Nos dias seguintes, a paz se estabeleceu. Não havia mais brigas, os desentendimentos cessaram. Havia algo a respeito de saber a verdadeira natureza dos sentimentos dele que a modificou, que a fez ver toda a situação sob uma perspectiva completamente diferente. A mesma perspectiva que a fez abandonar sua cama numa noite qualquer e ir se deitar na dele; a mesma perspectiva que garantiu a ele que eles não tinham mais por que fingir. Eles eram um casal, com beijo ou sem beijo.

Robin estava mais do que aliviado; o segredo, o peso das palavras não ditas era como uma grande pedra amarrada ao seu dorso. Livre disso, ele era um homem renovado. Ao acordar cedo naquela manhã, ele observou-a deitada ao seu lado na cama, completamente adormecida. A mais bela entre todas as mulheres. Sorriu, e pegou o colete ao seu lado. Tocou com a ponta dos dedos a costura que ela havia feito; Regina tinha o toque delicado de uma princesa. Mais uma coisa que não podia dizer a menos que quisesse ouvi-la se vangloriar disso por anos.

Apertou o colete contra seu corpo, pegou a aljava e deu a volta na pequena cama, debruçando-se e beijando-lhe na altura da têmpora. “Volte inteiro.” Resmungou ela, e virou-se para o outro lado, roubando mais um sorriso dos lábios dele.

Robin estava caminhando pela mata quando acenou para um dos homens que ia entrar em uma das clareiras. Com o arco empunhado, ele pisou delicadamente na mata e encontrou um pequeno riacho, cercado de grama baixa. Uma grande árvore estava posicionada à esquerda do riacho, com cogumelos aos seus pés. Uma paisagem bonita e uma água muito clara, quase límpida. Ele caminhou até ela e encheu seu odre, comentando consigo mesmo o quanto Regina adoraria aquele lugar.

Seu instinto o alertou, e ele pressentiu uma presença atrás de si. Com um movimento rápido, virou-se para trás e mirou sua flecha no rosto da criatura que estava atrás dele. A gargalhada infantil e irritante preencheu o silêncio entre os dois homens.

“Rumpelstiltskin.”

“Bonitinho. Aprendeu meu nome rápido. Sua namorada, no entanto...” Começou Rumpel, balançando os dedos no ar enquanto andava de um lado para o outro.

“O que você quer?”

“Eu quero que pague o favor que me deve.” Rumpel caminhou até ele e colocou a ponta do dedo sobre o arco, afastando a mira para o lado. “Ou você esqueceu que eu lhe ajudei a trazer Zelena para salvar sua pequena princesinha?”

Robin puxou o arco com força e voltou a flecha para sua aljava. Ergueu o olhar e encarou a criatura com os olhos bem abertos. Não confiava nele. Já o conhecia de diferentes universos e realidades e em nenhum desses ele havia sido um homem decente. Sempre um monstro, sempre falto de caráter, sempre oportunista. “E o que você quer?”

Os olhos dele se abriram e ele sorriu, a pele verde e cintilante brilhando sob o sol ardente. Ele riu, a risada perturbadora que incomodava Robin mais do que ele podia explicar. “Eu quero...” Começou ele, rodeando o arqueiro. “Que você mate o pai dela.”

Robin encarou-o com incredulidade. “Como é?”

“Mate o pai dela. Eu quero o coração dela partido.”

“Não.”

Rumpelstiltskin fez um movimento com as mãos e todo o equipamento de Robin desapareceu. A aljava, o arco, suas flechas. Com outro movimento, o feiticeiro puxou o arqueiro para perto dele, segurando-o pelo pescoço enquanto pousava a mão sobre o peito do mesmo, sobre seu coração, infligindo grande carga de dor. “Escute aqui seu ladrãozinho. Toda magia tem um preço e você sabia disso quando aceitou minha ajuda. Eu quero o pai dela morto e você irá mata-lo. Alguém vai ter que morrer.”

