Competição DDA (2ª Temporada): Meninos & Menin
20 Capítulo 20 - O Equilíbrio
Notas iniciais
Chris: Respeitável público! Aos novos e velhos fãs da Competição DDA, chegou o momento que todos nós ansiávamos a semanas. É um pássaro...? É um avião...? Não! É a grande final da segunda temporada! Hehe.
No último episódio..., nossos 4 finalistas formaram duplas e passaram pelo que gostamos de chamar de: Desafio ultra especial e ultra nostálgico de semifinal! Passando por uma adaptação de TODAS as provas da temporada até agora, cada participante teve seu próprio destaque individual. Como esquecer das ideias sagazes de Matheus? Da agilidade de Bárbara? Do bom humor de Duda? E da língua afiada de Hugo? No fim, foi o Labirinto dos Horrores que determinou quais seriam os nossos dois grandes finalistas. E nada melhor do que encerrar essa temporada especial com uma final entre menino e menina. Imagino que Hugo e Bárbara nem estão conseguindo dormir sabendo que, apenas um deles ficará com a grana toda hoje. É uma responsabilidade muito grande nas costas desses dois hoje, não é mesmo?!
Mas chega de enrolação, eu sei pelo que vocês vieram, então se preparem “DDAnáticos”, porque estaremos agora transmitindo a FINAL da... Competição...
(música animada)
DDA!
(Abertura)
(Cada um em suas respectivas salas, Hugo e Bárbara recuperavam energia para a grande final. Bárbara parecia dormir tranquila, enquanto Hugo, se revirava de um lado para o outro do colchão, repetindo coisas estranhas)
Hugo: ..., eu não sou frouxo, eu não sou frouxo!
(FLASHBACK do episódio 17 era reprisado)
Nicholas: Se eu fosse você eu tomava cuidado.
Hugo: Ahn?
Nicholas: Vocês com as meninas; do jeito que elas são, vão acabar transformando vocês em uns frouxos.
Hugo: Hum, a gente não tá nem aí pro que você pensa Nicholas.
Nicholas: Mas devia...
(FIM DO FLASHBACK)
(Os movimentos de Hugo pareciam mais fortes e incontroláveis, como se estivesse preso em um pesadelo difícil de acordar, até abrir seus olhos rapidamente, com uma expressão que misturava raiva e dominância)
[Bárbara: Chegou a hora pessoal. A grande final tá aqui! Não sei se dá pra ver, mas eu tô bem nervosa! É tipo... EU, a última menina, a que tá mais perto de pegar os cem mil reais! É muita loucura!!
Como será que o Hugo tá se sentindo?]
(Um tempo depois..., Bárbara e Hugo estavam dentro do ônibus de Chef, sentados em assentos distantes, com Bárbara se acomodando na frente, e Hugo bem na parte de trás. Ele estava visivelmente inquieto, como se quisesse colocar algo para fora)
Bárbara: Ei Hugo. (A garota, com um sorriso pequeno, decide ir até a parte de trás do ônibus para conversar com seu colega finalista)
E aí? Tá ansioso?
(Ele não responde)
Acho que sim, né? Olha, de todos os meninos, eu fico feliz que você veio pra final comigo. Você é um dos mais legais.
Hugo: Não importa, eu vou ganhar de você hoje.
Bárbara: Nossa, como você tá competitivo, haha!
Hugo: Você não precisa fingir que liga pra mim não, tá? Se quiser me transformar em um de vocês, pode vazar!
Bárbara: (Notavelmente confusa) ...? Do que você tá falando Hugo?
Hugo: Então era esse o plano de vocês né? Entrar na cabeça dos meninos. (Ele se levantava de seu assento, já irritado)
Bárbara: Eu...
Hugo: Olha só o Matheus: Ele era daora. Jogava bola com a gente; ficava zuando; depois que VOCÊS meninas apareceram, ele começou a brincar de boneca, falar dos sentimentos dele; “Ai, eu não teria conseguido sem você”! (Imitou Matheus, zombando do garoto) Vocês transformaram o Matheus em um pamonha!!
Bárbara: A gente?? O Leandro ficou xingando o Matheus a vida toda e vocês nunca fizeram nada! O Matheus só veio falar disso comigo e com a Duda. E você ainda se diz AMIGO dele.
Hugo: Você não sabe NADA sobre mim e o Matheus! Isso é problema de menino!!
Bárbara: É por causa desses “problemas” que vocês escondem as coisas e viram uns idiotas!
Hugo: Agora eu entendi por que existe “menino” e “menina”, cada um tem que ficar no seu canto, como devia ser!
Bárbara: Você tá sendo um babaca!!
Hugo: Dane-se! Esquece a sua bandeira da paz! Eu vou ganhar, pelos MEUS meninos!!
Bárbara: Então se prepara você, “machão”! Porque alguém vai perder hoje, e NÃO VAI ser eu!!
Chef: Ahn... crianças?
(Hugo e Bárbara estavam fixamente se olhando com raiva, sem nem mesmo notar que já haviam chegado em seu destino)
Bárbara: Já chegamos?
Chef: Sim, venham comigo.
(Descendo de seu veículo, Chef guiava os finalistas por um local desconhecido, que parecia ser um hotel...
