Conectando-se

11 Capítulo 11 - "Senti saudades!"


Notas iniciais
Como diz aquela canção do Roberto Carlos: "Eu voltei para as coisas que eu deixei... Eu voltei" E voltei com as energias renovadas e o desejo de que este ano seja o melhor possível para todos nós. Senti saudades daqui e de vocês, leitoras queridas. Para mim o ano está começando de fato a partir desta primeira postagem. E como a pessoa está alegrinha pelo retorno então trouxe uma surpresa, que acho que vão apreciar. Senta para não cair dura. Sentou? Então bora lá. Não será apenas esta fic a ser atualizada. Se ajeita bem onde quer que esteja acomodada, porque vou atualizar mais duas fics logo em seguida ( O Golpe e After Separation). Isso é um presentinho a vocês que são sempre tão compreensivas e um amorzinho com essa autora que vos escreve. Sex Games vai ser a única a não ser atualizada, porque sinceramente ao revisar o capítulo não gostei nada dele. Então não vou entregar a vocês algo do qual eu não me agradei. Prefiro reescrever em outro momento um novo capítulo do que me prender para tentando escrever agora e assim não atualizar as outras histórias. Só que temos um porém... Eu vou atualizar essas três fics juntamente somente desta vez, tá bom? É complicado pra titia autora atualizar todas sempre, amadas. A disponibilidade de tempo é escasso. Portanto eu dividi a situação do seguinte modo: depois dessa tripla atualização de hoje, eu estarei postando os capítulos apenas de Conectando-se. Acabou essa fic entra as atualizações somente de Sex Games. Finalizou SG então começo as postagens alternadas de O Golpe e After Separation. Peço um tiquinho da paciência de vocês e não desistam de mim e das fics. Eu vou concluir cada uma delas, tá bom. Agora bora ler...

"Bom dia, Arthur!"

Sara enviou e ansiosa aguardou por uma resposta, porém esta não veio e foi inevitável não se frustrar com isso. Sabia que aquele horário seu amigo já estava muito bem acordado, mas vai ver que estivesse ocupado demais para responder. Paciência!

Queria tanto falar com ele para lhe contar sobre a animada visita que recebeu do pessoal, que incluiu até mesmo a presença de Grissom entre eles. Mas pelo visto teria de esperar.

Mal sabia a perita que naquele momento seu amigo estava impossibilitado de ver sua mensagem, quanto mais respondê-la.

Largando o celular na mesinha ao lado do sofá, a morena ligou a TV para 'matar' o silêncio que seus amigos deixaram após irem todos embora dali momentos atrás.

Sorriu contente ao recordar a boa algazarra que rolou naquela sala.

Como a cozinha do apartamento era pequena demais para comportar o grupo todo, então a sala acabou por ser o lugar perfeito para a realização do café da manhã comemorativo. E coube a mesinha de centro virar mesa de refeição. Já um dos sofás fez o papel de cadeira para alguns, enquanto o chão exerceu a mesma função para outros.

Por quase uma hora e meia, o grupo se divertiu e bagunçou ali. Brindaram pelas promoções de Grissom e Catherine, conversaram os mais diversos assuntos, porém sobre o último turno como foi, a recuperação de Sara, mas a 'pauta' principal deles foram: as férias de Gil.

O supervisor foi coagido por Catherine perante todos a detalhar para eles como foram seus dias de descanso.

Para a surpresa geral, principalmente de Sara, o supervisor satisfez a curiosidade não só da amiga loira, como também a dos demais, que incentivados pela 'coragem' de Cath começaram a crivar o chefe com perguntas. Sara e Sofia foram as únicas que não fizeram parte do "bonde da curiosidade".

Muito tranquilamente e bem desenvolto para o seu habitual quando se tratava de assuntos referentes a si mesmo, Grissom respondeu a cada uma das perguntas dos amigos. Até mesmo as mais indiscretas de Catherine foram respondidas, o que surpreendeu pela segunda vez a todos.

Sara sentia que Grissom estava diferente de um modo que ela não sabia precisar. Notou isso logo de cara quando ele a cumprimentou ao chegar junto com o grupo. Foi o último da fila indiana que se formou para cumprimenta-la. Abraçou-a mais apertado que os demais e mais demoradamente também, causando surpresa nela.

"Senti saudades!"

