Competição DDA (2ª Temporada): Meninos & Menin
17 Capítulo 17 - Plantando Discórdia
Chris: No último episódio da Competição DDA:
O que parecia ser um dia normal e sem surpresas, se tornou uma busca desenfreada pela cura de uma doença repentina, a não tão conhecida Frescurite. Hugo, Leandro e Duda, os ladrões do episódio anterior, não apresentaram sintomas, sendo os poucos que tiveram forças o suficiente para salvarem seus colegas doentes. E para surpresa deles, Brunna também estava saudável, o que levantou uma interrogação na cabeça de todos, especialmente de Maria Eduarda, que foi até o fim para descobrir a origem da misteriosa doença que quase transformou seus novos colegas em mortos-vivos. Com a ajuda de Leandro e Hugo, que ficaram responsáveis pela coleta da urina de porco para o chá, hehe, que nojo. E de Brunna, que como possivelmente não tinha nada melhor para fazer, se aliou a seus adversários para criar o antídoto. E enquanto não estavam pálidos ou resmungando que nem bebês, Bárbara, Nicholas e Matheus nos entregaram momentos no mínimo... interessantes; com Bárbara mais uma vez tentando criar uma trégua entre os lados feminino e masculino, e Nicholas, que como um bom manipulador, colocou coisas na cabeça de Matheus para que parecesse que o mundo todo estava contra ele. Haha, olha, eu vou te falar... esse moleque é uma praga. E com uma eliminação mais tensa do que nunca, o marshmallow final ficou entre... Leandro, Nicholas, e Brunna, mas a arrogância de Leandro, e o lado violento de Nicholas, não foram o suficiente para salvar Brunna, que foi a nossa eliminada.
Estamos na reta final da competição, e eu ainda sinto que tem MUITO pra nos surpreender, bem aqui, na Competição DDA!
(Abertura)
(Se despertando em mais uma comum manhã ensolarada, Leandro acabava de abrir seus olhos, em seu colchão no chão, esticando seus braços e se espreguiçando suavemente. Até que algo chamava sua atenção...)
...: Socorro!
Leandro: ... (Ainda com um pouco de sono, Leandro estava incerto do que havia ouvido) Ahn?
...: SOCORRO!!
(O grito ficou mais alto, o suficiente para Leandro perceber que havia algo errado)
Leandro: Quem tá gritando?
(Os gritos levaram Leandro até o terceiro piso da escola, no terraço, onde... de uma maneira quase que inexplicável, Matheus estava pendurado, agarrado apenas a uma pequena barra de ferro suspensa no telhado, gritando por ajuda)
Leandro: Matheus?!!
Matheus: Ai... alguém me ajuda!!!
(Os demais, incluindo Chris e Chef, presenciavam a situação no térreo, assustados)
Leandro: Calma Matheus, eu vou te ajudar...!
(Em um generoso ato de desespero, Leandro estende sua mão para salvar Matheus, porém... o pequeno suporte em que Matheus se segurava se descola da parede, fazendo-o cair gritando de andar por andar)
MATHEUS!
(Chris e Chef, por sorte, conseguem segurá-lo)
Ufa...
Nicholas: Ele derrubou o Matheus! Eu vi tudo!!
Leandro: Ahn?
Bárbara: Como você pôde Leandro?!
Hugo: Empurra outra pessoa agora, seu covarde!
Leandro: Mas... eu não fiz nada...?!
(Leandro, não só perplexo com a situação de Matheus, mas também com as falsas alegações contra ele, corre de volta para dentro da escola, passando pela área do teatro, onde... mais uma vez, de maneira inexplicável, todos os assentos estavam cheios, com vários colegas de escola. Ao verem Leandro passar pela porta... todos o encaram furiosos, jogando tomates conforme ele passava pelo cômodo)
Eduardo: É pra combinar com a sua cara de perdedor! (Disse isso enquanto jogava um tomate)
Vanessa: Você não serve nem pra salvar o seu amigo! (Joga um tomate)
Brunna: Você é a pior pessoa que eu já conheci! (Joga um tomate)
Fernando: Você é tão feio, que o bicho-papão ia ficar com inveja!
Leandro: PARA! Para com isso!!
Raquel: Eww, você grita que nem uma menininha!
(Todos no cômodo riem com vontade, caçoando diretamente de Leandro)
Maria Eduarda: Leandro??
