento das massas. Mas David, ele era uma surpresa. Um camponês com voz de comando. Um plebeu com virtudes reais.

David enfatizava o quanto era importante desvendar quem estava presidindo a cidade. Eles queriam respostas sobre o que os havia trazido de volta, sobre as razões pelo qual haviam voltado, como as pessoas haviam voltado da morte. Se era um jogo, eles estavam em desvantagem pois não conheciam o oponente. Não faziam ideia do que estavam se defendendo.

“Vamos unir os cidadãos e invadir a prefeitura ao meio dia.” Sinalizou o loiro. Emma e Regina trocaram o mesmo olhar contrariado.

“Isso é realmente necessário?” Argumentou a xerife. “Eu, digo, a invasão? Deveríamos ser civilizados.”

“Que garantia temos que as intenções dessa pessoa são boas, Emma?”

A loira sorriu condescendente à voz de sua mãe, forçando uma reação simpática. “E que garantia temos de que não são? “

“Por mais horrível que soe para mim, eu concordo com a sua filha. É demasiada precipitação. Sem contar prejulgar alguém que nem sabemos quem é.”

“Você que foi destituída do cargo não parece dar a mínima, irmã.” Sibilou Leroy e Regina desejou fuzilar o pequeno homem com os olhos. Ele olhou para ela com desdém e voltou a falar com David. “Vou avisar os homens. Meio dia. Na frente da Loja do Gold.”

Regina deu com os ombros. Ela não pretendia mudar a opinião deles. O tempo em que ela batalhava a favor de obter havia cessado. Muito havia se sucedido desde então e suas prioridades sofreram um doloroso e imediato choque de realidade. Ela sorriu para Mary. “Já dei minha opinião. Faça como quiser. Adeus.” Ela virou-se e caminhou para o meio da floresta, desaparecendo entre a folhagem densa e escura.

“Como foi?” Sussurrou ele enquanto circulava a cintura dela com um dos braços e a puxava para si, colando-a no seu corpo. Regina suspirou ao sentir os lábios dele beijando a linha da sua jugular.

“Quem consegue falar com aqueles caipiras? Eles vão invadir a prefeitura amanhã.”

“Você irá?”

“Desde que você vá comigo. Eu não quero que eles cometam alguma besteira bem necessidade.” Ele assentiu, beijando seus cabelos e murmurando algo indecifrável. “E as crianças?”

“Roland dormiu há pouco tempo. Ele tem perguntado muito sobre Abby.” Robin respirou audivelmente. “Não há notícias dela. Ela pode ter voltado ao reino de seus pais?

“É uma possibilidade.”

“Eu só espero que ela seja feliz.” Murmurou ele. Silêncio preencheu o quarto imerso em escuridão, mas ambos permaneciam acordados. Não se importavam com o silêncio. Sentiam-se seguramente confortáveis na presença do outro sem necessidade de conexão verbal. Regina acariciou o dorso da mão grande e máscula pousada em seu ventre; a pele castigada pela exposição indevida ao sol. “Robin.” Chamou ela, sua voz denunciando a carência.

“Uhm.” Murmurou ele, desatento.

“Me beija.”

Ele sorriu. “Como quiser, majestade.” Virou-a, deitando-a por baixo dele e a aprisionando em seus braços grossos e torneados. Sua boca encaixou na dela com atenção, o prazer crescendo gradativamente e de maneira contínua como uma onda nascendo na encosta das rochas e se quebrando na praia. Ele parecia devorá-la com seus lábios, bailando a língua em sua boca e incendiando todo seu corpo. Quando seus lábios se afastaram, ela deslizou os dedos pelo cabelo dele acariciando sua nuca. “Não era na boca.” Sussurrou ela e mordeu o lábio inferior dele provocativamente.

“Oh.” Suspirou ele, sorrindo e descendo uma trilha de beijos por entre os seios dela. Aquela mulher era difícil de se ler, pensou ele. Uma sorte que daquele livro ele era o mais devotado leitor.

Regina respirou fundo ao observar a fúria dos habitantes. O que eles estavam pensando? Era quase meio dia e eles aguardavam por David. Ela observou inquieta alguns homens com suas lanças e rastelos, espadas empunhadas e um discurso que parecia ser de ódio. E eles nem sabiam por quem!