“Então me mate.”

“Você acha que há beleza em ser corajoso? Os corajosos morrem primeiro.” Zombou a criatura, mas Robin apenas o fitou nos olhos, resignado. Ele não faria isso com ela. Não partiria seu coração desta maneira, não trairia sua confiança tão brutamente. Se alguém tivesse que morrer, ele morreria. Morreria protegendo-a e não destruindo sua felicidade como todos tinham o costume de fazer. Ele não ia ser mais um a jogá-la na lama.

“Ao menos eles não vivem como covardes. Por que os covardes vivem bastante, não é?” Provocou.

Rumpelstilskin o soltou e Robin caiu de joelhos. “Matar você é muito simples. Se você não vai matar o pai dela, eu terei que levar a morte para a sua vida.” Ele riu, e então afastou-se, seguindo na direção da grande árvore. “Quem vai morrer são eles.” E acenou a cabeça para a mata, onde os outros homens esperavam por Robin. “E a culpa será sua.”

Robin ouviu um bramido alto, gutural, e os gritos dos homens. Quando voltou a olhar à sua volta, a criatura do mal havia desaparecido. Sem pensar, ele correu de volta à direção das carroças. Mas não foi longe. Antes de chegar ao seu destino, avistou a grande fera. Sem seu arco e sua flecha, ele não era de grande valentia. O urso era grande, muito maior do que qualquer um que ele já vira. Os gritos dos homens ressoavam em sua cabeça.

Pense, Robin. Pense.

Robin correu por entre eles e então avistou a bandeira. A bandeira que usavam para demarcar o ponto de encontro. Correu até ela, e rasgou o pano. Observou que os homens estavam empurrando a carga para a beirada do lago numa tentativa de jogá-lo na agua. A ideia não era de todo mal, não era inteligente, mas ia servir. Seguiu-os. Manteve distância e esperou a grande fera alinhar-se com uma das carroças.

Não tinha certeza se teria êxito com a sua ideia. Na pior das hipóteses, era a última ideia que teria. Ao menos não os veria morrer, e não teria que conviver com a culpa. Ele havia escapado do grande dragão Smaug. Ele havia escapado da morte. Ele podia matar um urso enviado por um feiticeiro das trevas. Robin agachou-se e olhou para o grande animal. Respirou fundo, e passou os dedos pela costura feita por Regina. Eu amo você. Espero que lembre disso. Recitou para si mesmo, como se ela pudesse ouvi-lo.

Robin correu com todo o seu fôlego. Pegou impulso na carroça e pulou sobre o urso, jogando-a a si mesmo e puxando a fera consigo para dentro do lago. Entre seu instinto natural de procurar e o instinto de sobrevivência que o ordenava que se afastasse do urso, ele mergulhou ainda mais fundo e empunhou o cabo da bandeira. Sentiu a dentição afiada como agulha em seu abdômen, uma mordida lateral que o perfurou profundamente. Ele gritou, perdendo grande capacidade de seu oxigênio e acertou a fera com toda a sua força. Sua última lembrança foi a cabeça do urso transpassada pelo cabo. Segundos depois, a escuridão o abraçou.

Regina estava ensinando as crianças como mirar com seus estilingues quando avistou os homens chegando. Uma das carroças estava coberta com o que aparentava ser uma lona preta e um grito estridente de uma das mulheres fez seu coração acelerar assustado. Eles pararam os veículos simplórios no meio da praça central e ela não o viu.

Os homens colocaram algo sobre um dos bancos, ainda coberto por um pano preto e ela correu, seus batimentos acelerados e as lágrimas começando a chegar a seus olhos. Ela olhou para todos eles, e não encontrou o rosto dele. Uma das mulheres veio chorando.

