Conectados por laços

31 Não quero esquecer, não me diga para esquecer


Notas iniciais
E MAIS UM CAPÍTULO *--* A fic agora está entrando em uma nova fase e espero que ela possa agradar ainda mais =D O que será que pode acontecer? ~~Mistério Boa leitura ^^

— Mariana! – Ouvi Débora me chamando

Ela e Luana estavam juntas, parece que Nádia ainda não chegou. Me apressei para chegar perto delas e me sentei em minha carteira.

— Oi gente, o dia de ontem foi que foi né. – Falei tirando a mochila das costas.

— Nossa nem me fale. – Disse Luana coçando a nuca. – Levamos a maior bronca da diretora você não tem nem noção. Ela disse que se isso acontecer mais uma vez vai ser expulsão.

— E a Lanna ainda se pagou de vitima. Sorte que a diretora levou uma com a cara dela e perguntou o que ela foi fazer saindo da sala dela para ir na nossa. Aquela falsa do caralho. – Débora bufou

— Nádia disse que até o Daniel tá irritado com essa garota. Se ela não parar agora é porque ela quer atenção. – Eu falei.

— Deixando esse assunto um pouco de lado, ficamos sabendo que você e o Thomas fugiram da escola né sua safadinha. – Disse Luana

Nádia chegou e assim que nos viu veio tropicando nas mesas até chegar em nós. Nádia sendo Nádia.

— Nossa não consegui dormir direito essa noite. Assisti um monte de série. – Disse ela se arrumando em sua mesa

— Começamos a falar agorinha da fuga da Mariana com o Thomas de ontem. – Disse Luana

— Oh é mesmo. Mari você disse que ia explicar essa história melhor, pode começando hihi. – Nádia disse

— Bem... – Falei

Contei detalhadamente tudo que aconteceu, desde meus pensamentos enquanto fugíamos, quando tomamos aquele cappuccino gelado, quando nos irritamos um com o outro, quando eu fugi e ele veio atrás me pegando de surpresa e por fim quando nos beijamos e eu fugi.

— Caramba Mari, parece que ele tá afim de você então. – Disse Luana

— Afim de mim? Mas ele nunca deixou isso claro. Uma hora ele está de um jeito e outra hora de outro jeito. – Falei confusa, enquanto observava os diferentes olhares que ele me deu durante tudo que aconteceu no dia anterior.

— Talvez ele esteja com vergonha de admitir que gosta de você miga. A esperança é a última que morre e esse doido parece que tá xonado em você. – Disse Nádia

— Eu não sei não... – Falei. Nunca pensei nesses detalhes que elas estão me contando. Será que Thomas tem algum sentimento por mim também?

— Eu ia dizer para ele que gosto dele, mas eu não consegui ainda. – Falei, mordendo os lábios enquanto olhava para o chão.

— Mari você ainda não contou? Joga logo na cara dele, está bem na cara que ele vai te pedir em casamento. – Disse Nádia

— É O QUÊ? – Eu disse em choque

— É brincadeira amiga, eu quis dizer que acho que ele vai dizer que gosta de você também. Então você deveria dizer logo e parar de deixar para depois. – Disse Nádia

Antes que eu pudesse responder, Samuel passou por nós. Ele sorriu e acenou para todas nós, mas não parou para dizer nada. Apenas foi conversar com outros colegas.

— Parece que o que a Vick disse mexeu com ele. – Disse Luana

— Aquela palhaça do caralho. Metendo aquela língua imunda onde ninguém chamou. – Débora disse, parecendo estar se irritando.

— Calma Debs. – Disse Nádia – Ainda dá para contornar essa situação. Mas você mesma vai ter que ir lá e dizer tudo para ele.

— Puta que pariu. –Disse Débora colocando a mão no rosto.

— Mas você já ia fazer isso de qualquer forma, não ia? Você só vai ter que dizer isso mais cedo e com outras palavras. Talvez ele entenda melhor. – Disse Luana

Débora continuava com a mão no rosto sem responder.

— Calma, vai dar tudo certo, você só vai ter que confiar mais em si mesma. – Eu disse

— Obrigada meninas. Assim que eu estiver preparada eu vou lá e resolvo toda essa merda com ele. – Disse Débora

Naquele momento vi Thomas entrando na sala. Eu o vi, ele me viu. Mas ele apenas passou direto.

— É isso mesmo Débs. – Disse Nádia

Assim que vi o Thomas passar fiquei um pouco inquieta e pensativa. Estava determinada em ir conversar com ele no recreio. Uma longa conversa. A professora atrasou para chegar então continuamos conversando por mais um tempo.

***

Assim que tocou o sinal do intervalo, Nádia, Luana e Débora saíram para comprar o salgado eu disse a elas que iria conversar com Thomas.

Antes de sair da sala, olhei para Thomas e apontei o dedo para cima. Ele entendeu o que eu quis dizer. Eu saí de sala e subi as escadas logo em seguida.