Chegando em uma quadra de basquete larga do mesmo edifício, Hugo e Bárbara tinham uma bela surpresa)
Hugo: ... não brinca!!
Lara: Vai Bárbara!! Você consegue!!
Vanessa: Vai amiga!!
Enzo: Acaba com ela, Hugo!
Eduardo: É, vai Hugo!!
(17 participantes eliminados da temporada estavam sentados em arquibancadas dentro da quadra, com uma divisão clara: Os garotos estavam na arquibancada esquerda, apoiando Hugo, e as garotas estavam na arquibancada direita, apoiando Bárbara)
Hugo: Haha, que legal!
(Junto dos eliminados, também estava na quadra Chris Mclean, em pé, pronto para anunciar o desafio final. Ao lado dele, estavam grandes blocos de construção de brinquedo, espalhados no centro da quadra, junto de dois mastros com bandeiras no topo)
Chris: Uma grande final não seria grande o suficiente sem uma grande plateia.
Maria Eduarda: Que legal! A gente vai ver a final bem de pertinho.
Chris: Espero que estejam preparados Hugo e Bárbara, porque esse episódio promete muita adrenalina. Todo o tratado de paz que vocês fizeram vai ter que ser deixado de lado. Não existem mais amigos aqui, só muita competição.
Hugo: Hum, amigos? Pode esquecer.
Bárbara: É! (Mesmo tentando demonstrar atitude, o olhar de Bárbara, no fundo, demonstrava angústia, e Brunna parecia ter notado, olhando para os finalistas com um olhar intrigado)
(De forma inesperada, o local inteiro entrava em silêncio)
Bárbara: ... o que? Eu falei alguma coisa?
Sara: O vilão! (Disse-a assustada, olhando fixamente para a entrada da quadra)
Leandro: Aff, tinham mesmo que chamar esse cara?
(A pessoa misteriosa que todos reagiam de maneira tão indiscreta, era Nicholas, que chegava no local atrasado, e encarava os demais com um olhar raivoso)
Chris: Ah, olá Nicholas. Vejo que o seu pai deixou você ver a final. (O comentário de Chris sugeria que, diferente dos demais, Nicholas não estava pousando no hotel, mas sim estava em casa, e foi trazido por seu pai apenas para o episódio final)
(Sem dizer uma palavra, Nicholas caminha até a arquibancada masculina, em tom de imponência, quase desfilando; todos o seguiam com os olhos, até ele se sentar do lado masculino)
Chris: Bom, vamos ao que interessa. Pro desafio de hoje... vocês dois terão que construir muralhas, ou melhor dizendo... uma fortaleza, com esses blocos de madeira espalhados pela quadra. Vocês terão uma hora para derrubar a fortaleza do seu oponente, pelo menos o suficiente para invadi-la e saquear a sua bandeira.
Raquel: Ah sim, eu fiquei me perguntando o que eram essas bandeiras.
Chris: Essas duas bandeiras que estão atrás de mim representam o Yin-Yang. Um símbolo popular da cultura chinesa.
(As bandeiras que Chris menciona possuem o símbolo do Yin-Yang ☯️ dividido ao meio, sendo a bandeira que está posicionada próxima a arquibancada masculina de cor branca com o símbolo do Yin no centro; e a bandeira posicionada próxima a arquibancada feminina de cor preta com o símbolo do Yang no centro)
De acordo com a filosofia deles, o Yin representa a escuridão, o sensível, o cuidado, e a intuição, e... o lado feminino.
Sara: Uau!
Chris: E o Yang, representa a luz, coragem, disciplina, e um pouco... só um pouco, de ego; e claro, esse é o lado masculino.
Vanessa: Por isso ele é feio.
Paulo: Você que é feia! Haha, viu? Devolvi na mesma moeda.
Brunna: Xiu! Deixa ele falar Paulo.
Chris: Esses dois lados precisam estar juntos para criar o equilíbrio entre os dois mundos. Mas... como estamos falando de uma competição, onde só um de vocês sai vitorioso, pouco importa o equilíbrio, haha! Hugo, você vai receber a bandeira do Yin, e Bárbara, a bandeira do Yang.
Bárbara: Ahn..., mas você não falou que o Yang era a bandeira dos homens?
Chris: Por isso mesmo. Vocês vão guardar a bandeira do inimigo com vocês. Em uma hora vocês devem criar uma fortaleza boa o suficiente para sua bandeira, e pra você, se possível. Caso o adversário consiga atravessar o seu território, e pegar a bandeira dele, significa que ele vence, e ganha a “essência” do seu time de volta.
Raquel: Quer dizer que... não somos meninas até a Bárbara ganhar?
Milena: Parece que sim, amiga.
Chris: Vocês podem usar esses pequenos canhões como arma para acertar o inimigo. Eles disparam bolas de futebol americano, legal né?
Fernando: E como a gente vai ajudar?
Chris: Ajudar?? Haha, hoje vocês estão só pra assistir pessoal.
Lara: O quê?! Mas... na última temporada a gente ajudou na final. (Disse chateada)
Vanessa: Por que a gente tá aqui então??
Chris: Ué?
