Conexões Perigosas
16 Feliz aniversário!
Ruby sem entender o que estava acontecendo, apenas seguia os falantes grifinórios Harry, Ron e Hermione que discutiam e caminhavam apressados pelas escadas de Hogwarts.
—Ei! -A menina gritou fazendo com que os amigos ficassem estáticos fitando-a, ela queria apenas entender o que estava ocorrendo. -O que ta acontecendo? O que Voldemort te fez ver, Harry? Potter respirou profundamente para responder:—Meu padrinho! Voldemort o pegou, e eu preciso salvá-lo. -Nesse momento as escadas se moviam e o quarteto estava parado nos degraus.—Mas… minha mãe o conhecia e me disse que é Sirius Black, que fugiu de Azkaban. -Ruby não entendeu.—Sim, é uma longa história, mas você tem apenas que saber que o Sirius é inocente, quem realmente traiu os pais do Harry foi Pedro Pettigrew. -Ron falou enquanto subia os degraus assim que as escadas ficaram finalmente paradas.—Tudo bem, mas… o que pretendem fazer? -Ruby seguia os amigos que andavam quase correndo em direção à sala de Umbrigde. Harry explicou que queria se comunicar com o Black através da Rede de Flu, pelo transporte de cabeça, para ter certeza de que seu padrinho estava bem, mas se não tivesse notícias dele, iria para o Ministério, lugar onde Potter o viu na visão que teve anteriormente. Chegando na sala da diretora os grifinórios rapidamente se posicionaram em frente à lareira por onde fariam a comunicação, Ruby ficou de pé e a uma certa distância deles.—Vocês tem certeza que querem fazer isso? -Harry perguntou olhando para Ronald e Hermione.—Claro, Harry. Estamos juntos nessa! -Mione respondeu.—Com certeza estão! -Umbrigde disse ao entrar na sala, pois os estava seguindo. A sonserina que estava perto da porta saiu sem que percebessem no momento em que Malfoy entrava na sala praticamente arrastando Neville. Muitos membros da casa Sonserina prenderam os membros da “Armada de Dumbledore” no cômodo, afinal, Dolores suspeitava de que eles estavam escondendo ou aprontando algo importante. Num corredor Ruby caminhava por enquanto sem rumo pensando: “Eu sou mais útil não estando presa numa sala e… eles irão fugir, não devem ser tão idiotas”. Ela então entrou escondida no dormitório masculino de sua casa que estava totalmente vazia, abriu um armário que certificou-se ser de Draco e de lá tirou uma cara e potente vassoura de quadribol que queria emprestada, afinal, ela planejava ir de alguma forma para o Ministério de Magia onde Harry disse que Voldemort estaria e finalmente o veria pessoalmente, a menina realmente queria conhecê-lo. A cabeça de Ruby estava tão ocupada que acabara esquecendo de mandar uma carta para Adam, seu pai, parabenizando pelo aniversário que fazia naquele trágico dia. Com a vassoura na mão direita e sua varinha na esquerda, Ruby logo entrou no dormitório feminino, guardou a varinha na cintura que só ficava ali devido a calça jeans apertada e cobriu com a longa e larga camisa de mangas compridas e de cor verde pinho, deixou a vassoura de Draco em sua cama e ficou durante alguns longos minutos encarando o limpo céu de verão pela janela de seu quarto enquanto tocava em seu precioso colar de rubi. Estava pensando sobre o quanto a sua vida havia mudado desde que entrou em Hogwarts; fez amigos -de todas as casas, sem preconceito, assim como Sapphirus- elevou grandemente seu nível de aprendizado em magia, conheceu sua irmã que sempre acreditou estar morta, além de descobrir ser protagonista de uma importante profecia do mundo bruxo. A tarde começava a cair quando a menina percebeu que já deveria sair em direção à Londres, para o Ministério, tinha certeza que olharia nos olhos do assassino de seus pais e que deixaria clara a sua posição, que não se entregaria mesmo sendo a menina da profecia. Abriu a janela do quarto e por lá saiu em cima da vassoura. Ao voar a luz laranjada do crepúsculo cobria seu corpo por inteiro, a paisagem era maravilhosa, o vento acariciava seus lindos cabelos castanhos, e por um momento se deu o luxo de esquecer seus problemas. Ruby já havia ido ao Ministério, mas apenas uma vez quando era criança, e estava acompanhada de seus pais, por esse motivo não lembrava claramente a localização, ou a forma de entrar no lugar. Ela andava pelas estreitas e absurdamente limpas ruas de Londres procurando uma cabine telefônica vermelha falsa, que para os bruxos era como uma porta para o Ministério da Magia e que passava pela Rede de Flu com o transporte de corpo. Enquanto caminhava algumas pessoas a encaravam por estar com uma vassoura na mão, porém seus trajes eram comuns e não chamavam a atenção dos trouxas. Depois de passar por um beco vazio encontrou a cabine e logo a reconheceu. Após entrar na cabine e se deslocar para o Ministério por uma enorme chama verde, já dentro do local Ruby deu poucos passos a frente até que fora puxada por Harry para perto de uma parede deixando cair a vassoura de Draco. A pouca distância dali Dumbledore fazia um acirrado duelo com o Lord das Trevas. Iuglandis ficou enormemente surpresa ao ver o poder de Voldemort. E enquanto estavam encolhidos Potter a cobria com os braços a abraçando para protegê-la dos resquícios de magia que ricocheteavam por ali, então ele perguntou para a menina:
