Conectados por laços
20 Romântico ou engraçado?
Notas iniciais
Daniel entrou na sala segurando um buquê de flores. Ele se aproximou de onde nós estávamos.
Os outros colegas começaram a falar entre si e ninguém estava entendendo o que estava acontecendo.
— Nádia... – Ele começou a dizer
Nádia parecia estar sem reação com o que estava vendo. Os olhares de todos da classe se concentravam nos dois.
Ele caminhou até a direção da cadeira da Nádia e se ajoelhou.
— Eu sei que pisei na bola e tenho grande parte da culpa com o que aconteceu. – Disse Daniel. – Mas, por favor, eu espero que possa me perdoar.
Ele entregou o buquê para ela.
— Não quero que nosso namoro termine por causa dela. Se você quiser eu nunca mais falo com ela, eu vou fazer tudo por você.
— Conhecendo o Daniel, imaginei que ele faria algo assim. – Sussurrou Luana para mim e para Débora.
— Também suspeitei que ele fosse fazer algo, mas nossa, devo dizer que ele surpreendeu. – Disse Débora
— Você me perdoa? – Disse Daniel olhando fixamente nos olhos de Nádia.
Nádia ficou alguns segundos sem se mexer ou falar, mas decidiu estender a mão devagar para pegar as flores.
— DANIZINHO, EU DETESTO ESTAR BRIGADA COM VOCÊ. – Disse Nádia
Ela se levantou de sua cadeira e se jogou em Daniel.
Todo mundo da sala ou aplaudiu ou morreu de rir. A segunda opção se encaixou em mim, Luana e Débora.
— Para que se preocupar com esses dois? – Disse Débora
— O que aconteceu com esses dois que eles estão fazendo tudo isso? – Perguntou Samuel se aproximando de nós.
— Nem queira saber. – Eu disse
— A partir de agora, sem mais surpresas entre nós. – Disse Daniel, enquanto abraçava Nádia no chão.
— Sim, estou tão feliz. – Disse Nádia
Os dois se beijaram ali mesmo no chão. Parecia mais uma cena de comédia do que romântica.
— Estou doida para ver quando a Lanna souber disso. – Disse Débora
— Ué, por quê? – Perguntou Samuel
— Bem, vamos dizer que ela está envolvida nisso. – Falei
— Ah. – Ele respondeu
Nádia e Daniel saíram de mãos dadas para o corredor.
— Que loucura. – Disse eu
— Se tratando da Nádia, loucura é pouco. – Disse Samuel
— Pior que é verdade, ela é imprevisível. – Luana começou a rir
— Ei Mari, posso falar com você um instante? – Perguntou Samuel
Fiquei preocupada e olhei para a Débora. Ela não parecia se importar, ainda bem que contei a verdade sobre meus sentimentos a respeito do Thomas.
— Sobre o quê? – Perguntei
Ele me puxou para longe de Débora e Luana e me levou para o fundo da sala onde estava mais vazio.
— Me lembrei daquela conversa que a gente teve lá naquela cafeteria. Lembra? Você disse que gostava de filmes de terror e tals. – Ele disse
— Eu lembro. O que é que tem?
— Estava pensando sei lá, da gente ir assistir um filme de terror que lançou no cinema esses dias.
— É uma ótima ideia. – Eu disse animada.
— S-sério? – Disse Samuel – Então podemos marcar e ir nesse fim de semana, pode ser?
— Claro!
Ele sorriu e saiu, voltei para perto de Débora e Luana.
— E então, o que ele queria? – Perguntou Débora
— Ele me disse que estava lançando um filme de terror no cinema e me convidou para ir. Eu aceitei até porque eu estava mesmo querendo ir no cinema, já faz tempo desde que não vou.
— Então ele te chamou para sair e você aceitou. Não disse que gostava do Thomas? – Disse Débora
— Como assim para sair? – Eu perguntei, logo depois me toquei a merda que tinha acabado de fazer.
