Concrete Heart

22 Capítulo 21 - I'm living in a world that's all about you and me


Notas iniciais
Oiiiiiii. Eu escrevi esse capítulo ouvindo "Broken Hearted Girl" da Beyonce ♥

Você é tudo o que eu achava que nunca seria

E nada como eu pensei que você poderia ter sido

Mesmo assim, você vive dentro de mim

Então me diga como é isso?

Você é o único que eu desejo que pudesse esquecer

O único que eu adoraria não perdoar

E apesar de você partir meu coração, você é o único

E apesar de existirem momentos que eu odeio você

Porque eu não posso apagar

Os momentos que você me machucou

E pôs lágrimas no meu rosto

E mesmo agora, enquanto eu odeio você, me dói dizer

Eu sei que estarei lá no final do dia

Broken-hearted Girl — Beyonce

Victor entrou no quarto, irritado.

— Por favor, me diz que você não fez o que eu pedi e que só chegou aqui agora? — ele sussurrou, se sentando na cama.

Fui até ele e me sentei ao seu lado.

— Então, eu não sou sua primeira namorada? — perguntei.

Ele se jogou de costas na cama e cobriu o rosto com um travesseiro.

— Ah, não fica assim. Pais são... Pais.

— Hum — ele resmungou.

— Você dormiu na casa dela? — perguntei e ele tirou o travesseiro do rosto.

— Você também, Angel!

Cruzei os braços e o encarei.

— Só ficou tarde e eu dormi lá. Não é um pecado capital, não aconteceu nada – ele disse.

— Sei.

Ele suspirou.

— Vem cá — ele estendeu a mão e eu a peguei.

Victor se sentou e eu me sentei em seu colo, passando a mão por seu cabelo. Ele respirou fundo e beijou meu maxilar.

— Eu e a Jane, nunca tivemos nada. Mesmo que você tenha uma mente bem fértil — ele sorriu. — É sério, somos só amigos. Eu nunca faria isso com você.

Isso foi uma indireta?

— Não vamos falar sobre aquilo — ele disse e eu sabia do que ele estava falando. — OK?

— Ok — concordei e coloquei a cabeça em seu ombro.

— Eprhain vai ficar bem. Carlisle é o melhor médico do mundo, vai consertá-lo. E, além do mais, ele é imortal.

Eu não disse nada. Era estranho o fato de Victor estar tentando me consolar em relação ao Eprhain. Eu ficaria feliz se Jane quebrasse alguns ossos e nunca mais abrisse os olhos. E essa, eu percebi, é a diferença entre Victor e eu. Não importa se ele vai ficar triste, ele quer me ver feliz. Mas eu não seria tão compreensiva.

— Por que você não pode ser um namorado normal e simplesmente brigar comigo? – eu disse, contra o seu pescoço.

— Por que eu faria isso? — ele perguntou, levantando meu queixo para poder me olhar.

— Por que... Você sabe.

— Foi escolha sua. Vou brigar com você por uma escolha?

— Sim.

— Acho que não.

— Você deveria me xingar de todos os nomes possíveis, em todas as línguas que existe.

Ele riu e então suspirou.

— Eu nunca faria isso.

— Victor!

— Angel, eu não vou brigar com você! Eu realmente deveria. Se fosse ha dois meses atrás eu com certeza teria brigado com você. Mas eu não quero discutir com você por coisas ridículas. Você sabe o que sabe o que faz.

— Então você não está com raiva?

— Eu não disse isso. Só disse que não vou brigar com você.

— Você não me ama mais, é?

Ele riu de novo e apertou minha cintura..

— Eu não acho que seja possível isso acontecer algum dia — ele disse.



***

Eu estava ao lado da cama de Eprhain, esperando ele acordar em 4 segundos.

1...2...3...4.

Ele abriu os olhos e sorriu para mim.

— Oi — eu disse.

— Você veio — ele sussurrou, ainda com dificuldade de se mexer.

— Você estava dormindo antes... Eu sinto muito.

— Não é culpa sua. É que ainda é difícil entender que você é capaz de se virar sozinha.

Eu ri, sem humor.

— Você deveria parar com isso. Você me assustou. É melhor nunca mais fazer isso comigo.

— Vou tentar.

Revirei os olhos.