—O que faz aqui, Ruby? -Ela sabia que Harry viria para resgatar seu padrinho.—Harry… eu tinha que vê-lo com os meus próprios olhos, e… eu não posso ter a minha vida baseada numa profecia ridícula. -Assim que acabou de falar, percebeu que seu tom de voz era elevado atraindo olhares de Dumbledore e Voldemort que riu ao ver a garota.—Ruby Ava Iuglandis! -O Lord sorriu pausando a fala. -É bom finalmente conhecê-la pessoalmente mesmo que eu tenha prazer em apenas mandar de presentes algumas visões e amostras do que viverá comigo em breve.—Eu queria mesmo falar sobre isso. Não pretendo fazer parte do seu… grupinho. -Ela disse se aproximando dos dois poderosos bruxos ficando ao lado de Dumbledore, e mesmo extremamente nervosa a garota conseguia ocultar o sentimento.—Você é muito parecida com a sua mãe, Sapphirus também tinha talento para esconder seus sentimentos, assim como conseguiu esconder de mim o péssimo e falho plano para me derrubar. Mas acho que nós dois ainda temos mais coisas em comum, menina da profecia.—Não somos parecidos! Eu não mato pessoas… pelo menos não matei meus próprios pais. -A menina sentia tanta raiva que era impossível medir as palavras que saíam de sua boca. Com a fala de Ruby Voldemort ria debochando:—Claro que matou, sua família só está morta por sua causa. -Ele fez uma pausa olhando para o ex-diretor de Hogwarts e disse:—Da próxima vez em que nos vermos, Ruby, você já será minha, e será tão fiel quanto Harlow, seu pai, já foi. Voldemort desapareceu em um segundo numa aparente nuvem negra. Instantes depois Harry e Ruby caíram no chão sendo possuídos pelo Lord das Trevas. A menina quase não sentia seu corpo, ela estava sendo controlada completamente por aquele que jurou nunca servir, não foi necessário grandes esforços do bruxo para tomar a mente da garota fazendo-a sentir enorme orgulho, rancor, ódio e prazer em ver o mal. Mas era difícil saber se ele estava impondo seus próprios sentimentos nela, ou apenas lhe mostrando o que ela realmente era. Eles realmente eram tão parecidos que era difícil separá-los, fazendo assim com que a garota não voltasse a se controlar. De repente Ron, Hermione, Luna, Gina e Neville apareceram no lugar seguidos por Lin -que agora fazia parte da ODF-, Anna, Adam, Lupin, Tonks e mais alguns membros da nova Ordem da Fênix. Tourmaline e os pais de Ruby ficaram em choque ao vê-la ali, e naquele estado, lutando contra o controle total de sua mente, assim como Potter. O Lord os fazia ver apenas o que os bruxos tinham em comum com ele. Mas Harry diferente de sua amiga conseguiu resistir e logo Voldemort reapareceu triunfante apoiando o pé direito no peito do garoto que permanecia no chão e disse:—Você vai perder! Adam já não aguentava ver sua querida filha no chão agonizando e lutando incansavelmente para obter de volta o controle sobre si. Então correu para ajudá-la de alguma forma, assim enfurecendo o Lord das Trevas que queria possuir a garota, apontando a varinha para o homem, o poderoso bruxo gritou:—Avada Kedrava! O corpo sem vida de Adam Lewis caiu na frente de Ruby que com isso sentia raiva, dor e tristeza, os dois últimos Voldemort nunca sentiu, e ela tinha sua primeira vez agora. A menina fechou os olhos e transformou o turbilhão de sentimentos em força contra o poderoso bruxo, conseguindo finalmente expulsá-lo de sua mente. Ao abrir os olhos ela viu sua mãe em prantos agarrada ao corpo do marido, Tourmaline boquiaberta limpava as lágrimas que escorriam pelo seu rosto. A Iuglandis mais nova ainda conseguia ouvir a risada do Lord ecoar pelo lugar Então o Ministro, Cornélio Fudge, chegou pela Rede de Flu com outros bruxos que trabalhavam no Ministério e extremamente surpresos conseguiram ver Voldemort antes dele partir em uma nuvem de gás negra que o cobriu por inteiro transportando seu corpo dali. Ruby sentia tantas coisas ao mesmo tempo que nem conseguia chorar ou sequer falar, correu até o corpo de seu pai que estava com Anna e Tourmaline. Ela não acreditava no que via e no que estava acontecendo, sacudia o corpo de seu pai com a esperança de que ele acordasse dizendo que aquilo tudo era apenas uma brincadeira, mas percebendo que isso não ocorreria a menina com os dedos fechou os olhos dele e abraçou fortemente o cadáver derramando verdadeiras lágrimas de tristeza sobre ele.—Vou te tirar daqui! -Tourmaline disse tocando o ombro da irmã e desaparatando. Adam Alfie Lewis morreu em 18 de Junho de 1996, no dia em que fazia 41 anos, ele queria apenas proteger sua filha de todo o mal, algo que era completamente impossível. Naquele mesmo dia faleceu também o padrinho de Harry, Sirius Black, abandonando o Potter que necessitava de sua presença. Mas a morte pode fortalecer ou enfraquecer alguém, Harry e Ruby tinham apenas que escolher entre essas simples opções.
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