“Vocês estão sendo muito agressivos. Foi esse tipo de pensamento que fez com que condenassem Robin a morte.” Murmurou, recebendo um olhar atento de Ruby e de Granny. Ambas se entreolharam. Sabiam que a ex-prefeita estava correta em suas colocações, mas o medo era um terrível motivador das massas. Eles haviam passado um inferno em suas vidas sendo jogados de um lado para outro, de um universo para o outro sem serem ao menos consultados. Tiveram suas vidas chacoalhadas e adulteradas sem qualquer consentimento e precisavam sentir que ainda possuíam alguma autonomia sobre sua segurança.

David chegou junto com Mary Margareth, e Regina sequer se deu ao trabalho de olhar para eles. Estava indescritivelmente incomodada com aquilo, mas sua voz não era mais nenhuma ditadura. Eles que fizessem como queriam. Ela só estava ali para se assegurar que o que quer que fosse feito, fosse realizado com justiça. Ela mesma vira muito injustiça sendo cometida e já estava farta disso.

Passaram pelo portão estreito. Regina estava ao lado de Emma e Killian, logo atrás de David e Mary. Atrás delas vinha toda uma multidão furiosa e determinada. Eles erguiam suas armas em punho, e ela só revirava os olhos. Robin chamou por ela e ela se manteve parada para que ele a alcançasse na entrada da prefeitura. Ele se aproximou com cuidado, carregando sua aljava e o arco. Deu-lhe um beijo na têmpora esquerda.

“Onde estão os meninos?”

“Belle ficou com eles.”

Ela o fitou por segundos, e ele percebeu seu semblante. “O que houve, milady?”

“Por que o arco?”

“Regina...” Suspirou ele.

“Eu disse o que acho. Essa violência precisa parar, Robin. Não se envolva na loucura dos Nolan.”

“Eu trouxe por precaução e só irei usar em caso de urgência, tudo bem?”

“Certo.” Ela observou que a maioria da multidão estava entrando, e o puxou para dentro do belíssimo edifício também. “Vamos logo acabar com isso.”

“Não! Vocês não podem fazer isso.”

Regina reconheceu aquela voz. Ela atravessou a multidão, empurrando um ou outro até chegar à frente deles.

“Thomas?”

Thomas estava prostrado contra a porta de seu antigo escritório, protegendo-a com seu corpo. Ele parecia nervoso; ela podia ver através da jugular em relevo no pescoço dele. Seus olhos capturaram os dela, e ele relaxou quase que imperceptivelmente. Mas não para ela.

“Thomas, o que está fazendo?”

“Você concordou com isso?” Regina olhou em volta, um tanto contrariada. Ele deveria saber que não. Ela não resolveria as coisas com tamanha baderna e falta de julgamento. Ela era uma rainha, tinha modos refinados e ele sabia muito bem disso. “Não é assim que se resolvem as coisas e você sabe disso, Regina. Me diga algo que essa pessoa fez a vocês desde que voltamos da Floresta Encantada a não ser cuidar da cidade? Por que a estão caçando?”

“E por que você a esta defendendo?” Perguntou Regina.

“Por que eu a amo.”

Os olhos dela se arregalaram e ela permaneceu encarando-o com os lábios entreabertos. Não era a resposta que ela esperava, nem naquele momento, nem em nenhum outro. Sabia pouco ou quase nada sobre a vida anterior de Thomas. Sobre seu passado. E se ele estava defendendo essa pessoa... Lembrou-se de tê-lo encontrado, lembrou-se do pacote com a refeição. Obviamente, desde aquele momento, ele estava protegendo alguém da população. Seus devaneios sumiram quando ela percebeu que os homens o cercaram e o imobilizaram, puxando-o para longe da porta.

David fez um sinal para que o levassem para fora, e Thomas gritou uma série de coisas desconexas que Regina quis atenciosamente ouvir, mas precisava continuar o que viera fazer. As portas se abriram e a outra metade da multidão entrou no escritório para então ver à sua frente quem eles menos esperavam.

“Zelena?”

Um silêncio instalou-se na sala. Regina observou a irmã saindo de trás de sua mesa, caminhando até o meio da sala com um terninho e saia lápis preto, e uma camisa social verde. Incrivelmente bonita. Havia algo de diferente nela. Não somente a aparência, sim, ela parecia um tanto mais elegante e sofisticada – mas não era isso. David esticou a espada.

“O que você fez?”

“Eu sei o que pensam de mim mas deixem eu me explicar.”

“Não há necessidade, não é mesmo? Você bagunçou nossa vida novamente para ficar com seus joguinhos de magia.” Sibilou o príncipe bastante irritado. Regina a observava de longe. Podia notar suas mãos trêmulas, embora Zelena estivesse se esforçando em mantê-las ocupadas para que ninguém percebesse. Podia notar a garganta sendo umedecida a cada segundo. Ela não estava confiante. Ela estava com medo. O mesmo medo que a própria Regina sentiu quando o próprio David lhe condenara à morte por uma flecha em seu coração. Naquele momento em quem Branca de Neve cedeu à bondade em sua alma e lhe salvou a vida.