Ela se arrepiou só de recordar dessa frase que ele sussurrou muito baixo em seu ouvido enquanto ainda trocavam um abraço. Negar que não sentiu sua falta nesse tempo em que não se virão, seria uma mentira deslavada. Mas dizer a ele que sentiu, não foi algo que ela fez. Preferiu o silêncio mascarado por um leve sorriso dado assim que desfizeram o abraço.

A medida que o café foi rolando, Sara ficou observando com discrição seu chefe e teve mais certeza de que ele estava diferente mesmo. Mais leve, sorrindo mais e até bem falante para o que conhecia dele. As férias ao que parece lhe fizeram muito bem.

Ou será que havia algo mais além das férias por trás dessa mudança?

Uma mulher, quem sabe?

Alguém havia feito essa pergunta e ele negou. Mas havia um brilho diferente em seu olhar. Talvez, ele não quisesse revelar que havia alguém. Alguém que não era ela!

Só de cogitar essa possibilidade, Sara mesmo não querendo acabou por se incomodar. Assim como também se incomodou com a lembrança dos olhares de encantamento, que discretamente conseguiu captar da novata Sofia na direção de Grissom enquanto a algazarra e o falatório rolavam durante o café.

Mas foi com certo alívio, que percebeu o supervisor sequer retribuiu os olhares da loira. Na verdade, ele vire-mexe olhava para ela, Sara, o que foi outra surpresa para a perita morena.

Por algumas vezes Sara o flagrou lhe encarando. E, diferentemente das tantas outras ocasiões em um passado até recente no qual quase sempre o flagrava e ele desviava o olhar dela, ali Grissom não desviou o olhar em nenhuma.

Inclusive em dois ou três flagras, ele chegou a sorrir com certa discrição para ela, deixando-a confusa.

E ao se despedirem na porta do apartamento, a terceira e maior surpresa. Seu chefe fez questão de desta vez ainda lhe beijar o rosto demoradamente após o abraço trocado. Ela se arrepiou da planta do pé até o último fio de cabelo castanho. Por muito pouco não perdeu a força nas pernas. Teve até que agarrar firme a maçaneta da porta para se manter de pé.

Ela só queria entender porquê toda vez que estava conseguindo se desgarrar um pouco que fosse desse amor platônico por seu chefe, Grissom surgia para ruir tudo, quer seja com sua presença física como foi hoje, ou quer seja com uma simples ligação como dias atrás.

Por que agia daquela forma afetuosa com ela?

Por qual razão lhe dava esperanças se depois as tirava dizendo que entre eles não poderia haver nada por N motivos bobos?

Qual era a dele?

Por mais que tentasse entendê-lo não conseguia. Talvez Arthur, sendo homem, conseguisse decifrar Grissom, porque ela tinha jogado o pano a este respeito.

— Arthur cadê você? Preciso conversar. — ela lançou um breve olhar ao celular e suspirou. Torcia para seu amigo não demorar a entrar em contato.

Voltando a atenção a TV, ela tentou se focar ao noticiário matutino local, precisava distrair sua mente e não pensar no comportamento estranho de seu chefe, e o jornal pareceu a melhor opção.

***

"Isso que dá não levar o carro para fazer uma pequena revisão depois dele ficar mais de 45 dias parado na garagem do prédio.", reclamou mentalmente Grissom a si mesmo enquanto estava escorado a porta de seu SUV, parado no acostamento aguardando o mecânico de sua confiança chegar para ver qual era o problema do veículo, que parou de funcionar no trajeto para a casa de Sofia a quem o supervisor se ofereceu a dar carona, porque o prédio dela ficava no rumo do hotel canino em que ele estava indo buscar Hank.

— Ele está demorando, não acha? Quer ligar de novo do meu celular? — sugeriu Sofia com o aparelho já em mãos.

Fazia mais de meia hora que Grissom ligou do celular dela, porque notou ao pegar o seu que ele estava sem carga alguma, algo inconcebível posto que seu celular era sua ferramenta de trabalho. Se lembraria de providenciar uma bateria extra para ter de reserva em emergências como esta.

— Acho que vou aceitar sua sugestão.

O supervisor pegou o celular da mão dela e ligou outra vez para Ian, seu mecânico. O sujeito atendeu depois do segundo toque avisando todo afoito que já estava perto. Explicou que houve um imprevisto em sua oficina quando já ia sair, e que por isso a demora em chegar. Mas garantiu que em dez minuto no máximo estava no endereço repassado pelo supervisor.