Matheus: Por que você fez isso??
Sara: Minha previsão diz que você vai ficar sozinho pra sempre!
Paulo: Você é uma vergonha pra aliança masculina!
Matheus: (Seus olhos estavam cheios de lágrimas) Por que você fez isso com a gente?!
Maria Eduarda: LEANDRO?!
(Duda presenciava uma cena bizarra. Ela estava na sala dos garotos, observando Leandro virar de um lado para o outro do colchão dizendo coisas difíceis de entender. Com alguns cutucões e tentando o chamar diversas vezes, Leandro finalmente acordava do que parecia ser um pesadelo, se jogando para fora de seus lençóis como se acabasse de tomar um choque, com um olhar penetrante)
Maria Eduarda: Já faz uma hora que o Chef chamou a gente pro café e você não aparecia nunca!
Leandro: Por que você tá falando comigo?!
Maria Eduarda: Eu fiquei preocupada, achei que você tinha sido abduzido ou alguma coisa assim...
Leandro: Não... não, eu tratei você mal, eu fiz você ficar mal porque você ganhou ontem...!
Maria Eduarda: Eu sei, mas...
Leandro: Eu gritei com você; eu gritei com o Matheus só porque ele tava tentando ajudar a equipe! Eu fiz o Fernando passar a maior vergonha na frente da Brunna! Todo mundo votou no Paulo só porque EU mandei! E eu tratei todas as meninas que nem lixo!
TODO MUNDO me odeia, e é TUDO CULPA MINHA!!!
(No ápice de sua insanidade, Leandro se encolhia no chão como uma criança assustada e começava a chorar, cobrindo seu rosto e tentando não fazer barulho. Maria Eduarda não sabia exatamente como lidar com a situação..., até esperar que Leandro se levantasse novamente, para dar um curto abraço apertado nele)
Leandro: ...
O que tá fazendo? (Disse ainda bastante abalado)
Maria Eduarda: Já ouviu falar que um abraço vale mais que mil palavras?
(Leandro não sabia como reagir, visto que ele estava possivelmente em seu momento mais vulnerável, e ainda por cima na frente de uma garota. Tudo o que ele foi capaz de fazer foi enxugar suas lágrimas e olhar para os lados, levemente envergonhado)
Todo mundo merece uma segunda chance. Quando você é amigo de alguém, você continua gostando e ajudando a pessoa, mesmo quando ela fala besteira. Por isso é sempre bom tratar as pessoas bem.
Leandro: É fácil pra você falar; aposto que você nunca brigou com ninguém na sua vida.
Maria Eduarda: Não, mas já brigaram comigo...
Na outra escola que eu estudei antes do DDA, as pessoas eram muito metidas, elas falavam do meu cabelo... das minhas meias..., mesmo eu não fazendo nada pra elas. É horrível ficar sozinho, e eu sei que deve tá sendo difícil pra você também.
Leandro: ...
Eu só queria os meus amigos de volta. Eu sinto falta de ficar jogando bola até tarde; ficar apostando quem demora mais pra dormir; quem come salgadinho mais rápido...
Maria Eduarda: Você pode consertar isso pedindo desculpas.
Leandro: Desculpas...?
Maria Eduarda: É. Eles não vão esquecer das coisas que você fez, mas pelo menos você vai mostrar que você quer mudar.
Leandro: ..., mas..., e se eles não aceitarem? E se eu começar a chorar de novo?!
Maria Eduarda: Leandro você não vai ser menos homem se você chorar, só vai mostrar que você liga pra eles.
[Leandro: Aquela menina é muito boa. Ela é tão legal que faz eu parecer um monstro pelas coisas que eu fiz..., que droga]
(Na área externa do colégio, Hugo e Matheus entram na pequena casa de brinquedo localizada no parquinho. Dentro dela estava Bárbara, de costas com um pano branco de cozinha em suas mãos)
Matheus: Foi você quem escreveu “Me encontra na casinha do parquinho depois do café?”
Bárbara: F... foi.
Hugo: E o que você quer? (Perguntou com um certo receio)
Bárbara: Meninos, eu não quero mais saber dessa briga. Desde que o Murilo saiu, a gente nunca mais conversou. E eu sei que as meninas têm motivo pra não gostar de vocês, mas eu não quero passar o resto da minha vida falando de maquiagem e de trança de cabelo. Então hoje eu levanto a minha bandeira da paz. (A garota estende seu pano velho como se fosse um símbolo pacifista)
Hugo: ...