Chef: Para assistir o grande momento em que um dos seus colegas vai ficar rico e esfregar na cara de vocês o bando de fracassados que vocês são.
(Um curto silêncio se instaura na quadra, com todos ainda digerindo a informação de que serão apenas plateia)
Chris: Por que não começamos logo então? Hugo, Bárbara, peguem suas bandeiras.
(Ambos os finalistas se aproximam de seus respectivos mastros, pegando cada um a bandeira de seu oposto, preso há uma pequena haste. Hugo e Bárbara se dividem na área da quadra, cada um se localizando no centro de um lado específico, Hugo no centro do lado esquerdo, e Bárbara no centro do lado direito)
Chris: Estão prontas crianças?
(Bem-posicionados, os finalistas enchiam seus peitos de ar, e respiravam fundo)
Bárbara: Estamos.
Hugo: Estamos!
Chris: Preparar... (Cada um mantinha seus olhos fixados em seus objetivos. Hugo encarava Bárbara; Bárbara encarava a bandeira)
Apontar...
...
Construir!
Felipe: Vai Hugo!!
(Após a largada ser oficialmente dada, Hugo e Bárbara tinham a mesma ideia: Ir atrás dos blocos de madeira, e empilhá-los até formarem barreiras. Acompanhados de uma torcida eloquente de fundo, Hugo, demonstrando estar um passo à frente, empurrava seu canhão para posição exata que mais beneficiava sua mira)
Enzo: Aquele cara é bom! Ele é o mais perto de ser o que eu fui na temporada passada.
Matheus: Vish! Quer dizer então que ele vai trapacear? Haha.
Enzo: Ha-ha, que piada sem graça Matheus.
Matheus: Ué? Você quem pediu.
Hugo: Vamos ver se essa belezinha funciona. (Sem perder tempo, Hugo testa seu canhão, acertando uma bola em uma das “torres” de Bárbara, desestabilizando os blocos momentaneamente)
Bárbara: Ah! (Reage assustada)
Hugo: Haha!
Bárbara: Agora você vai ver! (Diz irritada, também usando seu canhão, disparando duas bolas ao invés de uma. Com sorte, atingindo um dos pilares de Hugo, porém não forte o suficiente para derrubá-lo. Hugo certamente se zanga, e ajeita o foco de seu canhão para Bárbara)
Lara: Bárbara! Esquece ele, você tem que fazer a sua torre!
Bárbara: ..., tem razão.
(Se desviando da bola jogada por Hugo, a garota volta a focar na construção de sua barreira de proteção)
Hugo: Droga.
[Murilo: (Usava um dos banheiros do hotel como confessionário) É tão mais tranquilo quando não é você na final, dá até pra pensar nas coisas com calma. Falando nisso, eu tava fazendo um mapa-mental, e valeu Hugo, por lembrar de mim no episódio da prisão. Se a gente juntar a raiva do Hugo, mais a mira dele, que é uma das melhores da sala, mais a velocidade dele, que não é das melhores, mas dá pro gasto, eu acho que ele tem uma chance de... 70% de vencer a temporada. Já a Bárbara é mais rápida, mas ela não ganha nas outras coisas, então a chance dela fica em 30%. Mas também, as chances de alguém nascer no Brasil é de quase 3%, e estamos todos aqui então...]
(Alguns bons minutos se passaram. Os blocos empilhados por Bárbara formavam uma construção quadricular, que cobria a bandeira, quase como um iglu, porém com a parte da frente mais comprida. Já Hugo, montava um grande muro, com os blocos todos enfileirados horizontalmente)
Bárbara: Vamos ver o que isso pode fazer. (Preparando o canhão novamente para uso, a mira de Bárbara desta vez era direcionada para o grande muro de Hugo. Quando acertado, um dos blocos de cima é derrubado)
Hugo: Ei!
(Correndo também para seu canhão, Hugo lança uma bola no centro da construção de Bárbara. Receosa com o impacto, a garota se alivia ao ver que sua muralha não desalinhou nem um centímetro)
Bárbara: Ha, tá dando certo!
(Na arquibancada masculina, Fernando olhava para o céu com as mãos juntas)
Matheus: Alguém sabe o que o Fernando tá fazendo?
Fernando: Eu tô pedindo pra Deus salvar o Hugo, pra ele ganhar esse dinheiro. E se não for pedir demais, pra ele dividir o dinheiro com a gente.
Eduardo: Isso não é meio errado? Tipo, eu nunca iria pedir dinheiro pra Deus.
Fernando: Não é pelo dinheiro. Mas eu tô ajudando o máximo que eu posso.
Enzo: Quer saber galera? Eu acho isso uma roubada! O Hugo e a Bárbara se matando lá embaixo e a gente não podendo fazer nada.
Felipe: Eu ia falar pro Hugo derrubar aquele castelo da Bárbara inteirinho!
Murilo: Espera aí..., o Chris disse que a gente não pode ajudar eles ali, mas ele não falou nada que não pode ajudar falando.
Matheus: Mas o que a gente pode falar? Não tem nada que o Hugo já não saiba.
Leandro: Tsc, vocês são bonzinhos demais, tá louco! Tá na hora do Hugo jogar feito homem.