“Onde está o Robin?” Perguntou, a voz embargada. Se ele lhe dissesse que Robin era o corpo embaixo daquele pano, ela morreria. Não estava pronta para perder outro amor. Não novamente. Não tão cedo. Não sem ter dito a ele tudo o que sentia. Arrependimento era tudo que ela podia sentir naquele momento. O homem a olhou com um semblante triste e ela sentiu sua cabeça girar.

“Vamos levá-lo para sua casa.”

“Ele está morto?” Ela estava branca, ainda mais branca do que já era. Sua respiração passava afunilada por sua traqueia fechada, como se o ar fosse feito de pedregulhos pontudos que rasgavam suas cordas vocais.

“Ele está inconsciente. Robin salvou a vida de todos aqui. Se não fosse por ele, todos estaríamos mortos.”

A mulher que chorava acalmou-se. “Ninguém morreu?”

“Graças à Robin, não.”

“O que há por baixo da lona?”

“O urso que nos atacou.” O homem virou-se na direção de Regina para dizer a ela que era o urso que Robin havia matado, mas ela já havia sumido.

Ela entrou correndo na casa. Seu coração continuava batendo acelerado. Ela subiu as escadas tão rápido quando as pernas lhe permitiram e só parou quando passou pela porta do quarto e o avistou deitado na cama, os olhos fechados, a calça toda suja e uma faixa enorme em seu abdômen. Ela podia ver a mancha do sangue, e isso foi o gatilho para as lágrimas escorrerem.

Regina subiu na cama, posicionando-se do lado contrário ao ferimento e deitou-se no peito dele. Sentiu seu coração batendo, e beijou-o sobre o ombro. Ela o amava, de uma maneira que parecia inédita para ela. De uma maneira que fazia todo seu coração bater descompassado, com uma intensidade desconcertante. Amava seus defeitos, amava seu mal humor, amava sua falta de modos. Amava quando ele escolhia que palavras usar com ela, quando ele a fitava por instantes e resolvia não ceder as provocações dela. Amava quando ele sabia o que ela estava sentindo, sabia o que ela estava pensando mas fingia não saber. Amava a persistência dele em continuar ao lado dela mesmo depois das suas respostas atravessadas, mesmo depois de seus comportamentos mimados, ou suas crises de realeza. Robin nunca lhe dera sequer a impressão de estar deixando-a, ou de querer deixa-la. Ele sempre lhe passou segurança, desde o primeiro instante. Ele sempre confiou nela. Sempre demonstrou fé nela, mesmo quando ela não tinha fé em si mesma.

Ela chorou, lágrimas quentes atravessando seu rosto ao perceber o quanto ela havia desperdiçado. Ela havia desperdiçado seu tempo em vez de fugir com Daniel, e estava desperdiçando seu tempo com Robin por guardar o que sentia, por ter medo de se permitir ser feliz com ele. Ela tinha medo do amor, mesmo Robin amando-a como ela jamais havia sido amada. E se ele nunca acordasse, ela teria desperdiçado sua felicidade mais uma vez. Ela chorou amargamente por horas, até que o sono a embalou.

Acordou no meio da noite com Robin gemendo. Colocou a mão sobre o rosto dele, ele estava febril. Regina rapidamente desceu as escadas e voltou com um pequeno balde. Com a ajuda de algumas toalhas molhadas, ela criou uma espécie de refrigeramento improvisado, esperando que isso baixasse a temperatura dele. Ela não sabia exatamente o que estava fazendo – nunca havia cuidado de ninguém. Mas ela faria qualquer coisa que fosse preciso por ele.

Com cuidado, desatou a faixa e olhou o ferimento. Os dentes da fera entraram fundo em sua carne e era facilmente perceptível definir a dentição, cada dente deixou uma marca diferente. Ela logo voltou a fechar a atadura, não tinha forças para olhar para aquilo por muito tempo. Observou que ele estava começando a acalmar-se. Regina puxou uma cadeira ao lado da cama; sabia que se deitasse voltaria a dormir. Ela precisava olhar por ele. Ao menos uma vez, ela precisava retribuir o que ele havia feito por ela desde que a conhecera. Ela precisava cuidar dele.