Tá bom.
Bárbara: Tá bom? Como assim “tá bom”?
Hugo: Na verdade, eu nem lembrava mais que a gente tinha brigado.
Matheus: É, agora que todas as meninas chatas saíram não tem mais como reclamar que vocês só falam de coisas chatas de mulher.
Bárbara: Hihi, é, pelo menos a menina que sobrou (se referindo a ela mesma) é a menos menina que tem.
Hugo: É sério que você liga pro que as meninas falam? Eu não ligo de você gostar de jogar bola e brincar com a gente, na verdade eu até gosto de ter uma menina que nem você pra ajudar nas brigas.
Bárbara: É sério??
Matheus: É lógico. E outra, entre você e o chato do Leandro, eu prefiro você.
Bárbara: Hihi, ou o bizarro do Nicholas.
(Hugo, Matheus e Bárbara soltam boas gargalhadas juntos)
Hugo: Mas só tem um jeito de saber se você pode voltar a ser nossa amiga ou não...
Bárbara: O que?
Hugo: ...
Ainda sabe fazer embaixadinha?
Bárbara: Ha, deixa comigo.
(Como uma figura sombria dentre os arbustos, Nicholas observava a aproximação entre Bárbara com os meninos de maneira intimidadora)
[Nicholas: Então a Bárbara conseguiu o que ela queria..., eu só acho bom que essa “amizade” não atrapalhe o meu jogo, se não eu vou ter que dar um fim nela]
(No momento em que Hugo passava sozinho para ir atrás de uma bola, Nicholas o confronta)
Nicholas: Se eu fosse você eu tomava cuidado.
Hugo: Ahn?
Nicholas: Vocês com as meninas; do jeito que elas são, vão acabar transformando vocês em uns frouxos.
Hugo: Hum, a gente não tá nem aí pro que você pensa Nicholas.
Nicholas: Mas devia...
(Hugo dá as costas e ignora os comentários de seu colega)
(Chris anuncia o próximo desafio na quadra de basquete. Antes da explicação de fato, Chris conversava com alguém no telefone, algo que não parecia estar dentro do planejado)
Chris: Ah é? Então eu te desejo boa sorte! (Desligava o celular, encerrando a conversa calorosa)
Pessoal! Sejam bem-vindos para mais um desafio. Estamos na reta final da temporada, se sintam sortudos de estarem aqui por tanto tempo.
Maria Eduarda: Hihi!
Chris: E adivinhem..., hoje teremos outro episódio de terror.
(Nicholas solta um sorriso animado e ao mesmo tempo tendencioso; Bárbara fecha o sorriso e encara as câmeras tensa)
E o diferencial de hoje... é que VOCÊS é que vão ter que assustar o Chef.
Maria Eduarda: Hum??
Bárbara: Agora ferrou mesmo.
Chris: Acreditem ou não, mas eu conheço o Chef há mais de 10 anos, e eu nunca vi ele se assustar nem mesmo com uma barata.
Hugo: Eu também não tenho medo de barata.
Chris: O cara é um sobrevivente da vida, uma máquina imortal, ele faz até o reflexo dele mesmo no espelho ter medo dele.
Matheus: E como você quer que A GENTE assuste ele?
Chris: É essa a ideia do desafio Matheus. Aquele que conseguir deixar o Chef o mais assustado possível, ganhará a imunidade. Se nenhum de vocês conseguir, o que eu acho bem provável, ninguém ganha a imunidade, e todos poderão votar em qualquer um por igual.
Boa sorte pra vocês crianças. Vocês vão precisar. McLean vazando. (Enquanto se retirava, Chris escuta seu telefone tocar mais uma vez, o deixando irritado)
Leandro: Assustar o Chef? Essa é nova.
Matheus: Eu não faço ideia do que fazer. O que você acha Bárbara?
Bárbara: Ah... eu..
(Irritado novamente com a proximidade de Matheus com Bárbara, Nicholas puxa Matheus pelo braço)
Nicholas: Quer saber? Eu sei o que a gente vai fazer.
Matheus: Ahn... sabe?