Ei, Hugo!! (Grita para seu amigo da arquibancada)
Hugo: ...?
Leandro: Você tá numa final ou em um parquinho cara? São CEM MIL REAIS! Acaba com ela!
(Hugo se atenta a Bárbara reforçando sua barreira com mais alguns blocos, e o comentário de Leandro ecoa em sua cabeça...
Ele estava pegando leve demais, era hora de jogar como um finalista! Correndo para seu canhão, Hugo franze as sobrancelhas, e se prepara para o ataque)
Hugo: Eu... sou inevitável!!
Bárbara: Ai não...
(Sem contar com uma revanche tão antecipadamente, Hugo dispara diversas bolas na direção de Bárbara. A torcida masculina comemora de maneira animada, enquanto a torcida feminina se levanta amedrontada, com todas sugerindo que ela se escondesse em seu “iglu”)
(Mesmo um pouco desnorteada, a garota corre para sua fortaleza e se esconde a tempo de não ser nocauteada)
Hugo: Pode se esconder, mas não pra sempre Bárbara!
Enzo: Haha! Ela já era!
Raquel: A gente não pode deixar eles ganharem assim.
Vanessa: Eles têm que perder! Rápido! Botem o cérebro pra funcionar garotas.
Brunna: Se ela for rápida... ela pode chegar no canhão e dar uma bolada bem na fuça do Hugo.
Rúbia: Mas ela tem que ser MUITO rápida.
Sara: E ter uma mira MUITO boa.
Maria Eduarda: Isso não vai funcionar. Mesmo acertando o Hugo ele vai continuar no canhão, e vai atirar na Bárbara quantas vezes for preciso até ela cair. Tem que ter outro jeito...
Milena: Eu já sei! Eu tive uma ideia!!
Raquel: Qual?! Qual?! Qual?!
(Enquanto isso, na “arena” ...)
Hugo: Que foi Bárbara? Tá com medo?
Bárbara: Vai se ferrar Hugo! (Diz ela ainda de dentro da sua fortaleza)
Hugo: Haha! Ela tá morrendo de medo.
Milena: Ei Bárbara! Tá me ouvindo?!
Bárbara: Ahn... tô?
Milena: Presta atenção: Você vai ter que derrubar a fortaleza do Hugo!
Bárbara: O quê? Aquele muro gigante?
Milena: Lembra da aula de ciências. Você não vai conseguir se atirar em cima, mas se mirar na parte de baixo...
Bárbara: ..., o muro vai perder o equilíbrio! (Diz ela consigo mesma)
Nicholas: Hmmpf, que ideia idiota.
Bárbara: Mas... tem que ser muito rápido, eu acho que eu não consigo...
Lara: Bárbara! Eu vi você pular de um telhado na última temporada; eu vi você subir uma parede enorme como se não fosse nada; eu vi você atirar no Hugo não uma, mas DUAS VEZES.
Hugo: Ei, não precisa ficar lembrando essas coisas.
Lara: Você lutou com um ASSASSINO pela vida da sua amiga! E tá me dizendo que você não consegue acertar uma parede de brinquedo??!
Bárbara: Mas... Lara...
Lara: Nada de “mas...”! Você não é uma perdedora, então tá na hora de PARAR de se comportar feito uma.
(Bárbara, ainda encolhida em seu esconderijo..., não parecia mais assustada)
{Bárbara: ... eu consigo!}
(Desta vez, soava destemida, determinada, feroz como a Bárbara que todos conheciam. Se levantando e saindo de seu iglu, Hugo a esperava ainda em posição de ataque)
Hugo: Game over! (Acertando uma bola bem no peito de Bárbara, a finalista, confiante, relembrava suas jogadas na queimada, pegando a bola de futebol americano na mão e mirando alto e forte o suficiente para acertar a barreira de Hugo no seu ponto fraco... o centro inferior. Com uma mira certeira, a bola acerta precisamente na parede alta que Hugo construiu)
Hugo: Errou!
(Em questão de poucos segundos... a barreira de Hugo perde a estabilidade, fazendo quase todos os blocos formarem uma espécie de avalanche, caindo todos para a frente, inclusive soterrando Hugo)
(A bandeira Yin fica a mostra, levando toda a torcida feminina a loucura, com todas gritando para que Bárbara apressasse o passo e concluísse o objetivo: Pegar a bandeira que lhe daria a vitória. A garota finalista, de fato, corre até seu objetivo, no entanto... decide antes soltar um comentário certeiro para seu colega Hugo)
Bárbara: Pelo jeito eu consegui acabar com você sim, Hugo.
(Hugo se levanta, grunhindo feito um porco, com os nervos à flor da pele)
Hugo: Ótimo! Você venceu! Pega sua bandeira idiota e SOME da minha frente!!
(Ele passa por Bárbara esbarrando em seu ombro, saindo da quadra aborrecido. A torcida masculina se mostra bem desapontada; todas da torcida oposta mantém o ritmo frenético e gritam para ela pegar a bandeira)
(Bárbara...
Mesmo a um passo da vitória...