“Por que nos trouxe de volta?”

“Eu não fiz isso. Eu não lancei nenhuma maldição.” Zelena encarou a todos, e respirou fundo. “Eu não faria isso sendo que o que quer que seja isso que nos trouxe de volta levou toda a magia consigo. Quem sou eu sem minha magia? Tão humana quanto todos vocês.”

“Eu não acredito em você.”

Regina encarou Branca de Neve com estranheza. O que eles estavam fazendo?

“Eu recebi um memorando assinado para eu retomar a prefeitura. E foi o que eu fiz. Regina nunca reclamou seu direito de volta, como eu achei que faria.” Explicou a ruiva. Por algum motivo, Regina sentiu-se mal por ela. Ela não tinha nada que os faria acreditar. Fizera uma porção de coisas ruins e conquistara apenas o desprezo de uma inteira população. Por mais que suas intenções fossem boas, eles agiriam baseados no medo.

“Mas você matou aquelas pessoas.” Sibilou David, dando um passo na sua direção. “Você lançou aquela maldição.” Ele ergueu sua espada e colocou-a em posição de golpe. “Você...”

“Já chega.”

Regina colocou-se entre David e Zelena. O loiro simplesmente parou, com os braços ainda no ar.

“O que está fazendo, Regina?”

“Você está cego por sua sede de justiça e vingança. Mas não vai fazer besteira sobre o pretexto de ser um herói e bom líder. Eu acredito nela. Zelena não abriria mão de seus poderes sabendo que vocês, em algum momento, fariam isso – encontrariam um motivo banal para vir ataca-la e ela não teria como se defender. Essa mulher atrás de mim está com medo de vocês. Ela tentou ser uma boa líder e na minha opinião, estava conseguindo. Ela supriu alimentos e mantimentos para todos desde a primeira noite após retornamos. As escolas voltaram a funcionar, os comércios, a burocracia da cidade. Não há nada deixado para trás. Inclusive a enfermaria já foi reabastecida. Eu quero saber com que argumento você pretende derrubá-la. Porque eu estou do lado dela e a menos que vocês me convençam de que ela fez algo realmente errado, eu não vou permitir que vocês continuem com isso.”

“Ela matou Thomas. Ela matou Henry. Você já esqueceu disso? Seu filho. Seu próprio filho. Eu sei que você quer redenção, mas isso é demais até para você, Regina.”

Regina fitou Mary após essas palavras, seu rosto transformado pela angústia que sentia. Talvez, pela batalha interna que a condenação e o perdão travavam dentro de seu pequeno coração. Mas Regina apenas afastou a espada de David.

“Eu não me esqueci. Mas eu também não me esqueci da mulher que se colocou na frente de Cora Mills por mim. Da que arriscou a própria vida para que eu pudesse ter a chance de viver a minha. E eu sei que essa mulher existe dentro dela. Todos nós temos o bem e o mal em nossos corações. Se não fosse assim, eu seria uma rainha malvada e impiedosa até hoje. Eu arrancaria o coração de cada um de vocês e os obrigaria a fazer tudo que eu quisesse. Eu não teria uma família que amo, eu não teria o respeito de nenhum de vocês. Eu mudei porque me foi dada a oportunidade para isso. Eu mudei porque alguém confiou em mim. Ela não teve um começo fácil, e o sofrimento muitas vezes nos impulsiona na direção errada. Mas eu acredito que com a motivação correta, ela pode ser uma rainha muito melhor do que nós duas fomos. Tudo que peço é que confiem em mim. Eu me coloco como garantia. Se algo der errado, a única a ser responsabilizada serei eu."

A sala permaneceu em um inevitável silêncio. David a observou por algum tempo, e retirou-se sem dizer nenhuma palavra. Aos poucos, todos da sala foram se retirando. Não havia o que ser dito. Robin permaneceu encarando sua esposa, sem saber exatamente o que pensar a respeito do que havia acontecido ali.

“Você quer que eu fique?” Perguntou.

“Não, querido. Nos deixe a sós. Feche a porta ao sair.”

Ela podia sentir os olhos de Zelena em sua nuca. Mas aguentou firmemente até que ele saiu, e fechou a sala, isolando-as. Por algum tempo, Regina fitou o chão. Seu coração também batia acelerado. Ela deu meia volta lentamente e então seus olhos finalmente encontraram os olhos azuis, cheios de lágrimas.