(Matheus sai da quadra a força com Nicholas. Hugo presencia o momento ao longe)
{Hugo: Hm... (desconfiado), eu não gosto dele, nem um pouquinho}
Leandro: Eu acho que... eu vou fazer alguma coisa com sangue.
Maria Eduarda: Boa ideia!
Leandro: E você?
Maria Eduarda: Hm, eu pensei em conversar com o Chris.
Leandro: “Conversar”?
Maria Eduarda: Ele falou que conhece o Chef a mais de 10 anos, se tem alguém que pode ajudar é ele.
Leandro: E você acha mesmo que o Chris ia falar alguma coisa pra ajudar?
Maria Eduarda: Não sei, mas não custa tentar. Boa sorte Leandro.
Leandro: Boa sorte.
[Nicholas: O Chris falou que se ninguém assustar o Chef, ninguém ganha. Eu falei pro Matheus atrapalhar o plano de todo mundo, pra daí ninguém ter a chance de ganhar do meu susto, e acredite... o meu vai ser muito assustador]
Chris: É, eu sei, o problema sou eu! Eu que nunca tenho tempo! Eu que só penso em mim mesmo! Blá, blá, blá...!!
(Chris havia atendido seu telefone e estava novamente em uma discussão sentado em um banco de madeira. Maria Eduarda tentava se aproximar)
Ah, ótimo! Devia escrever no seu perfil: “Preciso de alguém porque não consigo fazer NADA SOZINHA!”
Maria Eduarda: Ahn... Chris?
Chris: Eu quero que você venha no MEU lugar, escreva 40 PÁGINAS de roteiro e cuide de 20 crianças insuportáveis em rede nacional!
(Duda o cutucava sutilmente para chamar sua atenção)
Já que é assim! Eu espero que você vá pra put...
Maria Eduarda: Chris!! (Disse berrando; fazendo Chris enfim desligar seu telefone)
Chris: O que é?!
Maria Eduarda: Eu... queria ajuda com o desafio.
Chris: Quer que eu desenhe pra você?
Maria Eduarda: Eu nunca sei como assustar as pessoas. Quando eu era mais nova, eu era sempre a que se assustava com tudo.
Chris: Pega umas aranhas de mentira, se pinta de vermelho, não é tão difícil...
Maria Eduarda: Eu acho que o Chef tem medo de azul. Eu nunca vi ele usando. (Disse ela com suas intenções bem formadas de obter informações)
Chris: Essa é a coisa mais idiota que eu já ouvi. Azul é a cor favorita dele. Ele sempre usava uma calça azul tenebrosa quando trabalhava comigo antes.
Maria Eduarda: Vocês já trabalharam juntos antes?
Chris: Já. E se você for trabalhar com alguém na sua vida, sempre escolha um homem.
Maria Eduarda: Mas por quê?
Chris: Porque mulheres são uma perda de tempo! Elas imploram pra passar um tempo com você e depois falam que você não pensa nelas! São umas desocupadas!
... sem ofensa.
Maria Eduarda: Tudo bem.
[Maria Eduarda: (Enquanto estava no confessionário, ela segurava o livro “A Magia dos Chás de Ervas”) Hum... parece que o Chris tá com um caso grave de “Coração Partite”. Ele tá na fase da raiva agora. Aqui fala que um chá de erva-cidreira pode resolver, ou uma conversa sincera e reflexiva com alguém. Que coisa]
(Bárbara, adentrando sozinha ao armário de vassouras, encontrava algo que poderia ser bastante benéfico para ela...
A máscara usada pelo Chef no primeiro episódio)
Bárbara: Ah há! Achei. Onde ela sempre esteve. Vamos ver como isso fica...
(Hugo caminhava tranquilamente pelo segundo andar)
Hugo: Coisa assustadora... coisa assustadora... (repetia em voz alta enquanto andava. Próximo à sala 9, Hugo se assusta ao encontrar Leandro, saindo do cômodo com uma camiseta larga, que dava a impressão de que seu braço direito estava mutilado) Ah!
Leandro: Calma, sou eu!
Hugo: O que aconteceu com o seu braço?!
Leandro: É só uma blusa com um braço falso. (Ele tira a camiseta para provar seu ponto) Viu?
Hugo: Ah, tá.
Boa sorte com a sua ideia..., ou sei lá.
(Matheus e Nicholas presenciam a conversa de ambos a distância)
Matheus: Hm... o que será que eles tão fazendo ali?