Não parecia contente com aquela resolução, e acima de tudo, decidiu priorizar não só a Bárbara determinada, mas também a Bárbara companheira, que ajuda quem precisa. Sendo assim, Bárbara “ignora” sua vitória e corre atrás de seu oponente, largando todos para trás, o que, claro, deixa as garotas indignadas)
Brunna: Tão... perto... (Dizia ela inconformada)
(Correndo pelo Hotel Sol Nascente, Bárbara gritava o nome de Hugo por onde passava..., até encontrá-lo dentro de uma academia, socando um saco de areia com força)
Bárbara: Hugo...?
(Ele parecia sério, e não dizia uma palavra sequer)
...
Qual é?? Vai ficar nisso agora?!
(Hugo se mantinha calado)
...eu nunca quis “transformar” os meninos! Você tá viajando!
Hugo: Eu não quero saber. Você já ganhou. Pode esfregar na minha cara agora que eu sou um perdedor.
(Sem muito diálogo, Bárbara dá as costas, e caminha até a porta para voltar para quadra)
Bárbara: ...
Sabia que eu já fiz aula de dança?
(O garoto, novamente, não diz nada)
Bárbara: É sério. Todas as meninas faziam, ou dança, balé ou aulas de desenho. Eu achava que, se eu fizesse alguma dessas coisas, elas iam gostar mais de mim.
(...)
Mas adivinha? Eu ODIAVA dançar, e eu achava um saco me apresentar com aquele bambolê. E sabe o que eu fiz? Eu tomei coragem, e pedi pra minha mãe me colocar no futebol, e...
Hugo: Deixa eu adivinhar... todas as meninas gostaram de você mesmo assim?
Bárbara: Quem me dera..., foi aí que eu virei a “menina moleque”.
Mas quer saber... eu não ligo pra isso, porque eu finalmente comecei a fazer o que ME faz feliz, não o que faz os outros felizes.
Hugo: ... (Ele enfim, parava de bater no saco de areia, e abaixava sua cabeça)
Bárbara: Eu sei que dá medo o que os outros vão pensar, mas se você desse uma chance... que nem o Matheus deu, vai ver que a gente nunca quis brigar com vocês.
Hugo: ...
Eu achei que, depois que aconteceu toda aquela briga, tudo ia ficar melhor. Eu achava que os Foras da Lei iam ser a melhor equipe de toda a história de todos os programas de TV.
Bárbara: Haha.
Hugo: ..., mas não foi bem assim, porque o que machucava e separava a gente não eram vocês, era...
Bárbara: O Leandro.
Hugo: Não só ele, mas... o medo, sei lá. O medo de ser diferente (um flashback rápido de Fernando aparecia na tela), de andar com gente diferente (flashback de Eduardo), de gostar de coisas diferentes (flashbacks de Douglas e Matheus) ..., e de não ser forte o suficiente (flashback de Leandro).
Bárbara: Vocês não precisam disso. Ser homem, não é ser forte o tempo todo, mas é ser quem você é. E se alguém te achar esquisito por... gostar de brincar de boneca, ou de andar com as meninas, bem-vindo ao clube.
(Hugo e Bárbara soltam uma risada pequena, porém honesta)
Hugo: Acho que agora eu entendi aquele tal do “Yin-Yang”. Se não tiver equilíbrio, tudo vira uma bagunça, a não ser que...
Bárbara: Os dois estejam alinhados.
Hugo: É.
...
Ei Bárbara, eu acho que eu sei o que a tem que fazer.
(Enquanto isso...)
Raquel: Ei Chef, a gente não vai ter cachorro-quente dessa vez?
Chef: Só se você fizer...
Lara: Que pena. E... desculpa por ter chamado você de assassino.
Chef: Tranquilo.
Chris: E lá vem eles!!
(Bárbara e Hugo, após uma longa conversa, retornam para suas áreas na quadra)
Sara: O que aconteceu??
Leandro: Aê?! Foi abduzido Hugo?
Chris: E então...? Decidiram fazer uma entrevista no meio da final? (Ele cruza seus braços, zangado)
Bárbara: Não exatamente...
Hugo: A gente só tava... resolvendo algumas coisas.
Nicholas: Hihi, quer ver que ela amoleceu ele também? (Comentou em voz baixa, não achando que todos ouviriam)
Bárbara: Eu o quê? Nicholas?
Nicholas: Sério Hugo, eu achei que você ia ser mais inteligente que isso, mas pelo jeito você é um molenga mesmo.
Hugo: Fica quieto Nicholas!
Nicholas: E sabe o que é mais engraçado? Olha pra ela..., uma menina que usa chuteira e defende os meninos. Se eu fosse uma das meninas, eu ia ter vergonha de ter VOCÊ como a última menina da temporada.
(Todos ao redor pareciam inconformados com os comentários hostis, embora quietos. Bárbara, mesmo sem deixar se abalar, parecia levemente desconfortável)
Rúbia: (Ela é a primeira a se levantar e soltar a voz) Mas você tá errado, Nicholas!
