Competição DDA (2ª Temporada): Meninos & Menin
15 Capítulo 15 - O Surto de Frescurite
Chris: No grande e último episódio da Competição DDA...
Vocês aí de casa, já brincaram de Polícia e Ladrão? Se vocês já brincaram de ser policial, gostavam de encurralar e prender os prisioneiros? E talvez levavam a ideia de ser um justiceiro um pouco a sério demais? (Cena de Nicholas ameaçando Maria Eduarda com uma cadeira é mostrada na tela) E vocês que já foram ladrão, bolavam formas de enganar os policiais? Ou apenas fugiam pelas suas vidas e torciam para nunca mais serem encontrados?
Com base em um desafio de jogar argolas, duas equipes foram formadas de acordo com quem tinha a melhor mira. O grupo de policiais, formado por Bárbara, Nicholas, Matheus e Brunna, foi treinado pelo comandante Hatchet, e ficaram responsáveis por supervisionar a escola. Nicholas disse que ele quem deveria tomar frente, já que ele era “o melhor”, o que, claro, não foi algo que agradou a nossa pequena feminista Bárbara; e falando nela... ela e Brunna parecem não ter tido uma conversa agradável a respeito de amizades e confiança, eu diria que essa relação não parece nem um pouco estável, vocês não acham? Já no grupo de ladrões, a união parecia boa, porém a falta de direcionamento ou preparo deixou os pobres coitados como os perdedores do desafio, mesmo que Leandro e Maria Eduarda tenham dado seu máximo para salvar o dia; e Milena, a nossa GRANDE garota, literalmente, foi eliminada graças a Duda, que convenceu o Hugo a votar na Milena junto com ela. É..., vocês sabiam dessa?? Haha. Mas ao menos ela teve a chance de resolver as coisas com a sua ex-amiga, agora amiga de novo, Brunna.
E o que podemos esperar do episódio de hoje? Será que Nicholas vai mexer com a cabeça de mais alguém? Será que os meninos e as meninas vão finalmente se entender? E será que Hugo vai fazer alguma coisa útil desta vez? Fiquem ligados na... Competição DDA!
(Abertura)
(Era um dia comum e ensolarado. Bárbara corria pelo pátio da escola ofegante, praticando o que parecia algum tipo de exercício. Brunna estava distante sentada em um banco lendo uma revista. Leandro aparecia no mesmo local com uma bola de futebol; o garoto encarava Bárbara confuso devido aos seus movimentos físicos, mas logo seguia seu caminho. Enquanto passava, Brunna abaixava sua revista, apenas o suficiente para poder encarar Leandro com um olhar desprezível)
(Chegando na quadra... Hugo e Matheus, acompanhados de Nicholas, conversavam a respeito de algo)
Leandro: Ei, saca só!
(Após colocar os pés na mesma quadra, Leandro tenta impressioná-los, fazendo um chute de bico com sua bola de futebol, acertando precisamente o gol mais distante)
Haha! Viram?
(Hugo e Matheus nem sequer arregalam os olhos ou demonstram alguma reação surpresa)
Hugo: Você viu alguma coisa?
Matheus: Não, nadinha.
Hugo: Vamos sair daqui, a energia ficou muito pesada de repente.
Matheus: É, me deu até dor de cabeça.
(Ambos os amigos se retiram sem mesmo olhar para trás)
Leandro: Eu não entendo..., duvido que eles saibam fazer isso.
Nicholas: Eu acho que o problema não é esse.
Leandro: Então qual é o problema?
Nicholas: Eles finalmente viram que você é um chato que só sabe gritar e reclamar.
Leandro: Fica quieto Nicholas! Você não sabe de nada.
Nicholas: Tá bom então...
(Nicholas abandona Leandro com seus pensamentos. Mesmo que Leandro fosse teimoso o suficiente para recrutar, toda a sua solidão o fazia pensar se ele realmente era tão "bomzão" como ele pensava ser)
(Depois de concluir sua pequena série de exercícios, Bárbara retornava para sua sala com o rosto avermelhado e a testa levemente oleosa; Brunna também dava as caras pouco tempo depois, guardando sua revista de fofocas. Ambas se entreolhavam pelos ombros, ignorando completamente a presença uma da outra)
(O que as garotas não contavam era que Maria Eduarda entraria no cômodo na mesma hora com roupas e uma peruca idênticas as de Chris Mclean)
Maria Eduarda: Respeitável público! Aqui estamos para mais um desafio!