Nicholas: O Leandro tá pegando as coisas da sala 9! Ele vai acabar com a minha ideia!! Vai Matheus, tira o Leandro de lá.
Matheus: Eu?
Nicholas: É, eu tô mandando! Agora!!
(Matheus pensa rapidamente em algo para distrair Leandro; sendo sua melhor ideia roubar a camiseta que Leandro segurava, e correr com ela para longe)
Matheus: ♪ “Na-na-nana-na, você não me pega”! ♪
Leandro: Matheus?!
(Leandro corre atrás dele, confuso, abrindo espaço para Nicholas explorar a sala 9 sozinho)
(Fugindo até o pátio, Matheus chama a atenção de Leandro como se sua vida dependesse disso. Entretanto, Leandro é capaz de alcançá-lo e recuperar a camiseta)
Leandro: Matheus!! O que você tá pensando?!
Matheus: Eu...
É...
Leandro: (Ele escuta um assovio familiar) Psiu! O Chef!
(Leandro pula para trás de um arbusto após avistar o alvo do desafio. Matheus logo faz o mesmo)
Chef: ...
Hum, esse lugar tá muito quieto pro meu gosto.
(Seguindo a sua intuição, Chef Hatchet caminha lentamente pelo pátio, sentindo uma brisa estranha, acompanhado de passos, como se algo passasse por ele, mas logo ignora.
Tentando se manter atento a todos os arredores, Chef é surpreendido com uma pessoa usando uma máscara assustadora, pendurada em uma árvore, que joga seu corpo em sua direção com a intenção de assustá-lo)
“Pessoa mascarada”: BUAW!
(Leandro e Matheus aguardam algum tipo de reação, contudo Chef se mantêm frio como gelo)
Chef: Bárbara?
Bárbara: Como sabia que era eu?
Chef: Muito engraçado. Por que não vai caçar um sapo ou alguma coisa assim?
(Chef volta para trás sem demostrar qualquer sinal de apavoro. Bárbara parecia desapontada)
(A conversa entre Chris e Duda parecia ter ficado mais pessoal, já que Chris, agora, dialogava emotivo)
Chris: Eu sei que parece fácil, mas a gente sofre muito sendo homem.
Maria Eduarda: Ah é...? (Seu olhar de desinteresse e tédio era bastante notável, Duda já mal sabia o porquê de estar perdendo seu tempo)
Chris: Elas não pensam em como é difícil pra gente se arrumar pra elas aparecerem com um vestido do ano passado? Elas acham que a gente tem tempo livre que nem elas pra ficar à toa? Eu tenho vida sabia?! Às vezes eu queria não ter nascido tão perfeito assim.
Maria Eduarda: É... difícil né?
[Maria Eduarda: (Novamente segurando o livro) E... chegamos na parte da tristeza]
(Nicholas sai da sala 9 com as mãos completamente avermelhadas)
Nicholas: Droga, derrubei demais.
(Indo até o banheiro para lavá-las, Matheus surge no seu caminho mais uma vez)
Matheus: O Leandro pegou a blusa de novo.
Nossa...! Isso aí é tinta? (Disse ele se referindo as mãos de seu colega)
Nicholas: Faz qualquer coisa, mas não deixa NINGUÉM entrar naquela sala (Sala 9).
Matheus: Você tá fazendo alguma coisa lá?
Nicholas: Não é “alguma coisa”, é “A Coisa”. Vai ser o susto mais assustador da história.
Matheus: Tá bom. Mas eu ainda não sei o que fazer; e se o Hugo assustar o Chef agora, a gente tá ferrado.
Nicholas: Hugo? Aonde ele tá?
Matheus: Lá embaixo. Ele vai assustar o Chef com aquela roupa de bicho-papão.
Nicholas: Hum...
(Escondido dentro da área do Chef (cozinha), Hugo vestia a fantasia de bicho-papão usada pelo Nicholas a quase uma semana atrás, preparado para dar um grande susto. Chef limpava algumas mesas do refeitório com seus fones de ouvido. Nicholas e Matheus desciam as escadas, prontos para presenciar a cena)
Matheus: Ele (Hugo) deve tá lá na cozinha.
Nicholas: A gente NÃO pode deixar ele ganhar. Temos que chamar a atenção do Chef.