A Bárbara sempre ficou do lado da nossa equipe; ajudou as amigas dela quando precisou; e mesmo quando todo mundo tava chamando ela de “esquisita”, ela continuou sendo legal. Eu não tô nem aí se ela quer jogar bola ou se ela quer ser amiga dos meninos ou sei lá o quê...; pra mim seria uma honra ter ela representando as meninas. (Termina o discurso com um sorriso doce)
Bárbara: (Parecia surpresa, no entanto de uma forma bastante positiva) Obrigada Rubi. (Também retribuindo com um sorriso amigável)
Brunna: E quer saber?! (Ela se levanta em seguida) Se a Bárbara não é menina por gostar de futebol, então eu também não sou. Porque eu ADORO assistir futebol na TV, ainda mais os jogos de final de temporada. Eu tô sempre torcendo pro meu timão.
Maria Eduarda: E eu então? Eu arroto muito alto! Lá em casa eles me chamam de “canhão-Duarda”. Uma menina de verdade não ia fazer isso, né?
Douglas: Eu... tenho uma coisa pra falar para vocês.
(Diz ele se levantando cautelosamente, todos os olhos se voltam para ele)
Douglas: ...
Eu amo assistir novela! E adivinha, eu assisto até as cenas de beijo!
Enzo: He, sério?? (Questionou em um tom debochado, como se estivesse prestes a zombar de Douglas)
Douglas: Ahn... (Ficou de cabeça baixa)
Enzo: Porque eu amo “Mãos Atadas”! Eu não perco 1 capítulo!!
Douglas: Meu Deus, eu também!!
Nicholas: Tsc, que vergonha.
Matheus: Vocês duas (Bárbara e Brunna) então são mais homens que eu, porque eu não gosto de futebol.
(Todos se mostram levemente chocados)
Tipo... é até legal, mas vôlei é muito melhor.
Leandro: Que bom, porque você parece um cavalo na quadra.
(Alguns competidores soltam risadas sinceras, indicando estarem se divertindo)
Lara: Eu gosto muito de videogame. É muito legal! Eu adoro jogar na casa do tio da minha mãe com os meus primos.
(Os competidores se levantam conforme revelavam fatos “embaraçosos” sobre eles)
Paulo: E eu sou muito bom na cozinha! Eu já fiz de tudo: Pizza, carne moída, pavê de bombom...
Eduardo: Hehe, eu brincava com as bonecas da minha irmã quando ela saía do quarto.
Raquel: Eu AMO assistir luta! Ver os caras se batendo, jogando o outro pra fora do ringue! “Pow” “pow” “pow”!! (Socava o ar enquanto fazia “sons” que remetiam a sonoplastia de uma briga televisionada)
Murilo: E eu até gosto de rosa. Não é a minha cor favorita, mas..., não é horrível.
Vanessa: Hihi, eu gosto de usar cueca!
(A confissão de Vanessa, ao invés de bem-vinda, como as demais, deixa todas as garotas caladas a encarando com expressões assustadas)
...? Hum, também não falo mais nada.
Matheus: Se for pra ser estranho...
Vamos ser estranhos juntos. (Diz o garoto olhando diretamente para Hugo, que reage contente e acena com a cabeça)
Raquel: E então?? O que vocês estão esperando?? (Raquel começa a gritar o nome de Bárbara, separando em sílabas como uma torcida, animando a plateia e motivando o grupo feminino a gritar o nome de Bárbara em conjunto. A torcida masculina segue o mesmo ritmo e todos, exceto Nicholas, gritam o nome de Hugo)
(Chris olha diretamente para Chef por alguns segundos e pisca um de seus olhos, como uma espécie de “código secreto”. Hatchet entende o recado e caminha para fora da quadra atrás de algo; Nicholas, emburrado e com os braços cruzados, nota o olhar entre os dois e decide seguir Chef quando ninguém notava)
Chris: Muito bem! Estamos todos em paz agora, podemos retomar de onde paramos?
Hugo: Na verdade Chris, a gente teve uma ideia diferente.
Chris: ...?
(Afastando a bagunça de blocos que havia sido deixada na quadra, deixando o caminho limpo, Bárbara e Hugo traziam suas bandeiras, ambas para o centro da quadra, prendendo-as em seus mastros, próximo as arquibancadas, e se distanciavam, cada um ficando em sua área da quadra o mais distante possível das bandeiras)
Chris: Então...? Como isso vai funcionar?
Hugo: A gente vai correr até aí e tentar pegar as bandeiras. Sem barreiras, sem ataque, só nós dois.
Bárbara: Quem conseguir pegar primeiro as duas bandeiras, vence.
Hugo: ..., que vença o melhor! (Diz encarando sua colega, pronto para correr)
Bárbara: Que vença o melhor! (Também entra em posição)
(Esperando 3 segundos..., Bárbara e Hugo corriam fervorosos e animados até as bandeiras. Quando se aproximaram o suficiente, ambos pularam e esticaram suas mãos para o alto com a intenção de puxarem as bandeiras de suas hastes)
...
(As bandeiras eram arrancadas de seus mastros e ambos os finalistas caíam no chão, com as mãos bem fechadas, cada um torcendo para estarem segurando ambas as bandeiras. Todos da plateia se levantam e fixavam seus olhos nas mãos dos finalistas, incluindo Chris)
(Bárbara estica seu corpo sutilmente e se atenta as suas mãos... ambas estando vazias)
Hugo: Tá procurando isso aqui? (Disse Hugo, tanto com a bandeira do Yin quanto a do Yang em sua mão)
Chris: O HUGO VENCEU! O HUGO VENCEU!!