Ele adormeceu novamente, e ela observou cada detalhe. A tatuagem em seu pulso, os braços grossos, as veias em relevo sob a pele de seu antebraço. A atadura sobre seu abdômen. Seu rosto calmo, os lábios que ela desejava todos os dias. Não sabia qual era o segredo dele. Não sabia por que ele não podia beijá-la, mas sabia que ele queria e muito. Ambos queriam. Talvez ele fosse amaldiçoado. Talvez fosse medo. Talvez insegurança. Talvez um feitiço, ela bem sabia que havia coisas horríveis espalhadas por aí. Mas sabia que a cada dia, ela estava mais perto de romper aquela barreira. Ela não conseguia mais fazer planos sem incluí-lo. Ela não tinha vontade de viver sem a presença dele. Regina queria ser feliz com ele. Ela queria uma criança com os olhos azuis dele e o cabelo castanho dela. Ela sabia que podia estar se precipitando muito, mas ao mesmo tempo não havia mais nada que pudesse fazer. Não se pode comandar o próprio coração.

Observou-o por toda a noite, seus pensamentos emaranhando-se com seus sentimentos, e ocupando-a. Já estava quase amanhecendo quando ela se rendeu ao sono, e dormiu na cadeira de madeira.

Quando Robin acordou, e observou-a adormecida na cadeira ao lado, foi como se ele tivesse voltado ao passado. Como se ela estivesse ali, sentada com seu grande e pomposo vestido de rainha; como se ele tivesse acordado após ter sido atacado por Zelena. Engraçado, pensou ele, porque naquele momento há vidas e realidades atrás, eles estavam no mesmo patamar. Eles não sabiam o que seriam deles. Robin e Regina haviam se atraído e se rejeitado, e ela se declarou para ele. Ele sabia que isso não aconteceria com Regina nesse momento, mas as lembranças o acalentavam. Lembranças da mulher a quem ele havia entregado seu coração, a mulher com quem ele se casara.

Ele tentou sentar-se, ainda bastante dolorido. Percebeu a atadura em sua cintura, e a retirou com cuidado, analisando a mordedura que havia levado no lugar. Tinha esperança que os outros homens estivessem bem. Não fazia ideia de quanto tempo havia dormido. Voltou o curativo ao lugar e ouviu a voz dela.

“Robin?” Ele virou-se para ela, e ela estava sentada ainda, um olhar incrédulo dela contra um olhar carinhoso dele. Eles se encararam por um longo tempo, confortáveis com o silêncio. Não era como se fosse necessário dizer algo. Estava tudo ali, exposto entre eles. Mais claro do que as águas do riacho mais límpido do vilarejo. Ela levantou-se devagar, encarando-o como se estivesse vendo uma miragem. “Você acordou...” Ela andou até a cama, sentando-se ao lado dele. Tocou seu rosto, acariciando-o de leve. Ela sorriu com os olhos marejados. “Eu achei que fosse te perder.”

“Foi só um susto.” Brincou ele. Delicadamente, ele tocou o rosto dela e acariciou a bochecha rosada com o polegar. “Eu não vou a lugar algum sem você.”

Regina colocou a mão sobre a mão dele em seu rosto. Por alguns instantes, apenas a manteve ali. Depois a pousou sobre o seu colo, entrelaçando seus dedos nos dedos dele. Ela declinou a cabeça, fitando suas mãos e a maneira como seus dedos delicados brincavam com os dedos dele. Seus olhos encheram de lágrimas, e ela sorriu, limpando-os com a outra mão sem olhar para ele.

“Por que você está chorando?” Questionou ele, preocupado. “Você está chorando demais ultimamente, acho que eu estou fazendo alguma coisa errada.”

“Você não está... Eu só estou muito feliz de você estar bem.”

“Pessoas felizes choram assim?”