(No momento perfeito em que Chef se abaixava para pegar sua pequena escova de limpar balcões, Hugo caminhava na ponta dos pés para assustá-lo)
Nicholas: BUW!!
(Chef escuta o grito de Nicholas, e consegue sentir a presença de algo atrás dele. Se virando para revidar, por pouco ele arremessa sua escova em Hugo)
Hugo: Eita!!
Calma aí... eu sou só um bicho-papão.
Chef: Você tava tentando me assustar??
Hugo: Quem...? Eu? Não...
Chef: Vai pro seu quarto agora!
Hugo: Tá bom... (Disse-o decepcionado)
{Chef: Não era pra essas crianças estarem fazendo algum desafio?}
Nicholas: Ha, um a menos. Agora tá na hora de voltar pro meu plano. Tenta ver se você acha mais alguém.
Matheus: ... (Ele respira fundo, e se prepara para dizer algo desafiador)
Nicholas, eu não quero mais fazer isso.
Nicholas: Fazer o quê?
Matheus: “Isso”. Ficar atrapalhando os outros, eu não quero ganhar desse jeito.
Nicholas: Você quer ser bonzinho, ou inteligente?
Matheus: Eu quero ser inteligente, mas isso não é certo. Ninguém merece isso.
Nicholas: Ah... “ninguém”? E o Leandro? Que te tratou que nem um saco de lixo? Você acha que ELE não merece perder??
Matheus: Eu não quero mais brigar Nicholas! Eu sei que você também não gosta do Leandro, mas isso não tá ajudando em nada.
Nicholas: Seu bebezão! Só foi começar a andar com as meninas que virou isso aí, um covarde!
Matheus: Pelo menos elas são mais legais que você! Bem que a Bárbara falou que você era bizarro.
Nicholas: ..., hum, a Bárbara falou?
Matheus: É. Agora deixa isso pra lá e me deixa fazer o meu desafio!
(Matheus deixa Nicholas para trás, trêmulo, com medo de que Nicholas pudesse revidar, mas o mesmo apenas o encara com olhos zangados)
(Bárbara pega alguns lençóis brancos pendurados em um varal próximos a horta da escola)
Bárbara: Peguei.
(Ela puxa apenas dois, já imaginando ser o suficiente. Quando se vira, ela toma um pequeno susto ao ver Nicholas, a encarando logo atrás dela com um olhar penetrante)
Ai...! O que foi Nicholas?
Nicholas: O que você tá fazendo?
Bárbara: Eu... tô fazendo alguma coisa pra assustar o Chef.
Nicholas: Legal! Eu ouvi falar que ele tem medo de fantasmas.
Bárbara: Sério? Ufa, tô no caminho certo.
Nicholas: E você? Tem medo de perder o braço?
Bárbara: Perder o braço? Eu acho que não...?
Nicholas: Hum, mas devia. (Ele segura o punho de Bárbara com força, a assustando)
Bárbara: Nicholas... me solta!
Nicholas: Então você falou pro Matheus que eu sou estranho?
Bárbara: Eu tô falando sério! Me solta!!
Nicholas: Você pode falar com quem você quiser, mas vê se fica FORA do meu caminho! Se não a coisa vai ficar feia.
(Após seu ultimato, Nicholas larga o braço de sua colega e deixa a cena, deixando-a obviamente tensa)
(Em mais uma cena que poderia estar em uma sessão de terapia...)
Chris: Mas eu realmente achei que ela era especial. Pena que ela só olhava pro meu bolso.
Maria Eduarda: Olha, existem muitas mulheres no mundo, com certeza uma vai gostar de você. (Disse-a passando um ar de confiança)
Chris: Eu sei..., e o pior é que eu paguei caro na reserva daquele restaurante japonês.
Maria Eduarda: Por que não leva o Chef? Acho que ele ia gostar.
Chris: Não, o Chef não. Ele detesta comida japonesa!
Maria Eduarda: É, eu também não gosto muito.
Chris: Não pela comida, mas por causa de uma coisa que aconteceu com ele quando ele tinha 5 anos.
Maria Eduarda: (Ela voltava a mostrar interesse pela conversa) É mesmo?
Conta mais...
(Em uma sequência de cenas rápidas, alguns competidores tentavam novamente provocar algum tipo de medo em Chef Hatchet...