— E então, ele brigou muito com você. sabe, eu pretendia estar lá mas não deu muito certo.

— Ele não brigou comigo, mesmo que eu quisesse.

Ephrain franziu a sobrancelha.

— O Victor não é quem você pensa. Ele é diferente.

Ele suspirou.

— Acho que é mesmo. Ele é melhor do que eu pensava.

— Por que você fez aquilo?

— Não sei... Acho que no fundo eu sabia que alguma coisa iria acontecer. Eu só... Eu precisava entender o que eu sinto por você.

— E o que é que você sente por mim?

— Acho que precisamos nos beijar de novo. Aquele não valeu, fiquei nervoso e não deu para entender.

Revirei os olhos e ele riu.

— Eu não estou brincando.

— OK. Mas eu realmente não sei. Talvez seja esse instinto de proteção que não me deixa te esquecer.

— Eu sinto muito por isso.

— Por isso? Sério?

— Sim. Por que você acha que eu sou a mesma garota de antes? Eu mudei, sabia? Talvez por causa do Victor, ou por causa do tempo. Mas eu mudei. Eu só quero que... Que você não se preocupe mais comigo. Eu sei me cuidar sozinha.

— Isso é um fora bem sutil.

— Foi por isso que você voltou? Por que achou que com o tempo, eu teria voltado a amar você?

— E você amou algum dia?

— Sim. Eu posso negar o quanto eu quiser, mas eu te amava. E não era por causa do imprinting. Só você não percebe. Mas agora eu não te amo mais. Não desse jeito. E eu queria amar, você não faz ideia do quanto. Com você seria tão fácil. Eu não precisaria me preocupar em te machucar, ou em querer te matar. Mas mesmo assim, eu não trocaria o que eu sinto pelo Victor pelo o que eu senti por você um dia. Ele é diferente, não fica o tempo todo tentando me controlar. E ele entende o que é ser vampiro mais até mesmo do que os vampiros. Ele sabe que eu tenho dias ruins, e não fica tentando entender o que está acontecendo comigo, não sem eu querer dizer. Não existe ninguém no mundo que seja mais perfeito para mim, do que ele.

Eu sabia que não devia ter dito aquilo. Foi cruel, mas eu precisava fazer ele entender.

— Você não me ama, Ephrain — eu disse e ele suspirou. — Você só se recusa a admitir isso.

— Antes, assim que você começou a aprender a se controlar, eu costumava achar que você era meu próprio frio particular.

Eu sorri. Eu lembro que ele adorava ficar me abraçando por que eu sou fria.

— E agora, parece que você fica com ele, por que ele é quente.

Eu entendi o que ele quis dizer.

— Eu sei que você o ama, não sou idiota. Qualquer vê isso. Mas você não precisa dele tanto quanto acha. Você sempre se acostumou com o frio do seu corpo.

— o Victor não é tão quente. Ele só é quente para mim por que eu sou fria. E com isso eu posso lidar, mas eu não posso lutar contra um eclipse.

Ele me encarou. Levantei-me e respire fundo. Eu conhecia aquela sensação, era a mesma de quando eu tive que me despedir do Victor por que Victoria estava atrás dele. Eu não fazia ideia de quando o veria de novo.

— Você quer que eu volte? — perguntei.

— Preciso de um tempo — ele sussurrou.

— Tudo bem.

Ele segurou minha mão por um segundo e a soltou.

— Eu te amo — ele disse.

Eu sorri e andei em direção a porta.

— Ah, não se preocupe com a Jane — eu disse, me virando para ele. — Ela vai ficar bem.

— Eu espero que sim — ele sorriu.

Ele estava preocupado com ela, a garota já podia frita um ovo na testa. Era questão de tempo até ela se transformar. Mas não seria agora. Eu podia não ver os lobos, mas via os aspirantes.

Eu estava abrindo a porta do carro quando ouvi os passos dela. Me virei e a esperei vir até mim.

— Oi — ela disse.

— O Victor não veio. Você sabe, são 2:00 da manhã. Ele está dormindo.

— É, mas onde você esta, ele está também.

Não respondi.

— O que foi? — perguntei.

Ela segurou a barra da camisa e enrolou no dedo.

— Se eu te perguntasse uma coisa sobre ele, você me responderia a verdade? — ela perguntou.