Ela finalmente o fitou. “Quando você chegou, todo ferido e inconsciente, eu me dei conta de uma coisa. Eu percebi que todos os dias desde que chegamos aqui, você sai para caçar, e eu fico preocupada se você vai voltar. Eu me mantenho ocupada o dia todo, eu aprendo coisas novas, eu conheço pessoas, eu me divirto, mas eu estou sempre pensando em você. Como você estará. Se você pensa em mim. Se você lembra dos conselhos que te dou. Se você repara nos pequenos consertos que faço nas suas roupas. Eu ficava esperando você voltar todos os dias, só para poder olhar nos seus olhos e te ver sorrir. Para poder te ouvir falar. Para estar perto.”

“Regina.”

“Eu não acabei.” Ela respirou fundo e fitou seus olhos azuis novamente. “Quando chegamos aqui, eu tinha certeza que você não gostava de mim. Você mesmo havia dito que não queria nada comigo, que só estava me protegendo. E ainda assim, nós conversávamos todas as noites. Você me ouvia chorar, você me ouvia desabafar, você fazia com que me sentisse amada e querida. Você, apesar de ogro, sempre foi carinhoso e cavalheiro comigo, até quando fui uma completa pirralha. Eu nunca te entendi. Eu achava que você era um doido, eu achei que você ia ser meu melhor amigo, mas eu nunca achei que ia sentir por você o que eu sinto agora, Robin.”

Robin apenas a fitava, o coração batendo acelerado e os lábios semiabertos, mas nenhuma palavra ousou ultrapassar por ali. Regina continuou. “Eu amo você. Eu não sei como aconteceu, eu não sei porque, eu não sei se isso pode acontecer, ou se vai dar certo. Eu amo cada lado seu, desde o homem carinhoso que me abraça quando estou triste quanto o ogro que diz que pareço uma bruxa quando eu acordo. O homem que me resgata de todos os meus pesadelos e que diz que minha comida está uma delícia até quando está horrível. Eu te amo, e eu sei que você não pode ficar comigo, mas isso não muda meus sentimentos. Isso não muda o fato de que eu quero ter um futuro com você, Robin. Eu quero me casar com você, um dia. Eu quero uma criança com o seu olhar, esse olhar carregado de amor e fé nas pessoas e bondade. E mesmo se eu não puder ter nada disso, eu só quero que você saiba que eu te amo. Eu não vou esperar você quase morrer novamente para te dizer isso. E eu desejaria te beijar agora, mas eu respeito a sua vontade. Respeito o seu segredo. E vou continuar respeitando por quanto tempo você quiser esperar.”

Ela levantou-se e abandonou o olhar dele. Pretendia sair daquele quarto e não olhar para ele pelo resto do dia, mas ao chegar perto do batente, ele chamou seu nome. Regina respirou fundo e virou-se. Ele estava em pé, perto da cama. Veio caminhando aos poucos, e aproximou-se dela, ficando a um passo de distância. Sabia que ele ainda estava fraco e aquele era um esforço tremendo para ele; também sabia que se o mandasse sentar ele ia pedir que ela fechasse a boca. “Todos os dias, eu olho para o seu rosto, e eu penso o quanto eu gostaria de beijar você. De sentir os seus lábios, de tocá-los com os meus, de fazê-la perceber que eu te amei desde o primeiro minuto e vou amá-la até o último.” Ela fitou os próprios pés. Não estava tentando culpa-lo. Ela sabia das suas responsabilidades e estaria ao lado dele qualquer que fosse o preço.

Ele deslizou a mão por entre os cabelos dela. Eles estavam intimamente próximos, e ela fitou seus olhos. “E hoje vai ser mais um desses dias, Robin. Mais um dia de desejos não realizados.” Sussurrou ela, encarando-o conformada.

“Hoje não vai ser um desses dias.”

Antes que ela pudesse responder, ela sentiu os lábios dele contra os seus.