Conectados por laços

39 Erros, incertezas, amargos


Notas iniciais
Aaaa semana passada infelizmente não postei nenhum capítulo ;-; Recentemente estava bastante focada principalmente na fic que acabei de lançar agora em setembro "Palavras em notas". Se quiserem dar uma olhada ficarei muito agradecida, assim como aqui na Laços, estou pondo muitoo esforço nela *--* Mas agora estou mesmo decidida a voltar pra essa fic de corpo e alma, e agora em outubro não haverá uma sequer semana sem capítulo novo! Prometo gentee :D Peço desculpas novamente pelo longo tempo sem postar, e agora o retorno é pra valer!!! Boa leitura!

— Ué, Rafael? – Ouvi alguém me chamando, interrompendo o que eu iria dizer.

Virei para trás e me deparei com o Pedro ali.

— Tá com esse cara de novo? – Ele disse

— O que você tá fazendo aqui? – Perguntei

— O “cara” tem nome. – Luan respondeu

— Interrompi algo aqui? – Pedro debochou na minha cara.

— Não. – Respondi

— Qual é Pedro. Quer manter o Rafic só para você e não quer que ele saia com outros amigos? – Luan disse

— Rafic? – Pedro pareceu segurar o riso. – Não quero manter ninguém para mim, mas é cômico como vocês vivem saindo juntos. Eu já percebi isso, sou trouxa não.

– E daí meu filho? – Luan aumentou o tom da voz

— E daí o que? E eu lá tenho que dar satisfação para um bosta igual a você? – Pedro disparou também aumentando a voz

— Calma gente... não vamos nos estressar. – Eu disse com impressão de que aquilo não iria acabar nada bem.

— Um bosta? – Disse Luan rindo. – E quem é você para me xingar disso? Você também não passa de um nada.

— Quando você sentir meus punhos nessa sua cara vai descobrir se eu sou mesmo um nada. – Pedro respondeu nervoso se aproximando

Nunca vi o Pedro irritado assim.

— Ei Pedro relaxa aí. – Eu tentei dizer

— Acha que eu tenho medo de você? Você não põe medo nem em formiga, pode vir trouxa. – Disse Luan piorando mais a situação.

— Pode deixar seu merda.

Pedro meteu um soco bem forte no rosto de Luan.

— Vai repete merdinha. – Pedro disse

Luan revidou o chutando na barriga.

— Repito sim. Não passa de um nada.

— Caralho... – Eu estava parado igual um idiota. Não conseguia mexer nem um dedo.

Pedro caiu sentado no chão com a mão na barriga.

— Levanta “bonzão”. – Luan provocou

Pedro se levantou e meteu outro soco em Luan, que revidou o soco. Os dois estavam prestes a brigar ainda mais, até que não consegui ficar mais parado ali e me coloquei em frente ao Luan e tomei um soco de Pedro no lugar dele.

— JÁ CHEGA. – Eu gritei após o soco na cara.

— Mas que porra é essa? – Mariana abriu a porta de casa e saiu para ver o que estava acontecendo.

Nenhum de nós três teve a coragem para abrir a boca.

A boca de Luan estava sangrando, provavelmente minha cara estava vermelha depois do soco forte que o Pedro deu. Pedro também pareceu ter se machucado pelo chute.

— Só...volta para dentro. – Eu disse

Mariana olhou confusa, mas seguiu minhas palavras.

— Vão para casa. – Eu disse

— Isso ainda não acabou seu lixo. – Disse Pedro para o Luan

— Não tenho medo de você. – Luan respondeu

Pedro saiu nervoso e Luan olhou para mim.

— Se machucou? – Ele perguntou

— Eu tô legal. E sua boca? Está sangrando... – Falei

Ele percebeu o corte em seu lábio inferior.

— Foi mal Luan. Não faço a menor ideia do que foi isso. Vou conversar com ele depois, ele vai te pedir desculpa. – Eu disse

— Não esquenta. Melhor eu ir. – Disse Luan

Luan se virou e foi embora. Parecia irritado também.

— O dia estava ótimo.... mas alegria de pobre dura pouco. – Sussurrei enquanto o via caminhar para longe.

Assim que entrei em casa, Mariana e minha tia brotaram na minha frente.

— Rafael que merda era aquela lá fora? Você estava brigando na frente de casa? – Mariana perguntou

— Não acredito que está andando com marginais. – Minha tia disse assustada.