(O grupo masculino entra a loucura, todos gritando alto e comemorando euforicamente. Alguns da torcida correm para levantar Hugo, gritando seu nome)
Hugo: Haha! Eu ganhei! EU GANHEI!!
Maria Eduarda: Você tá bem Bárbara?
(Duda corre para levantar sua amiga do chão)
Bárbara: Ah, vai ser triste não ter cem mil pra gastar, mas os meninos e as meninas pararam de brigar, então acho que já é uma vitória.
Chris: E... como recompensa...
Chef...?
(Chris chama seu colega cozinheiro para levar a maleta com os cem mil em dinheiro para Hugo..., no entanto, ninguém aparece)
Chef??
Brunna: Ahn... o que tá acontecendo?
Lara: (Ela suspira assustada) Pessoal!! Lá em cima!!
Hugo: ...
Nicholas??!
(Nicholas surgia de uma das sacadas do prédio, alguns níveis acima do térreo. Para surpresa de todos, ele segurava o máximo de notas de dinheiro em suas mãos)
Nicholas: Agora já era pra vocês!! (Ele estava visivelmente instável)
Sara: Esse dinheiro é do Hugo, Nicholas!
Nicholas: Ele não merece esse dinheiro! NENHUM de vocês merece!!
(O grupo encarava a cena, todos angustiados)
Vocês têm amigos; família; pessoas que gostam de vocês, e eu não tenho NADA!
Chris: Desce daí agora!!
Nicholas: NÃO! Eu vou pra casa, e vocês NUNCA MAIS vão me ver de novo!!!
(Deixando todos para trás, Nicholas corria para dentro do hotel, ainda segurando as notas de dinheiro com força, mesmo deixando algumas cair)
Maria Eduarda: E agora?? Chris??!
Chris: Hehe, então... mudança de planos. Com esse plot twist, o novo desafio de vocês é... parar o Nicholas!
Brunna: O quê? Agora??
Chris: É! Vão! Vão!!
(Todos os alunos iniciam sua caçada ao eliminado fujão, adentrando ao hotel em busca de Nicholas)
Eduardo: Tá legal, presta atenção pessoal: A gente viu o Nicholas na sacada do terceiro andar; ele deve ter fugido pelo elevador, afinal, ele não ia conseguir correr muito com tanto dinheiro na mão, né? O que vocês acham...?
(Ao notar... o grupo inteiro já havia apressado o passo e Eduardo estava falando sozinho. Um grupo formado por Hugo, Leandro e Fernando passa por ele)
Leandro: Corre galera, corre!
Eduardo: Ah não, eu não vou ficar no vácuo de novo não!!
Você! Vem comigo.
(Cansado de ser ignorado, Eduardo puxa Fernando pelo braço, obrigando-o a pegar o elevador a força)
Fernando: Aí! Me solta!!
Bárbara: Ei, Van.
Vanessa: Hum?
Bárbara: Então vocês ficaram nesse hotel... enquanto a competição tava rolando?
Vanessa: É. Isso mesmo.
Bárbara: Nossa... comida boa e camas de verdade. Ainda bem que eu não sabia, porque senão eu tinha me eliminado mais cedo.
Vanessa: Que nada! A final precisava de você, fofa.
Bárbara: Hihi!
Raquel: Pessoal, venham aqui!
(Raquel chama a atenção de todos ao redor, apontando para uma porta trancada)
Vanessa: O que foi? (Diz ela enquanto se aproxima)
Raquel: Eu juro que eu ouvi alguém batendo nessa porta.
...?: Abre essa porta!! (Disse alguém do outro lado)
Raquel: Aii! Ouviram?!
Paulo: Deixa eu tentar...
(Paulo, ao chegar mais perto, segura na maçaneta e usa seu corpo para puxar a porta para trás com força. Enquanto tentava, Brunna, que chegava no local recentemente, cutucava Bárbara, indicando com um gesto gentil com a sua cabeça, notas de dinheiro espalhadas próximas a escadaria do andar. Sem ainda alarmar ninguém, Bárbara decide acompanhá-la sorrateiramente)
Milena: Vai Paulo!
(Sem grande esforço, o impulso de Paulo é suficiente para a porta desemperrar. Ao notar que estava livre, a pessoa misteriosa empurra a porta cautelosamente, revelando a sua identidade)
...
Raquel: Ahh, é o Chef! (Disse Raquel, em um tom frustrante, indignado)
(Todos que ansiavam no corredor, apenas continuam seus caminhos resmungando, ignorando Chef Hatchet por completo)
Chef: ...?
Hum, obrigado, eu acho.
(Seguindo algumas notas de dinheiro caídas, Hugo e Leandro iam parar na parte externa do hotel)
Leandro: Olha ele ali!
(Leandro aponta para Nicholas, que ao invés de estar fugindo desenfreadamente como antes, apenas estava sentado em um banco solitário, de frente para um lago, do outro lado da rua. Hugo e Leandro se entreolham pensativos..., até tomarem a decisão de atravessar a rua e irem falar com o colega)
Hugo: Ahn..., Nicholas? (Ele e Leandro notaram que uma bolada de dinheiro estava simplesmente jogada no banco, como um brinquedo velho sem valor)
Nicholas: O que vocês querem?!! (Respondeu irritado, porém ainda no lugar)
Leandro: A gente só quer conversar com você.