— CRISTO! Vai ser só eu e ele, certo? – Eu perguntei
Luana e Débora balançaram a cabeça concordando.
— Aaah. – Eu disse coçando a cabeça. – Fiquei tão animada de ir assistir um filme de terror no cinema que acabei nem me tocando nesse detalhe.
— Tive uma ideia! – Disse Luana
— O quê? – Perguntei
— Nós podemos ir também. Mas estaremos escondidas e vamos garantir que ele não tente nada com você. – Disse Luana
— Tem certeza? Débora, se você quiser eu posso dizer a ele que não vai dar. – Eu disse olhando para a Débora.
— Não precisa, relaxa Mari. Podemos fazer isso que a Luana disse, acho que vai ser divertido no fim das contas. – Disse Débora
— Então fechado. – Disse Luana
— Certo... – Falei
Agora que me liguei nesse detalhe estou me sentindo um pouco incomodada. Mas acredito que vai dar tudo certo, já que as meninas vão estar lá também.
***
— Dani. – Disse Nádia com Daniel no corredor. – Thanks por tudo isso que fez na frente de todo mundo.
— Já disse, posso fazer qualquer coisa por você. – Daniel disse
— Mas, você promete que não vai dar mais bola para essa Lanna mesmo? Promete? Promete?
Daniel levantou o capuz da blusa de Nádia.

— Dani? – Nádia disse
Daniel a puxou pelo capuz e a beijou ali mesmo no corredor.
— Eu prometo. – Disse ele. – Não vou fazer mais nada que a deixe magoada.
— Eu quero só ver viu. – Disse Nádia sorrindo. – E se essa Lanna vier de graça eu vou dar na cara dela de novo.
Nádia voltou correndo para a sala de aula.
— ESTOU TÃO FELIZ QUE POSSO MORRER. – Disse Nádia bem alto
— Ainda bem que deu tudo certo. – Eu disse para ela. – Ainda mais depois de tudo que aconteceu ontem.
— Né. Mas chega de falar daquilo, bola para frente cambada, vamos arrasar. – Disse Nádia
***
Rafael P.O.V
Logo depois de chegar em casa naquele dia não tive pique para jogar game nenhum. Apenas me joguei na minha cama e fiquei olhando para o teto.
“Você é fofinho.“
– É sério que ele disse isso? – Pensei
Isso parece surreal para mim. É estranho eu ter me incomodado quando a amiga da Mari me chamou assim, mas feliz porque Luan concordou.
Acho que preciso de um médico.
Depois do fim de semana ter acabado e segunda começar, fiquei imaginando que tipo de cara fazer quando encontrasse Luan.
– Fala Rafa, já zerou todos os games novos? – Perguntou Pedro quando me viu.
— Não joguei nenhum. – Eu disse jogando minha mochila na cadeira.
— Tá de brincadeira né mano.
— Não tô, é sério. Não tive pique para jogar. Mas hoje mesmo eu vou jogar um pouco de todos. – Eu afirmei
— Quero só ver mesmo. – Disse Pedro
— Dúvida? – Perguntei
Logo em seguida Luan entrou na sala. Ele chegou sorridente e outros colegas vieram falar com ele. Como ele era o representante, sempre tentava se dar bem com todos e era realmente popular.
— Me pergunto como ele se tornou meu amigo. – Pensei
Ele acabou não me vendo e foi falar com outras pessoas.
— Planeta terra chamando Rafa. – Ouvi Pedro dizer
Finalmente cai na realidade.
— Mals. – Eu disse. – Viajei na maionese agora.
— Foi só aquele cara entrar que você viajou legal. – Disse Pedro
— É o quê? – Perguntei
— Eu vi você sair da escola com ele um dia desses. – Disse Pedro
—....
Não consegui pensar em nada para dizer.
– Cara, tá rolando alguma coisa entre vocês? – Perguntou Pedro
Fale com o autor