“Por que você fez isso?” Perguntou a ruiva.

“Porque ninguém nunca me deu essa chance. Ninguém nunca permitiu que eu tivesse a vida que eu queria. Eu nunca quis competir com você, eu espero que entenda. Nunca quis ser melhor em nada. Nunca quis a vida de rainha que nossa mãe planejou para mim. Talvez essa fosse a vida que você desejava. Sabendo disso, eu sei que não foi você que nos trouxe de volta. Você tornou-se a rainha de Leopold. Você enfrentou a fúria de Cora Mills. Porque abrir mão daquilo e voltar para cá sem nenhuma magia? Você realizou seus sonhos e eu estava finalmente tendo uma vida feliz.”

Zelena encostou-se na mesa atrás de si, e Regina continuou falando. “Você não é uma pessoa ruim. Você começou da maneira errada, só isso. Percebi isso quando nós voltamos para o passado. Você ajudou Robin. Você me ajudou a fugir, você se comprometeu em troca de eu ter a chance de viver com liberdade e nós duas sequer nos conhecíamos. Foi nesse momento que eu percebi que você era uma boa pessoa que apanhou da vida; que você possuía bondade em seu coração, mas que essa fora arrancada de você anos depois. Você não é um monstro e me custou aprender isso. Então me desculpe por todos os mal-entendidos. Me perdoe pelas coisas ruins que disse quando nós duas tentávamos veementemente matar uma à outra. Eu não quero esse cargo, ele é seu. Tudo isso…” Regina apontou para a sala ao redor delas. “Tudo isso não me fez feliz. Era uma distração, ou uma maneira de querer ter poder sobre os outros, algo que eu não quero mais para mim. Tudo que eu quero é ser feliz, é voltar para o meu lar, para o homem que amo e para meus filhos. Eu já tive ouro, eu já tive uma coroa. Nada disso tem real valor. Portanto eu a nomeio como prefeita. Ninguém mais poderá tirar isso de você, mesmo que queiram.”

Regina deixou que lágrimas escapassem de seus olhos, mas limpou-as rapidamente. “Você não perdeu nada ao não conhecer Cora. Pelo contrário, alegre-se por isso. Você tem uma nova chance de liderar, de guiar as pessoas, de ser a rainha que sempre desejou ser. Não a desperdice. Assim como me deram uma segunda chance, eu sei que você também merece uma. Eu sei o que você sentiu quando entramos aqui. Você pode mentir para eles, mas eu li o medo e a preocupação em seus gestos. Você pensou que seria o momento em que você perderia tudo e mesmo assim manteve a serenidade e enfrentou a situação. Você foi uma pessoa que eu não sabia que era e eu senti muito orgulho. Cuide bem da minha cidade, Zelena.”

Regina levantou-se e caminhou até ela. Zelena ainda tinha lágrimas escorrendo pelo canto dos olhos. “Eu estarei aqui se precisar de orientação, de conselho, ou de qualquer outra coisa. E se por acaso você decidir sair dos trilhos e fazer alguma burrada, eu também estarei aqui. Mas eu sei que não fará. Porque aquele homem ali fora se colocou na frente de uma multidão por você. Ele a ama, e fará de tudo para ajudá-la. Tenha uma boa vida, Zelena. Eu estou tentando ter a minha.”

Regina ia afastar-se dela quando sentiu os braços da ruiva ao seu redor num abraço forte. Podia sentir as lágrimas dela em seu pescoço, mas não se importou. Apertou-a contra si, como talvez nunca tivesse feito com outra mulher a não ser Mary Margareth.

“Me desculpe por todo o mal que causei a você. Por ter destruído sua felicidade. Eu... eu estava errada. Você sabe aproveitar a sua vida. Você sabe valorizar o que tem à sua frente.”

“Eu aprendi isso graças a você também.”

“Obrigada. Eu nunca antes recebi um voto de confiança tão genuíno.”

“Então me faça um favor. Faça-o valer a pena.”

Regina sorriu e afastou-se. Ela saiu do escritório e se deparou com Thomas sentado do lado de fora, o rosto apreensivo e nervoso. Ele ergueu o olhar e a encarou em silêncio. Regina debruçou-se e o beijou na altura da bochecha esquerda. “Cuide bem da minha irmã e a faça feliz.”

Ele sorriu, um sorriso mais bonito entre todos que ela já o vira dar a alguém. “Seu pedido é uma ordem, majestade. ”