(Brunna e Bárbara dessa vez não conseguiram evitar, e se encararam diretamente com expressões confusas)
Maria Eduarda (Chris): Pro desafio de hoje... vocês vão ter que falar o quanto eu sou lindo!
Brunna: Hum...??
Maria Eduarda (Chris): Quem falar... ganha o meu almoço hoje.
Bárbara: (Mesmo sem entender com clareza quais as intenções de Duda, Bárbara decide entrar na brincadeira) Você é tão lindo Chris, que poderia ser um semáforo vermelho.
Maria Eduarda (Chris): Por quê?
Bárbara: Porque todo mundo ia parar só pra te ver.
Maria Eduarda (Chris): Uau! Bárbara está ganhando.
Brunna: Eu não acho. Chris, você é o apresentador mais... mais brega que eu já vi.
Maria Eduarda (Chris): O quê??
Brunna: É, essas calças, esse penteado, devia ir atrás de umas dicas de moda.
Maria Eduarda (Chris): Como assim??
Bárbara: Na verdade... a Brunna tá certa, ninguém usa mais esse cabelo.
Brunna: Só o cabelo? O conjunto todo!
Bárbara: Hahaha! Verdade.
Maria Eduarda (Chris): Parem de rir de mim!
Bárbara: Por quê? A gente não pode mais ter opinião?
Brunna: Bárbara, você vai pra moto da vergonha porque falou mal do meu cabelo sedoso. (Dizia Brunna com uma voz masculina forçada e debochada)
(As garotas da sala, incluindo Maria Eduarda, caem na gargalhada)
Maria Eduarda: Haha! Aiai, eu sabia que vocês iam rir.
Bárbara: De onde tirou essa ideia?
Maria Eduarda: Foi uma ideia do Hugo, eu queria fazer uma coisa legal, pra nós 3. Eu sei que vocês duas não são muito amigas, mas sempre dá pra começar de novo, não é?
(Brunna e Bárbara pareciam não saber lidar muito bem com a situação, permanecendo caladas por alguns segundos)
Bárbara: Eu acho que... somos um pouco diferentes.
Brunna: É, somos diferentes.
Maria Eduarda: Diferentes aonde? Vocês duas são inteligentes, corajosas, lutam pelo que acreditam, são muito bonitas, gostam das suas amigas, são engraçadas, e sabem a hora de levantar a cabeça. Vocês são praticamente duas Barbies.
(Bárbara esboça um sorriso tímido)
Bárbara: Olha, eu já cansei de brigar. Brunna, não precisamos ser amigas, mas você não precisa fazer piada do meu jeito, eu gosto de futebol mesmo, e daí?
Brunna: Eu nunca disse que você não podia gostar, mas você podia parar de me tratar como se eu fosse sempre a errada.
Bárbara: Na maioria das vezes você é...,
(Brunna se zanga)
Mas eu te perdoo. E outra coisa... os seus treinos foram muito bons, não sabia que correr fazia tão bem pra respiração.
Brunna: Eu disse, não disse?
(Maria Eduarda acompanhava a reconciliação das duas sorrindo)
Bárbara: Mas eu tô morrendo de dor de cabeça agora, acho que eu preciso de um remédio.
Brunna: Você devia ir pra secretaria.
Maria Eduarda: Eu vou com vocês, só vou tirar essa roupa “brega”, hihi.
[Maria Eduarda: (Ela decide se divertir mais um pouco com sua vestimenta) Senhoras e senhores, eu sou lindo! Eu tenho muito dinheiro, e vocês não. Haha, pobres, haha!] (Ela lança beijos de um lado para o outro, até ouvir alguém do outro lado da porta)
Chris: Maria Eduarda, se não tirar essa roupa agora, será eliminada pela regra número 27, desacato ao apresentador!
[Maria Eduarda: Ok, tô indo]
...
Hugo: Matheus??
(Entrando na secretaria, Hugo se depara com Bárbara e Matheus com uma cara enojada, encarando um remédio que Chef estava oferecendo; Brunna também estava lá, acompanhando Bárbara)
Hugo: Uau, quanta gente.
Bárbara: Tem certeza Chef?
Chef: Se não tomar, não vai melhorar.
Matheus: Hmm... minha cabeça tá girando.