— Ele já está chegando. — avisou Grissom estendendo de volta o celular a Sofia. — Obrigado pelo empréstimo.

— De nada. — a mulher sorriu, olhando para o supervisor.

Sofia estava encantada com Grissom. Quando bateu os olhos a primeira vez nele no começo do turno, ficou de cara surpresa e impactada de maneira positiva, porque pessoalmente ele aparentava ser mais jovem e mais bonito que nas poucas fotos que já tinha visto suas em alguns artigos forenses publicados pelo supervisor em uma conceituada revista de ciência.

Pelos corredores do laboratório ouviu falar que ele era um sujeito mais caladão e muito sério, mas pelo que presenciou durante o café da manhã na casa de Sara e depois enquanto ele lhe dava carona, ela chegou a conclusão de que o pessoal não falava do mesmo supervisor. Aquele Grissom era mais falante e nada sério ou sisudo, desmistificando assim a imagem de um homem ranzinza que os outros lhe fizeram criar dele.

— Se por acaso já quiser pegar um táxi e ir, fique a vontade. Deve estar cansada e doida pra chegar em casa.

Grissom imaginou que talvez ela estivesse com vontade de ir, mas quem sabe sem coragem de dizer. Então tomou a iniciativa de fazer a sugestão a ela.

— Imagina, eu espero aqui com você a chegada do mecânico. — Sofia cruzou os braços e sorrindo se encostou ao carro, imitando a posição em que Grissom estava. — Depois que ele chegar, eu pego um táxi.

Ele nem desconfiava, mas ela não queria perder a chance de usufruir por mais um tempo da sua boa companhia.

— Ok!

O supervisor esboçou um sorriso simpático a perita que também lhe sorriu.

Eles trocaram algumas palavras mais até a chegada de Ian, que se deu no exato prazo de dez minutos.

— Sinto muito a demora, doutor. Um dos meus funcionários acabou por fazer uma tremenda besteira no carro de um cliente e sobrou pra mim tentar contornar a situação. — explicou o experiente mecânico com uma cara de poucos amigos.

— Tudo bem.

— Deixa eu ver qual o problema com o seu carro.

Enquanto Ian seguiu até a frente do SUV, Sofia anunciou a Grissom que agora que o mecânico já estava ali, ela iria embora pegar um táxi no ponto que eles passaram na esquina da rua anterior.

— Eu te acompanho até lá. — ele quis devolver a gentileza que ela teve em ficar ali com ele até a chegada do mecânico, acompanhando-a até o ponto de táxi.

— Não é necessário.

— Faço questão!... Ian vou deixar a moça ali no ponto de táxi e já volto.

— Tranquilo, doutor. — o sujeito respondeu se abaixando para apanhar algo de dentro de sua mala velha.

— Vamos lá, Sofia.

Tomando a calçada eles seguiram lado a lado.

— Tomara que o problema no seu carro não seja sério e o mecânico consiga resolveu-lo logo.

— É o que estou torcendo também.

O restante do percurso de poucos metros até o ponto de táxi acabou sendo feito em silêncio.

— Obrigada por ter me acompanhado até aqui.

— Imagina!

— Até o próximo turno.

Ele assentiu e a viu entrar no táxi logo em seguida. Assim que o veículo partiu, Grissom tomou o caminho de volta até onde estava seu mecânico. Quando chegou lá, Ian já tinha um 'diagnóstico' nada animador: superaquecimento do motor. O excessivo aquecimento ocasionou a queima da junta do cabeçote. Segundo o mecânico era um problema que demandaria no mínimo 2 dias a no máximo 4 para o carro ficar pronto.

— Tudo isso?

— Infelizmente, doutor.

Só lhe restou apanhar alguns pertences de dentro do veículo para depois entregar as chaves ao mecânico que levaria seu carro rebocado.

— Farei o possível pra tentar lhe entregar no prazo mínimo. Não prometo conseguir porque tem muito serviço na oficina e estou sem um dos meus ajudantes. Mas ligo assim que ficar pronto, doutor.

Grissom assentiu vendo Ian logo depois dá a partida em sua camionete 4x4 e partir dali levando o SUV no reboque.

Pegando o caminho contrário ao seguido pelo mecânico, o supervisor foi até o mesmo ponto que poucos momentos atrás havia acompanhado Sofia. Lá apanhou um táxi rumo ao hotel canino para buscar Hank.