Apenas fiquei o esperando, enquanto sentia a brisa do vento fazer meu cabelo dançar. Me lembrei daquele momento novamente

“– Se não gosta, vou fazer você gostar.”

Levei meus dedos até meus lábios. Ouvi alguém se aproximando por trás.

— Oi. – Ouvi Thomas dizer ao se aproximar

— Oi Thomas. Eu te chamei aqui por que senti que deveríamos conversar sobre o que aconteceu ontem. – Falei

— Conversar o que? Você saiu correndo não saiu? E agora vem querer papinho? – Disse Thomas

— Eu estava confusa. Aquele foi meu primeiro beijo sabia? Como você queria que eu me sentisse? – Eu disparei.

— Foi mal. Não sei o que deu em mim, simplesmente fiz. Apenas esqueça. – Disse Thomas

— Você não está sendo legal em me pedir para esquecer isso Thomas. – Disse eu

— E o que você quer que eu faça? Quer que eu beije você de novo? – Ele disse aumentando o tom de sua voz.

— C-como? – Eu disse, dando um passo para trás. – Thomas você está fugindo do assunto...

— Assunto? Mariana não estou entendendo nada do que você quer comigo me chamando aqui. Se não tem nada para falar então eu tô saindo.

— PORRA THOMAS EU SÓ QUERIA ENTENDER MELHOR O QUE ACONTECEU. – Me descontrolei, meu coração estava á mil, minha cabeça estava cheia. O que eu estava fazendo?

Ele pareceu surpreso com o que eu disse.

— Só esquece... – Thomas disse.

A expressão dele parecia querer dizer outra coisa. Thomas se virou para ir embora.

— Mesmo que eu queira... – Falei em tom mais baixo, fazendo ele parar. – Eu não consigo me esquecer disso.

Assim que eu disse isso, apressei meus passos e o passei, saí dali um pouco irritada e um pouco envergonhada. As coisas com o Thomas são tão difíceis por que eu tive que me apaixonar por ele?

***

Rafael P.O.V

— Ué carai. Você me deu o endereço e eu vim aqui. – Disse Pedro, na minha porta quase nove e meia da noite.

— Sabia que não deveria ter passado... entra logo. – Falei impaciente.

Esse Pedro faz cada coisa.

— E o que cê ta fazendo de bom? – Perguntou Pedro

— Jogando games.

— Tá meio friozinho lá fora, mas agora que entrei aqui deu calor. Vou tirar meu casaco. – Disse Pedro

— Você resolveu passar aqui do nada é? – Perguntei

— Estava dando uns rolês e decidi passar aqui. – Disse Pedro. – Você disse que sua casa era um muquifo, mas ela é bem agradável.

— Valeu. É que sei lá, prefiro a casa onde eu morava na outra cidade. – Falei. – Que saudades de lá cara...

— Tendi,tendi. Não sei o que você ta jogando, mas bora jogar. – Disse Pedro

— Só fala mais baixo porque minha irmã está dormindo lá em cima. – Falei

— Show!

Dei play no jogo e Pedro por sorte sabia como jogar. Já estava ficando tarde, quase onze da noite e estava me batendo um soninho.

Acabei bocejando.

— Tá querendo mimi? – Pedro brincou

— Sono bom. – Falei dando risada

Pedro apenas ficou me encarando.

— Acho que é um bom momento para falar daquela ligação. – Disse Pedro

— Ligação? Que liga... – Falei, mas arregalei os olhas ao lembrar do dia que Pedro me ligou e perguntou se eu gostava do Luan. Puta merda, tô frito.

— Lembrou? Mano tem como você responder aquela pergunta ou não? – Disse Pedro

— Porra Pedro para de encher com isso. O Luan é meu amigo e somos dois caras, tá me estranhando? – Falei tentando desviar o foco.

— E isso impede você sentir alguma coisa por aquele cara? – Pedro perguntou erguendo as sobrancelhas.

—... – Não consegui pensar em nada para responder.

— Isso tá muito estranho. Tu não tá sendo sincero comigo.

Engoli em seco. Tinha que dar um jeito de terminar aquela conversa ali. Fingi outro bocejo.

— Vish o sono está me atacando feio aqui. Talvez seja melhor você voltar outro dia, que tal? – Perguntei

Pedro pareceu irritado com isso.

— Tá bom caralho. Eu vou voltar. – Disse Pedro

Pedro pegou o casaco e eu o acompanhei até a porta.

— Falou então, até amanhã. – Falei

— Vê se vai dormir hein mano. Tá com sono atrasado, não é possível. – Ele disse.

— Okay, okay. Falou. – Falei, logo em seguida ele foi embora.

Notas finais
Acho que as coisas estão difíceis para a Mari e para o Rafic. Tem como as coisas piorarem? () Sim () Não () Com certeza