Chef: Anda! Engole.
(Não muito contente, mas sem teimosia, Bárbara toma o xarope que Chef segurava em uma colher)
Agora sua vez... (Disse-o para Matheus)
Nicholas: Ei! (O garoto chegava na sala de maneira bem calorosa)
Tem alguma coisa pra dor de cabeça??
Brunna & Hugo: Você também??
Nicholas: Eu não aguento mais! Parece que tem um bicho dentro da minha cabeça.
Chef: Senta aí, vamos resolver isso.
(Nicholas se junta aos demais injuriados)
E vocês? Vão ficar parados aí?
Hugo: Eu tô de boa.
Brunna: Eu não, não vou ficar numa sala com gente doente.
Chef: Então rala filha, rala.
Brunna: Eu já tô indo!
(Após tomar um pouco de água no bebedouro do refeitório, Leandro parecia um pouco entediado)
Leandro: Que silêncio... (e também um pouco confuso pelo silêncio extremo; todos pareciam ter simplesmente evaporado)
(Olhando para os lados, buscando qualquer sinal de vida, o garoto vê Brunna se retirando da secretaria, e decide confrontá-la)
Leandro: Ei, você viu todo mundo?
Brunna: (Ela parecia bastante amargurada) Mesmo se eu soubesse, eu não ia falar pra você.
Leandro: Então você sabe de alguma coisa?
Brunna: Eu não sei DE NADA, e é bom você deixar eu e as meninas em paz!
Leandro: Mas eu não falei nada...?
Brunna: E é bom continuar assim! Você vai pagar por tudo o que você fez com a gente!!
(Maria Eduarda, desta vez com seus trajes habituais, ouvia uma discussão próxima as escadas pelo andar de cima; após notar do que, e de quem se tratava, ela rapidamente desce a escadaria e interrompe o diálogo)
Maria Eduarda: Ei, calma gente! O que aconteceu?
Leandro: A Brunna, enchendo o saco como sempre.
(Brunna mostra a língua para Leandro)
Maria Eduarda: Não briguem pessoal; a escola é muito grande, dá pra vocês ficarem longe o suficiente um do outro.
Leandro: É o que eu queria.
Brunna: Então eu vou pra minha sala continuar a minha revista.
(Poupando a sua paciência, a garota de atitude se retirava da conversa)
Hugo: Pessoal! (Ele também saía de dentro da secretaria)
Maria Eduarda: Hugo?
Hugo: Então... eu acho que não vai ter desafio hoje.
Maria Eduarda: Como assim?
Hugo: A Bárbara, o Matheus e o Nicholas tão parecendo zumbis, do nada os 3 decidiram ficar doentes.
Maria Eduarda: A Bárbara tava meio estranha mesmo, mas o que será?
(Brunna não havia ainda ido para seu dormitório/sala de aula, ela estava no primeiro andar, escondida próxima às escadas ouvindo a conversa do grupo)
[Brunna: Hmppf, tá bom, ninguém fica doente de uma hora pra outra. O Hugo deve tá exagerando]
(Com uma pulga atrás da orelha, Brunna tem a ideia de investigar a secretaria, onde os “doentes” estavam. E para sua surpresa...)
Brunna: Ahh?!!
(A situação era realmente uma catástrofe! Bárbara, Matheus e Nicholas estavam pálidos, gemendo feito doentes e com os olhos caídos, com quase ou nenhum movimento aparente, apenas imóveis e largados pelo cômodo.
Aquilo tudo parecia o suficiente para Brunna ter certeza de que Hugo, afinal de contas, não estava errado. Ela se vira, e abandona os outros assustada)
(Sem muitas opções de lazer, ou algo comumente cativante para ser feito em conjunto pelos três, Duda, Leandro e Hugo andavam pelo pátio com uma pergunta em comum)
Maria Eduarda: Pessoal, existe alguma regra no programa pra quem fica doente? Tipo... se você ficar doente, vai ser eliminado?
Hugo: Não sei... acho que isso nunca aconteceu antes.
Leandro: Sabe o que é mais estranho? Nós 3 não ficamos doentes, e nós três éramos da equipe dos ladrões ontem.
Hugo: Hum, será que esse vírus é contra policiais? Haha.
Maria Eduarda: Mas mesmo assim, por que que a Brunna não ficou doente? Ela também era dos policiais.
