Conexões Perigosas
11 Sororibus Iuglandis
—Quem é aquele cara da voz grave? -Lin perguntou interessada e arqueando uma sobrancelha.
Ruby riu. -É o professor Snape, de poções. Às vezes ele pode ser muito exigente, sorte que já fiz meus resumos nos pergaminhos.
—Interessante! -Lin afirmou.
Ambas riram. As irmãs Iuglandis estavam já cedo reunidas na sala precisa juntamente com alguns livros de magia como distração, afinal, se elas tinham algo em comum certamente seria o intelecto.
Tourmaline sabia definitivamente o que sentia pela Iuglandis mais nova, e devido à sua ausência na vida da irmã, queria conhecê-la melhor, queria saber se ela era mais parecida com Harlow ou Sapphirus. Mas Ruby não sabia se sentia algo por Lin, acabara de conhecer uma pessoa que sempre acreditou estar morta, aquela obviamente seria uma bela relação a ser construída com o passar do tempo.
Ruby ainda tentava associar todas as informações que recebera no dia anterior, e enquanto flutuava em seus pensamentos, lembrou que devia comparecer novamente na sala de Umbrigde e citou isso para Lin.
—Você foi lá ontem? O que ela quer? -Tourmaline não entendeu.
—Ontem fui pra uma detenção, mas ela percebeu que eu não era culpada e acabou me deixando ir. Mas hoje, ela quer me ver provavelmente para saber sobre o que eu estava falando com Dumbledore, mas não se preocupe, eu já sei o que falar pra ela. Acho importante você falar sobre Dolores para Dumbledore, pode contar?
—Sim, falarei. Afinal, ela é do Ministério, e eles não são confiáveis agora. -Lin respondeu enquanto fechava um livro de herbologia.
—Você está certa. -Ruby fez uma pequena pausa na fala. -Bem, eu preciso ver a Umbrigde, e tenha cuidado quando voltar para o seu quarto, ninguém pode te ver.
—Sim, terei.
—Lin… podemos continuar nos vendo aqui na sala precisa? Eu… só acho que ainda temos muito o que conversar. -Ruby pediu tímida e encarando o chão.
Com a fala da irmã, Tourmaline mostrou um bonito sorriso. -Claro, 14 anos se passaram e quase não nos conhecemos, precisamos apenas de tempo para pôr tudo em dia.
As irmãs Iuglandis se despediram, e saindo da sala Ruby caminhou para o dormitório e pegou alguns livros das aulas que compareceria naquele dia, mas ao voltar e andar em direção a sala de Dolores, se deparou com Draco, Harry, Hermione e Ron que pareciam curiosos, e que logo notaram sua presença ali.
—O que aconteceu? Ontem você não falou uma palavra sequer na hora do jantar. -Hermione perguntava preocupada.
—Voltou pensativa da sala de Umbrigde, e sem contar que perdeu algumas aulas por estar na sala de Dumbledore. -Draco estranhou, e por mais surpreendente que parecesse estava próximo de Potter e não estavam brigando como de costume.
—É, o que houve? -Disse Rony.
Ruby riu. -Calma gente, já que querem mesmo saber…
—Queremos! -Rony interrompeu e em seguida levou uma leve cotovelada de Mione.
—Ela prosseguiu. -Sobre o encontro com Dumbledore, é particular. Mas eu fui na sala de Dolores para uma detenção já que usei magia, mas consegui me livrar, já não posso dizer o mesmo daqueles gêmeos idiotas. -Ruby se virou para Rony. -Sem ofensas!
Rony respondeu com um sinal afirmativo que fez com a cabeça. E sem Ruby perceber, os gêmeos Weasley passavam pelo corredor em direção ao salão principal, mas quando a garota finalmente os notou, percebeu que as mãos dos dois irmãos estavam com recentes cicatrizes que não estavam lá na noite anterior.
—Ei, o que foi isso? -Ruby perguntou para os gêmeos enquanto segurava uma mão de Fred mais perto de si para ver melhor.
—O que você acha, irritadinha? -Jorge respondeu com outra pergunta.
—Umbrigde fez com a gente o mesmo que fez com Harry, são essas as detenções dela! -Fred respondeu seriamente enquanto puxava sua mão machucada.
Ruby percebeu a mão machucada de Harry que tentou esconder. -O que? Ela faz isso com quem não faz o que ela quer? E-e-eu nunca soube disso… porque não me disse antes, Harry?
—Ele não quer contar nem a Dumbledore! -Ron dedurou o amigo.
—Claro que não! Dumbledore é muito ocupado, tem muitas coisas para fazer, não acho certo incomodá-lo agora. -Harry justificou.
—Ela não pode fazer isso! -Ruby sentiu a raiva por Dolores aumentar. -Gente, eu já deveria estar na sala dela, e vou citar isso.
—O que? Vai confrontar a Umbrigde? Está louca? -Draco perguntava constantemente.
—Malfoy medroso, como sempre. -Jorge ria
—Ruby, você vai mesmo falar sobre isso com Umbrigde? Tem certeza? -Hermione questionou.
—Óbvio, ela não tem o direito de torturar os alunos, se bem que os gêmeos me irritaram, mas Dolores consegue fazer isso ainda mais. -Ruby falou já se distanciando dos amigos.
—To começando a gostar dessa garota! -Disse Fred.
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Tourmaline já havia se despedido de Ruby, e estava sozinha na sala precisa, pensou em usar uma capa da sonserina da irmã para andar pelos corredores até seu quarto sem que suspeitassem de sua presença ali, mas isso já não foi necessário com a chegada de Marvin que abriu um portal levando-a até a sala de Dumbledore.
—...então a Ruby me contou que todos ficaram olhando para ela de forma estranha, para um teste eu lancei o mesmo feitiço que o Weasley, “serpensórtia”, e adivinha! -Lin contava para Marvin. -Ela é uma ofidioglota! Com o feitiço apenas confirmei minhas suspeitas.
—Isso não é bom! Talvez seja uma das consequências da ligação entre Ruby e você-sabe-quem. -Marvin estava preocupado com Ruby.
—Sim,mas… -Tourmaline notou que estava na sala de Dumbledore e que o mesmo não estava presente ali. -Porque me trouxe aqui, elfo danado?
—Acho que não é novidade Tourmaline não ter características de alguém da casa Sonserina, o que acha de usar o chapéu seletor para descobrir de qual casa faria parte?
—Ah, tudo bem. -Tourmaline concordou com Marvin já curvando o corpo para ele posicionar o chapéu em sua cabeça depois de tirá-lo de um armário de madeira.
“Ora, ora, justiça e lealdade são características preeminentes, mesmo com o excesso de raiva contida por tudo aquilo que fora tirado de você. Paciência, sinceridade e ausência de medo. Tem coragem assim como aquela que para te salvar até a associou ao mundo trouxa. Indubitavelmente, LUFA-LUFA!”
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