Hugo joga uma porção de aranhas de brinquedo pela janela em Chef quando ele estava podando o jardim, que apenas olha para Hugo irritado. Bárbara, vestindo um lençol branco como se fosse um fantasma, bate na janela da cozinha lentamente com a intenção de amedrontá-lo. Chef interrompe sua receita, abre a janela, remove o lençol que Bárbara a usava e manda ela se retirar. Matheus, com uma arma de Paintball, tem uma ideia um tanto quanto diferente, disparando vários tiros em uma das salas que Chef estava limpando, para assustá-lo e fazer parecer que eram tiros de verdade. Matheus recua e comemora discretamente, pensando ter o assustado de verdade. No entanto, Chef toma sua arma pela janela e começa a atirar em Matheus como alvo, que foge instantaneamente. Pronto para limpar os banheiros, Chef abre uma das cortinas e encontra uma garota loira, com a cabeça baixa, que diz a ele: “Eu sou a loira do banheiro!” e solta uma risada maléfica. Chef mais uma vez remove o disfarçe de Bárbara, e a leva para o lado de fora.Chef: Muito bem pestinhas, quem vai me explicar o que tá acontecendo? (Questionou a Hugo, Bárbara e Matheus com frieza)
Hugo: Eu não sei de nada.
Bárbara: Eu também não.
Chef: Eu só quero limpar essa maldita escola e fazer o meu serviço em paz, então PAREM de me atrapalhar!
...: Chef...
(Uma voz misteriosa sussurra o seu nome)
Chef: O que??
...: Chef...
(A porta da sala 9 abre misteriosamente. Os demais competidores ficam intrigados)
Chef: Fiquem aí!
(Quando Chef adentra na sala 9, tudo estava completamente escuro. Uma música de uma caixinha com uma bailarina rodando começava a tocar; passos pesados e repetitivos ecoavam pela sala; manchas de um líquido vermelho caíam pelo teto, sujando os ombros de Chef.
Uma lanterna estava propositalmente localizada próxima de uma das prateleiras. Ao pegá-la e ligar a sua luz, uma criatura horrenda, com o corpo todo coberto de preto, apenas com seus dentes grandes e pontudos visíveis, soltava um grito estridente, enquanto jogava seu corpo na direção de Chef)
Chef: Santa mãe!
“Criatura”: Haha, eu sabia!
Chef: (Ele corria para o fundo da sala) Meu desentupidor! Eu tô sem usar o banheiro dos professores há uma semana! Valeu Nicholas.
(A criatura, sendo Nicholas fantasiado, fica indignado ao ver que a reação espantosa de Chef, se tratava dele ter encontrado seu desentupidor, e não devido a cena que ele havia ficado mais de uma hora criando)
Nicholas: ..., o quê?!
(Chef sai da sala 9 como se nada tivesse acontecido. Maria Eduarda entra em cena e cumprimenta o grupo dos demais competidores)
Bárbara: Duda!
Maria Eduarda: Oii.
Hugo: Aonde é que você tava? Você sumiu.
(O grupo escuta a voz de Leandro ao longe)
Leandro: Duda... isso não vai funcionar!
Maria Eduarda: Vai sim! Confia em mim!
Matheus: Do que ele tá falando?
(Leandro aparece de dentro da sala das garotas)
Leandro: Olha isso! Tá uma porcaria! Meu braço tá quase inteiro pra fora.
Hugo: Haha, essa aí foi demais. Haha!
(Chef, no entanto, fica bastante surpreso ao ver Leandro vestindo uma fantasia bastante mal-acabada de uma lagosta, tendo sido usada a roupa de bicho-papão como base)
Chef: Que porcaria é essa? (Disse com uma voz quase que ofegante)
Maria Eduarda: É uma lagosta.
Chef: Lagosta...?!! (Mesmo com a fantasia pouco convincente, Chef começa a sentir suas pernas formigarem, seu suor começar a pingar frio, e a única coisa que passa pela sua cabeça são flashbacks e vozes de um passado distante e assustador)
(Leandro, mesmo um pouco confuso, se aproxima dele, apenas soltando um “Bu”, sem a intenção de assustar. No entanto, Chef Hatchet grita desesperado, esperneando pelo corredor, e fugindo para longe em alta velocidade. Os demais competidores ficam boquiabertos, incluindo Nicholas, que via tudo de relance após ter tirado sua fantasia)
(Chris chega no cômodo batendo palmas)
Chris: Meninos... meninas, parabéns pela performance de hoje, foi incrível! E... como eu disse antes, apenas aquele que conseguisse assustar o Chef com gosto, ganharia o desafio, e eu acho que não tem como ser outra pessoa... se não o Leandro.