Leandro: Vai ver o sangue dela é tão ruim que nenhum vírus quer entrar.
Hugo: Hihi. (Hugo solta um riso contido)
(Sem qualquer explicação, um porco passa pelo trio grunhindo, fugindo em grande velocidade completamente sujo de lama)
Hugo: Eu tô ficando doente, ou eu acabei de ver um porco?!
Maria Eduarda: Ele veio de lá!!
(Seguindo as pegadas deixadas pelo suíno, todos chegam até a quadra coberta, que parecia tão caótica quanto a sala dos “infectados” ...
O local inteiro fedia a pasto, com lama espalhada para todo o lado, e ao menos meia dúzia de porcos caminhando de um lado para o outro. O apresentador Chris também estava lá)
Chris: Bem-vindos ao desafio de hoje, cambada!
Leandro: Esse lugar tava normal até agora, como você fez isso tão rápido?? (Se referindo há como Chris encheu o local de lama e porcos)
Chris: Ah, a minha equipe é muito eficiente.
Hugo: Tá, dá pra você explicar o que tá acontecendo?
Chris: Como puderam ver... vocês 3 foram os poucos sortudos a não terem pegado a “frescurite”.
Maria Eduarda: “Frescurite”?
Chris: Frescurite: Uma doença de causa ainda desconhecida; seu público-alvo são crianças de aproximadamente 10 anos de idade; seus sintomas mais comuns são: Enjoo, náuseas, sede extrema, mudanças de temperatura corporal, e dores de cabeça.
Hugo: Eu hein.
Chris: Pro desafio de hoje, vocês 3 terão que achar a cura, e salvar os seus colegas que nesse momento estão de mal a pior. Aquele que fizer isso mais rápido, ganhará a imunidade, e vai sobreviver mais um dia na competição.
Leandro: Quer dizer que só um de nós três pode ganhar hoje?
Chris: Possivelmente, Leandro.
Leandro: Eba!!
Hugo: Mas o que isso tem a ver com os porcos?
Chris: Existem três ingredientes que precisam ser misturados com água para criar o antídoto. Podem descobrir quais são lendo um livro chamado “A Magia dos Chás de Ervas”. Ele deve estar na biblioteca, em algum lugar...
Mas já adianto a vocês, um dos ingredientes que é usado é... xixi de porco.
(Todos do trio exclamam: ECA!!)
Hugo: Como você quer que a gente pegue xixi de porco?!
Chris: Bom, aí eu já não sei, mas pensem que é por um bem maior... a imunidade! E... cem mil reais pro ganhador da temporada.
(Hugo, Leandro, e Duda olhavam uns para os outros, enojados, mas ao mesmo tempo, certos de que precisavam ser fortes e possivelmente encarar os fatos... todos ali queriam a mesma coisa)
(Dentro da secretaria... Matheus saía de dentro do banheiro)
Bárbara: Você tá bem Matheus?
Matheus: Mais ou menos..., e como tá a sede?
Bárbara: Um pouco melhor. Nossa, eu tava que nem um cacto.
Matheus: Haha!
Bárbara: (Ela via aquilo como uma oportunidade rara de acertar as coisas) E aí? Como estão as coisas com os meninos?
Matheus: Hm, legal, eu e o Hugo estamos de boa.
Bárbara: Mas e o Leandro?
Matheus: Leandro? Hmmpf, a gente não fala mais com aquele traidor.
Bárbara: Vocês brigaram?
Matheus: Ele que brigou, com a equipe inteira! A gente não aguentava mais ele mandando em todo mundo.
Bárbara: É, ele é bem chato mesmo.
Matheus: Que nem você e a Brunna.
Bárbara: Ahn? Como assim eu e a Brunna?
Matheus: Eu ouvi vocês brigando ontem quando eu entrei no banheiro. Você devia fazer a mesma coisa, parar de falar com ela, e deixar ela sozinha para aprender.
Bárbara: Só que eu cansei de ter raiva dos outros, eu só quero que tudo fique em paz logo, mesmo que ela tenha errado em pegar o diário da Sara pra ficar vendo o podre de vocês pra ferrar com a equipe dos meninos.
Matheus: Espera... ela fez o quê?
(Nicholas, mesmo não participando da conversa, observava tudo escorado em uma das paredes, e via aquilo como uma tentativa de Bárbara para apaziguar os conflitos que estavam rolando, o que foi algo que Nicholas não gostou de presenciar. A barriga de Bárbara começava a roncar)
Bárbara: É uma longa história. Tá... Eu tenho que ir.
