Complicated Loves
4 A Garota Misteriosa
Notas iniciais

Pov Percy
− Vamos dançar Percy – diz Annabeth se sentando ao meu lado com o suor escorrendo pela testa cansada de tanto dançar sozinha.Balancei minha taça de champanhe.
− Sabe que não sou bom com isso – digo calmo com o olhar fixo na taça
− Se esforce ao menos – irritada, ela puxa a taça de minha mão mim forçando a escara-lá.
− Não to afim Anny – Dei um suspiro pesado buscando calma pela insistência dela.
− Desde que chegamos está aí. Parado na mesa como uma estátua, nem ao menos dançou comigo uma vez. O que há de errado com você? Se não queria vir comigo, era só não ter aceitado o convite – cruzou os braços mim encarando com um olhar fulminante
− NÃO, não é isso. É que... – pausei para pegar de volta a taça das mãos dela, e tomei tudo em um só gole. Ignorei o olhar de reprovação vindo da mesma e continuei a falar – Preciso urgentemente de tranqüilidade, pode apostar eu não esperava ficar assim, mas... Quando recebi a carta da minha mãe foi impossível. Acredita que aquela droga de padrasto faz minha mãe de gato e sapato a todo instante, e ela está tão cega que nem vê isso. Trabalha feito uma condenada e ele – mim interrompi para encher de novo a taça – “Cadê minha cerveja mulher?” “Vê se lava minha roupa” “Faça isso, faça aquilo”. Eu deveria lançar um Avada naquele filho da... – ia o xingar de todos os nomes existentes, mas Annabeth foi mais rápida.
− PERCY, eu sei sobre como na sua casa está complicado, mas pense. Está em uma festa para se divertir, não para ficar embriagado pelos cantos. Ás vezes você coloca seus problemas como desculpa para tudo. E você deveria apoiar sua mãe, afinal veja por esse lado. Ela o ama e está feliz... – Ela só podia está de brincadeira
− MIM POUPE ANNABETH desse seu pensamento ridículo de amor e felicidade. A vida não é um conto de fadas, nem todo mundo tem uma família bonitinha e perfeita como a sua. Agora se me der licença – com raiva, peguei duas garrafas de Uísque que estava em cima da mesa sorte que ninguém estava lá. Evitaria um monte de perguntas – Vou indo, já que meus problemas atrapalham você – minha voz com certeza deve ter saído embriagada
Levanto-me e viro minhas costas andando em direção a saída sem olhar nenhuma vez para trás.
Passei entre os amontoados de gente na porta da saída, não mim importando em ser rude ao empurrá-las para o lado, afinal aquele esfrega-esfrega estava mim dando agonia. Já estando do lado de fora, respirei fundo contemplando o ar livre. Sem esfrega-esfrega, sem barulho, só eu e minhas duas garrafas.
Comecei a andar pelos corredores sem rumo e aos tropeços, pelo visto a bebida já estava fazendo efeito. Vaguei pelos corredores escuros e vazios sem saber ao certo para onde ir, até que parei em um corredor pelo qual era tão escuro que não dava para ver nenhum resíduo de qualquer ser. Somente vagas sombras. Me encostei na parede dura e deslizei lentamente até o chão frio e gélido da escola.
Porque tinha que ser assim? Queria que tudo fosse mais fácil...
Queria que finalmente minha mãe notasse o que acontece em casa. Aquele cara não sente nada por ela, a trata como uma empregada qualquer.
Dei um grande gole da garrafa, sentindo o sabor amargo da bebida escorrendo por minha garganta, de certo modo aliviava um pouco.
Uma coisa é certa.
Tive medo de deixá-la com ele, mas fiz uma promessa comigo mesmo: Se aquele energúmeno encostar um dedo nela, eu posso ser preso... Mas mato ele.
Meu peito se encheu de fúria e taquei a garrafa na parede provocando um barulho estridente. Observei-a se despedaçar por completo restando apenas meros cacos e um pouco de bebida esparramados pelo chão.
Fechei os olhos e bati varias vezes a cabeça na parede.
Não devia ter vindo para Hogwarts esse ano, a culpa me corroia por algo que podia acontecer. E se o padrasto tivesse outro surto como da ultima vez... Enquanto estava em uma festa minha mãe estava sozinha... Com aquele cara, que a essa hora já deveria está morto de bêbado no sofá.
Passei as mãos pelos cabelos e suspirei pesadamente.
− Não tendo uma noite boa?
Saltei de susto abrindo os olhos rapidamente. Procurei por todos os lados o dono da voz feminina, mas não dava para ver nada naquela escuridão.
− Quem... Quem é você? – perguntei apertando os olhos
− Ninguém importante – Eu senti uma sombra se sentar ao meu lado – Mas... E ai? Não tendo uma noite muito bacana?
− Não deveria está no baile? – continuei ignorando a pergunta
− Meio que... Deveria. Mas não queria. A coisa ta boa aí hein, tem que juntar esses cacos antes que alguém pise
− Porque não queria ir? Todas as meninas estavam malucas para ir – ela riu
− Eu não queria, então nem todas estavam malucas para ir. Acho que deveria tomar uma poção para ressaca...
− Ficou sem par? Por isso não queria ir?
− Não, eu simplesmente não queria ir. Ok? – Observei sombras escuras se mexendo, isso talvez significasse que ela era morena... Pelo menos eu acho – Eu acho que tenho algo para te ajudar no meu dormitório...
− De que casa você é? Como veio parar nesse corredor?
− Nada disso é importante... PARA DE ME PERGUNTAR COISAS GAROTO. Você é muito curioso – Dei um sorriso sem mostrar os dentes
− Só um pouquinho...
− Ta legal – Ela fez um movimento com os olhos, deve ter revirado. Eu acho. A sombra da garota se levantou e sumiu na escuridão.
Já estava achando que ela tinha ido embora por isso mim voltei para a garrafa. Ia bebendo, mas uma mão macia a toma de mim.
− EI – protestei vendo-a se sentar na minha frente
− Toma aqui a poção – a senti colocar algo na minha mão – Tome isso e logo estará novinho em folha acredite em mim, ninguém merece uma ressaca como essa.
A encarei curioso:
− Não entendo, nem te conheço. Porque está mim ajudando? – Ela pareceu se remexer, nervosa talvez?
− Gosto de ajudar as pessoas – Ah isso não mim convence...
− Só tomo se mim disser quem você é
− Não vou dizer e o problema é seu se não beber. Vai ficar com uma ressaca miserável
Levantei os braços em redenção, tomei a poção e senti logo uma leve dor de cabeça que logo passou. Pronto, já não estava mais bêbado.
Finalmente consegui ver o sorriso dela, era tímido e não pude evitar sorrir de volta.
− Obrigada – agradeci e não sei como consegui ver um leve rubor em suas bochechas. Ela assentiu e se levantou. Ia indo embora, mas... Poxa eu precisava saber quem era ela – Quem é você? Diz pelo menos seu nome ou sei lá qual casa você é
− Sou da grifinoria – disse somente e foi embora.
Encarei o nada, sem saber se sairia daquele lugar tão cedo. A bebedeira tinha sumido graças á garota misteriosa que com certeza vou descobrir quem é, e agora as coisas pareciam mais claras. Tinha sido um trago com Annabeth e precisava mim desculpar com a amiga, afinal gostava dela. Fiquei parado criando coragem para mim levantar. Mas o pior era que eu não podia me embebedar de novo, a garota tinha levado a garrafa...
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