Maria Eduarda: Uau!
Leandro: O quê?!
Chris: Você tava certo, o Chef odeia lagostas, traumas de infância.
Bárbara: O que aconteceu?
Chris: Isso fica pra um próximo episódio...
Maria Eduarda: Parabéns Leandro!
Leandro: Valeu Duda! Eu nunca ia ter conseguido sem você.
Nicholas: Isso é pegadinha né? Como que ele com essa fantasia idiota ganhou de mim?? Eu fui o ÚNICO que fez um susto de verdade!
Chris: Como eu disse, quem conseguisse assustar O CHEF...
Nicholas: Que se dane o Chef!! O Leandro não merece ganhar!!
Hugo: Aê, calma aí Nicholas.
Nicholas: Cala a boca Hugo!
Matheus: Para de falar assim com meu amigo!
Leandro: É Nicholas, por que você não relaxa?
Nicholas: E por que você não fica na sua?!! (Em um ato de pura raiva, Nicholas vira um soco forte no rosto do Leandro, o derrubando no chão. Mesmo com todos os conflitos internos entre os competidores, todos decidem ir até Leandro e ajudá-lo)
Chris: Ok, ok, acho que já entendemos. Logo logo teremos a cerimônia de eliminação. Estejam preparados.
[Bárbara: Que bizarro ver o Nicholas desse jeito. Mas ele vai ter o que merece, ah se vai!]
- Na cerimônia de eliminação -
(Imune(s): Leandro)
(Na berlinda: Bárbara, Hugo, Maria Eduarda, Matheus e Nicholas)
Hugo: Ei, você tá bem? (Perguntou para Leandro)
Leandro: (Ele segurava um pedaço de papel higiênico para conter o sangue de seu nariz) É só um nariz sangrando, grande coisa.
Hugo: Vê pelo lado bom... quem sabe você ganha superpoderes? Haha!
Leandro: Haha, é.
Chris: Pessoal, eu vou ser breve hoje. Como vocês sabem, um de vocês seis será eliminado, sobrando apenas cinco. Não só os votos foram mais do que óbvios, mas ferir propositalmente um colega de forma direta é algo bem grave, e é a quebra de uma das regras do programa, então hoje... é a vez do Nicholas ir para casa, sem gracinha Nicholas.
Nicholas: Hmpf, eu não ligo.
Chris: Que bom, porque temos alguém te esperando.
(Um homem alto, com um olhar sério e usando uma roupa social entra na escola e cumprimenta Chris)
Bárbara: Quem é esse homem?
Nicholas: ...
Pai?
Chris: Isso mesmo, não só o Nicholas vai ser eliminado como também vai assinar uma advertência pelo seu comportamento.
Nicholas: Por que não me expulsa da escola de uma vez?!
“Pai de Nicholas”: Nicholas!!
Nicholas: Desculpa.
(Após tudo ser resolvido, Nicholas, junto de seu pai, saem do colégio)
Chris: Obrigado pela compreensão Gustavo.
Gustavo: Igualmente McLean.
(Chris se despede e volta para dentro da escola)
Gustavo: É brincadeira hein Nicholas? Eu tive que sair de uma reunião importante porque o “meu filho” tava se comportando que nem um moleque!
Nicholas: Mas pai... (Tentava contra-argumentar com lágrimas nos olhos)
Gustavo: Engole esse choro!!
Nicholas: Eles não são meus amigos! Eles me odeiam!!
Gustavo: É lógico, com você se comportando que nem um animal! Não foi essa educação que eu te dei!
(Desta vez mais raivoso, ele pega no pulso de seu filho com força) E a próxima vez que você falar comigo daquele jeito eu vou te mandar embora!!
(Nicholas apenas abaixa a cabeça)
Moleque inútil!
(Gustavo vai até seu carro e dá a partida)
Gustavo: Entra no carro!!
(Nicholas entra pela porta de trás e assiste seu pai sair da frente da escola pela janela, olhando para o DDA com os olhos marejados, mas também com sede de vingança)
(Créditos)
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