(A garota corria para o banheiro, um pouco nauseenta)
Nicholas: ...
Aposto que foi o Leandro.
Matheus: Ahn?
Nicholas: Aposto que foi ele que deixou a gente doente.
Matheus: Como assim?
Nicholas: Cai na real Matheus, como você acha que todo mundo ficou doente do nada?? Aquele verme deve ter colocado alguma coisa na nossa comida.
Matheus: O Leandro é um saco, mas eu não acho que ele ia fazer isso.
Nicholas: Você ainda tá defendendo ele?! O Leandro odeia você! Odeia o seu jeito bonzinho! Odeia tudo em você!!
Matheus: Eu sei... (Disse-o em um tom tristonho)
Nicholas: Você vai ficar triste? Deixa de ser mulherzinha! Você tem que ficar com raiva! Ele usou você, fez todo mundo de idiota, e ainda riu da nossa cara!
(Como um bom manipulador, Nicholas era capaz de transformar a melancolia de Matheus em rancor, e ódio)
Matheus: Hum, ele é um mala.
Nicholas: Ele é pior que isso, ele é um inimigo. A gente tem que acabar com ele!
(Dentro da biblioteca à procura de um livro específico, Maria Eduarda decide trazer Brunna para acompanhar e ajudá-la a procurar)
Brunna: Então isso tudo é um desafio?
Maria Eduarda: É, o Chris mesmo falou.
Brunna: Que cara maluco, se eu tivesse ficado doente eu ia processar ele!
Maria Eduarda: Uhum...,
Brunna: Sério, ele...
Maria Eduarda: Achei! (Duda encontra o livro “A Magia dos Chás de Ervas” em uma das prateleiras como Chris mesmo havia mencionado)
Brunna: E aí? Tem alguma coisa pra... “frescurite”?
Maria Eduarda: Deixa eu ver... (As páginas do livro são viradas uma por uma) “Preguicite”, “Chaticite”, “Burricite Aguda” ...
Brunna: Aqui, achei.
Maria Eduarda: “Frescurite: Doença de causa ainda desconhecida, com possível relação a ingestão de alimentos fora da validade.
Como tratar: Um chá feito com base de água e doze colheres de xixi de porco (Brunna coloca sua língua para fora como quem fosse vomitar) essência de hortelã e...”
Brunna: ..., e o quê?
Maria Eduarda: (Ela espreme seus olhos) não sei, tá difícil de ler. Alguma coisa com “mate”.
Brunna: E o Chris falou que quem ganhar vai ser quem fazer o chá?
Maria Eduarda: Ele falou que quem salvasse os outros primeiro ia ganhar.
Brunna: Então é bom esconder esse livro, e deixar os meninos batendo a cabeça.
Maria Eduarda: Não acha que a gente podia contar pra eles? Eles podiam ajudar a gente a achar os outros ingredientes.
Brunna: De que adianta? Só pra um deles passar a perna na gente?
Maria Eduarda: Relaxa, eu conheço eles, a gente...
Brunna: Você NÃO conhece eles Duda! Não sabe do que eles são capaz.
Maria Eduarda: Mas..., mas se todo mundo se ajudar, pode dar certo. (Disse-a com uma esperança quase cega)
Brunna: Esse é o problema de você e dá Bárbara, vocês acham que todo mundo quer ser amigo e que todo mundo é bonzinho. Se você visse o que eles fizeram com a Rúbia, com a Lara, e tudo o que eles fizeram comigo desde que eu entrei na escola, principalmente o inútil do Leandro, você não ia pensar assim.
Maria Eduarda: ... foi tão ruim assim?
Brunna: (Ela se via em uma situação bastante vulnerável) O Leandro já falou coisas horríveis pra mim e para as meninas. É horrível ter alguém sempre te colocando pra baixo, eu só não quero ver você passando por tudo o que eu passei.
Maria Eduarda: (Duda notava pela primeira vez que muito do rancor de Brunna não era apenas por “rixa infantil”, havia muito mais do que ela podia imaginar) Eu não sei o que aconteceu com vocês e os meninos, e eu fico triste porque eu gosto muito de todos vocês. Eu não tinha nenhum amigo na minha última escola, e é tão bom conhecer tanta gente tão legal. Por mim a gente seria todo mundo uma família, mas eu sei que não é fácil. Eu quero ser amiga do Hugo, do Leandro, do Matheus, e de você também Brunna, e tudo bem você não querer isso, mas eu quero muito.