Nicholas: Conversar?! Vocês só querem o dinheiro de volta!
Hugo: Não é pelo dinheiro.
Nicholas: Então é pelo quê?? Vocês NUNCA quiseram conversar comigo, nunca!
Leandro: Se você não fosse um...!!
Hugo: (Ele corta Leandro antes que ele falasse alguma besteira) Não é verdade! A gente já tentou ser seu amigo várias vezes.
Nicholas: “Amigo”? Vocês já tentaram FALAR comigo algumas vezes.
Hugo: E não é a mesma coisa??
Nicholas: “Amigos” não existem! Nem nessa escola, e nem em nenhum outro lugar!!
Leandro: Não é verdade!
Nicholas: É sim!! As pessoas ficam perto de você, descobrem coisas suas, e depois contam pros outros quando você não é mais útil! E... se você bate nelas ainda, você que é o problema.
Hugo: Espera aí...
Então... aquela história é verdade?
Leandro: Que história?
Hugo: Você foi expulso mesmo daquela escola?
Nicholas: ...
Ele era meu melhor amigo.
(Bárbara e Brunna, também seguindo as notas de dinheiro, avistam os garotos do outro lado da rua. Ao invés de intervirem diretamente, ambas decidem observar o momento com cautela, antes de se aproximarem)
Nicholas: Eu contava tudo pra ele. A gente fazia tudo junto. Era a única pessoa que eu gostava daquela escola. Um dia... eu chamei ele pra ir na minha casa, brincar de cartas; só que daí... no outro dia, tava todo mundo rindo de mim, e falando coisas horríveis de mim e da minha mãe.
Hugo: ..., da sua mãe? Mas por quê?
Nicholas: ...
Ela é deficiente. Ela não consegue ver nada, nadinha... só umas sombras. A minha mãe é a única pessoa desse mundo que me ama de verdade, e ela não merecia (sua voz começa a fraquejar enquanto se lembrava.) aquelas coisas. Eu sabia que foi ele quem falou dela porque ele foi o único que foi na minha casa.
Leandro: E o que você fez?
Nicholas: Eu... eu bati nele. Bati com toda a minha força, até ele desmaiar.
Ele era filho da diretora, e eu fui expulso.
(Hugo e Leandro pareciam surpresos, porém não assustados)
Hugo: Que droga hein? Deve ter sido horrível.
Nicholas: ... foi.
Hugo: Mas eu te prometo que a gente não é que nem esses caras. A gente pode te ajudar, e você pode chamar a gente pra brincar de cartas se você quiser.
Nicholas: Eu sei. (Ele, enfim, se levantava, e decidia entregar o que sobrou do dinheiro da maleta para Hugo)
Toma. Eu podia comprar uns doces e umas coisas, mas esse dinheiro é seu.
(Hugo pegava a bolada das mãos de Nicholas com os olhos brilhando. Leandro, notando que Nicholas estava prestes a desabar, e com os olhos cheios de lágrimas..., o abraça, segurando seu corpo com força)
(Nicholas, ao invés de se esquivar ou perder a cabeça, apenas consegue fazer uma coisa naquele momento...
...
Chorar.
Chorar como nunca havia conseguido antes. Após alguns longos segundos, os dois se soltam)
Leandro: Uma amiga falou que: Um abraço, vale mais que mil palavras.
(Nicholas limpava suas lágrimas, com o rosto bem avermelhado. Bárbara e Brunna entravam na conversa, após atravessarem a rua)
Bárbara: A gente não precisa passar pelas coisas sozinho Nicholas. É sempre bom conversar com alguém quando precisa.
Brunna: Que escola você estudou?
Nicholas: Colégio Oceânica.
Brunna: Aff, só podia. Eu tinha uma amiga que estuda lá, e ela é a pessoa mais metida e mais nojenta que eu já conheci!
Leandro: Que nem você?
Brunna: Pior que eu.
Leandro: Caraca!
Hugo: E... se você quiser conversar sobre alguma coisa, ou jogar bola ou brincar do que quer que você goste, pode falar com os meninos.
Bárbara: E com as meninas também.
(Um sorriso bem pequeno se forma no rosto inchado de Nicholas)
Brunna: Mas ei, o que você acha de maquiagem?
Nicholas: Maquiagem?
Brunna: É, tipo... eu acho que você vai gostar. A maioria dos meninos acha que é uma besteira, mas...
Leandro: É, uma besteira.
Brunna: É nada!
Leandro: Você tem que conhecer o mundo da corrida, Nicholas.
Brunna: Hum, outra besteira.
Bárbara: É sério, vocês conseguem ficar pelo menos 5 minutos sem brigar?
Leandro: Não.
Brunna: Não.
(O quinteto caminha em direção à rua para voltarem ao hotel. Nicholas, mesmo sem participar do diálogo do grupo, soltava algumas risadas silenciosas, se sentindo depois de muito tempo...
Leve)
(Créditos)
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