Seu cachorro fez a maior festa quando o viu. Pulou nele quase o derrubando.

— Também senti sua falta, amigão. — ele comentou enquanto recebia do cão lambidas e lambidas na cara. — Vamos pra casa.

***

Após ajeitar as coisas de Hank no cantinho dele na lavandeira, Grissom seguiu para seu quarto. Precisava de uma boa ducha fria e depois mandaria uma mensagem a Sara. Com sorte, ela já tivesse até mandado uma.

Sobre a cama jogou suas pastas e o casaco. Em seguida foi tratar de colocar o celular para carregar. Assim quando saísse do banho já teria alguma carga e ele poderia falar com Sara. E mais tarde, antes de ir para o laboratório passaria em uma loja a fim de comprar uma bateria extra.

Sob os jatos frios da água que caíam do chuveiro massageando seus ombros e lhe dando um alívio quase instantâneo, o supervisor pensava em Sara e no quão linda ela estava.

Como sentia falta de vê-la pessoalmente. Durante esse período em que eles trocavam mensagens, Sara chegou a lhe mandar algumas fotos em casa ou na fisioterapia. Era bom vê-la naquelas imagens, mas nada superava o "ao vivo". Seu coração chegou até a bater mais forte assim que ela abriu a porta e seus olhos a viram após esses mais de 45 dias longe. E depois ele visitou o céu quando a abraçou, exatamente como foi seis anos atrás na noite da despedida deles no estacionamento da universidade.

Durante o tempo em que esteve em seu apartamento com o restante do pessoal, algumas foram as vezes em que ficou apenas olhando para ela, admirando-a quando estava rindo de alguma palhaçada feita por Greg ou então prestando atenção em alguma conversa que rolava.

Vontade não lhe faltou de dizer: "Ei! Sara sou eu... O Arthur! Eu estou aqui bem na sua frente, querida! Olha pra mim.", Porém o bom-senso lhe avisava que não era uma boa ideia, e menos ainda o momento disso.

Mas em duas ou três ocasiões, ele criou a ilusão que, de alguma forma ilógica e inexplicável, Sara foi capaz de ouvir o que lhe dizia em pensamento, já que ela lhe olhou logo após sua fala silenciosa. E diante de seu olhar, ele acabou sorrindo-lhe.

Apanhando o sabonete líquido e despejando uma razoável quantia em sua outra mão, Grissom começou a se ensaboar enquanto ria da lembrança de sua ousadia ou chame de coragem mesmo, que lhe brotou não sabe de onde para beijar Sara no rosto com certa demora ao se despedirem. Aquilo havia sido uma surpresa até mesmo para ele. Quando se deu conta de seu feito já estava com a boca grudada à maçã do rosto da perita morena, sentindo nos lábios a maciez de sua pele enquanto seu olfato era agraciado pelo cheiro bom e inconfundível de flores silvestres que emanava dela.

Não se arrependia do que fez, muito pelo contrário. Tinha gostado apesar de inicialmente ter achado que havia ido além do seu habitual. Fora isto o arrependimento era ZERO. Sua vontade era de repetir o gesto, porém o local seria outro: sua boca que por incontáveis vezes já sentiu vontade de beijar, mas que por medo não fazia isso.

***

Assim que se acomodou na cama vestido apenas com o short de seu pijama de seda, depois de seu bom banho revigorante, Grissom apanhou o celular que ainda carregava sobre a mesinha de cabeceira. Desconectou do carregador e ligou o aparelho. Apenas alguns segundos de espera e o celular estava ligado. Logo caíam duas notificações, uma era informando que havia uma mensagem de voz em sua caixa postal, que o supervisor tratou de escutar.

"Supostamente, ALGUÉM disse que ia ligar para me atualizar de como andava certo plano, mas não recebi ainda ligação alguma..." — o supervisor abriu um sorriso ao reconhecer a voz de Arthur. "Qual é hein, bugboy? Eu bolo todo o plano e você me excluí do andamento dele? Isso não é nada legal viu, camarada. Me liga quando pegar esse recado. Tchau!"