Brunna: ..., você é muito legal Duda, os meninos iam gostar de você.
Só toma cuidado, tá? e não diga que eu não avisei.
Maria Eduarda: Hihi, valeu Brunna.
(Enquanto isso...)
Leandro: Ah... consegui! (De maneira surpreendente, Leandro consegue encher uma garrafa com xixi de porco com suas próprias mãos)
Hugo: Como você fez isso?
Leandro: Nem queira saber...
(Cambaleando pelos cantos, Matheus chegava atordoado na quadra, ainda mais inconsciente)
Matheus: Que cheiro de lama...
Leandro: Matheus?? Você tá quase branco, o que aconteceu?
(Matheus não dava nenhuma resposta, apenas revirava seus globos oculares de um lado para o outro)
Matheus?!
(Algumas cenas anteriores envolvendo Matheus eram reprisadas)
***FLASHBACKS***
Leandro: Por SUA CULPA, a nossa equipe vai para eliminação! Por que você não consegue fazer UMA coisa direito??!
...
Leandro: ... eu não preciso dessa pá mesmo. E nem de você!
...
Leandro: Quem você pensa que é pra falar desse jeito comigo, baixinho? (Cena da primeira temporada)
...
Leandro: Não é pra “ser legal”, é pra ganhar.
...
Nicholas: ... o Leandro odeia você! Odeia o seu jeito bonzinho! Odeia tudo em você!!
***FIM DOS FLASHBACKS***
(Com todas essas lembranças à flor da pele, Matheus fechava seus punhos, franzia suas sobrancelhas, e focava sua visão em apenas uma coisa...
Leandro)
(Em um ato de rebeldia, o garoto solta um grito entalado em seus pulmões e joga seu corpo para cima de Leandro, fazendo ambos caírem na lama.
Hugo reagia a cena bastante assustado, porém não o suficiente para intervir; os movimentos lentos e desajeitados de Matheus, junto com a limitação de movimentos de Leandro por estar coberto de lama, fez ambos parecerem bêbados em uma briga de bar.
A escolha de Hugo no momento foi... pegar a garrafa de xixi e levar consigo para longe)
(Maria Eduarda e Brunna decidem revisitar a sala dos infectados, porém ambas têm uma grande surpresa)
Maria Eduarda: Ahn...?? Eles sumiram!!
Hugo: Quem sumiu?
(Mais assombroso do que isso para as garotas era o estado deplorável em que Hugo estava)
Brunna: Eww!! Você se perdeu no esgoto?!
Maria Eduarda: Mentira que você conseguiu o xixi??
Hugo: Bem que podia ser mentira...
Maria Eduarda: Hugo, a gente achou o livro do Chris! Descobrimos que dá pra fazer um chá com xixi de porco, hortelã, e mais alguma coisa...
Hugo: Ahh, então enquanto a gente tava se matando com os porcos vocês ficaram lendo livrinho?
Brunna: Melhor que nada, Hugo.
Hugo: E onde a gente vai achar hortelã?
Brunna: Deve ter na cozinha, sei lá...
Maria Eduarda: Mas e o Chef?
Brunna: A gente pede pra ele.
Hugo: Pedir pro Chef? Fácil assim?
Brunna: É só pedir com jeitinho..., e pedir alguma coisa pra comer, eu tô morrendo de fome.
Hugo: Fome? Você não comeu aquela pratada de macarrão ontem?
Brunna: Eu não. Aquele molho branco tava nojento, não tive coragem de comer.
Maria Eduarda: (O comentário sutil de Brunna deixou Duda com uma pulga atrás da orelha)
Como assim Brunna?
Brunna: Eu tive que jantar uma banana ontem, era só o que tinha porque ele passou o dia todo fazendo aquele “macarrão especial”.
Hugo: Então a Brunna não comeu o macarrão.
Brunna: É..., foi o que eu falei.
Hugo: Então os únicos que comeram o macarrão ontem foi...
Maria Eduarda: O Matheus, o Nicholas, e a Bárbara...!
Hugo: E eles foram os únicos que ficaram doentes!
Maria Eduarda: Faz sentido!!