— Não é nada disso. Foi apenas um desentendimento entre amigos. Desculpe por isso, mas estou indo dormir.

Passei pelas duas e subi. Me tranquei no meu quarto e apenas queria fingir que isso não havia acontecido. Tentei recordar apenas as boas lembranças na festa na piscina... mas não foi possível.

Fim do Rafael P.O.V

Domingo. Totalmente entediada. Fiquei dormindo até mais tarde, dormi feito pedra depois do dia anterior em que eu não sosseguei um só minuto. E ainda custei para pegar no sono.

Desci quase duas horas da tarde para tomar comer alguma coisa. Ainda estava de pijama e um horror. Ainda bem que não vou precisar sair de casa hoje. Espero que ninguém venha aqui também.

— Luana? – Eu disse espantada, abrindo a porta depois de ouvir a campainha.

— Oi Mari, imagino que você não deve estar entendendo nada. – Luana disse

— Pode entrar. Estou horrível e de pijama como você pode ver, mas o que aconteceu?

— Desculpa vir assim sem avisar. Mas é que eu tive uma briga enorme com a minha mãe. – Luana disse

— Sério Luana? Mas foi uma briga tão séria assim? – Falei

Nos sentamos no sofá e eu abaixei o som da TV.

— Nós gritamos muito uma com a outra e até assustamos minha irmã mais nova. Eu realmente me estressei tanto que sequer consegui dormir direito. Assim que acordei eu sai de casa e comecei a vagar pelas ruas.

— Luana, você fugiu? – Perguntei

— Eu não fugi, calma. Só decidi me afastar durante algumas horas. Eu preferi desabafar com você, mesmo conhecendo a Nádia e a Débora há mais tempo. Sinto que você me entenderia melhor.

— Entendo... eu também brigava bastante com minha mãe. Mas nunca passávamos mais de uma hora brigadas, sempre fazíamos as pazes novamente bem rápido. – Eu disse, vindo rápidas memorias da minha mãe em minha mente.

— A briga foi tão feia, sinto que não vamos querer olhar uma na cara da outra. Eu não quero voltar para casa hoje para ser honesta. – Luana disse, ela notavelmente queria minha ajuda.

— Luana você só vai acabar piorando a situação. Tente conversar com ela, mesmo ela estando errada peça desculpas. Talvez assim ela se sinta mais confortável para admitir o que ela fez de errado.

— Eu não sei não. Eu realmente não quero voltar para aquele lugar hoje. – Luana disse, já decidida em que iria fazer.

— Tente pensar melhor, não faça algo no qual vai se arrepender depois. Eu sei que você é muito inteligente, e eu respeito muito isso em você. – Tentei fazer com que ela se sentisse mais segura.

— Obrigada Mari. Eu não estou incomodando você né? Eu vindo do nada com meus problemas em uma tarde de domingo.

— Não tem problema algum. Sempre que tiver um problema pode vir me dizer. Prometo que vou fazer de tudo para ajudar. – Falei

— Muito obrigada! Ainda bem que tenho ótimas amigas. – Luana me abraçou e parecia estar prestes a chorar.

— Sabe... eu sinto muita falta da minha mãe. Do jeito que ela sorria, do jeito que ela brincava comigo, do sabor da comida dela... de tudo! – Falei, sentindo que iria acabar chorando também.

— Você deve estar me achando uma idiota. Enquanto você passou por coisas piores eu estou aqui te enchendo por coisas mínimas. – Disse Luana, se soltando do abraço.

— Ás vezes são essas coisas mínimas que podem acabar se tornando problemas enormes. Não se sinta uma idiota, pode falar tudo que você pensa. – Falei sorrindo

— Talvez seja melhor eu ir para casa mesmo. Obrigada de novo, você me deu forças agora. – Disse Luana

— Sim! Eu não sei o porquê vocês brigaram, mas tente entende-la! Ela deve ter seus motivos, assim como você tem os seus. Eu espero que vocês consigam fazer as pazes e não brigarem mais. – Falei para a Luana

— Certo, estou indo para a casa. Eu conto amanhã o que deu depois. – Disse Luana

— Conta sim! Então até mais! – Falei

Abri a porta para ela e nos despedimos. Assim que fechei a porta, me senti estranhamente vazia.

— Mãe...Pai...

Notas finais
Fortes emoções não é mesmo? Esse é um bom momento da história pra voltar :D Nos vemos no próximo capítulo!! Muito obrigada por ler *u*