O supervisor balançou a cabeça rindo mais ainda da bronca bem humorada que seu amigo deixou de recado em sua caixa postal. Arthur era uma comédia mesmo. Ligaria para ele mais tarde para atualizá-lo do andar do plano. Não faria isso agora, porque sua prioridade no momento era falar com Sara, ainda mais ao ver que a outra notificação que tinha caído, tratava-se de uma mensagem do aplicativo por onde falava com ela.

Foi com grata alegria que notou ao entrar no aplicativo, que sua amada estava online. Prontamente, ele digitou uma mensagem em explicação a ela e enviou, ficando no aguardo por sua resposta.

***

Sara trocava mensagens de áudio com Greg, que comentava com ela sobre o chefe deles ter voltado meio diferente das férias.

"Só durante o café na sua casa, eu vi o chefe sorrir mais vezes do que todos esses anos em que trabalho com ele no laboratório."

Ele assim como ela estranhou um pouco a leveza e alegria do chefe, já que Grissom não era muito, ou melhor, nada, nada daquilo.

"As férias dele foram boas é natural que ele volte leve e alegre, Greg."

Para ela era mais saudável ver as coisas por essa perspectiva do que imaginar outra, a de que uma mulher talvez fosse a responsável por toda àquela alegria de seu chefe antes sisudo.

"Talvez. Mas acho que tem mulher no meio, mesmo o chefe tendo negado. Catherine também acha o mesmo que eu. Ela comentou comigo enquanto me dava carona."

Quando ia gravar uma resposta a Greg, Sara viu surgir na parte superior da tela do celular uma notificação de mensagem de Arthur. Seu rosto se iluminou instantaneamente com aquilo.

"Tenho quase certeza de que se tiver mulher, Catherine será a primeira a descobrir."— Sara enviou em resposta e saiu do contato dele direto para o de Arthur.

"Bom dia, minha querida. Me desculpe está respondendo só agora. Tive um contratempo com meu carro mais cedo e para completar meu celular estava descarregado."

Então foi por isso que ele andou 'sumido' e não lhe respondeu antes.

"Sem problemas. Mas o que houve com seu carro?"

Ao mandar, ela recebeu mensagem de Greg e foi ver o que seu amigo havia mandado.

"Disso não duvido mesmo. Se há alguém que arranca alguma coisa do Grissom este alguém é a Cath." — a risada de Greg ao falar isso rendeu também uma risada em Sara. "Aí, Sarinha o papo está muito bom, mas seu amigo aqui precisa dormir. Já estou chapadão de sono. Beijos."

Ela tratou de lhe mandar uma resposta.

"Beijos e bons sonhos, seu maluco adorável."

Saindo da tela de conversação com Greg, Sara retornou ao contato de Arthur que havia mandado uma mensagem em resposta a pergunta que lhe fez.

"Aquecimento do motor. Isso causou a queima da junta do cabeçote. Ficarei no mínimo uns dois dias sem carro."

"Poxa, que chato, Arthur. Sinto muito."

Se fosse com ela estaria bem chateada, porque detestava ficar sem seu carro.

"Também sinto. Mas agora só me resta aguardar o conserto mesmo. Mas e você como está, teve uma boa noite de sono?"

Ao invés de escrever uma resposta, Sara optou por gravar um áudio.

"Dormi. Só demorei um pouco pra pegar no sono, mas assim que peguei foi tranquilo. E você?"

— Sequer dormir ainda, Sara. — Grissom disse em voz alta ao ler a pergunta dela, mas como sua amada não fazia ideia disso o supervisor tratou de responder outra coisa.

"Assim que cheguei do trabalho tarde da noite, caí na cama e dormir. Mas preciso te confessar que tive que me controlar no trabalho pra não te mandar uma mensagem, pois já tinha me habituado com nossas conversas a noite." — ele mandou e ao menos essa parte final da mensagem era verdadeira. O turno todo ele teve que se segurar para não mandar nada a ela.

Ao ler a resposta de Arthur, Sara não pode conter o sorriso feliz.

— Pelo visto não fui a única nessa. — ela disse encarando a mensagem de Arthur.

Notas finais
Sofia já tá de olho cumprido no Grissom. Alguém situa essa mulher de que ela não tem chance com o supervisor, por favor. Obrigada. De nada. Kkkkkkkk E o Grissom tá virando um hominho corajoso. Beijou a Sara no rosto e ainda admitiu sentir saudades. Tão fofo! ❤ Só digo que tá perto o momento da verdade hein. Bjs e bora para as outras fics.