Hugo: Nossa, ainda bem que eu sou intolerante a lactose.
Brunna: Tá, mais ainda sim, a gente precisa fazer o remédio.
Maria Eduarda: Tem razão. Pra cozinha pessoal!
(O novo trio chegava até o famoso “cantinho do Chef”)
Brunna: É sério, você devia tomar um banho. (Disse-a para Hugo)
Maria Eduarda: Rápido pessoal, precisamos achar hortelã, antes que o Chef apareça!
(As gavetas eram reviradas)
Brunna: Mas espera... são 3 ingredientes, ainda vai faltar um.
Maria Eduarda: Droga, é verdade.
Hugo: Pensa bem... se foi o molho branco que tava envenenado, a gente precisa achar o contrário de molho branco.
Brunna: Que seria o quê? Molho escuro?
Hugo: ..., é...
Maria Eduarda: Ou... molho de tomate.
[Maria Eduarda: Hihi, isso pode dar muito certo, ou ser o maior desastre culinário da minha vida]
(Em uma jarra de suco, era misturado água, xixi de porco, molho de tomate, e o que os demais julgavam ser hortelã)
Hugo: E se isso não for hortelã?
Brunna: Tem gosto de planta igual.
Maria Eduarda: A gente não devia esquentar?
Chef: O que estão fazendo na minha cozinha??!
(Assustando os três, Chef voltava a seu local característico)
Hugo: Acabou tudo Chef! A gente sabe que foi você.
Chef: Não sei do que vocês estão falando, agora saiam da minha cozinha!
Maria Eduarda: Foi você que envenenou o macarrão e causou a frescurite! A causa da doença é você!
Chef: (Soltando um leve sorriso de canto de boca, ele parecia se entreter com a situação) Hum, isso não muda nada. Seus colegas ainda estão doentes, e ainda precisam passar por cima de MIM pra salvá-los.
(Tudo parecia perdido para o trio de ouro, até que...
Com um golpe só, Nicholas nocauteava Chef com uma cadeira de sala de aula, como o mesmo havia feito no primeiro episódio, encerrando o momento de “vilão” de Chef)
Nicholas: Eu não tenho tempo pra isso não, irmão.
[Maria Eduarda: O Nicholas deu uma cadeirada no Chef como se não fosse nada, que nem ele quase fez comigo. Eu sei que todo mundo quer ganhar, mas acho que isso já é ir longe demais...]
Hugo: Nicholas, bebe isso.
Nicholas: ...?
(Não muito tempo depois..., os quatro competidores, juntamente com Matheus e Leandro, encontravam Bárbara no parquinho. Ela era a última a ingerir o xarope caseiro)
Matheus: Então isso tudo era um desafio?
Hugo: Aham.
Nicholas: Eu vou matar esse cara (Chris).
Bárbara: Isso vai me curar?
Brunna: A gente espera que sim. (Leandro assistia Bárbara ingerir o xarope com uma expressão de nojo)
Chris: Meninos e meninas...! Olha só, estão todos aqui.
Maria Eduarda: Eles vão ficar bem?
Chris: Vão sim, graças ao trabalho de vocês, os ex-policiais verão a luz do dia. E acho que podemos concordar que, Maria Eduarda... é a nossa garota vitoriosa de hoje.
Maria Eduarda: (Ela se espanta de maneira positiva) eu??
Chris: Pela sua lealdade, empenho, e claro, por matar a charada do desafio.
Maria Eduarda: Uhull!! Valeu Chris, e valeu pessoal.
Chris: Se arrumem pessoal. Tomem um banho e preparem seu psicológico para mais uma eliminação.
(Todos saíam da quadra, com exceção de Duda e Leandro)
Maria Eduarda: Não é legal Leandro? Eu consegui!
Leandro: Você conseguiu??
Se não fosse eu, você nunca ia ter conseguido o xixi.
Maria Eduarda: É verdade Leandro; mas todo mundo ajudou hoje, e eu queria...
Leandro: Ah, fica quieta!! Você é igual a todo mundo, sempre com esse papinho de “somos todos amigos” e “todo mundo se ajuda”, deixa de ser fingida!
Maria Eduarda: Puxa... eu... achei que você ia ficar feliz de eu ganhar.
Leandro: Feliz?? Você mal chegou no jogo e já acha que é a favorita?! Se toca Duda, ninguém aqui é seu amigo!