— Depende.

— Do quê?

— Do meu humor e do meu grau de gentileza.

Ela riu, mas eu continuei séria.

— Não, ele não vai mudar de ideia. Nunca — respondi.

Ela me encarou, com os olhos arregalados e então suspirou.

— Ah, o lance da mente, é claro — deduziu. — _ Continuo fazendo o mesmo erro. Imaginando que em algum momento tudo vai mudar, mas as coisas nunca vão mudar. Ele nunca vai parar de amá-la. Sou destinada a ser apenas a amiga — ela disse, olhando para a praia.

— Odeio admitir, mas ele não te vê apenas como amiga.

Ela sorriu de lado e se virou para mim.

— Ele te ama, mas não acho que seja tanto. Isso me incomodava antes. Mas agora, eu acho que não é tão ruim. Não vou dizer que você seria com certeza o melhor para ele. Mas você sabe que seria. Mas entenda, algum dia você vai se transformar, e poderá não ter um imprinting com ele, como espera que vá ter. Acredite, isso não faria ele se apaixonar por você. Olha para minha situação e a do Ephrain. Você não quer passar por isso. Por que um dia o imprinting pode acontecer com você, e você não vai ter escolha.

— Você tem.

— Mas o Eprhain não.

Ela suspirou.

— Mas sabe... Isso pode acontecer com o Victor. O que você faria?

Pois é, o que eu faria?

— Ele me ama, e você sabe disso – ela continuou. — Só ele que não sabe. Algum dia, ele pode olhar para você e perceber que na verdade era comigo que deveria ter ficado.

— Acho meio difícil isso acontecer.

— Mas pode. E então? Você o transforma, e acaba com a vida dele. E se um dia ele não quiser mais? Comigo ele tem escolhas, não é tudo vida ou morte.

— O que você está querendo?

— Você sabe o que é melhor para ele. E não é você.

— Quer que eu vá embora para você ter o caminho livre!?

— Deveria pensar nele, só nele.

— Vai sonhando.

— Você é egoísta demais.

— Admito, sou mesmo. Se eu não fosse eu não estaria aqui. Se eu não fosse egoísta eu não estaria com o Victor. E com certeza não seria uma vampira. Não tenta querer entender algo que aconteceu antes de você nascer. E não tenta me convencer a fazer algo pelo "bem" do Victor. Por que você vai perder.

— É assim que você o ama?

— E você entende alguma coisa sobre isso?

— Você não pode nem tocar nele sem querer matá-lo. É perigoso.

Suspirei.

— Você está tão desesperada para fazer ele te amar, que mal consegue ver o que está fazendo.

Ela abriu a boca para falar e então a fechou.

— Você acha que algum dia isso tudo vai fazer sentido? – perguntou.

— Você pergunta para mim? – eu disse, levantando uma sobrancelha.

— É, você é a vidente aqui. Não sabe de tudo?

— Tem muita coisa que eu não sei, eu não sei de tudo. Mas... – suspirei e fechei os olhos. — É, talvez a gente encontre uma explicação algum dia – eu disse, abrindo-os.

Ela me encarou, sem acreditar que fosse tão fácil para mim, apenas fechar os olhos, e saber que tudo ficaria bem.

— Tenho que ir – eu disse, abrindo a porta do carro e ligando-o.

Entrei no quarto de Victor e olhei para o relógio, 02:56. Deitei ao lado de Victor e ele se virou, colocando o braço a minha volta.

O dia amanheceu rápido.

— Oi – Victor sussurrou, acordando.

— Oi – eu disse.

Ele beijou minha bochecha e eu olhei para ele, rindo.

— Como foi como Ephrain? – ele perguntou.

— Tudo bem.

— Hum – ele resmungou, olhando para o teto.

— Amor — chamei e ele se virou para mim.

— Hum?

— Eu te amo.

Ele sorriu. Sorriu de verdade.

— Eu nunca vou me cansar de ouvir isso — ele disse, se inclinando em minha direção. – Estou com fome.

Eu ri.

— Tenho que ir para casa – eu disse.

Ele me beijou rapidamente e se levantou, mas quando chegou na porta se virou para mim.

— Eu também te amo – ele disse, antes de sair.

Notas finais
Jane "hazando" nos discursos kkk XOXO