Maria Eduarda: (Ela parecia chateada, porém, infelizmente, não tão surpresa)
Pelo jeito o que falam de você é verdade mesmo.
(Duda se retirava do parquinho, cabisbaixa, mesmo com a notícia de que havia ganhado a imunidade. Leandro, acompanhava a saída de Duda do local, com um olhar levemente incerto)
(Reunidos na secretaria novamente, os 7 competidores estavam segurando pequenos pedaços de papel com um nome escrito, prontos para darem seu voto)
Chef: Prontos? Vou chamar vocês um por um.
Nicholas.
Nicholas: Isso é pra você aprender a nunca mexer comigo. (Em um tom de revolta, o garoto diz isso enquanto joga seu papel dentro da urna; Maria Eduarda segue Nicholas com seus olhos, com um olhar de julgamento)
Chef: Maria Eduarda.
Maria Eduarda: (Ela se levanta e joga seu voto) O Leandro pode até ser chato, mas ele não é o mais perigoso.
...
Bárbara: Meninos, eu tô fazendo isso por vocês. (Joga seu voto na urna)
Hugo: Só tem uma resposta. (Joga seu voto)
Leandro: Todo mundo sabe que uma hora isso ia acontecer. (Joga seu voto)
Matheus: Foi mal Hugo, mas hoje eu não tô com você. (Joga seu voto)
Brunna: (Sem dizer uma palavra, Brunna repensa sua decisão... e joga fora seu pequeno papel escrito, pegando outro e escrevendo outro nome no lugar, tomando assim seu voto final)
Hum, é agora ou nunca.
- Na cerimônia de eliminação -
(Imune(s): Maria Eduarda)
(Na berlinda: Bárbara, Brunna, Hugo, Leandro, Matheus e Nicholas)
Chris: O que posso dizer competidores? A cada dia que passa, novas alianças se formam, novas amizades surgem, velhas amizades acabam, e é por isso que eu amo uma boa competição. Quando eu chamar seu nome, venha e aprecie seu delicioso marshmallow, e lembrem-se, tudo o que vai... uma hora volta.
(Todos pareciam aflitos e inquietos)
1ª pessoa a salvo: Maria Eduarda
2ª pessoa a salvo: Matheus
3ª pessoa a salvo: Hugo
4ª pessoa a salvo: Bárbara
(Nomes que ainda não foram chamados: Brunna, Leandro e Nicholas)
Chris: Mas que bela surpresa... acho que eu não preciso explicar muito, não é?
Dois de vocês estarão salvos hoje, porém, um infelizmente vai ter que subir na moto da vergonha, quem será?
(Nicholas parecia inabalável, a cada eliminação o garoto dava a impressão de ter ainda mais sede pela vitória e pela vingança; Brunna escondia seu medo perfeitamente com um olhar destemido e confiante; Leandro, mesmo com o pouco de confiança que lhe restava, tinha para si que talvez ainda restasse um pouco de piedade no coração de seus colegas)
...
...
...
O eliminado de hoje é...
(música dramática)
.....
.....
.....
Brunna!
(A resposta parecia uma surpresa para maioria; Brunna arregalava os olhos)
Chris: É isso mesmo, com um total de 3 votos, contra 2, e mais 2, Brunna é enfim, eliminada da Competição DDA.
Bárbara: Foi mal Brunna..., que pena.
(Brunna se levantava das arquibancadas descontente, sem motivação para contra-argumentar; ela apenas se retirava e ia a caminho da saída)
Leandro: Aí, pelo menos a gente não tem que aguentar mais ela, né pessoal? (Leandro tentava soar engraçado para tirar o peso do clima, mas ninguém havia achado graça. Todos se retiravam um por um do local)
Ei, Hugo, eu achei que aquele xixi de porco nunca ia sair da minha roupa, haha!
(Hugo revirava os olhos e continua andando)
..., Bárbara, você ficou verde que nem um zumbi, haha!
Bárbara: Não enche Leandro.
(Percebendo que seus “comentários hilários” não surgiam efeito algum, ele apenas observava seus colegas se afastando, para cada vez mais longe. Leandro não parecia enfurecido, ou mesmo tentava se sobressair, pela primeira vez sua expressão era de apenas um garoto confuso, solitário, e completamente perdido)
Leandro: ...
Pessoal?
(Créditos)
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